{"id":1945759690,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10619-angelus-a-maior-doenca-e-a-falta-de-amor-papa-francisco"},"modified":"2025-11-07T16:34:40","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:40","slug":"angelus-a-maior-doenca-e-a-falta-de-amor-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-a-maior-doenca-e-a-falta-de-amor-papa-francisco\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abA maior doen\u00e7a \u00e9 a falta de amor\u00bb, Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angelus_1_150201125427.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><strong><em>Antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o mariana do \u00c2ngelus, perante milhares de fieis que a el se reuniram na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco comentou o evangelho deste domingo do tempo comum e desafiou os crentes a &#8220;olharem os outros com o olhar de Jesus&#8221; e a &#8220;deixarem-se tocar&#8221; porque &#8220;a maior doen\u00e7a \u00e9 a falta de amor&#8221;, apontou<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, e em portugu\u00eas, a reflex\u00e3o do Santo Padre<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Hoje, no Evangelho (cf. Mc 5, 21-43), Jesus confronta-se com as duas mais dram\u00e1ticas situa\u00e7\u00f5es para n\u00f3s, a morte e a doen\u00e7a. Delas, ele liberta duas pessoas: uma menina, que morre no momento em que o seu pai foi pedir ajuda a Jesus; e uma mulher que est\u00e1 com sangramentos h\u00e1 muitos anos. Jesus deixa-se tocar pela nossa dor e pela nossa morte e opera dois sinais de cura para nos dizer que nem a dor nem a morte t\u00eam a \u00faltima palavra. Diz-nos que a morte n\u00e3o \u00e9 o fim. Ele vence este inimigo, do qual n\u00e3o nos podemos livrar sozinhos.<\/p>\n<p>Concentremo-nos, por\u00e9m, neste per\u00edodo em que a doen\u00e7a ainda est\u00e1 no centro das not\u00edcias, no outro sinal, a cura da mulher. Mais do que a sua sa\u00fade, foram os seus afetos que foram comprometidos. Porqu\u00ea? Ela estava com sangramentos e, portanto, de acordo com a mentalidade da \u00e9poca, era considerada impura. Ela era uma mulher marginalizada, n\u00e3o podia ter rela\u00e7\u00f5es est\u00e1veis, n\u00e3o podia ter c\u00f4njuge, n\u00e3o podia ter fam\u00edlia e n\u00e3o podia ter rela\u00e7\u00f5es sociais normais porque era &#8220;impura&#8221;, uma doen\u00e7a que a tornava &#8220;impura&#8221;. Ela morava sozinha, com o cora\u00e7\u00e3o ferido. A maior doen\u00e7a da vida, o que \u00e9? O cancro? A Tuberculose? A pandemia? N\u00e3o. A maior doen\u00e7a da vida \u00e9 a falta de amor, \u00e9 n\u00e3o poder amar. Esta pobre mulher estava farta do sangramento, sim, mas, consequentemente, da falta de amor, porque n\u00e3o podia estar socialmente com os outros. E a cura que mais importa \u00e9 a dos afetos. Mas como encontr\u00e1-la? Podemos pensar nos nossos afetos: est\u00e3o doentes ou com boa sa\u00fade? Est\u00e3o doentes? Jesus \u00e9 capaz de os curar.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria desta mulher sem nome \u2013 chamemo-la assim &#8220;a mulher sem nome&#8221; &#8211; na qual todos n\u00f3s podemos reconhece-nos, \u00e9 exemplar. O texto diz que ela teria realizado muitas curas, \u00abgastando sem proveito todos os seus bens, e at\u00e9 piorando\u00bb (v. 26). Quantas vezes n\u00f3s tamb\u00e9m nos lan\u00e7amos em rem\u00e9dios errados para saciar a nossa falta de amor? Achamos que o sucesso e o dinheiro nos fazem felizes, mas o amor n\u00e3o se compra, \u00e9 de gra\u00e7a. Refugiamo-nos no virtual, mas o amor \u00e9 concreto. N\u00e3o nos aceitamos como somos e escondemo-nos atr\u00e1s dos truques da exterioridade, mas o amor n\u00e3o \u00e9 uma apar\u00eancia. Procuramos solu\u00e7\u00f5es na magia, nos santos, quando nos encontramos sem dinheiro e sem paz, como aquela mulher. Por fim, ela escolhe Jesus e lan\u00e7a-se na multid\u00e3o para tocar no manto, o manto de Jesus. Aquela mulher procura o contato direto, o contacto f\u00edsico com Jesus. Principalmente neste tempo, entendemos a import\u00e2ncia do contacto, das rela\u00e7\u00f5es. O mesmo acontece com Jesus: \u00e0s vezes contentamo-nos em observar alguns preceitos e repetir ora\u00e7\u00f5es &#8211; tantas vezes como papagaios &#8211; mas o Senhor espera que o encontremos, abramos o cora\u00e7\u00e3o a ele, toquemos no seu manto como aquela mulher para sermos curados. Por que, ao entrar em intimidade com Jesus, somos curados nos nossos afetos.