{"id":2344880129,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/13850-vigilia-pascal-na-noite-santa"},"modified":"2025-11-07T16:34:05","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:05","slug":"vigilia-pascal-na-noite-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/vigilia-pascal-na-noite-santa\/","title":{"rendered":"Vig\u00edlia Pascal: \u00abNa Noite Santa\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Gn 1,1-2,2 [Sl 104]; Gn 22,1-18 [Sl 16]; Ex 14,15-15,1 [Ex 15];<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Is 54,5-14 [Sl 30]; Is 55,1-11 [Is 12]; Br 3,9-15.32-4,4 [Sl 19];<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0Ez 36,16-17.18-28 [Sl 42]; Rm 6,3-11 [Sl 118]; Lc 24,1-12<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. \u00abEste \u00e9 o Dia que o Senhor fez!\u00bb (Salmo 118,25). Aleluia! Este \u00e9 o Dia que o Senhor nos fez! Aleluia! Este \u00e9 o Dia em que o Senhor nos fez! Aleluia! \u00abPor isso, estamos exultantes de alegria\u00bb (Salmo 126,3). Aleluia!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Este \u00e9 o Dia em que desfiamos com amor o ros\u00e1rio das tuas maravilhas, tantas elas s\u00e3o, percorrendo a avenida das tuas Escrituras desde a Cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 P\u00e1scoa, desde a P\u00e1scoa at\u00e9 \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o. Tanto faz. Porque neste Dia novo o tempo n\u00e3o nos mede e nos afasta e nos cataloga em s\u00e9culos e mil\u00e9nios, mas p\u00f5e-nos todos a conviver lado a lado. \u00c9 assim que lemos e compreendemos que no teu \u00abFilho amado\u00bb, Jesus Cristo, \u00abImagem\u00bb tua e \u00abprimog\u00e9nito de toda a criatura\u00bb, \u00abtudo foi criado\u00bb (Colossenses 1,16), \u00abe sem Ele nada foi feito\u00bb (Jo\u00e3o 1,3). Lemos e compreendemos que o \u00abteu Filho, Jesus Cristo, n\u00e3o foi Sim e n\u00e3o, mas unicamente Sim\u00bb (2 Cor\u00edntios 1,19). Passe\u00e1mos assim no jardim da tua Cria\u00e7\u00e3o boa e bela, visit\u00e1mos as suas 452 palavras (G\u00e9nesis 1,1-2,4a), e nelas n\u00e3o encontr\u00e1mos um \u00fanico \u00abn\u00e3o\u00bb, um \u00fanico al\u00e7ap\u00e3o. Se o teu Filho amado, Jesus Cristo, Imagem tua e primog\u00e9nito de toda a criatura, foi sempre Sim e nunca n\u00e3o, e se foi n\u2019Ele que foram criadas todas as coisas, ent\u00e3o a Cria\u00e7\u00e3o inteira tem tamb\u00e9m de ser Sim, Sim, Sim, e nunca n\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Que belo mundo novo, Senhor, quiseste depositar nas nossas m\u00e3os! Que grande Sim nos confiaste, Senhor, antes de n\u00f3s merecermos de Ti qualquer confian\u00e7a! Visit\u00e1mos depois o Egipto opressor, e de l\u00e1, Tu nos libertaste, Senhor, fazendo-nos atravessar a p\u00e9 enxuto o mar Vermelho, como se fosse uma \u00abplan\u00edcie verdejante\u00bb (Sabedoria 19,7). Vest\u00edamos roupas brancas, traz\u00edamos o cora\u00e7\u00e3o em festa, e nos l\u00e1bios um c\u00e2ntico novo, como sucede tamb\u00e9m ainda hoje, Senhor, neste Dia admir\u00e1vel da tua Ressurrei\u00e7\u00e3o, em que cantamos outra vez com inef\u00e1vel alegria: \u00abMinha for\u00e7a e meu canto \u00e9 o Senhor! A Ele devo a minha liberdade!\u00bb (\u00caxodo 15,2).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Com Isa\u00edas e Ezequiel, record\u00e1mos depois as paisagens tristes e sombrias do nosso ex\u00edlio, mas tamb\u00e9m da tua admir\u00e1vel protec\u00e7\u00e3o sempre presente. Diz uma velha hist\u00f3ria rab\u00ednica que, um dia, \u00abos jovens perguntaram ao velho rabino quando come\u00e7ou o ex\u00edlio de Israel. Ao que o arguto rabino ter\u00e1 respondido que o ex\u00edlio de Israel come\u00e7ou no dia em que Israel deixou de sofrer pelo facto de estar no ex\u00edlio\u00bb. Compreenda-se, portanto, que o ex\u00edlio verdadeiro n\u00e3o consiste simplesmente em estar