{"id":2100414829,"date":"2023-09-06T00:00:00","date_gmt":"2023-09-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12423-papa-recorda-viagem-a-mongolia-estive-no-coracao-da-asia-e-fez-me-bem"},"modified":"2023-09-06T00:00:00","modified_gmt":"2023-09-06T00:00:00","slug":"papa-recorda-viagem-a-mongolia-estive-no-coracao-da-asia-e-fez-me-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/papa-recorda-viagem-a-mongolia-estive-no-coracao-da-asia-e-fez-me-bem\/","title":{"rendered":"Papa recorda viagem \u00e0 Mong\u00f3lia: \u00abEstive no cora\u00e7\u00e3o da \u00c1sia e fez-me bem\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_geral_180315095510.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>No regresso \u00e0s audi\u00eancias-gerais, ap\u00f3s mais uma viagem apost\u00f3lica, desta feita \u00e0 Mong\u00f3lia, o Papa Francisco recordou a import\u00e2ncia da &#8220;incultura\u00e7\u00e3o&#8221; no processo de evangeliza\u00e7\u00e3o e explicou o porqu\u00ea de ter visitado &#8220;uma pequena comunidade crist\u00e3&#8221; que habita no centro da \u00c1sia. Na sua reflex\u00e3o o papa argentino sublinhou a import\u00e2ncia de &#8220;encontrar os sinais de Deus no cora\u00e7\u00e3o simples&#8221; e longe dos holofotes<\/em><\/p>\n<p><strong>Catequese. A viagem \u00e0 Mong\u00f3lia<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Voltei da Mong\u00f3lia na segunda-feira. Gostaria de expressar a minha gratid\u00e3o a todos aqueles que acompanharam a minha visita com ora\u00e7\u00f5es e renovar a minha gratid\u00e3o \u00e0s Autoridades, que me acolheram solenemente: em particular ao Senhor Presidente Kh\u00fcrels\u00fckh, e tamb\u00e9m ao ex-Presidente Enkhbayar, que me fez o convite oficial para visitar o pa\u00eds. Penso com alegria na Igreja local e no povo mongol: um povo nobre e s\u00e1bio, que me mostrou tanta bondade e carinho. Hoje gostaria de lev\u00e1-los ao cora\u00e7\u00e3o desta viagem.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos perguntar: por que \u00e9 que o Papa vai t\u00e3o longe para visitar um pequeno rebanho de fi\u00e9is? Porque \u00e9 ali mesmo, longe dos holofotes, que muitas vezes encontramos os sinais da presen\u00e7a de Deus, que n\u00e3o olha para as apar\u00eancias, mas para o cora\u00e7\u00e3o como ouvimos na passagem do profeta Samuel (cfr 1 Sm 16.7). \u00a0O Senhor n\u00e3o procura o centro do palco, mas o cora\u00e7\u00e3o simples de quem O deseja e o ama sem aparecer, sem querer destacar-se dos outros. E tive a gra\u00e7a de encontrar na Mong\u00f3lia uma Igreja humilde, mas uma Igreja feliz, que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o de Deus, e posso testemunhar-vos a alegria deles por se encontrarem no centro da Igreja durante alguns dias.<\/p>\n<p>Aquela comunidade tem uma hist\u00f3ria comovente. Surgiu, pela gra\u00e7a de Deus, e do zelo apost\u00f3lico \u2013 sobre o qual refletimos neste tempo \u2013 de alguns mission\u00e1rios que, apaixonados pelo Evangelho, foram para aquele pa\u00eds que desconheciam h\u00e1 cerca de trinta anos. Aprenderam a l\u00edngua \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil \u2013 e, apesar de virem de na\u00e7\u00f5es diferentes, criaram uma comunidade unida e verdadeiramente cat\u00f3lica. Este \u00e9 de facto o significado da palavra \u201ccat\u00f3lico\u201d, que significa \u201cuniversal\u201d. Mas n\u00e3o se trata de uma universalidade que homogene\u00edza, mas de uma universalidade que se incultura, \u00e9 uma universalidade que se incultura. Isto \u00e9 catolicidade: uma universalidade encarnada e \u201cinculturada\u201d que capta o bem onde vive e serve as pessoas com quem vive. Assim vive a Igreja: testemunhando o amor de Jesus com mansid\u00e3o, com a vida antes das palavras, feliz com a sua verdadeira riqueza: o servi\u00e7o ao Senhor e aos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Assim nasceu aquela jovem Igreja: na esteira da caridade, que \u00e9 o melhor