{"id":1961671489,"date":"2017-10-18T00:00:00","date_gmt":"2017-10-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/7362-audiencia-geral-abencoados-sejam-os-que-morreram-no-senhor"},"modified":"2017-10-18T00:00:00","modified_gmt":"2017-10-18T00:00:00","slug":"audiencia-geral-abencoados-sejam-os-que-morreram-no-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-abencoados-sejam-os-que-morreram-no-senhor\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abAben\u00e7oados sejam os que morreram no Senhor\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_151118022552.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><span>Disponibilizamos, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco subordinada ao tema \u00ab<\/span><span>Esperan\u00e7a Crist\u00e3 &#8211; 37. Aben\u00e7oados sejam os que morreram no Senhor\u00bb, proferida nesta manh\u00e3 de quarta-feira na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Hoje gostaria de confrontar a esperan\u00e7a crist\u00e3 com a realidade da morte, uma realidade que a nossa civiliza\u00e7\u00e3o tenta sempre apagar. Ent\u00e3o, quando a morte vem, para aqueles que est\u00e3o perto de n\u00f3s ou para n\u00f3s mesmos, encontra-nos sem qualquer prepara\u00e7\u00e3o. Privados at\u00e9 de um \u2018alfabeto\u2019 adequado para esbo\u00e7ar algumas palavras com sentido \u00e0 volta do seu mist\u00e9rio, que ainda permanece. No entanto, os primeiros sinais de civiliza\u00e7\u00e3o humana passaram por este enigma. Poder\u00edamos dizer que o homem nasceu com o culto dos mortos.<\/p>\n<p>Outras civiliza\u00e7\u00f5es, antes da nossa, tiveram a coragem de olhar-lhe no rosto. Era uma realidade contada pelos mais velhos \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es, como uma realidade inevit\u00e1vel que obrigava o homem a viver para algo absoluto. Diz-nos o Salmo 90: &#8220;Ensinai-nos a contar os nossos dias e a adquirir um cora\u00e7\u00e3o s\u00e1bio&#8221; (v. 12). Contar os pr\u00f3prios dias torna o cora\u00e7\u00e3o s\u00e1bio! Palavras que nos transportam a um realismo saud\u00e1vel, eliminando os del\u00edrios da omnipot\u00eancia. O que somos? N\u00f3s somos &#8220;quase nada&#8221;, afirma outro salmo (cf. 88, 48); os nossos dias passam rapidamente: vivemos quase at\u00e9 aos cem anos e, no final, parece-nos ter sido um sopro. Muitas vezes ouvi pessoas idosas a dizer: &#8220;A vida passou como um sopro&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Deste modo a morte coloca a nu a nossa vida. Isso ajuda-nos a descobrir os nossos atos de orgulho, raiva e \u00f3dio como atos de vaidade: vaidade pura. Recordamo-nos, com certo lamento, que n\u00e3o am\u00e1mos o bastante e que n\u00e3o procur\u00e1mos suficientemente o essencial. E, ao contr\u00e1rio, vemos o que realmente bom semeamos: os afetos pelos quais nos sacrificamos, e que agora nos levam pela m\u00e3o.<\/p>\n<p>Jesus iluminou o mist\u00e9rio da nossa morte. Com o seu comportamento, autoriza-nos a sentir-nos pesarosos quando uma pessoa querida falece. Ele ficou \u00abprofundamente\u00bb perturbado diante do t\u00famulo do amigo L\u00e1zaro, e \u00abdesatou a chorar\u00bb (Jo 11, 35). Nesta sua atitude sentimos Jesus muito pr\u00f3ximo, nosso irm\u00e3o. Ele chorou pelo seu amigo L\u00e1zaro. E ent\u00e3o Jesus reza ao Pai, fonte da vida, e ordena a L\u00e1zaro que saia do sepulcro. E assim acontece. A esperan\u00e7a crist\u00e3 alimenta-se nesta atitude que Jesus assume contra a morte humana: mesmo estando presente na cria\u00e7\u00e3o, ela \u00e9 contudo uma cicatriz que deturpa o des\u00edgnio de amor de Deus, e o Salvador quer curar-nos dela.