{"id":1829224932,"date":"2017-06-28T00:00:00","date_gmt":"2017-06-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/7092-audiencia-geral-a-esperanca-forca-dos-martires"},"modified":"2017-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2017-06-28T00:00:00","slug":"audiencia-geral-a-esperanca-forca-dos-martires","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-a-esperanca-forca-dos-martires\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abA esperan\u00e7a, for\u00e7a dos m\u00e1rtires\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_151118022552.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><span>Na manh\u00e3 de quarta-feira o Papa\u00a0<\/span><span>Francisco continuou a s\u00e9rie de audi\u00eancias gerais onde tem apresentado o tema da esperan\u00e7a. Hoje o Papa apresentou um percurso sobre a a esperan\u00e7a como for\u00e7a dos m\u00e1rtires.<\/span><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a crist\u00e3 &#8211; 28. A esperan\u00e7a, for\u00e7a dos m\u00e1rtires<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Hoje refletimos sobre a esperan\u00e7a crist\u00e3 como for\u00e7a dos m\u00e1rtires. Quando, no Evangelho, Jesus envia os seus disc\u00edpulos em miss\u00e3o, n\u00e3o os ilude com ilus\u00f5es de sucesso f\u00e1cil; pelo contr\u00e1rio, ele adverte-os claramente que o an\u00fancio do Reino de Deus envolve sempre oposi\u00e7\u00e3o. E emprega a\u00ed uma express\u00e3o extrema: \u00abSereis odiados \u2013 odiados \u2013 por todos por causa do meu nome\u00bb (Mateus 10, 22). Os crist\u00e3os amam, mas nem sempre s\u00e3o amados. Imediatamente Jesus coloca-nos diante desta realidade: numa medida mais ou menos forte, a profiss\u00e3o de f\u00e9 ocorre numa atmosfera de hostilidade.<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os s\u00e3o, portanto, homens e mulheres &#8220;contracorrente&#8221;. \u00c9 normal, porque o mundo est\u00e1 marcado pelo pecado, que se manifesta em diversas formas de ego\u00edsmo e de injusti\u00e7a, quem segue Cristo caminha na dire\u00e7\u00e3o oposta. N\u00e3o pela pol\u00e9mica, mas pela fidelidade \u00e0 l\u00f3gica \u00a0do Reino de Deus, que \u00e9 uma l\u00f3gica de esperan\u00e7a, e resulta num estilo de vida com base nas indica\u00e7\u00f5es de Jesus.<\/p>\n<p>E a primeira indica\u00e7\u00e3o \u00e9 a pobreza. Quando Jesus envia os seus em miss\u00e3o, ele parece colocar mais cuidado no \u201cdespojar-se\u201d no que no \u201cvestir-se\u201d! Na verdade, um crist\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 pobre e humilde, longe da riqueza e do poder e, especialmente, despojado de si mesmo, n\u00e3o se parece com Jesus. O crist\u00e3o percorre o seu caminho neste mundo com o essencial para o caminho, mas com o cora\u00e7\u00e3o cheio de amor. A verdadeira derrota para ele ou ela \u00e9 cair na tenta\u00e7\u00e3o da vingan\u00e7a e viol\u00eancia, respondendo ao mal com o mal. Jesus diz-nos: \u00abEu vos envio como ovelhas para o meio de lobos\u00bb (Mateus 10:16). Assim, sem boca, sem garras, sem armas. O crist\u00e3o deve ser prudente, \u00e0s vezes at\u00e9 astucioso: estas s\u00e3o virtudes aceites na logica evangeliza. Mas a viol\u00eancia jamais. Para derrotar o mal, n\u00e3o se pode compartilhar os m\u00e9todos do mal.