{"id":1792667013,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11079-angelus-deus-gosta-de-habitar-na-nossa-manjedoura-afirma-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:42","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:42","slug":"angelus-deus-gosta-de-habitar-na-nossa-manjedoura-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-deus-gosta-de-habitar-na-nossa-manjedoura-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abDeus gosta de habitar na nossa manjedoura\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angelus_1_150201125427.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco desafiou, esta manh\u00e3, os crentes a refletir, perante o pres\u00e9pio, acerca dos \u201clugares interiores onde temos medo que o evangelho entre\u201d pois \u201cDeus quer habitar connosco, quer habitar em n\u00f3s\u201d, sustentou<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a reflex\u00e3o do Santo Padre<\/p>\n<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Evangelho da Liturgia hodierna oferece-nos uma frase muito bonita, que rezamos sempre no Angelus e que sozinha nos revela o significado do Natal: \u00abO Verbo fez-se homem e habitou entre n\u00f3s\u00bb (Jo 1, 14). Estas palavras, se pensarmos bem, cont\u00eam um paradoxo. Re\u00fanem duas realidades opostas: o Verbo e a homem. \u201cVerbo\u201d indica que Jesus \u00e9 a Palavra eterna do Pai, Palavra infinita, que existe desde sempre, antes de todas as coisas criadas; \u201chomem\u201d, por outro lado, indica precisamente a nossa realidade, realidade criada, fr\u00e1gil, limitada, mortal. Antes de Jesus havia dois mundos separados: o C\u00e9u oposto \u00e0 terra, o infinito oposto ao finito, o esp\u00edrito oposto \u00e0 mat\u00e9ria. E h\u00e1 outra oposi\u00e7\u00e3o no Pr\u00f3logo do Evangelho de Jo\u00e3o, outro bin\u00f3mio: luz e trevas (cf. v. 5). Jesus \u00e9 a luz de Deus que entrou nas trevas do mundo. Luz e trevas. Deus \u00e9 luz: nele n\u00e3o h\u00e1 opacidade; em n\u00f3s, ao contr\u00e1rio, h\u00e1 muita escurid\u00e3o. Agora, com Jesus, Luz e trevas encontram-se: santidade e culpa, gra\u00e7a e pecado. Jesus, a encarna\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 precisamente o lugar do encontro, do encontro entre Deus e os homens, o encontro entre a gra\u00e7a e o pecado.<\/p>\n<p>O que quer anunciar o Evangelho com estas polaridades? Uma coisa espl\u00eandida: o modo de agir de Deus. Perante a nossa fragilidade, o Senhor n\u00e3o se desiste. N\u00e3o permanece na sua eternidade tranquila e na sua luz infinita, mas aproxima-se, faz-se homem, desce \u00e0s trevas, habita terras que lhe s\u00e3o estranhas. E por que faz isto Deus? Por que desce at\u00e9 n\u00f3s? F\u00e1-lo porque n\u00e3o se resigna ao facto de nos podermos afastar dele, afastar da eternidade e da luz. Eis a obra de Deus: vir entre n\u00f3s. Se nos considerarmos indignos, isso n\u00e3o o impede, Ele vem. Se o rejeitarmos, Ele n\u00e3o se cansa de nos procurar. Se n\u00e3o estivermos prontos e dispostos a receb\u00ea-lo, contudo ele prefere vir. E se fecharmos a porta na sua cara, Ele espera. Ele \u00e9 o Bom Pastor. E a imagem mais bela do Bom Pastor? O Verbo que se fez carne para partilhar a nossa vida. Jesus \u00e9 o Bom Pastor que vem procurar-nos onde estivermos: nos nossos problemas, na nossa mis\u00e9ria. Ele vem ali.