{"id":1814184722,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12691-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus"},"modified":"2025-11-07T16:33:58","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:58","slug":"solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-2\/","title":{"rendered":"Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Nm 6,22-27; Sl 67; Gl 4,4-7; Lc 2,16-21<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Oito dias depois da Solenidade do Natal do Senhor, que a liturgia oriental designa significativamente por \u00aba P\u00e1scoa do Natal\u00bb, eis-nos no Primeiro Dia do Ano Civil de 2023, tradicionalmente designado como Dia de \u00abAno Bom\u00bb, a celebrar a Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus. A figura que enche este Dia, e que motiva a nossa Alegria, \u00e9, portanto, a figura de Maria, na sua fisionomia mais alta, a de M\u00e3e de Deus, como foi solenemente proclamada no Conc\u00edlio de \u00c9feso, em 431, mas j\u00e1 assim luminosamente desenhada nas p\u00e1ginas do Novo Testamento.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. \u00c9 assim que a encontramos no Lecion\u00e1rio de hoje. Desde logo naquela men\u00e7\u00e3o s\u00f3bria, e ousamos mesmo dizer pobre (na riqueza espiritual que o termo cont\u00e9m), com que Paulo se refere \u00e0 M\u00e3e de Jesus, escrevendo aos G\u00e1latas: \u00abDeus enviou o seu Filho,\u00a0<em>nascido<\/em>\u00a0(<em>gen\u00f3menon<\/em>) de mulher,\u00a0<em>nascido<\/em>\u00a0(<em>gen\u00f3menon<\/em>) sujeito \u00e0 Lei\u00bb (G\u00e1latas 4,4). Duplo nascimento:\u00a0<em>nascido<\/em>\u00a0de mulher, isto \u00e9, como todos n\u00f3s, nosso irm\u00e3o em humanidade;\u00a0<em>nascido<\/em>\u00a0sujeito \u00e0 Lei, isto \u00e9, membro do povo hebreu, a quem Deus tinha dado a sua Lei. Nesta linha breve e densa e, todavia, com uma repeti\u00e7\u00e3o vocabular s\u00f3 aparentemente desnecess\u00e1ria, aparece compendiado o mist\u00e9rio da Incarna\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que se sente j\u00e1 pulsar o cora\u00e7\u00e3o da Mariologia: Maria n\u00e3o \u00e9 grande em si mesma; \u00e9, na verdade, uma \u00abmulher\u00bb, verdadeiramente nossa irm\u00e3 na sua condi\u00e7\u00e3o de humana criatura. N\u00e3o \u00e9 grande em si mesma, mas \u00e9 grande por ser a M\u00e3e do Filho de Deus, e \u00e9 aqui que ela nos ultrapassa, imaculada por gra\u00e7a, bem-aventurada e bem-aventuran\u00e7a, nossa m\u00e3e na f\u00e9 e na esperan\u00e7a. Ela \u00e9 a M\u00e3e do Filho de Deus e filho\u00a0<em>seu<\/em>. Para falar do nascimento de Jo\u00e3o, refere o texto, de forma um tanto ou quanto indeterminada, que Isabel \u00abdeu \u00e0 luz um filho\u00bb (<em>eg\u00e9nn\u00easen hyi\u00f3n<\/em>) (Lucas 1,57). Mas para falar do nascimento de Jesus, o texto diz, de um modo todo particular, que Maria deu \u00e0 luz \u00abo\u00a0<em>seu<\/em>\u00a0filho o primog\u00e9nito\u00bb (<em>t\u00f2n hyi\u00f2n aut\u00eas t\u00f2n pr\u00f4t\u00f3tokon<\/em>) (Lucas 2,7). O facto desta designa\u00e7\u00e3o de Jesus como \u00abo primog\u00e9nito\u00bb n\u00e3o significa que Maria tenha tido outros filhos depois dele, mas revela t\u00e3o-s\u00f3 a sua singular consagra\u00e7\u00e3o a Deus, como vinha referido no Livro do \u00caxodo 13,2: \u00abConsagra-me todo o primog\u00e9nito, aquele que abre o ventre materno, entre os filhos de Israel, dos homens e dos animais. Ele \u00e9 meu\u00bb. \u00c9 por isso que ao epis\u00f3dio do Evangelho de hoje (Lucas 2,16-21) se segue imediatamente o epis\u00f3dio da \u00abapresenta\u00e7\u00e3o ao Senhor\u00bb (Lucas 2,21-22). Maria n\u00e3o \u00e9 grande em si mesma; vem-lhe de Deus essa grandeza. Vem-lhe do facto de ser a M\u00e3e deste Filho,\u00a0<em>seu<\/em>\u00a0e de Deus.