{"id":187799188,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/9873-domingo-xxviii-do-tempo-comum-quando-o-rei-te-diz-amigo"},"modified":"2025-11-07T16:33:40","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:40","slug":"domingo-xxviii-do-tempo-comum-quando-o-rei-te-diz-amigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xxviii-do-tempo-comum-quando-o-rei-te-diz-amigo\/","title":{"rendered":"Domingo XXVIII do Tempo Comum: \u00abQuando o Rei te diz: Amigo&#8230;\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. No seguimento dos dois Domingos anteriores, tamb\u00e9m neste Domingo XXVIII do Tempo Comum, os chefes religiosos e civis continuam na mira de Jesus. O Evangelho deste Domingo \u00e9 retirado de Mateus 22,1-14. J\u00e1 quando ouviram as duas par\u00e1bolas anteriores \u2013 a dos dois filhos (Mateus 21,28-32) e a dos vinhateiros homicidas (Mateus 21,33-43 \u2013, perceberam bem que as palavras de Jesus se dirigiam a eles, e, parafraseando Jorge Luis Borges, perceberam tamb\u00e9m que as palavras de Jesus estavam carregadas como uma arma. O narrador informa-nos, de resto, no final, que \u00abos chefes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas par\u00e1bolas, perceberam que JESUS se referia a eles, e procuravam prend\u00ea-lo\u00bb, e que s\u00f3 o n\u00e3o fizeram por \u00abreceio das multid\u00f5es, que o tinham por profeta\u00bb (Mateus 21,45-46).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. \u00c9 importante, para o leitor, esta \u00faltima informa\u00e7\u00e3o do narrador, pois o texto de hoje, que segue imediatamente os anteriores, come\u00e7a assim: \u00abE,\u00a0<em>respondendo<\/em>, JESUS disse-lhes novamente em par\u00e1bolas\u00bb (Mateus 22,1). Ficamos ent\u00e3o a saber que o novo dizer parab\u00f3lico de Jesus serve de resposta aos pensamentos e planos violentos que as par\u00e1bolas anteriores desencadearam nos chefes.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. E segue a primeira, estupenda par\u00e1bola, que parte da afirma\u00e7\u00e3o da semelhan\u00e7a do Reino dos C\u00e9us a um banquete nupcial que um Rei fez para o seu filho. \u00abReino dos C\u00e9us\u00bb, usual em Mateus, \u00e9 uma circunlocu\u00e7\u00e3o para dizer \u00abReino de Deus\u00bb. E a figura do Rei \u00e9 muitas vezes usada no Antigo Testamento e no juda\u00edsmo para designar Deus. E o verbo \u00abfazer\u00bb evoca imediatamente o relato cria\u00e7\u00e3o (Genesis 1,1-2,4a), em que o verbo fazer se conta por dez vezes. E o filho do Rei, para uma audi\u00eancia crist\u00e3 da par\u00e1bola, designava de imediato Jesus. E o banquete nupcial feito pelo Rei \u00e9 uma imagem fort\u00edssima de festa e de alegria, tantas vezes anunciado pelos profetas (veja-se, por exemplo, a li\u00e7\u00e3o de hoje do profeta Isa\u00edas 25,6), e impacientemente aguardado pelos judeus piedosos. \u00c9 seguro: ser convidado e poder participar num banquete assim era um sonho para qualquer judeu piedoso!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Atravessam o texto v\u00e1rias surpresas. Primeira surpresa: quando o Rei enviou os seus servos a chamar os CONVIDADOS para o banquete, estes\u00a0<em>n\u00e3o queriam<\/em>\u00a0(<em>ouk \u00eathelon<\/em>: impf. de\u00a0<em>th\u00e9l\u00f4<\/em>) vir (Mateus 22,3). O uso do imperfeito indica dura\u00e7\u00e3o; n\u00e3o se trata de um ato, mas de uma atitude: nem hoje, nem amanh\u00e3, nem em dia nenhum. E o uso do verbo\u00a0<em>querer<\/em>\u00a0deixa claro que se trata de uma a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, e n\u00e3o de uma qualquer predisposi\u00e7\u00e3o ou sentimento. Mais ainda: que a a\u00e7\u00e3o \u00e9 deliberada, fica patente no facto de o Rei ter enviado outros servos para voltar a chamar os CONVIDADOS, e estes nem prestaram aten\u00e7\u00e3o, indo cada um \u00e0 sua vida (Mateus 22,4-5). E os restantes ainda maltrataram e mataram os servos do Rei (Mateus 22,6).