{"id":19044092,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12060-angelus-papa-desafia-a-ver-o-bem-e-a-agradecer-os-dons-recebidos"},"modified":"2025-11-07T16:34:44","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:44","slug":"angelus-papa-desafia-a-ver-o-bem-e-a-agradecer-os-dons-recebidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-papa-desafia-a-ver-o-bem-e-a-agradecer-os-dons-recebidos\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: Papa desafia a \u00abver o bem\u00bb e a \u00abagradecer os dons recebidos\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angeluz_141012054554.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco comentou hoje, antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o mariana do \u00c2ngelus, o epis\u00f3dio do cego de nascen\u00e7a, presente no evangelho deste IV domingo da Quaresma. Na sua reflex\u00e3o o Papa lembrou a import\u00e2ncia do &#8220;questionamento&#8221; e convidou os crentes a aceitar e acolher &#8220;os seus limites e os dos outros&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a alocu\u00e7\u00e3o do Santo Padre\u00a0<\/p>\n<p><em>Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Hoje o Evangelho mostra-nos Jesus que restitui a vista a um homem cego de nascen\u00e7a (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a09, 1-41). Mas este prod\u00edgio \u00e9 mal recebido por v\u00e1rias pessoas e grupos. Vejamos ao pormenor.<\/p>\n<p>Mas primeiro gostaria de vos dizer: hoje, pegai no Evangelho de Jo\u00e3o e lede este milagre de Jesus, \u00e9 muito bonito o modo como Jo\u00e3o o narra. Cap\u00edtulo 9, l\u00ea-se em dois minutos. Mostra o modo de proceder de Jesus e do cora\u00e7\u00e3o humano: o cora\u00e7\u00e3o humano bondoso, o cora\u00e7\u00e3o humano t\u00edbio, o cora\u00e7\u00e3o humano medroso, o cora\u00e7\u00e3o humano corajoso. Cap\u00edtulo 9 do Evangelho de Jo\u00e3o. Lede-o hoje, far-vos-\u00e1 muito bem! E como recebem as pessoas este sinal?<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, h\u00e1 os disc\u00edpulos de Jesus, que diante do homem cego de nascen\u00e7a acabam no mexerico: interrogam-se se a culpa \u00e9 dos pais ou dele (cf. v. 2). Procuram um culpado; e n\u00f3s ca\u00edmos muitas vezes nisto, que \u00e9 muito c\u00f3modo: procurar um culpado, em vez de nos colocarmos interroga\u00e7\u00f5es desafiadoras na vida. E hoje, podemos questionar-nos: o que significa para n\u00f3s a presen\u00e7a desta pessoa, que nos pede? Depois da cura, as rea\u00e7\u00f5es aumentam. A primeira \u00e9 a dos vizinhos, que s\u00e3o c\u00e9ticos: \u00abEste homem sempre foi cego: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que agora veja, n\u00e3o pode ser ele, \u00e9 outro\u00bb: ceticismo (cf. vv. 8-9). Para eles isto \u00e9 inaceit\u00e1vel, \u00e9 melhor deixar tudo como era antes (cf. v. 16) e n\u00e3o se intrometer neste problema. T\u00eam medo, temem as autoridades religiosas e n\u00e3o se pronunciam (cf. vv. 18-21). Em todas estas rea\u00e7\u00f5es, emergem cora\u00e7\u00f5es fechados perante o sinal de Jesus, por v\u00e1rios motivos: porque procuram um culpado, porque n\u00e3o sabem maravilhar-se, porque n\u00e3o querem mudar, porque s\u00e3o impedidos pelo medo. E hoje muitas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o parecidas com esta. Diante de algo que \u00e9 precisamente uma mensagem de testemunho de uma pessoa, \u00e9 uma mensagem de Jesus, ca\u00edmos nisto: procuramos outra explica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o queremos mudar, procuramos uma sa\u00edda mais elegante do que aceitar a verdade.