{"id":1922075497,"date":"2023-06-24T00:00:00","date_gmt":"2023-06-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12294-papa-aos-artistas-sede-aliados-do-sonho-de-deus"},"modified":"2023-06-24T00:00:00","modified_gmt":"2023-06-24T00:00:00","slug":"papa-aos-artistas-sede-aliados-do-sonho-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/papa-aos-artistas-sede-aliados-do-sonho-de-deus\/","title":{"rendered":"Papa aos artistas: \u00abSede aliados do Sonho de Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_sistina_artistas_2023_230624111432.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Francisco reuniu-se ontem <em>c<\/em>om duas centenas de artistas de todo o mundo para assinalar os \u00ab50 anos da inaugura\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o de arte moderna\u00bb nos museus vaticanos. Aos criativos o papa lembrou a import\u00e2ncia de interpretar &#8220;o grito silencioso&#8221; dos pobres, citou Anna Arenth e Simone Weil e lembrou o papel da arte para l\u00e1 da tenta\u00e7\u00e3o da &#8220;maquilhagem&#8221; atual<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, e em portugu\u00eas, o discurso do Papa Francisco<\/p>\n<p>Bom dia, sejam bem-vindos! Aqui tudo \u00e9 arte, ali [aponta para os afrescos], v\u00f3s, todos! Bem-vindos!<\/p>\n<p>Obrigado por terdes aceite o meu convite. A vossa presen\u00e7a alegra-me, porque a Igreja sempre teve uma rela\u00e7\u00e3o com os artistas que pode ser definida como natural e especial. \u00c9 uma amizade natural, porque o artista leva a s\u00e9rio a profundidade inesgot\u00e1vel da exist\u00eancia, da vida e do mundo, mesmo nas suas contradi\u00e7\u00f5es e trag\u00e9dias. Esta profundidade corre o risco de se tornar invis\u00edvel ao olhar de muitos saberes especializados, que respondem a necessidades imediatas, mas t\u00eam dificuldade em ver a vida como uma realidade multifacetada. O artista lembra a todos que a dimens\u00e3o em que nos movemos, mesmo quando n\u00e3o temos consci\u00eancia disso, \u00e9 a do Esp\u00edrito. A vossa arte \u00e9 como uma vela que se enche de Esp\u00edrito e faz continuar adiante. A amizade da Igreja com a arte \u00e9, portanto, algo natural. Mas \u00e9 tamb\u00e9m uma amizade especial, sobretudo se pensarmos nos muitos trechos da hist\u00f3ria percorridos juntos, que s\u00e3o patrim\u00f3nio de todos, crentes ou n\u00e3o crentes. Em mem\u00f3ria disto, esperamos novos frutos tamb\u00e9m no nosso tempo, em clima de escuta, liberdade e respeito. As pessoas precisam destes frutos, de frutos especiais.<\/p>\n<p>Romano Guardini escreveu que \u00abo estado em que se encontra o artista enquanto cria \u00e9 semelhante ao da crian\u00e7a e tamb\u00e9m ao do vidente\u00bb (L&#8217;opera d&#8217;arte, Brescia 1998, 25). Estas parecem ser duas compara\u00e7\u00f5es interessantes. Segundo ele, \u00aba obra de arte abre um espa\u00e7o no qual o homem pode entrar, no qual pode respirar, mover-se e lidar com as coisas e os homens, que se tornaram abertos\u00bb (ivi, p. 35). \u00c9 verdade que, quando se trabalha na arte, as fronteiras afrouxam-se e os limites da experi\u00eancia e da compreens\u00e3o expandem-se. Tudo parece mais aberto e dispon\u00edvel. Adquire-se a espontaneidade da crian\u00e7a que imagina e a agudeza do vidente que apreende a realidade.