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Note-se ainda que foi o pr\u00f3prio Rei que\u00a0<em>preparou<\/em>\u00a0(<em>h\u00eato\u00edmaka<\/em>: perf. de\u00a0<em>hetoim\u00e1z\u00f4<\/em>) o banquete, empenhando-se pessoalmente nele (Mateus 22,4). O verbo\u00a0<em>preparar<\/em>\u00a0est\u00e1 colocado em lugares-chave em Mateus: veja-se 3,3: \u00ab<em>Preparai<\/em>\u00a0o caminho do Senhor\u00bb; 25,34: \u00abVinde, benditos de meu Pai, recebei o Reino\u00a0<em>preparado<\/em>\u00a0para v\u00f3s\u2026; 26,17.19:\u00a0<em>preparar<\/em>\u00a0a P\u00e1scoa.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Este cuidado meticuloso posto pelo Rei na\u00a0<em>prepara\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0do seu banquete para n\u00f3s parece esbarrar depois na brutalidade com que se irou (<em>\u00f4rg\u00edsth\u00ea<\/em>: aor. de\u00a0<em>org\u00edzomai<\/em>), enviou as suas tropas, matou aqueles homicidas e incendiou a sua cidade (Mateus 22,7). O sentido voa aqui em duas dire\u00e7\u00f5es: primeiro, o uso do aoristo em todos os verbos mostra que \u00aba sua ira dura apenas um momento\u00bb, como diz o Salmo 30,6; segundo, o castigo descrito retrata e interpreta os acontecimentos dram\u00e1ticos bem conhecidos do ano 70.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Segunda surpresa: as sucessivas e gradativas recusas dos CONVIDADOS n\u00e3o desarmam o Rei, que\u00a0<em>DIZ<\/em>\u00a0(<em>l\u00e9gei<\/em>) ent\u00e3o aos seus servos (Mateus 22,8): IDE \u00e0s encruzilhadas dos caminhos, e TODOS os que encontrardes, chamai-os para o banquete (Mateus 22,9). Os servos sa\u00edram, e reuniram TODOS os que encontraram, maus e bons (Mateus 22,10). Miss\u00e3o universal que brota do amor fontal de Deus Pai (<em>Ad Gentes<\/em>, n.\u00ba 2)\u2026 E foi assim, por nova, excessiva e a todos os t\u00edtulos surpreendente iniciativa do Rei, que se encheu a sala do banquete. Note-se o novo DIZER do Rei, posto no presente hist\u00f3rico (\u00ab<em>diz<\/em>\u00a0ent\u00e3o aos seus servos\u00bb), que marca um primeiro ponto alto no relato. Note-se ainda que o intervalo militar parece n\u00e3o ter esfriado a comida daquela mesa sempre posta!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Terceira surpresa: o Rei entra, v\u00ea \u00abum homem\u00bb sem o traje nupcial, e expulsa-o da casa alumiada para as trevas cegas e as l\u00e1grimas vazias. Que o homem n\u00e3o tenha o traje nupcial \u00e9 surpresa para o Rei, que n\u00e3o para n\u00f3s. Para n\u00f3s, a surpresa \u00e9 que TODOS os outros, maus e bons, tenham o traje nupcial, uma vez que foram como que arrastados \u00e0 pressa dos caminhos lamacentos do mundo! Como \u00e9 que ainda conseguiram vestir o traje nupcial, n\u00e3o deixa de ser surpreendente para n\u00f3s! Para o Rei, \u00e9 aquele \u00abum homem\u00bb, que n\u00e3o vestiu o traje nupcial, que causa surpresa! E chegamos ao segundo ponto alto do relato, marcado tamb\u00e9m pelo verbo DIZER no presente hist\u00f3rico. De facto, o Rei trata aquele \u00abum homem\u00bb cordialmente, e\u00a0<em>DIZ-lhe<\/em>\u00a0(<em>l\u00e9gei aut\u00f4<\/em>): \u00abAmigo\u00bb (<em>heta\u00eere<\/em>), apelativo que s\u00f3 Mateus usa no Novo Testamento (20,13; 22,12; 26,50), e que apenas \u00e9 usado quando se aborda algu\u00e9m de forma muito cordial, de forma especialmente cordial. A este amigo (<em>heta\u00eeros<\/em>), o Rei concede, mediante esta \u00faltima abordagem direta e cordial, uma \u00faltima oportunidade de se dizer, isto \u00e9, de reconhecer o seu desarranjo interior e de mudar a sua vida.