testemunho da f\u00e9. No final da minha visita tive a alegria de aben\u00e7oar e inaugurar a \u201cCasa da Miseric\u00f3rdia\u201d, a primeira obra de caridade estabelecida na Mong\u00f3lia como express\u00e3o de todos os componentes da Igreja local. Uma casa que seja o cart\u00e3o de visita daqueles crist\u00e3os, mas que chame cada uma das nossas comunidades a ser uma casa de miseric\u00f3rdia: isto \u00e9, um lugar aberto, um lugar acolhedor, onde as mis\u00e9rias de cada um possam entrar sem vergonha em contato com a miseric\u00f3rdia de Deus que ressuscita e cura. Aqui fica o testemunho da Igreja Mongol, com mission\u00e1rios de v\u00e1rios pa\u00edses que se sentem um com o povo, felizes em servi-lo e descobrir as belezas que j\u00e1 existem ali. Porque estes mission\u00e1rios n\u00e3o foram l\u00e1 para fazer proselitismo, que n\u00e3o \u00e9 evang\u00e9lico, mas foram l\u00e1 para viver como o povo mongol, para falar a l\u00edngua deles, a l\u00edngua deste povo, a apropriarem-se dos valores deste povo e pregar o Evangelho em Estilo mongol, com palavras mong\u00f3is. Eles foram e \u201cinculturaram-se\u201d: tomaram a cultura mongol para anunciar o Evangelho naquela cultura.<\/p>\n<p>Pude descobrir um pouco desta beleza, tamb\u00e9m conhecendo algumas pessoas, ouvindo as suas hist\u00f3rias, apreciando as suas buscas religiosas. Neste sentido estou grato pelo encontro inter-religioso e ecum\u00e9nico do passado domingo. A Mong\u00f3lia tem uma grande tradi\u00e7\u00e3o budista, com muitas pessoas que vivem silenciosamente a sua religiosidade de forma sincera e radical, atrav\u00e9s do altru\u00edsmo e da luta contra as suas paix\u00f5es. Pensemos em quantas sementes de bem, no recolhimento, fazem brotar o jardim do mundo, enquanto normalmente s\u00f3 ouvimos falar do som das \u00e1rvores a cair! E as pessoas, at\u00e9 mesmo n\u00f3s, gostam de esc\u00e2ndalo: \u201cMas olha a barb\u00e1rie, caiu uma \u00e1rvore, o barulho que fez!\u201d \u2013 \u201cMas n\u00e3o se v\u00ea a floresta que cresce diariamente?\u201d, porque o crescimento \u00e9 silencioso. \u00c9 crucial saber ver e reconhecer o bem. Muitas vezes, por\u00e9m, apreciamos os outros apenas na medida em que correspondem \u00e0s nossas ideias; em vez disso, devemos ver este bem. E por isso \u00e9 importante, como faz o povo mongol, dirigir o olhar para cima, para a luz do bem. S\u00f3 assim, a partir do reconhecimento do bem, se constr\u00f3i o futuro comum; somente valorizando o outro podemos ajud\u00e1-lo a melhorar.<\/p>\n<p>Eu estive no cora\u00e7\u00e3o da \u00c1sia e fez-me bem. \u00c9 bom dialogar com este grande continente, captar as suas mensagens, conhecer a sua sabedoria, a sua maneira de ver as coisas, de abra\u00e7ar o tempo e o espa\u00e7o. Foi bom para mim conhecer o povo mongol, que preserva as suas ra\u00edzes e tradi\u00e7\u00f5es, respeita os idosos e vive em harmonia com o meio ambiente: \u00e9 um povo que perscruta o c\u00e9u e sente o sopro da cria\u00e7\u00e3o. Pensando nas extens\u00f5es ilimitadas e silenciosas da Mong\u00f3lia, deixemo-nos estimular pela necessidade de alargar os limites do nosso olhar, por favor: alargar os limites, olhar largo e alto, olhar e n\u00e3o permanecer prisioneiro das pequenas coisas, alargar os limites do nosso olhar, para que possamos ver o bem que h\u00e1 nos outros e \u00e9 capaz de ampliar os horizontes e tamb\u00e9m de expandir o cora\u00e7\u00e3o para compreender, para estar perto de cada pessoa e de cada civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2023\/documents\/20230906-udienza-generale.html\" target=\"_blank\">original <\/a>em Italiano<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Educris|06.09.2023<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No regresso \u00e0s audi\u00eancias-gerais, ap\u00f3s mais uma viagem apost\u00f3lica, desta feita \u00e0 Mong\u00f3lia, o Papa Francisco recordou a 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