longe de casa ou da p\u00e1tria, mas sobretudo em tornar-se indiferente e insens\u00edvel, sem causas, sem sonhos e sem esperas, gastando o nosso dinheiro com aquilo que n\u00e3o alimenta, e esquecendo o teu insistente convite: \u00abVinde e comprai sem dinheiro vinho e leite [\u2026]. Ouvi-me, ouvi-me, e comei o que \u00e9 bom\u00bb (Isa\u00edas 55,1-3). Era assim que and\u00e1vamos, Senhor, perdidos longe de ti e longe de n\u00f3s. Mas tamb\u00e9m l\u00e1, \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o em que and\u00e1vamos, chegou a tua m\u00e3o criadora, redentora, libertadora e carinhosa, e reconstru\u00edste a nossa vida sobre a alegria, embelezaste o nosso rosto com \u00f3leo perfumado, e vestiste-nos com a veste branca dos teus filhos. E como se isto n\u00e3o enchesse a medida do teu amor sempre sem medida, ainda fizeste connosco uma Alian\u00e7a nova, e deste-nos um cora\u00e7\u00e3o novo e um esp\u00edrito novo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Cora\u00e7\u00e3o novo, m\u00fasica nova, ensinada pelos Anjos nos campos de Bel\u00e9m:\u00a0<em>Gloria in excelsis Deo<\/em>! Outra vez lado-a-lado, oh milagre da Escritura Santa, dois acontecimentos no tempo separados: o nascimento de Jesus e a sua morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o: l\u00e1 est\u00e3o os mesmos Anjos; as mesmas faixas a envolver o Menino e o Crucificado; o Menino deposto na manjedoura, o Crucificado deposto no sepulcro. Extraordin\u00e1ria acostagem do Menino e do Crucificado. E S\u00e3o Paulo a descodificar o nosso Batismo, pelo qual somos sepultados com Cristo, para com Ele ressurgirmos para uma vida nova (Romanos 6,3-5).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. E assim chegamos sempre ao Ressuscitado, hoje visto atrav\u00e9s do relato de Lucas 24,1-12. \u00c0quele Jesus Cristo, Crucificado, Morto e Sepultado, segundo as Escrituras, que se levanta do ch\u00e3o raso e da folha plana de papiro ou de papel, elevando a humana vida e a inteira Escritura \u00e0 sua Plenitude. \u00abDia Um\u00bb da semana\u00bb (Lucas 12,1), cardinal e n\u00e3o ordinal, recupera o \u00abDia Um\u00bb da cria\u00e7\u00e3o (G\u00e9nesis 1,5). Nova Cria\u00e7\u00e3o, portanto. Era, na verdade, muito grande aquela pedra que barrava a entrada e a sa\u00edda do sepulcro (Marcos 16,3-4). Quem a pode retirar? A pedra da morte \u00e9 sempre intranspon\u00edvel para as nossas for\u00e7as. Tem, por isso, de ser trabalho de Deus. \u00c9 assim que as mulheres que v\u00e3o de madrugada ao sepulcro (<em>mn\u00eama<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>mn\u00eame\u00eeon<\/em>) (Lucas 24,1.2), que elas bem conheciam (Lucas 23,55), levam os aromas e perfumes que tinham cuidadosa e carinhosamente preparado (Lucas 24,1; 23,56), e\u00a0<em>encontraram<\/em>\u00a0a pedra do sepulcro retirada (<em>apokekylism\u00e9non<\/em>: part. perf. pass. de\u00a0<em>apokyl\u00ed\u00f4<\/em>) (Lucas 24,2), e, entrando,\u00a0<em>n\u00e3o encontraram<\/em>\u00a0o corpo do Senhor Jesus (Lucas 24,3). Estes dois acontecimentos deixaram as mulheres sem saber o que fazer, literalmente, \u00absem caminho\u00bb (<em>apor\u00e9\u00f4<\/em>) (Lucas 24,4).\u00a0<em>P\u00f3ros<\/em>\u00a0significa caminho;\u00a0<em>\u00e1poros<\/em>, com o prefixo privativo\u00a0<em>\u00e1<\/em>, significa \u00absem caminho\u00bb. Estando assim as mulheres completamente \u00e0 deriva, desorientadas, eis logo junto delas dois homens com vestes relampejantes (<em>astr\u00e1pt\u00f4<\/em>) (Lucas 24,4b) como os anjos.