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. O Evangelho deste Dia de Maria guarda tamb\u00e9m uma preciosidade, quando Lucas nos diz que \u00abtodos os que tinham escutado as coisas faladas pelos pastores ficaram maravilhados, mas Maria\u00a0<em>guardava<\/em>\u00a0(<em>synet\u00earei<\/em>) todas estas Palavras (<em>t\u00e0 rh\u00eamata<\/em>),\u00a0<em>compondo-as<\/em>\u00a0(<em>symb\u00e1llousa<\/em>) no seu cora\u00e7\u00e3o\u00bb (Lucas 2,18-19). Em contraponto com o espanto de todos os que ouviram as palavras dos pastores, Lucas pinta um quadro mariano de extraordin\u00e1ria beleza: \u00abMaria, ao contr\u00e1rio,\u00a0<em>guardava<\/em>\u00a0todas estas Palavras,\u00a0<em>compondo-as<\/em>\u00a0no seu cora\u00e7\u00e3o\u00bb. H\u00e1 o espanto e a maravilha que se exprimem no louvor e no canto, e h\u00e1 o espanto e a maravilha que se exprimem no sil\u00eancio e na escuta qualificada. Maria, a Senhora deste Dia, aparece a\u00a0<em>guardar<\/em>\u00a0com ternura todas estas Palavras, todos estes acontecimentos que falam e n\u00e3o esquecem. O verbo\u00a0<em>guardar<\/em>\u00a0implica aten\u00e7\u00e3o cheia de ternura, como quem leva nas suas m\u00e3os uma coisa preciosa. Este\u00a0<em>guardar<\/em>\u00a0atencioso e carinhoso n\u00e3o \u00e9 um ato de um momento, mas a atitude de uma vida, uma vez que o verbo grego est\u00e1 no imperfeito, que implica dura\u00e7\u00e3o. Como quando o povo de Deus reza confiante: \u00ab<em>Guardai-nos<\/em>\u00a0e defendei-nos como\u00a0<em>coisa pr\u00f3pria vossa<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. O outro verbo belo mostra-nos Maria como que a\u00a0<em>compor<\/em>, isto \u00e9, a \u00abp\u00f4r em conjunto\u00bb (<em>symb\u00e1ll\u00f4<\/em>), a organizar, para melhor entender, e para melhor dar a entender. \u00c9 como quem, com aquelas Palavras,\u00a0<em>comp\u00f5e<\/em>\u00a0um Poema, uma Sinfonia, e se entret\u00e9m a vida inteira a trautear essa melodia e a conjugar novos acordes de alegria. E \u00e9 dito ainda, num pleonasmo \u00fanico na Escritura Santa, que Maria \u00abconcebeu no ventre\u00bb (<em>syllamb\u00e1n\u00f4 en t\u00ea koil\u00eda<\/em>) (Lucas 2,21). De Isabel apenas se diz que \u00abconcebeu\u00bb (<em>syllamb\u00e1n\u00f4<\/em>) (Lucas 1,24). Redund\u00e2ncia. M\u00fasica divina. O ventre de Maria em conson\u00e2ncia com o \u00abventre das miseric\u00f3rdias do nosso Deus\u00bb (Lucas 1,78), causa da Luz que nas alturas se levanta e visita toda a gente, causa do Rebento que na nossa terra germina, que a nossa terra aquece e alumia, Jesus, filho de Deus e de Maria, a quem neste oitavo Dia \u00e9 posto o Nome de Jesus, Nome vindo de Deus atrav\u00e9s do an\u00fancio de Gabriel (Lucas 1,31). Na Escritura Santa, a Luz que no c\u00e9u nasce e irradia, como uma estrela, e o Rebento tenro, que na nossa terra germina, apontam e s\u00e3o figura do Messias, e dizem-se com o mesmo voc\u00e1bulo grego,\u00a0<em>anatol\u00ea<\/em>\u00a0(hebraico,\u00a0<em>tsemah<\/em>).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Esta solicitude maternal de Maria, habitada por esta imensa melodia que nos vem de Deus, levou o Papa Paulo VI, S. Paulo VI, a associar, desde 1968, \u00e0 Solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz. Hoje \u00e9 j\u00e1 o 57.