<\/p>\n<p>Sim, o artista \u00e9 uma crian\u00e7a \u2013 n\u00e3o deve soar como uma ofensa -; significa que se move sobretudo no espa\u00e7o da inven\u00e7\u00e3o, da novidade, da cria\u00e7\u00e3o, de trazer ao mundo algo que nunca foi visto desta forma. Ao fazer isto refuta a ideia de que o homem \u00e9 um ser para a morte. O homem deve aceitar a sua mortalidade, \u00e9 verdade, mas n\u00e3o \u00e9 um ser para a morte, mas para a vida. Uma grande pensadora como Hannah Arendt afirma que o pr\u00f3prio do ser humano \u00e9 o de viver para trazer novidades ao mundo. Esta \u00e9 a dimens\u00e3o de fertilidade do homem. Trazer a novidade. Mesmo na fecundidade natural, cada filho \u00e9 uma novidade. Abrir-se e transportar novidade. V\u00f3s, artistas, conseguis isto afirmando a vossa originalidade. Colocai-vos sempre em obra, como seres irrepet\u00edveis como todos n\u00f3s somos, mas com a inten\u00e7\u00e3o de criar ainda mais. Quando o talento vos auxilia, trazeis \u00e0 luz o in\u00e9dito, enriqueceis o mundo com uma nova realidade. Penso em algumas palavras que lemos no Livro do profeta Isa\u00edas, quando Deus diz: \u00abEis que estou fazendo uma coisa nova, agora mesmo est\u00e1 brotando: n\u00e3o o percebeis?\u00bb (43,19). E no Apocalipse confirma: \u00abEis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u00bb (21,5). A criatividade do artista parece assim participar da paix\u00e3o geradora de Deus, aquela paix\u00e3o com a qual Deus criou. Sede aliados do sonho de Deus! Sede os olhos que observam e sonham. N\u00e3o basta apenas olhar, \u00e9 preciso tamb\u00e9m sonhar. Um escritor latino-americano disse que n\u00f3s, pessoas, temos dois olhos: um para ver o que vemos e outro para ver o que sonhamos. E quando a pessoa n\u00e3o tem estes dois olhos, ou s\u00f3 parte de um ou do outro, falta alguma coisa. Ver o que sonhamos&#8230; A criatividade do artista: n\u00e3o basta olhar, \u00e9 preciso sonhar. N\u00f3s, seres humanos, ansiamos por um mundo novo que n\u00e3o veremos plenamente com os nossos pr\u00f3prios olhos, mas desejamo-lo, buscamos, sonhamos com ele.<\/p>\n<p>V\u00f3s artistas, ent\u00e3o, tendes a habilidade de inventar novas vers\u00f5es do mundo. E \u00e9 t\u00e3o importante: novas vers\u00f5es do mundo. A capacidade de introduzir novidades na hist\u00f3ria. \u00c9 por isso que Guardini diz que v\u00f3s tamb\u00e9m os pareceis com videntes. Sois um pouco como os profetas. Sabeis olhar as coisas ao fundo e ao longe, como sentinelas que estreitam os olhos para perscrutar o horizonte e sondar a realidade para al\u00e9m das apar\u00eancias. Nisto sois chamados a escapar ao poder sugestivo daquela suposta beleza artificial e superficial que hoje se difunde e que \u00e9 muitas vezes c\u00famplice dos mecanismos econ\u00f3micos geradores de desigualdades. Essa beleza n\u00e3o atrai, porque \u00e9 uma beleza que nasce morta. N\u00e3o h\u00e1 vida ali, n\u00e3o atrai. \u00c9 uma falsa beleza cosm\u00e9tica, uma maquilhagem que esconde em vez de revelar. Em italiano \u00e9 chamada de &#8220;trucco&#8221; porque tem algo de enganoso. V\u00f3s estais distantes dessa beleza, a vossa arte quer atuar como uma consci\u00eancia cr\u00edtica da sociedade, tirando o v\u00e9u do \u00f3bvio. Quereis mostrar o que vos faz pensar, o que vos torna vigilante, o que revela a realidade mesmo nas suas contradi\u00e7\u00f5es, nos seus aspetos que \u00e9 mais c\u00f3modo ou conveniente ocultar. Como os profetas b\u00edblicos, v\u00f3s confrontais-nos com coisas que \u00e0s vezes nos incomodam, criticando os falsos mitos de hoje, os novos \u00eddolos, os discursos banais, as armadilhas do consumo, as artimanhas do poder. Isto \u00e9 interessante na psicologia, na personalidade dos artistas: a capacidade de ir al\u00e9m, ir al\u00e9m, na tens\u00e3o entre realidade e sonho.