<\/p>\n<p>A \u00fanica for\u00e7a do crist\u00e3o \u00e9 o Evangelho. Em tempos de dificuldade, deve crer5-se que Jesus vai \u00e0 nossa frente, e n\u00e3o cessa de acompanhar os seus disc\u00edpulos. A persegui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o ao Evangelho, mas \u00e9 parte dela: se eles perseguiram o nosso Mestre, como podemos ter esperan\u00e7a de ser poupados da luta? Mas, no meio do turbilh\u00e3o, o crist\u00e3o n\u00e3o deve perder a esperan\u00e7a, pensando que foi abandonado. Jesus tranquiliza os seus dizendo: \u00abAt\u00e9 os cabelos da vossa cabe\u00e7a est\u00e3o todos contados\u00bb (Mateus 10,30). Como que a dizer-nos que nenhum dos sofrimentos humanos, mesmo os mais minutos e escondidos, s\u00e3o invis\u00edveis aos olhos de Deus. Deus v\u00ea, e seguramente protege; e doar\u00e1 o seu resgate. H\u00e1 de facto entre n\u00f3s Algu\u00e9m que \u00e9 mais forte do que o mal, mais forte do que a m\u00e1fia, de tramas obscuras, daquelas que derivam de lucro a partir da pele dos desesperados, que esmaga os outros com prepot\u00eancia&#8230; Algu\u00e9m que escuta sempre a voz do sangue Abel que grita da terra.<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os devem, portanto, estar sempre &#8221; no oposto\u201d do mundo, aquele onde est\u00e1 Deus: n\u00e3o perseguidores, mas perseguidos; n\u00e3o arrogantes, mas suaves; n\u00e3o vendedores de banha da cobra mas submissos \u00e0 verdade; n\u00e3o impostores, mas honestos.<\/p>\n<p>Esta fidelidade ao estilo de Jesus &#8211; que \u00e9 uma forma de esperan\u00e7a &#8211; at\u00e9 a morte, ser\u00e1 chamada pelos primeiros crist\u00e3os com um belo nome: &#8220;mart\u00edrio&#8221;, que significa &#8220;testemunha&#8221;. Havia muitas outras possibilidades, oferecidas pelo vocabul\u00e1rio: Poder-se-ia chamar hero\u00edsmo, abnega\u00e7\u00e3o, auto-sacrif\u00edcio. Em vez disso os crist\u00e3os da primeira hora chamaram-no por um nome que tem cheiro de discipulado. Os m\u00e1rtires n\u00e3o vivem para si mesmos, n\u00e3o lutam para fazer valer as suas ideias, e aceitam at\u00e9 a morte por fidelidade ao Evangelho. O mart\u00edrio n\u00e3o \u00e9 ainda o ideal supremo da vida crist\u00e3, porque \u00e0 sua frente est\u00e1 a caridade, que \u00e9 o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. Diz-nos isso o grande ap\u00f3stolo Paulo diz no hino \u00e0 caridade, entendida como amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. S\u00e3o bel\u00edssimas as palavras do ap\u00f3stolo Paulo no hino \u00e0 caridade: \u00abSe eu der todos os meus bens, e ainda que entregue o meu corpo, se n\u00e3o tiver amor, nada disso me aproveitaria\u00bb (1 Cor 13,3). Repugna aos crist\u00e3os a ideia de que homens-bomba possam ser chamados de &#8220;m\u00e1rtires&#8221;: n\u00e3o h\u00e1 nada nesse fim que possa ser semelhante \u00e0 atitude dos filhos de Deus.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, lendo as hist\u00f3rias de tantos m\u00e1rtires de ontem e de hoje &#8211; que s\u00e3o mais do que os m\u00e1rtires dos primeiros dias -, fico surpreendido em frente \u00e0 fortaleza com que eles enfrentaram a prova. Esta fortaleza \u00e9 um sinal da grande esperan\u00e7a que os animava: \u00abEstou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poder\u00e1 separar-nos do amor de Deus que est\u00e1 em Cristo Jesus, Senhor nosso.\u00bb (cf. Rm 8,38-39).<\/p>\n<p>Que Deus sempre nos d\u00ea a for\u00e7a para sermos suas testemunhas. Que nos d\u00ea o dom de viver a esperan\u00e7a crist\u00e3, especialmente no mart\u00edrio escondido de fazer o bem e amar os nossos deveres di\u00e1rios. Obrigado.<\/p>\n<p><span>Tradu\u00e7\u00e3o: Educris a partir do<\/span><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2017\/documents\/papa-francesco_20170628_udienza-generale.html\">\u00a0original italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|28.06.2017<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de quarta-feira o Papa\u00a0Francisco continuou a s\u00e9rie de audi\u00eancias gerais onde tem apresentado o tema da esperan\u00e7a. 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