{"id":2111115573,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8293-audiencia-geral-os-mandamentos-querem-tocar-o-coracao-humano"},"modified":"2025-11-07T16:34:32","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:32","slug":"audiencia-geral-os-mandamentos-querem-tocar-o-coracao-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-os-mandamentos-querem-tocar-o-coracao-humano\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-Geral: \u00abOs mandamentos querem tocar o cora\u00e7\u00e3o humano\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa-audiencia_geral_140604105232-1.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><strong><em>Papa Francisco terrminou, na quarta-feira, as catequeses sobre o Dec\u00e1logo, afirmando que a lei s\u00f3 tem utilidade quando &#8220;toca o cora\u00e7\u00e3o humano&#8221; e lembrando que a convers\u00e3o s\u00f3 acontece &#8220;com a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo&#8221;, o verdadeiro &#8220;professor&#8221; do crente.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa.<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre os Mandamentos, 14-A: N\u00e3o desejar o c\u00f4njuge dos outros; n\u00e3o querer os bens dos outros.<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Os nossos encontros sobre o Dec\u00e1logo levam-nos hoje ao \u00faltimo mandamento. Escut\u00e1mo-lo na abertura deste encontro. Estas n\u00e3o s\u00e3o apenas as \u00faltimas palavras do texto, mas s\u00e3o muito mais: elas s\u00e3o o cumprimento da viagem empreendida atrav\u00e9s do Dec\u00e1logo, tocando o cora\u00e7\u00e3o de tudo o que nele est\u00e1 consignado. Na verdade, e em retrospetiva, n\u00e3o adiciona novos conte\u00fados: as indica\u00e7\u00f5es \u00abn\u00e3o cobi\u00e7ar\u00e1s a mulher [&#8230;], nem coisa alguma do teu pr\u00f3ximo\u00bb est\u00e3o, ao menos, latentes nos mandamentos sobre o adult\u00e9rio e sobre o roubo; Qual \u00e9 ent\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o destas palavras? Ser\u00e3o elas um resumo? Ou algo mais?<\/p>\n<p>Tenhamos bem presente que todos os mandamentos t\u00eam a tarefa de indicar o limite da vida, o limite al\u00e9m do qual o homem se destr\u00f3i a si mesmo e aos outros, estragando a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. Se vais al\u00e9m de, destr\u00f3is-te a ti mesmo, destr\u00f3is tamb\u00e9m o relacionamento com Deus e o relacionamento com os outros. Os mandamentos assinalam isso. Atrav\u00e9s desta \u00faltima palavra enfatiza-se o facto de que todas as transgress\u00f5es surgem de uma raiz interna comum: os maus desejos. Todos os pecados nascem de um desejo maligno. Tudo. Ali se come\u00e7a a mover o cora\u00e7\u00e3o, e entrando nesta onda termina numa transgress\u00e3o. Mas n\u00e3o uma transgress\u00e3o formal, legalista: numa transgress\u00e3o que fere a si mesmo e aos outros.<\/p>\n<p>No Evangelho o Senhor Jesus di-lo explicitamente: \u00abPorque \u00e9 do interior do cora\u00e7\u00e3o dos homens que saem os maus pensamentos, as prostitui\u00e7\u00f5es, roubos, assass\u00ednios, adult\u00e9rios, ambi\u00e7\u00f5es, perversidade, m\u00e1 f\u00e9, devassid\u00e3o, inveja, maledic\u00eancia, orgulho, desvarios. Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.\u00bb (Mc 7,21-23).<\/p>\n<p>Entendamos, portanto, que todo o percurso realizado pelo Dec\u00e1logo n\u00e3o teria utilidade se n\u00e3o atingisse este n\u00edvel, o do cora\u00e7\u00e3o do homem. De onde v\u00eam todas estas coisas m\u00e1s? O Dec\u00e1logo mostra-se lucido e profundo neste aspeto: o ponto de chegada &#8211; o \u00faltimo mandamento &#8211; desta viagem \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o, e se este, se o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 livre, o resto \u00e9 serve de pouco. Este \u00e9 o desafio: libertar o cora\u00e7\u00e3o de todas estas coisas m\u00e1s e feias. Os preceitos de Deus podem ser reduzidos a apenas uma bela fachada de uma vida que ainda \u00e9 uma exist\u00eancia de escravos e n\u00e3o de filhos. Muitas vezes, por detr\u00e1s da m\u00e1scara farisaica de corre\u00e7\u00e3o sufocante, escode-se algo feio e n\u00e3o resolvido.