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A pedra muito grande retirada, no tempo perfeito, representa a porta da habita\u00e7\u00e3o da morte para sempre aberta. O modo passivo (passivo divino ou teol\u00f3gico) do verbo revela que um tal afazer \u00e9 coisa s\u00f3 de Deus. O facto de os homens, ou os anjos, serem dois caracteriza-os como testemunhas (cf. Deuteron\u00f3mio 19,15) e acentua a autoridade do que disserem. As vestes\u00a0<em>relampejantes<\/em>\u00a0revelam a sua proveni\u00eancia celeste (cf. Mateus 28,3). Este novo acontecimento da apari\u00e7\u00e3o junto delas dos dois homens com vestes relampejantes provoca nelas dois tipos de rea\u00e7\u00e3o: uma rea\u00e7\u00e3o interior \u2013 \u00abficaram cheias de medo\u00bb (<em>\u00e9mphobos gen\u00f3menos<\/em>) \u2013, e uma rea\u00e7\u00e3o exterior: \u00abinclinaram o rosto para a terra\u00bb (Lucas 24,5), express\u00e3o s\u00f3 aqui usada em todo o NT e nos LXX. Os dois homens de proveni\u00eancia celeste, duas testemunhas, falam ao mesmo tempo para as mulheres: \u00abPor que procurais (<em>t\u00ed z\u00eate\u00eete<\/em>) entre os mortos \u00abo Vivente\u00bb (<em>t\u00f2n z\u00f4nta<\/em>)?\u00bb (Lucas 24,5b). A pergunta p\u00f5e \u00e0s claras o absurdo da a\u00e7\u00e3o das mulheres: tudo fazem para estar perto de Jesus, mas fazem-no no lugar errado! E acrescentam logo: \u00abN\u00e3o est\u00e1 aqui, mas foi ressuscitado (<em>eg\u00e9rth\u00ea<\/em>: aor. pass. de\u00a0<em>ege\u00edr\u00f4<\/em>) (Lucas 24,6a). N\u00e3o podemos deixar de reparar em Lucas 2,49, quando Jesus diz para Maria e Jos\u00e9: \u00abPor que me procur\u00e1veis (<em>t\u00ed ez\u00eate\u00eet\u00e9 me<\/em>)? N\u00e3o sab\u00edeis que nas coisas de meu Pai \u00e9 necess\u00e1rio para mim estar?\u00bb. N\u00e3o sabiam Maria e Jos\u00e9, como n\u00e3o sabem agora as mulheres. E n\u00f3s?<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel n\u00e3o reparar nos contrapontos: 1) As mulheres procuram o Vivente (<em>ho z\u00f4n<\/em>) no mundo da morte, no t\u00famulo (<em>mn\u00eama<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>mn\u00eame\u00eeon<\/em>)! \u00abO Vivente\u00bb (<em>ho z\u00f4n<\/em>) \u00e9 linguagem paulina. Lucas \u00e9 o \u00fanico Evangelista que junta \u00e0 linguagem da ressurrei\u00e7\u00e3o a linguagem da vida (cf. Lucas 24,23; Atos 1,3; 3,15; 25,19). 2) As mulheres inclinam o rosto para o ch\u00e3o, e \u00e9 celeste a proveni\u00eancia dos dois homens! 3) O t\u00edtulo de \u00abVivente\u00bb, e n\u00e3o apenas \u00abRessuscitado\u00bb (literalmente \u00abacordado\u00bb), mostra ainda com mais for\u00e7a que Jesus n\u00e3o \u00abacordou\u00bb simplesmente para a vida de antes, como quando algu\u00e9m acorda do sono, mas entrou numa nova condi\u00e7\u00e3o de vida permanente, divina. Ele est\u00e1 vivo e presente. 4) No texto lucano, que estamos a seguir, as mulheres n\u00e3o s\u00e3o incumbidas de nenhuma miss\u00e3o destinada aos disc\u00edpulos, e tamb\u00e9m n\u00e3o surge a Galileia como meta. A Galileia surge nos l\u00e1bios dos dois homens com vestes relampejantes, n\u00e3o para indicar a meta, mas o lugar de origem que guardava as Palavras faladas (<em>lal\u00e9\u00f4<\/em>), portanto, com carga de revela\u00e7\u00e3o, que Jesus lhes tinha dirigido acerca da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o (<em>an\u00edsth\u00eami<\/em>,\u00a0<em>an\u00e1sthasis<\/em>) (Lucas 24,6-7), que exprime j\u00e1 n\u00e3o \u00abacordar\u00bb, mas \u00ablevantar-se\u00bb. 5) Esse\u00a0<em>falar<\/em>\u00a0novo de Jesus na Galileia, indicado pelos dois homens, \u00e9 introduzido com uma \u00fanica ordem: \u00abRecordai\u00bb (<em>mn\u00easth\u00eate<\/em>, imper. aor. de\u00a0<em>mimn\u00easkomai<\/em>). E o narrador refere que elas se recordaram das Palavras (<em>t\u00e0 rh\u00eamata<\/em>) de Jesus (Lucas 24,8). Notemos a aproxima\u00e7\u00e3o deste \u00abrecordar\u00bb (<em>mimn\u00easkomai<\/em>) com \u00abt\u00famulo\u00bb (<em>mn\u00eama<\/em>\u00a0e\u00a0<em>mn\u00eame\u00eeon<\/em>), que derivam da mesma raiz\u00a0<em>men-<\/em>, que indica \u00abmen\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00abrecorda\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00abt\u00famulo\u00bb, aparecendo ent\u00e3o este \u00abrecordar\u00bb como termo n\u00e3o de uma viagem f\u00edsica, mas de um processo mental. E acrescenta o narrador que elas, mesmo sem terem recebido nenhuma incumb\u00eancia, anunciaram (<em>apagg\u00e9ll\u00f4<\/em>) estas coisas aos Onze e aos outros com eles (Lucas 24,9).