\u00ba Dia Mundial da Paz que se celebra, a que o Papa Francisco ap\u00f4s o lema \u00ab<em>A Intelig\u00eancia Artificial e a Paz<\/em>\u00bb. N\u00f3s olhamos para a Intelig\u00eancia Artificial (IA) e vemos a imensa confian\u00e7a que Deus depositou em n\u00f3s, de modo a partilhar connosco a sua ci\u00eancia omnisciente. Perante as fomes, as doen\u00e7as e as guerras absurdas que assolam violentamente uma parte da Europa, da \u00c1sia e da \u00c1frica, e cujos estilha\u00e7os se fazem sentir um pouco por toda a parte, temos de perguntar se estamos a responder como devemos \u00e0 confian\u00e7a que Deus em n\u00f3s depositou. E veremos logo que estamos a usar a intelig\u00eancia de que nos dotou para fins mal\u00e9ficos, diab\u00f3licos, irrespons\u00e1veis, inqualific\u00e1veis. O que est\u00e1 a acontecer no mundo \u00e9 o obscuro despejo da nojenta estupidez e avidez que nos habita sobre uma popula\u00e7\u00e3o humana pac\u00edfica, normal e sensata, que nada tem a ver com tamanha, incomensur\u00e1vel e incompreens\u00edvel cegueira, que envergonha a inteira humanidade. Neste contexto, o suspiro humano pela paz transformou-se num grito imenso que h\u00e1 de com certeza atingir o c\u00e9u. A paz \u00e9 mais, muito mais do que a aus\u00eancia de guerras. A paz \u00e9 uma refei\u00e7\u00e3o saborosa, servida por Deus aos seus filhos. Na verdade, face ao que vamos vendo, n\u00e3o temos sabido gerir como filhos e irm\u00e3os o p\u00e3o nosso de cada dia, que em cada dia nos \u00e9 dado. Da\u00ed que, do meio das guerras que a todos nos atingem, se levante outra vez este grito dorido pela paz. E \u00e9 bom que n\u00e3o deitemos a perder esta oportunidade que Deus nos d\u00e1 para tomarmos consci\u00eancia de que estamos doentes e nos temos vindo a arrastar no loda\u00e7al da banalidade, da indiferen\u00e7a e da equival\u00eancia, em que vale tudo e tudo vale o mesmo, talvez a mais grave doen\u00e7a que afeta a humanidade deste tempo sem fontes e sem horizontes. Na verdade, nesta \u00abnoite do mundo\u00bb, em que domina a escurid\u00e3o, literal na Ucr\u00e2nia, no M\u00e9dio Oriente e em partes da \u00c1frica, e a nefasta atra\u00e7\u00e3o pela morte, palp\u00e1vel na guerra, mas tamb\u00e9m nas j\u00e1 consideradas conquistas da liberdade, como sejam a interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez, a n\u00e3o transmiss\u00e3o da vida, a eutan\u00e1sia, a autodetermina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero e identidade e outros atropelos, tudo nos aparece sem Deus, sem rosto e sem rumo, s\u00f3 com fumo, sem pai, sem m\u00e3e, sem irm\u00e3o, sem irm\u00e3, tudo \u00e0 medida sem medida da hipertrofia do \u00abeu\u00bb, que julga poder dispor de uma soberania e autonomia ilimitadas, sem sequer nos apercebermos e preocuparmos com o n\u00famero cada vez mais elevado de deserdados, abandonados, refugiados e velhinhos que j\u00e1 perderam a soberania e a quem j\u00e1 roub\u00e1mos a autonomia e a liberdade, e que continuamos a atirar com disfar\u00e7ada subtileza e fina hipocrisia para o s\u00f3t\u00e3o das inutilidades.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Ao contr\u00e1rio de semelhante desordem, de Deus vem sempre um mundo novo, belo, maravilhoso. T\u00e3o novo, belo e maravilhoso, que nos cega, a n\u00f3s que vamos arrastando os olhos cansados pela lama. Que o nosso Deus fa\u00e7a chegar at\u00e9 n\u00f3s tempo e modo para ouvir e gravar no cora\u00e7\u00e3o outra vez a extraordin\u00e1ria b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal, que o Livro dos N\u00fameros guarda na sua forma tripartida: \u00abO Senhor te aben\u00e7oe e te guarde.