<\/p>\n<p>Devemos, em vez disso, deixemo-nos desmascarar por estes mandamentos, porque nos mostram a nossa pr\u00f3pria pobreza, e nos conduzem a uma santa humilha\u00e7\u00e3o. Cada um de n\u00f3s pode perguntar-se a si mesmo: mas quais s\u00e3o os desejos maus que me ocorrem sempre? Inveja, gan\u00e2ncia, coscuvilhice? Todas estas coisas que v\u00eam de dentro de mim. Todos se podem perguntar e isso far\u00e1 bem a todos. O homem precisa desta humilha\u00e7\u00e3o aben\u00e7oada, pela qual descobre que n\u00e3o pode libertar-se sozinho, causa pela qual grita a Deus para ser salvo. S\u00e3o Paulo explica iso de uma maneira insuper\u00e1vel, referindo-se ao mandamento de n\u00e3o desejar (cf. Rm 7: 7-24).<\/p>\n<p>\u00c9 in\u00fatil pensar que se consegue corrigir a si mesmo sem o dom do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 in\u00fatil pensar em purificar o nosso cora\u00e7\u00e3o num esfor\u00e7o tit\u00e2nico da nossa vontade: isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Devemos abrir-nos ao relacionamento com Deus, em verdade e em liberdade: s\u00f3 assim os nossos esfor\u00e7os podem ser frut\u00edferos, porque \u00e9 o Esp\u00edrito Santo que nos leva adiante.<\/p>\n<p>A tarefa da Lei B\u00edblica n\u00e3o \u00e9 a de iludir o homem a uma obedi\u00eancia literal que o leva a uma salva\u00e7\u00e3o artificial e, al\u00e9m disso, inating\u00edvel. A tarefa da Lei \u00e9 levar o homem \u00e0 sua verdade, isto \u00e9, \u00e0 sua pobreza, que se torna uma aut\u00eantica abertura, uma abertura pessoal \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus, que nos transforma e renova. Deus \u00e9 o \u00fanico capaz de renovar o nosso cora\u00e7\u00e3o, desde que abramos os nossos cora\u00e7\u00f5es a Ele: \u00e9 a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o; Ele faz tudo, mas temos de Lhe abrir o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As \u00faltimas palavras do dec\u00e1logo educam-nos a nos reconheceremos como mendigos; ajudam-nos a nos colocarmos em frente da confus\u00e3o dos nossos cora\u00e7\u00f5es, para parar de viver de forma ego\u00edsta e a tornar-se pobres em esp\u00edrito, aut\u00eantica diante do Pai, deixando-nos resgatar pelo filho e ensinados pelo Esp\u00edrito Santo. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o professor que nos guia: deixemo-nos ajudar. N\u00f3s somos pedintes, pe\u00e7amos esta gra\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00abBem-aventurados os pobres de esp\u00edrito, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us\u00bb (Mt 5,3). Sim, bem-aventurados aqueles que pararam de se iludir acreditando que podem salvar-se da sua fraqueza sem a miseric\u00f3rdia de Deus, o \u00fanico que pode curar. Somente a miseric\u00f3rdia de Deus cura o cora\u00e7\u00e3o. Bem-aventurados aqueles que reconhecem os seus maus desejos e com um cora\u00e7\u00e3o arrependido e humilde n\u00e3o se colocam diante de Deus e de outros homens como justos, mas como pecadores. \u00c9 lindo que Pedro disse ao Senhor: &#8220;Afasta-te de mim, Senhor, que sou um pecador&#8221;. Bela ora\u00e7\u00e3o esta: \u201cAfasta-te de mim, Senhor, por sou pecador\u201d. Estes s\u00e3o aqueles que sabem como ter compaix\u00e3o, que sabem como ter miseric\u00f3rdia dos outros, porque eles experimentam isso em si mesmos.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2018\/documents\/papa-francesco_20181121_udienza-generale.html\">original em Italiano<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Francisco terrminou, na quarta-feira, as catequeses sobre o Dec\u00e1logo, afirmando que a lei s\u00f3 tem utilidade quando &#8220;toca o 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