{"id":1863452119,"date":"2020-05-20T00:00:00","date_gmt":"2020-05-20T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/9540-a-oracao-e-a-primeira-forca-da-esperanca-papa-francisco-cvideo"},"modified":"2020-05-20T00:00:00","modified_gmt":"2020-05-20T00:00:00","slug":"a-oracao-e-a-primeira-forca-da-esperanca-papa-francisco-cvideo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/a-oracao-e-a-primeira-forca-da-esperanca-papa-francisco-cvideo\/","title":{"rendered":"\u00abA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira for\u00e7a da esperan\u00e7a\u00bb, papa Francisco (C\\v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_sala_200325085606.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Em semana \u00abLaudato Si&#8217;\u00bb, e continuando as catequeses sobre a \u00abOra\u00e7\u00e3o\u00bb, o Papa Francisco convidou a uma reflex\u00e3o sobre &#8220;a cria\u00e7\u00e3o&#8221; pois a ora\u00e7\u00e3o nasce &#8220;deste deixar-se maravilhar, esperan\u00e7oso sobre a cria\u00e7\u00e3o&#8221; onde &#8220;vemos a marca do criador&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Santo Padre<\/p>\n<p><strong>Catequese: O mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Vamos continuar a catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o, meditando no mist\u00e9rio da Cria\u00e7\u00e3o. A vida, o simples facto de existirmos, abre o cora\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira p\u00e1gina da B\u00edblia assemelhasse a um grande hino de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. A hist\u00f3ria da Cria\u00e7\u00e3o \u00e9 pontuada por refr\u00f5es, onde a bondade e a beleza de tudo o que existe s\u00e3o continuamente reafirmadas. Deus, com a sua palavra, chama \u00e0 vida, e tudo passa a existir. Com a palavra, separa a luz das trevas, alterna dia e noite, alterna as esta\u00e7\u00f5es, abre uma paleta de cores com a variedade de plantas e animais. Nesta floresta transbordante que derrota rapidamente o caos, o homem aparece por \u00faltimo. E esta apari\u00e7\u00e3o provoca um excesso de j\u00fabilo que amplia a satisfa\u00e7\u00e3o e alegria: \u00abDeus viu o que havia feito e eis que era tudo muito bom\u00bb (Gn 1:31). Tudo bom, mas tamb\u00e9m belo: v\u00ea-se a beleza de toda a Cria\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A beleza e o mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o geram no cora\u00e7\u00e3o do homem o primeiro movimento que desperta \u00e0 ora\u00e7\u00e3o (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 2566). Assim o diz o Salmo oito, que ouvimos no in\u00edcio: \u00abQuando vejo os c\u00e9us, obra das vossas m\u00e3os, a lua e a estrelas que l\u00e1 colocastes, que \u00e9 homem para que vos lembreis dele, o filho do homem para dele vos ocupardes?\u00bb (vs. 4-5). A pessoa que reza contempla o mist\u00e9rio da exist\u00eancia \u00e0 sua volta, v\u00ea o c\u00e9u estrelado acima dele &#8211; e que a astrof\u00edsica nos mostra hoje em toda a sua imensid\u00e3o &#8211; e questiona-se sobre que desenho de amor deve estar por detr\u00e1s de uma obra t\u00e3o poderosa! &#8230; E, nesta vastid\u00e3o sem limites, o que \u00e9 o homem? &#8220;Quase nada&#8221;, diz um outro Salmo (cf. 89,48): um ser que nasce, um ser que morre, uma criatura muito fr\u00e1gil. No entanto, em todo o universo, o ser humano \u00e9 a \u00fanica criatura consciente desta profus\u00e3o da beleza. Um pequeno ser que nasce, morre, hoje existe e amanh\u00e3 n\u00e3o existe, \u00e9 o \u00fanico consciente desta beleza. Somos conscientes desta beleza!<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o do homem est\u00e1 intimamente ligada ao sentimento de espanto. O tamanho do homem \u00e9 \u00ednfimo quando comparado ao tamanho do universo. As suas maiores conquistas parecem pouca coisa &#8230; Mas o homem n\u00e3o \u00e9 nada. Na ora\u00e7\u00e3o afirma-se, prepotente, um sentimento de miseric\u00f3rdia. Nada existe por acaso: o segredo do universo est\u00e1 num olhar benevolente que algu\u00e9m encontra aos nossos olhos. O Salmo afirma que somos pouco menos do que um Deus, de honra e gloria fomos coroados (cf. 8,6). O relacionamento com Deus \u00e9 a grandeza do homem: a sua entroniza\u00e7\u00e3o. Por natureza, somos quase nada, pequenos, mas por voca\u00e7\u00e3o, por chamados somos filhos do grande Rei!