<\/p>\n<p>Outros evangelhos narram acerca de um pai que tem a filha muito doente, e dirige-se com f\u00e9 a Jesus para que a salve (cf. Mc 5, 21-24.35-43). E n\u00e3o h\u00e1 figura mais comovedora do que a de um pai ou de uma m\u00e3e com um filho doente. E Jesus encaminha-se imediatamente com aquele homem, que se chamava Jairo. A um certo ponto chega algu\u00e9m da casa de Jairo, dizendo que a menina morreu, e que n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de incomodar o Mestre. Mas Jesus diz a Jairo: \u00abN\u00e3o tenhas receio, cr\u00ea somente\u00bb (Mc 5, 36). Jesus sabe que aquele homem sente a tenta\u00e7\u00e3o de reagir com raiva e desespero, porque a menina morreu, e recomenda-lhe que preserve a pequena chama que est\u00e1 acesa no seu cora\u00e7\u00e3o: a f\u00e9. \u00abN\u00e3o tenhas receio, cr\u00ea somente\u00bb. \u201cN\u00e3o receies, unicamente continua a manter acesa aquela chama!\u201d. E depois, quando chegaram a casa, despertar\u00e1 a menina da morte e restitu\u00ed-la-\u00e1 viva aos seus entes queridos.<\/p>\n<p>Jesus p\u00f5e-nos neste \u201c\u00e1pice\u201d da f\u00e9. Ao choro de Marta pela morte do irm\u00e3o L\u00e1zaro contrap\u00f5e a luz de um dogma: \u00abEu sou a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida; quem cr\u00ea em Mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1; e todo aquele que vive e cr\u00ea em Mim nunca morrer\u00e1. Cr\u00eas tu nisto?\u00bb (Jo 11, 25-26). \u00c9 o que Jesus repete a cada um de n\u00f3s, todas as vezes que a morte vem arrancar o tecido da vida e dos afetos. Toda a nossa exist\u00eancia se joga aqui, entre a vertente da f\u00e9 e o precip\u00edcio do medo. Jesus diz: \u201cEu n\u00e3o sou a morte, eu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida, cr\u00eas tu nisto?, cr\u00eas tu nisto?\u201d. N\u00f3s, que hoje estamos aqui na Pra\u00e7a, cremos nisto?<\/p>\n<p>Todos somos pequeninos e indefesos diante do mist\u00e9rio da morte. Contudo, que gra\u00e7a se naquele momento guardarmos no cora\u00e7\u00e3o a pequena chama da f\u00e9! Jesus guiar-nos-\u00e1 pela m\u00e3o, assim como guiou pela m\u00e3o a filha de Jairo, e repetir\u00e1 mais uma vez: \u201cTalit\u00e1 kum\u201d, \u201cMenina, levanta-te!\u201d (Mc 5, 41). Di-lo-\u00e1 a n\u00f3s, a cada um de n\u00f3s: \u201cLevanta-te, ressurge!\u201d. Agora, eu convido-vos a fechar os olhos e a pensar naquele momento: da nossa morte. Cada um de n\u00f3s pense na pr\u00f3pria morte, e imagine aquele momento que acontecer\u00e1, quando Jesus nos pegar\u00e1 na m\u00e3o e nos disser: \u201cVem, vem comigo, levanta-te\u201d. Terminar\u00e1 ali a esperan\u00e7a e ser\u00e1 a realidade, a realidade da vida. Refleti bem: o pr\u00f3prio Jesus vir\u00e1 ter com cada um de n\u00f3s e pegar-nos-\u00e1 pela m\u00e3o, com a sua ternura, a sua mansid\u00e3o, o seu amor. E cada um repita no seu cora\u00e7\u00e3o a palavra de Jesus: \u201cLevanta-te, vem. Levanta-te, vem. Levanta-te, ressurge!\u201d.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a nossa esperan\u00e7a diante da morte. Para quem cr\u00ea, \u00e9 uma porta que se abre de par em par; para quem duvida \u00e9 uma brecha de luz que filtra por uma porta que n\u00e3o se fechou completamente. Mas ser\u00e1 para todos n\u00f3s uma gra\u00e7a, quando esta luz, do encontro com Jesus, nos iluminar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2017\/documents\/papa-francesco_20171018_udienza-generale.html\">original italiano<\/a>.<\/p>\n<p>Educris|18.10.2017<\/p>\n<\/p>\n<p><iframe allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AUwkWbSNipY\" width=\"560\"><\/iframe> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disponibilizamos, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco subordinada ao tema \u00abEsperan\u00e7a Crist\u00e3 &#8211; 37. 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