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Oportunidade desperdi\u00e7ada, pois o homem simplesmente n\u00e3o responde. Ficou calado e petrificado (Mateus 22,12). Note-se o mesmo tratamento de Jesus para Judas naquela noite escura, mas ainda \u00e0 beirinha da Luz: \u00abAmigo (<em>heta\u00eere<\/em>), para que est\u00e1s aqui?\u00bb (Mateus 26,50). Judas tamb\u00e9m n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. \u00c9 aqui que a par\u00e1bola nos atinge a TODOS em cheio. Vistas bem as coisas, s\u00f3 o Rei fala nesta par\u00e1bola. E se ouvirmos bem,\u00a0<em>DIZ-nos<\/em>: \u00abAmigo!\u2026\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. A raz\u00e3o daquele homem n\u00e3o usar o traje nupcial. 1) N\u00e3o o usa devido \u00e0 t\u00e9cnica do arrasto que o apanhou desprevenido e sem tempo para ir a casa ao menos para lavar a cara e mudar de roupa. Este \u00e9 o entendimento banal e superficial da par\u00e1bola, que nos rouba as verdadeiras chaves de leitura e nos leva para leituras mais ou menos moralizantes! 2) Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos explicar o n\u00e3o uso do traje nupcial recorrendo, como \u00e9 habitual, a motivos moralizantes traduzidos em comportamentos menos dignos. Esse motivo e essas pessoas (os CONVIDADOS) j\u00e1 foram exclu\u00eddos (cf. Mateus 22,8), e \u00e9-nos dito expressamente que os servos daquele rei levaram agora para a sala do banquete todos os que encontraram, maus e bons (cf. Mateus 22,10); se foram levados todos, maus e bons, \u00e9 dif\u00edcil suportar aqui uma leitura moralizante. 3) N\u00e3o \u00e9, portanto, pelo facto de ser mau ou distra\u00eddo que aquele homem n\u00e3o usa o traje nupcial. 4) N\u00e3o o usa, porque n\u00e3o o quis receber. O traje da festa n\u00e3o se vai buscar a casa; t\u00e3o-pouco traduz a nossa bondade ou qualquer m\u00e9rito. \u00c9 um presente do Rei \u00e0 entrada da sala do banquete. No nosso mundo ocidental, s\u00e3o os convidados que levam os presentes. No mundo oriental, quem convida \u00e9 que oferece presentes aos convidados, entre os quais se conta o vestido da festa. \u00c9 sabido que, no mundo b\u00edblico, o vestido significa a vida. Ao fundo da cena est\u00e1 sempre a nossa vida dada e que deve ser com alegria recebida. Ao fundo da cena est\u00e1, portanto, sempre Deus de m\u00e3os abertas, que reclama as nossas m\u00e3os tamb\u00e9m abertas.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">12. Nunca nos esque\u00e7amos de que \u00e9 de Deus toda a verdadeira iniciativa. Nunca nos esque\u00e7amos de come\u00e7ar sempre por receber. E de gastar o resto do tempo que nos for dado a agradecer e a partilhar.