<\/p>\n<p>E muitas vezes o fazeis com ironia, o que \u00e9 uma virtude maravilhosa. Duas virtudes que n\u00e3o cultivamos tanto: o sentido de humor e a ironia, devemos cultiv\u00e1-las mais. A B\u00edblia est\u00e1 repleta de momentos de ironia, em que a presun\u00e7\u00e3o de autossufici\u00eancia, a prevarica\u00e7\u00e3o, a injusti\u00e7a, a desumanidade s\u00e3o ridicularizadas quando revestidas de poder e \u00e0s vezes at\u00e9 de sacralidade. T\u00eam raz\u00e3o tamb\u00e9m em serdes sentinelas do verdadeiro sentido religioso, por vezes banalizado ou comercializado. Neste ser videntes, sentinelas, consci\u00eancias cr\u00edticas, sinto-vos aliados para tantas coisas que me s\u00e3o caras, como a defesa da vida humana, a justi\u00e7a social, os \u00faltimos, o cuidado da nossa casa comum, sentindo-nos todos irm\u00e3os. Est\u00e1-me no cora\u00e7\u00e3o a humanidade do humano, a dimens\u00e3o humana da humanidade. Por que tamb\u00e9m \u00e9 a grande paix\u00e3o de Deus. Uma das coisas que aproxima a arte da f\u00e9 \u00e9 o facto de ela se atrapalhar um pouco. A arte e a f\u00e9 n\u00e3o podem deixar as coisas como est\u00e3o: elas mudam-nas, transformam-nas, convertem, movem-nas. A arte nunca pode ser um anest\u00e9sico; d\u00e1 paz, mas n\u00e3o adormece as consci\u00eancias, mant\u00e9m-nas despertas. V\u00f3s, artistas, muitas vezes tentais sondar at\u00e9 mesmo o submundo da condi\u00e7\u00e3o humana, os abismos, as partes escuras. N\u00e3o somos apenas luz, e v\u00f3s lembrai-nos disso; mas \u00e9 preciso lan\u00e7ar a luz da esperan\u00e7a nas trevas da humanidade, do individualismo e da indiferen\u00e7a. Ajudai-nos a vislumbrar a luz, a beleza que salva.<\/p>\n<p>A arte esteve sempre ligada \u00e0 experi\u00eancia da beleza. Simone Weil escreveu: \u00abA beleza seduz a carne para obter permiss\u00e3o para passar \u00e0 alma\u00bb (L&#8217;ombra e la grazia, Bolonha 2021, 193). A arte toca os sentidos para animar o esp\u00edrito e faz isto atrav\u00e9s da beleza, que \u00e9 o reflexo das coisas quando s\u00e3o boas, certas, verdadeiras. \u00c9 o sinal de que algo tem plenitude: \u00e9 ent\u00e3o que dizemos espontaneamente: &#8220;Que belo!&#8221; A beleza faz-nos sentir que a vida \u00e9 orientada para a plenitude. Assim, na verdadeira beleza, come\u00e7amos a sentir a nostalgia de Deus. Muitos esperam que a arte volte mais \u00e0 frequente beleza. Claro, como eu dizia, h\u00e1 tamb\u00e9m uma beleza f\u00fatil, uma beleza artificial e superficial, at\u00e9 enganosa, a da maquilhagem.<\/p>\n<p>Mas creio que existe um crit\u00e9rio importante de discernimento, o da harmonia. A verdadeira beleza, de facto, \u00e9 um reflexo da harmonia. Na teologia \u2013 \u00e9 interessante \u2013 os te\u00f3logos descrevem a paternidade de Deus, a filia\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, mas quando se trata de descrever o Esp\u00edrito Santo: o Esp\u00edrito \u00e9 harmonia. Ipse harmonia est. O Esp\u00edrito \u00e9 quem cria a harmonia. E o artista tem algo desse Esp\u00edrito para criar harmonia. Esta dimens\u00e3o humana do espiritual. A verdadeira beleza, de facto, \u00e9 um reflexo da harmonia. \u00c9, se assim posso dizer, a virtude operativa da beleza. \u00c9 o seu esp\u00edrito subjacente, no qual atua o Esp\u00edrito de Deus, o grande harmonizador do mundo. Harmonia \u00e9 quando h\u00e1 partes, diferentes umas das outras, mas que formam uma unidade, diferente de cada uma das partes e diferente da soma das partes. \u00c9 