{"id":202532589,"date":"2021-05-26T00:00:00","date_gmt":"2021-05-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10541-audiencia-geral-papa-afirma-que-oracao-nao-e-magia-mas-dialogo-com-deus"},"modified":"2021-05-26T00:00:00","modified_gmt":"2021-05-26T00:00:00","slug":"audiencia-geral-papa-afirma-que-oracao-nao-e-magia-mas-dialogo-com-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-papa-afirma-que-oracao-nao-e-magia-mas-dialogo-com-deus\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: Papa afirma que \u00abora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 magia mas di\u00e1logo com Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_pos_pandemia_200903103529.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em><strong>Em nova catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o o Papa Francisco explicou que a ora\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 um di\u00e1logo com Deus&#8221; e exige, da parte do crente &#8220;humildade&#8221; para que &#8220;Deus possa converter o cora\u00e7\u00e3o&#8221; para o &#8220;que for melhor para a minha vida espiritual&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Leia, na \u00edntegra a alocu\u00e7\u00e3o do Santo Padre\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese &#8211; 35.\u00a0<em>\u00a0A certeza de ser escutados<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 uma contesta\u00e7\u00e3o radical \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, que deriva de uma observa\u00e7\u00e3o que todos n\u00f3s fazemos: rezamos, pedimos, e, no entanto, por vezes as nossas ora\u00e7\u00f5es parecem n\u00e3o ser ouvidas: o que pedimos \u2013 para n\u00f3s ou para os outros \u2013 n\u00e3o se realizou. Passamos por esta experi\u00eancia muitas vezes. Se a raz\u00e3o pela qual rez\u00e1mos era nobre (como pode ser a intercess\u00e3o pela sa\u00fade de uma pessoa doente, ou pelo fim de uma guerra), o n\u00e3o cumprimento parece escandaloso. Por exemplo, pelas guerras: rezamos a fim de que acabem as guerras, as guerras em tantas partes do mundo, pensemos no I\u00e9men, na S\u00edria, pa\u00edses que est\u00e3o em guerra h\u00e1 anos, h\u00e1 anos! Pa\u00edses atormentados pelas guerras, rezamos e elas n\u00e3o terminam. Como pode isto acontecer? \u00abAlguns deixam mesmo de orar porque, segundo pensam, o seu pedido n\u00e3o \u00e9 atendido (<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap3_2697-2758_po.html#ARTIGO_2_\">Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/a><\/em>, n. 2734). Mas se Deus \u00e9 Pai, por que n\u00e3o nos ouve? Ele, que nos garantiu que d\u00e1 coisas boas aos filhos que Lhe pedem (cf.\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a0\u00a07, 10), por que n\u00e3o responde aos nossos pedidos? Todos n\u00f3s tivemos esta experi\u00eancia: rez\u00e1mos, rez\u00e1mos, pela doen\u00e7a de um amigo, de um pai, de uma m\u00e3e e depois eles morreram, Deus n\u00e3o nos atendeu. \u00c9 uma experi\u00eancia de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>O\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap3_2697-2758_po.html#ARTIGO_2_\">Catecismo<\/a><\/em>\u00a0oferece-nos um bom resumo da quest\u00e3o. Adverte-nos contra o risco de n\u00e3o termos uma experi\u00eancia aut\u00eantica de f\u00e9, mas de transformarmos a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus em algo m\u00e1gico. A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica: \u00e9 um di\u00e1logo com o Senhor. De facto, quando rezamos, podemos cair no risco de n\u00e3o sermos n\u00f3s a servir Deus, mas de pretender que Ele nos sirva (cf. n. 2735). Eis ent\u00e3o uma ora\u00e7\u00e3o que \u00e9 sempre exigente, que pretende orientar os acontecimentos de acordo com o nosso plano, que n\u00e3o permite qualquer outros projetos para al\u00e9m dos nossos desejos. Por outro lado, Jesus teve grande sabedoria ao colocar o \u201cPai-Nosso\u201d nos nossos l\u00e1bios. \u00c9 uma ora\u00e7\u00e3o unicamente de pedidos, como sabemos, mas os primeiros que pronunciamos est\u00e3o todos da parte de Deus. Pedem que n\u00e3o seja realizado o nosso desejo, mas a sua vontade para o mundo. Melhor deixar que Ele fa\u00e7a: \u00abSantificado seja o vosso nome, venha a n\u00f3s o vosso Reino, seja feita a vossa vontade\u00bb (<em>Mt<\/em>\u00a06, 9-10).