<\/p>\n<p>\u00c9 uma experi\u00eancia que muitos de n\u00f3s j\u00e1 tivemos. Se a hist\u00f3ria da vida, com toda a sua amargura, \u00e0s vezes corre o risco de sufocar em n\u00f3s o dom da ora\u00e7\u00e3o, a contempla\u00e7\u00e3o de um c\u00e9u estrelado, um p\u00f4r do sol, uma flor &#8230; \u00e9 suficiente para reavivar a centelha do agradecimento. Esta experi\u00eancia \u00e9 talvez a base da primeira p\u00e1gina da B\u00edblia.<\/p>\n<p>Quando o grande relato b\u00edblico da Cria\u00e7\u00e3o \u00e9 elaborado, o povo de Israel n\u00e3o est\u00e1 a viver dias felizes. Um potencia inimiga havia ocupado a terra; muitos foram deportados e agora encontravam-se escravos na Mesopot\u00e2mia. N\u00e3o havia mais p\u00e1tria, templo, vida social e religiosa, nada.<\/p>\n<p>No entanto, partindo da grande hist\u00f3ria da Cria\u00e7\u00e3o, algu\u00e9m come\u00e7a a encontrar raz\u00f5es para agradecer a Deus pela exist\u00eancia. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira for\u00e7a da esperan\u00e7a. Tu rezas e a esperan\u00e7a cresce, vai por diante. Eu diria que a ora\u00e7\u00e3o abre a porta \u00e0 esperan\u00e7a. A esperan\u00e7a est\u00e1 a\u00ed, mas com a minha ora\u00e7\u00e3o abro-lhe a porta. Porque os homens de ora\u00e7\u00e3o s\u00e3o guardi\u00f5es das verdades b\u00e1sicas; s\u00e3o eles que repetem, antes de mais para si mesmos e depois para todos os outros, que esta vida, apesar de todos os seus esfor\u00e7os e prova\u00e7\u00f5es, apesar dos seus dias dif\u00edceis, \u00e9 cheia de uma gra\u00e7a com a qual nos maravilhamos. E, como tal, deve sempre ser defendida e protegida.<\/p>\n<p>Homens e mulheres que rezando sabem que a esperan\u00e7a \u00e9 mais forte que o des\u00e2nimo. Acreditam que o amor \u00e9 mais poderoso que a morte, e que certamente um dia triunfar\u00e1, mesmo nos tempos e modos que n\u00e3o conhecemos. Os homens e as mulheres de ora\u00e7\u00e3o t\u00eam nos seus rostos reflexos de luz: porque, mesmo nos dias mais sombrios, o sol n\u00e3o p\u00e1ra de ilumin\u00e1-los. A ora\u00e7\u00e3o ilumina-te: ilumina a tua alma, ilumina o teu cora\u00e7\u00e3o e ilumina o teu rosto. Mesmo nos tempos mais sombrios, mesmo nos tempos de maior dor.<\/p>\n<p>Todos somos portadores de alegria. J\u00e1 haveis pensado nisto? Tu \u00e9s um portador de alegria? Ou preferes trazer m\u00e1s not\u00edcias, coisas que te deixam triste? Todos somos capazes de trazer alegria. Esta vida \u00e9 o presente que Deus nos deu: e \u00e9 muito curta para consumi-la com tristeza, amargura. Louvamos a Deus, simplesmente felizes por existir. N\u00f3s olhamos para o universo, olhamos para as belezas e tamb\u00e9m olhamos para as nossas cruzes e dizemos: &#8220;Mas, tu existes, tu fizeste estas coisas, por mim\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio sentir a inquieta\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o que nos leva a agradecer e louvar a Deus: somos filhos do grande Rei, do Criador, capazes de ler a sua assinatura em toda a cria\u00e7\u00e3o; aquela cria\u00e7\u00e3o que hoje n\u00e3o cuidamos, mas nesta cria\u00e7\u00e3o h\u00e1 a assinatura de Deus que a fez por amor. Que o Senhor nos fa\u00e7a entender isto cada vez mais profundamente e nos leve a dizer &#8220;obrigado&#8221;: e que &#8220;obrigado&#8221; seja uma bela ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Educris|20.05.2020<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em semana \u00abLaudato Si&#8217;\u00bb, e continuando as catequeses sobre a \u00abOra\u00e7\u00e3o\u00bb, o Papa Francisco convidou a uma reflex\u00e3o sobre &#8220;a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987847,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-1863452119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1863452119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1863452119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1863452119\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1863452119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1863452119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1863452119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}