uma coisa dif\u00edcil, que s\u00f3 o Esp\u00edrito pode tornar poss\u00edvel: que as diferen\u00e7as n\u00e3o se tornem conflitos, mas diversidades que integram; e ao mesmo tempo essa unidade n\u00e3o \u00e9 uniformidade, mas acolhe o que \u00e9 m\u00faltiplo. A harmonia opera esses milagres, como no Pentecostes. Impressiona-me sempre pensar no Esp\u00edrito Santo como aquele que permite que as maiores desordens ocorram &#8211; pensemos na manh\u00e3 de Pentecostes &#8211; e depois cria a harmonia. O que n\u00e3o \u00e9 equil\u00edbrio, n\u00e3o, para criar harmonia precisa primeiro do desequil\u00edbrio; harmonia \u00e9 algo mais do que equil\u00edbrio. Como \u00e9 atual esta mensagem: estamos num tempo de coloniza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica dos m\u00eddia e de conflitos dilacerados; uma globaliza\u00e7\u00e3o homogeneizadora coexiste com muitos localismos fechados. Este \u00e9 o perigo do nosso tempo. At\u00e9 a Igreja pode ser afetada. O conflito pode operar sob uma pretens\u00e3o fingida de unidade; da\u00ed as divis\u00f5es, as fa\u00e7\u00f5es, os narcisismos. Precisamos do princ\u00edpio da harmonia para habitar mais o nosso mundo e expulsar a uniformidade. V\u00f3s, artistas, podem ajudar-nos a abrir espa\u00e7o para o Esp\u00edrito. Quando vemos a obra do Esp\u00edrito, que \u00e9 criar a harmonia das diferen\u00e7as, n\u00e3o as destruir, n\u00e3o padroniz\u00e1-las, mas harmoniz\u00e1-las, ent\u00e3o compreendemos o que \u00e9 beleza. A beleza \u00e9 aquela obra do Esp\u00edrito que cria harmonia. Irm\u00e3os e irm\u00e3s, que o vosso g\u00e9nio viaje por aqui!<\/p>\n<p>Queridos amigos, estou feliz por ter este encontro convosco. Antes de me despedir, ainda tenho uma coisa a dizer, que est\u00e1 perto do meu cora\u00e7\u00e3o. Gostaria de vos pedir que n\u00e3o esque\u00e7ais os pobres, que s\u00e3o os favoritos de Cristo, de todas as formas como hoje se \u00e9 pobre. At\u00e9 os pobres precisam de arte e beleza. Alguns experimentam formas muito duras de priva\u00e7\u00e3o da vida; por isso, precisam ainda mais. Eles geralmente n\u00e3o t\u00eam voz para se fazer ouvir. V\u00f3s podeis interpretar o seu grito silencioso.<\/p>\n<p>Obrigado e confirmo-vos a minha estima. Desejo que as vossas obras sejam dignas dos homens e mulheres desta terra, e que deem gl\u00f3ria a Deus, que \u00e9 o Pai de todos, e a quem todos procuram, tamb\u00e9m atrav\u00e9s da arte. E, finalmente, pe\u00e7o-vos, harmoniosamente, que rezem por mim. Obrigado.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/speeches\/2023\/june\/documents\/20230623-artisti.html\" target=\"_blank\">original em Italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|24.06.2023<\/p>\n<p>\u00a0<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco reuniu-se ontem com duas centenas de artistas de todo o mundo para assinalar os \u00ab50 anos da inaugura\u00e7\u00e3o da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1645734446,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-1922075497","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1922075497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1922075497"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1922075497\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1645734446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1922075497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1922075497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1922075497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}