<\/p>\n<p>O ap\u00f3stolo Paulo lembra-nos que nem sequer sabemos o que \u00e9 conveniente pedir (cf.\u00a0<em>Rm<\/em>\u00a08, 26). Pedimos pelas nossas necessidades, pelo que precisamos, pelas coisas que desejamos, \u201cmas isto \u00e9 conveniente ou n\u00e3o?\u201d. Paulo diz-nos: nem sequer sabemos o que \u00e9 conveniente pedir. Quando rezamos, devemos ser humildes: esta \u00e9 a primeira atitude quando se reza. Assim como h\u00e1 o costume em muitos lugares que para ir rezar \u00e0 igreja, as mulheres usam o v\u00e9u ou se benzem com a \u00e1gua santa antes de iniciar a rezar, deste modo devemos dizer-nos, antes da prece, o que \u00e9 mais conveniente, que Deus me conceda aquilo que mais me conv\u00e9m: Ele sabe. Quando rezamos devemos ser humildes, para que as nossas palavras sejam realmente ora\u00e7\u00f5es e n\u00e3o um vanil\u00f3quio que Deus rejeita. Tamb\u00e9m podemos rezar por motivos errados: por exemplo, para derrotar o inimigo na guerra, sem nos perguntarmos o que pensa Deus dessa guerra. \u00c9 f\u00e1cil escrever num estandarte \u201cDeus est\u00e1 connosco\u201d; muitos est\u00e3o ansiosos por garantir que Deus esteja com eles, mas poucos se preocupam em verificar se est\u00e3o realmente com Deus. Na ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 Deus que nos deve converter, n\u00e3o n\u00f3s que devemos converter Deus. \u00c9 a humildade. Vou rezar, mas Tu, Senhor, converte o meu cora\u00e7\u00e3o para que pe\u00e7a o que \u00e9 conveniente, o que for melhor para a minha sa\u00fade espiritual.<\/p>\n<p>No entanto, o esc\u00e2ndalo permanece: quando as pessoas rezam com um cora\u00e7\u00e3o sincero, quando pedem bens que correspondem ao Reino de Deus, quando uma m\u00e3e reza pelo filho doente, por que parece que \u00e0s vezes Deus n\u00e3o ouve? Para responder a esta pergunta, precisamos de meditar calmamente sobre os Evangelhos. As narra\u00e7\u00f5es da vida de Jesus est\u00e3o cheias de ora\u00e7\u00f5es: muitas pessoas feridas no corpo e no esp\u00edrito pedem-lhe que as cure; h\u00e1 aqueles que rezam por um amigo que j\u00e1 n\u00e3o pode andar; h\u00e1 pais e m\u00e3es que lhe trazem filhos e filhas doentes&#8230; Todas s\u00e3o ora\u00e7\u00f5es impregnadas de sofrimento. \u00c9 um coro imenso que invoca: \u201cTende piedade de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Vemos que por vezes a resposta de Jesus \u00e9 imediata, mas noutros casos, \u00e9 adiada no tempo: parece que Deus n\u00e3o responde. Pensemos na mulher cananeia que implora a Jesus pela sua filha: esta mulher deve insistir longamente para ser ouvida (cf<em>. Mt<\/em>\u00a015, 21-28). H\u00e1 tamb\u00e9m a humildade de ouvir uma palavra de Jesus que parece um pouco ofensiva: n\u00e3o devemos lan\u00e7ar o p\u00e3o aos c\u00e3es, aos c\u00e3ezinhos. Mas \u00e0quela mulher n\u00e3o importa a humilha\u00e7\u00e3o: importa a sa\u00fade da filha. E vai adiante: \u201cSim, tamb\u00e9m os c\u00e3ezinhos comem o que cai da mesa\u201d, e isto agradou a Jesus. A coragem na ora\u00e7\u00e3o. Pensemos tamb\u00e9m no paral\u00edtico trazido pelos seus quatro amigos: inicialmente Jesus perdoa os seus pecados e s\u00f3 num segundo momento o cura no seu corpo (cf.