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">13. De banquete para banquete. A\u00ed est\u00e1 a pena de Isa\u00edas, na li\u00e7\u00e3o de hoje (25,6-10), a descrever um banquete por Deus oferecido a todos os povos (<em>kol-ha?amm\u00eem<\/em>) e um mundo novo aberto aos olhos de todas as na\u00e7\u00f5es (<em>kol-hagg\u00f4yim<\/em>) e de todos os rostos (<em>kol-pan\u00eem<\/em>), carinhosamente limpos de l\u00e1grimas, tudo sobre este monte (<em>bahar hazzeh<\/em>)\u00a0<em>preparado<\/em>\u00a0(Is 25,6-8). Este magn\u00edfico cen\u00e1rio reclama ainda Is 56,1-8, e a extraordin\u00e1ria eleva\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o dos extrangeiros no povo de Deus, dignos de subir ao \u00abmonte da minha santidade\u00bb (<em>har qodsh\u00ee<\/em>) e de entrar na \u00abcasa da minha ora\u00e7\u00e3o\u00bb (<em>b\u00eat t<sup>e<\/sup>phillat\u00ee<\/em>) (v. 7), assim definitivamente transformada em \u00abcasa de ora\u00e7\u00e3o para todos os povos\u00bb (<em>b\u00eat-t<sup>e<\/sup>phillah l<sup>e<\/sup>kol-ha?amm\u00eem<\/em>) (v. 7). Declaradamente, fica patente a oposi\u00e7\u00e3o entre \u00abos jardins\u00bb e os lugares altos com \u00e1rvores frondosas, por um lado, e o \u00abmonte do Senhor\u00bb, o \u00abmonte da minha santidade\u00bb, por outro, confirmando a fun\u00e7\u00e3o do \u00abmonte\u00bb, purificado de maldade e viol\u00eancia, em Is 65,11.25. Texto tardio que abre diante de n\u00f3s, n\u00e3o apenas as portas de Si\u00e3o, mas as portas da casa de Deus.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">14. A Carta aos Filipenses, que continuamos a ler aos bocadinhos (4,12-20), como se de p\u00e3o para a boca se tratasse, continua a mostrar-nos Paulo empenhado na sua miss\u00e3o dia ap\u00f3s dia, sem se preocupar, como pediu Jesus, com o que havia de comer ou de vestir (cf. Mateus 6,25). Mostra-se reconhecido e agradecido \u00e0 comunidade querida de Filipos, mas toda a sua confian\u00e7a est\u00e1 posta em Deus, a quem dirige a sua bela doxologia final: \u00abA Deus, e nosso Pai, a gl\u00f3ria pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos, am\u00e9n\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">15. Deixemos, entretanto, ressoar em n\u00f3s a m\u00fasica sublime do Salmo 23, e deixemo-nos conduzir pela m\u00e3o carinhosa e pela voz maternal e melodiosa do Bom e Belo Pastor. Sim, Ele recebe bem os seus h\u00f3spedes: faz-nos uma visita guiada pelos seus prados muito verdes, cheios de \u00e1guas muito azuis, unge com \u00f3leo perfumado a nossa cabe\u00e7a, estende no ch\u00e3o do seu c\u00e9u a \u00abpele de vaca\u00bb (<em>shulhan<\/em>), que \u00e9 a sua mesa, serve-nos vinhos generosos\u2026 Outra vez o banquete preparado! Confessou o fil\u00f3sofo franc\u00eas Henri Bergson: \u00abAs centenas de livros que li nunca me trouxeram tanta luz e conforto como os versos do Salmo 23\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">16. De banquete para banquete para banquete! N\u00e3o nos esque\u00e7amos de ver em contra luz o Banquete da Eucaristia em que hoje, Domingo, dia do Senhor, temos a gra\u00e7a de participar.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. No seguimento dos dois Domingos anteriores, tamb\u00e9m neste Domingo XXVIII do Tempo Comum, os chefes religiosos e civis continuam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":920925217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-187799188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187799188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187799188"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187799188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294994741,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187799188\/revisions\/4294994741"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/920925217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187799188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187799188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187799188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}