\/ O Senhor fa\u00e7a brilhar sobre ti a sua face e te seja favor\u00e1vel.\/ O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz\u00bb (N\u00fameros 6,24-26).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. O Salmo 67 \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o de b\u00ean\u00e7\u00e3o em forma de peti\u00e7\u00e3o. Em termos t\u00e9cnicos, equivale a uma epiclese: n\u00e3o \u00abeu te bendigo\u00bb, mas \u00abque Deus nos bendiga\u00bb. O nosso Salmo recolhe os temas da b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal de N\u00fameros 6,24-26, como a gra\u00e7a, a luz, a benevol\u00eancia, a paz, pondo o plural onde estava o singular, por assim dizer, \u00abdemocratizando\u00bb a b\u00ean\u00e7\u00e3o, agora dirigida a todos, onde, na b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal do Livro dos N\u00fameros, se dirigia apenas a Israel.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Olhada por Deus com singular olhar de Gra\u00e7a foi Maria, tamb\u00e9m Pobre, tamb\u00e9m Feliz, Bem-aventurada, Santa Maria, M\u00e3e de Deus, que hoje celebramos em un\u00edssono com a Igreja inteira. Para ela elevamos hoje os nossos olhos de filhos enlevados.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. M\u00e3e de Deus, Senhora da Alegria, M\u00e3e igual ao Dia, Maria. A primeira p\u00e1gina do ano \u00e9 toda tua, Mulher do sol, das estrelas e da lua, Rainha da Paz, Aurora de Luz, Estrela matutina, M\u00e3e de Jesus e tamb\u00e9m minha, Senhora de Janeiro, do Dia primeiro e do Ano inteiro.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Aben\u00e7oa, M\u00e3e, os nossos dias breves. Ensina-nos a viv\u00ea-los todos como tu viveste os teus, sempre sob o olhar de Deus, sempre a olhar por Deus. \u00c9 verdade. A grande verdade da tua vida, o teu segredo de ouro. Tu soubeste sempre que Deus velava por ti, enchendo-te de gra\u00e7a. Mas tu soubeste sempre tamb\u00e9m olhar por Deus, porque tu soubeste bem que Deus tamb\u00e9m \u00e9 pequenino. Acariciada por Deus, viveste acariciando Deus. Por isso, todas as gera\u00e7\u00f5es te proclamam \u00abBem-aventurada\u00bb! Por isso, n\u00f3s te proclamamos \u00abBem-aventurada\u00bb!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. Senhora e M\u00e3e de Janeiro, do Dia Primeiro e do Ano inteiro. Acaricia-nos. Senta-nos em casa ao redor do amor, do cora\u00e7\u00e3o. Somos t\u00e3o modernos e t\u00e3o cheios de coisas estes teus filhos de hoje! T\u00e3o cheios de coisas e t\u00e3o vazios de n\u00f3s mesmos e de humanidade e divindade! Temos tudo. Mas falta-nos, se calhar, o essencial: a tua simplicidade e alegria. Faz-nos sentir, M\u00e3e, o calor da tua m\u00e3o no nosso rosto frio, insens\u00edvel, enrugado, e faz-nos correr, com alegria, ao encontro dos pobres e necessitados.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">12. Que seja, e pode ser, Deus o quer, e n\u00f3s tamb\u00e9m podemos querer, um Ano Bom, cheio de Paz, P\u00e3o e Amor, para todos os irm\u00e3os que Deus nos deu! E que Santa Maria, M\u00e3e de Deus e nossa M\u00e3e nos aben\u00e7oe tamb\u00e9m. Am\u00e9m!<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nm 6,22-27; Sl 67; Gl 4,4-7; Lc 2,16-21 1. 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