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. S\u00f3 agora, para real\u00e7ar que o testemunho n\u00e3o \u00e9 an\u00f3nimo e desprovido de valor, o narrador refere os nomes de tr\u00eas mulheres: Maria Madalena, Joana e Maria de Tiago, e outras com elas, e volta a referir que elas diziam repetidamente (<em>\u00e9legon<\/em>) estas coisas aos ap\u00f3stolos, mas que eles n\u00e3o lhes deram cr\u00e9dito, considerando aquelas palavras como uma l\u00e9ria (<em>l\u00earos<\/em>) (Lucas 24,10-11), isto \u00e9, tratava-se s\u00f3 de palavras, sem nenhum facto que lhes correspondesse. Esta anota\u00e7\u00e3o da incredulidade mostra que os ap\u00f3stolos n\u00e3o eram ing\u00e9nuos e que a f\u00e9 na Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o foi inventada. E serve para p\u00f4r em destaque Pedro, que se levantou, correu ao sepulcro, inclinou-se, viu s\u00f3 as faixas, e voltou maravilhando-se (<em>thaum\u00e1z\u00f4n<\/em>) (Lucas 24,12). Note-se que, em mundo judaico antigo, \u00abcorrer\u00bb era um comportamento ins\u00f3lito num adulto, o que, neste caso de Pedro, deixa a descoberto um particular interesse e empenhamento. E aquele regresso \u00abmaravilhando-se\u00bb, implica que tamb\u00e9m Pedro j\u00e1 entrou na avenida das maravilhas de Deus!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. O relato evang\u00e9lico \u00e9 s\u00f3brio, mas rico e denso. Fiel a esta intensa sobriedade, a arte crist\u00e3 nunca se atreveu a representar a ressurrei\u00e7\u00e3o antes dos s\u00e9culos X-XI. \u00c9 tal o fulgor da Luz deste mist\u00e9rio, que ficar\u00e1 sempre no dom\u00ednio do inef\u00e1vel, que simultaneamente ilumina e esconde. \u00c9 por isso que a Paix\u00e3o \u00e9 um relato, mas a Ressurrei\u00e7\u00e3o, que p\u00f5e fim ao relato, s\u00f3 nos pode chegar como Not\u00edcia, vinda de fora, como a Aurora.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. \u00c9 por isso que esta Noite \u00e9 uma fulgura\u00e7\u00e3o de Luz e Lume novo. Desde as brasas acesas, ao C\u00edrio Pascal aceso, ao nosso cora\u00e7\u00e3o aceso como o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas. \u00c9 tamb\u00e9m por isso que o Batismo come\u00e7ou por ser chamado \u00abIlumina\u00e7\u00e3o\u00bb, sendo a Vig\u00edlia Pascal tamb\u00e9m a grande Noite Batismal. E cada baptizado levar\u00e1 para sempre a arder dentro de si este Lume.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">12. Ilumina, Senhor, a tua Igreja Santa, e os seus novos filhos que hoje nascem na fonte batismal. Que os nossos passos sejam sempre firmes, e o nosso cora\u00e7\u00e3o sempre fiel. Vem, Senhor Jesus! Aleluia!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gn 1,1-2,2 [Sl 104]; Gn 22,1-18 [Sl 16]; Ex 14,15-15,1 [Ex 15]; Is 54,5-14 [Sl 30]; Is 55,1-11 [Is 12]; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2378586270,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-2344880129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2344880129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2344880129"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2344880129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995007,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2344880129\/revisions\/4294995007"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2378586270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2344880129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2344880129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2344880129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}