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, muitas vezes mantemo-nos distantes de Deus porque pensamos que n\u00e3o somos dignos dele por outras raz\u00f5es. \u00c9 verdade. Mas o Natal convida-nos a ver as coisas do seu ponto de vista. Deus deseja encarnar-se. Se o teu cora\u00e7\u00e3o parece demasiado polu\u00eddo pelo mal, se te parece desordenado, por favor n\u00e3o te feches, n\u00e3o tenhas medo: Ele vem. Pensa na manjedoura em Bel\u00e9m. Jesus nasceu ali, naquela pobreza, para te dizer que n\u00e3o tem medo de visitar o teu cora\u00e7\u00e3o, de habitar uma vida desleixada. Esta \u00e9 a palavra: habitar. Habitar \u00e9 o verbo que o Evangelho usa hoje para significar esta realidade: exprime uma partilha total, uma grande intimidade. Este \u00e9 o desejo de Deus:\u00a0 quer habitar connosco, quer habitar em n\u00f3s, n\u00e3o ficar longe.<\/p>\n<p>E pergunto-me, a mim mesmo, a v\u00f3s e a todos: queremos dar-lhe espa\u00e7o? Em palavras, sim; ningu\u00e9m dir\u00e1: \u201ceu n\u00e3o\u201d; sim. Mas concretamente? Talvez haja aspetos da vida que conservamos para n\u00f3s, exclusivos, ou lugares interiores onde temos medo de que o Evangelho entre, onde n\u00e3o queremos colocar Deus. Hoje convido-vos a serdes concretos. Quais s\u00e3o as coisas interiores que eu penso que n\u00e3o agradam a Deus? Qual \u00e9 o espa\u00e7o que conservo apenas para mim e que n\u00e3o quero que Deus l\u00e1 v\u00e1? Cada um de n\u00f3s seja concreto e responda a isto. \u201cSim, sim, eu gostaria que Jesus viesse, mas que n\u00e3o toque nisto; e nisto n\u00e3o, e naquilo&#8230;\u201d. Cada um tem o pr\u00f3prio pecado \u2013 chamemo-lo pelo nome \u2013 e Ele n\u00e3o tem medo dos nossos pecados:\u00a0 veio para nos curar. Deixemos pelo menos que Ele o veja, deixemos que Ele veja o pecado. Sejamos corajosos, digamos: \u201cSenhor, estou nesta situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quero mudar. Mas tu, por favor, n\u00e3o te afastes muito\u201d. Esta \u00e9 uma boa ora\u00e7\u00e3o. Sejamos sinceros hoje.<\/p>\n<p>Nestes dias natal\u00edcios, far-nos-\u00e1 bem receber o Senhor exatamente ali. Como? Por exemplo, parando em frente do pres\u00e9pio, porque ele mostra Jesus que vem habitar toda a nossa vida concreta, comum, onde as coisas n\u00e3o correm bem, onde h\u00e1 muitos problemas \u2013 alguns por nossa culpa, outros por culpa dos demais \u2013 e Jesus vem. Vemos ali pastores que trabalham arduamente, Herodes que amea\u00e7a os inocentes, uma grande pobreza&#8230; Mas no meio de tudo isto, no meio de tantos problemas \u2013 e tamb\u00e9m no meio dos nossos problemas \u2013 h\u00e1 Deus, h\u00e1 Deus que quer habitar connosco. E espera que lhe apresentemos as nossas situa\u00e7\u00f5es, aquilo que estamos a viver. Portanto, em frente do pres\u00e9pio, falemos com Jesus sobre as nossas vicissitudes concretas. Convidemo-lo oficialmente para a nossa vida, sobretudo para as zonas obscuras: \u201cOlha, Senhor, ali n\u00e3o h\u00e1 luz, a eletricidade n\u00e3o chega, mas por favor n\u00e3o toques, porque n\u00e3o me apetece sair desta situa\u00e7\u00e3o\u201d. Falar claramente, de modo concreto. As zonas obscuras, as nossas \u201cmanjedouras interiores\u201d: cada um de n\u00f3s as tem. E falemos-lhe tamb\u00e9m sem receio dos problemas sociais, dos problemas eclesiais do nosso tempo; dos problemas pessoais, at\u00e9 dos mais terr\u00edveis: Deus gosta de habitar na nossa manjedoura.<\/p>\n<p>A M\u00e3e de Deus, na qual o Verbo se fez carne, nos ajude a cultivar uma maior intimidade com o Senhor.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/angelus\/2022\/documents\/20220102-angelus.html\" target=\"_blank\"> italiano<\/a><\/p>\n<p>02.01.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco desafiou, esta manh\u00e3, os crentes a refletir, perante o pres\u00e9pio, acerca dos \u201clugares interiores onde temos medo que o 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