<\/p>\n<p>\u00c9 isto que Jesus quer, ali\u00e1s, lemos que, mesmo pressionado pela multid\u00e3o, ele olha em volta para encontrar quem o tocou. Os disc\u00edpulos disseram-lhe: \u201cV\u00eas a multid\u00e3o que Te aperta e perguntas\u2026\u201d N\u00e3o: &#8220;Quem me tocou?&#8221;. \u00c9 o olhar de Jesus: s\u00e3o tantas pessoas, mas Ele vai em busca de um rosto e de um cora\u00e7\u00e3o cheio de f\u00e9. Jesus n\u00e3o olha o todo, como n\u00f3s, mas olha a pessoa. N\u00e3o p\u00e1ra diante das feridas e erros do passado, mas vai al\u00e9m dos pecados e preconceitos. Todos n\u00f3s temos uma hist\u00f3ria, e cada um de n\u00f3s, no seu \u00edntimo, conhece bem as coisas m\u00e1s da sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Mas Jesus olha para eles para os curar. Em vez disso, gostamos de olhar para as coisas m\u00e1s dos outros. Quantas vezes, quando falamos, ca\u00edmos na tagarelice, que \u00e9 a fofoca sobre os outros, &#8220;esfolamos&#8221; os outros. Mas vede: que horizonte de vida \u00e9 este? N\u00e3o como Jesus, que olha sempre para o meio de nos salvar, olha para o hoje, para a boa vontade e n\u00e3o para a m\u00e1 hist\u00f3ria que temos. Jesus vai al\u00e9m dos pecados. Jesus vai al\u00e9m dos preconceitos, n\u00e3o se limita \u00e0s apar\u00eancias, chega ao cora\u00e7\u00e3o de Jesus e cura apenas aquela que era rejeitada por todos, uma pessoa impura. Com ternura ele chama-a de &#8220;filha&#8221; (v. 34) &#8211; o estilo de Jesus era proximidade, compaix\u00e3o e ternura: &#8220;Filha &#8230;&#8221; &#8211; e elogia a sua f\u00e9, restaurando-lhe a confian\u00e7a em si mesma.<\/p>\n<p>Irm\u00e3, irm\u00e3o, estais aqui, deixai Jesus olhar e curar o vosso cora\u00e7\u00e3o. Eu tamb\u00e9m devo faz\u00ea-lo: deixar Jesus olhar para o meu cora\u00e7\u00e3o e cur\u00e1-lo. E se j\u00e1 experimentaste o seu olhar terno em ti, imita-o e faz como Ele. Olha em teu redor: ver\u00e1s que muitas pessoas que vivem ao teu lado se sentem magoadas e sozinhas, precisam se sentir amadas: d\u00e1 o passo. Jesus pede-te um olhar que n\u00e3o se limite ao exterior, mas ao cora\u00e7\u00e3o; um olhar sem julgamentos &#8211; vamos parar de julgar os outros &#8211; Jesus pede-nos um olhar sem julgamentos, mas acolhedor. Abramos os nossos cora\u00e7\u00f5es para acolher os outros. Porque s\u00f3 o amor cura a vida, s\u00f3 o amor cura a vida. Que Nossa Senhora, Consoladora dos aflitos, nos ajude a levar uma car\u00edcia aos feridos no cora\u00e7\u00e3o que encontramos no nosso caminho. E n\u00e3o julgar, n\u00e3o julgar a realidade pessoal e social dos outros. Deus ama a todos! N\u00e3o julgar, deixar os outros viver e tentar fazer-se pr\u00f3ximo com o amor.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/angelus\/2021\/documents\/papa-francesco_angelus_20210627.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a>|27.06.2021<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o mariana do \u00c2ngelus, perante milhares de fieis que a el se reuniram na pra\u00e7a de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987820,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-1945759690","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1945759690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1945759690"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1945759690\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995961,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1945759690\/revisions\/4294995961"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1945759690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1945759690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1945759690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}