\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a02, 1-12). Assim, nalgumas ocasi\u00f5es, a solu\u00e7\u00e3o para o drama n\u00e3o \u00e9 imediata. Tamb\u00e9m na nossa vida, cada um de n\u00f3s tem esta experi\u00eancia. Fa\u00e7amos mente local: quantas vezes pedimos uma gra\u00e7a, um milagre, digamos, e nada aconteceu. Depois, com o tempo, a situa\u00e7\u00e3o resolve-se, mas segundo o modo de Deus, o modo divino, n\u00e3o de acordo com o que quer\u00edamos naquele momento. O tempo de Deus n\u00e3o \u00e9 o nosso tempo.<\/p>\n<p>Deste ponto de vista, a cura da filha de Jairo merece especial aten\u00e7\u00e3o (cf.\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a05, 21-33). H\u00e1 um pai que est\u00e1 com pressa: a sua filha est\u00e1 doente e por esta raz\u00e3o pede a ajuda de Jesus. O Mestre aceita imediatamente, mas quando est\u00e3o a caminho da casa acontece outra cura, e depois chega a not\u00edcia de que a menina morreu. Parece ser o fim, mas em vez disso Jesus diz ao pai: \u00abN\u00e3o tenhas receio; cr\u00ea somente!\u00bb (<em>Mc<\/em>\u00a05, 36). \u201cContinua a ter f\u00e9\u201d: pois \u00e9 a f\u00e9 que sustenta a ora\u00e7\u00e3o. E, de facto, Jesus despertar\u00e1 aquela menina do sono da morte. Mas durante algum tempo, Jairo teve que caminhar no escuro, apenas com a chama da f\u00e9. Senhor, dai-me f\u00e9! Que a minha f\u00e9 cres\u00e7a! Pedir esta gra\u00e7a, ter f\u00e9. No Evangelho Jesus diz que a f\u00e9 move montanhas. Mas, ter f\u00e9 seriamente. Jesus, diante da f\u00e9 dos seus pobres, dos seus homens, cai vencido, sente uma ternura especial, diante daquela f\u00e9. E ouve.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a ora\u00e7\u00e3o que Jesus dirige ao Pai no Gets\u00e9mani parece n\u00e3o ter sido ouvida: \u201cPai, se poss\u00edvel, afasta de mim o que me espera\u201d. Parece que o Pai n\u00e3o o ouviu. O Filho ter\u00e1 de beber at\u00e9 ao fim o c\u00e1lice da paix\u00e3o. Mas o S\u00e1bado Santo n\u00e3o \u00e9 o cap\u00edtulo final, porque no terceiro dia, isto \u00e9 o domingo, h\u00e1 a ressurrei\u00e7\u00e3o. O mal \u00e9 senhor do pen\u00faltimo dia: recordai bem isto. O mal nunca \u00e9 o senhor do \u00faltimo dia, n\u00e3o: do pen\u00faltimo, o momento no qual a noite \u00e9 mais escura, precisamente antes da aurora. \u00a0No pen\u00faltimo dia h\u00e1 a tenta\u00e7\u00e3o onde o mal nos faz compreender que venceu: \u201cViste? Eu venci!\u201d. O mal \u00e9 senhor do pen\u00faltimo dia: no \u00faltimo dia h\u00e1 a ressurrei\u00e7\u00e3o. Mas o mal nunca \u00e9 senhor do \u00faltimo dia: Deus \u00e9 o Senhor do \u00faltimo dia. Porque este dia pertence apenas a Deus, e \u00e9 o dia em que todos os anseios humanos de salva\u00e7\u00e3o ser\u00e3o cumpridos. Aprendamos esta paci\u00eancia humilde de esperar a gra\u00e7a do Senhor, esperar o \u00faltimo dia. Muitas vezes, o pen\u00faltimo dia \u00e9 muito doloroso, pois os sofrimentos humanos s\u00e3o maus. Mas o Senhor est\u00e1 presente e no \u00faltimo dia Ele resolve tudo.<\/p>\n<p>Educris|26.05.2021<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nova catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o o Papa Francisco explicou que a ora\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 um di\u00e1logo com Deus&#8221; e exige, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":322887213,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-202532589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202532589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=202532589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202532589\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/322887213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=202532589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=202532589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=202532589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}