<\/p>\n<p>O \u00fanico que reage bem \u00e9 o cego: feliz por ver, ele testemunha do modo mais simples o que lhe aconteceu: \u00abEu era cego e agora vejo\u00bb (v. 25). Diz a verdade. Antes, era obrigado a pedir esmola para viver e sofria os preconceitos do povo: \u00ab\u00c9 pobre e cego de nascen\u00e7a, deve sofrer, deve pagar pelos seus pecados ou pelos pecados dos seus antepassados\u00bb. Agora, livre no corpo e no esp\u00edrito, d\u00e1 testemunho de Jesus: nada inventa, nada esconde. \u00abEu era cego e agora vejo\u00bb. N\u00e3o tem medo do que os outros dir\u00e3o: j\u00e1 conheceu o gosto amargo da marginaliza\u00e7\u00e3o, durante a sua vida inteira; j\u00e1 sentiu em si a indiferen\u00e7a, o desprezo dos transeuntes, daqueles que o consideravam um descarte da sociedade, no m\u00e1ximo \u00fatil para o pietismo de algumas esmolas. Agora, curado, j\u00e1 n\u00e3o teme essas atitudes de desprezo, porque Jesus lhe deu plena dignidade. E isto \u00e9 claro, como sempre acontece: quando Jesus no cura, restitui-nos a dignidade, a dignidade da cura de Jesus, plena dignidade, uma dignidade que vem do fundo do cora\u00e7\u00e3o, que abrange a vida inteira; e Ele, no s\u00e1bado, diante de todos, libertou-o e restituiu-lhe a vista, sem lhe pedir nada, nem sequer um agradecimento, e o homem d\u00e1 testemunho disto. Esta \u00e9 a dignidade de uma pessoa nobre, de uma pessoa que sabe que foi curada, e restabelece-se, renasce; o renascimento na vida, de que se falava hoje em \u201cA Sua Immagine\u201d: renascer!<\/p>\n<p>Irm\u00e3os, irm\u00e3s, com todos estes personagens o Evangelho de hoje coloca-nos tamb\u00e9m a n\u00f3s no meio da cena, de modo que nos perguntamos: que posi\u00e7\u00e3o assumimos, o que ter\u00edamos dito em tal situa\u00e7\u00e3o? E acima de tudo, o que fazemos hoje? Como o cego, sabemos ver o bem e estar gratos pelos dons que recebemos? Pergunto-me: como \u00e9 a minha dignidade? Como \u00e9 a tua dignidade? Somos testemunhas de Jesus, ou espalhamos cr\u00edticas e suspeitas? Somos livres perante os preconceitos, ou associamo-nos aos que espalham negativismo e mexericos? Estamos felizes por dizer que Jesus nos ama, nos salva ou, como os pais do homem cego de nascen\u00e7a, nos deixamos aprisionar pelo medo do que pensar\u00e3o as pessoas? Os t\u00edbios de cora\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o aceitam a verdade e n\u00e3o t\u00eam a coragem de dizer: \u201cN\u00e3o, isto \u00e9 assim\u201d. E ainda, como enfrentamos as dificuldades e a indiferen\u00e7a dos outros? Como acolhemos as pessoas que t\u00eam muitos limites na vida? Quer sejam f\u00edsicas, como este cego; ou sociais, como os mendigos que encontramos na rua? Vemos isto como uma maldi\u00e7\u00e3o, ou como uma ocasi\u00e3o para nos aproximarmos deles com amor?<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, hoje pe\u00e7amos a gra\u00e7a de nos maravilharmos todos os dias pelos dons de Deus e de ver as v\u00e1rias circunst\u00e2ncias da vida, at\u00e9 as mais dif\u00edceis de aceitar, como ocasi\u00f5es para praticar o bem, como Jesus fez com o cego. Que Nossa Senhora nos ajude nisto, com S\u00e3o Jos\u00e9, homem justo e fiel.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em Italiano<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>19.03.2023<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco comentou hoje, antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o mariana do \u00c2ngelus, o epis\u00f3dio do cego de nascen\u00e7a, presente no evangelho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987793,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-19044092","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19044092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19044092"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19044092\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294996064,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19044092\/revisions\/4294996064"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19044092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19044092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19044092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}