{"id":2354124551,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8954-vaticano-papa-critica-os-que-praticam-a-religiao-do-eu"},"modified":"2025-11-07T16:34:35","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:35","slug":"vaticano-papa-critica-os-que-praticam-a-religiao-do-eu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/vaticano-papa-critica-os-que-praticam-a-religiao-do-eu\/","title":{"rendered":"Vaticano: Papa critica os que praticam a \u00abreligi\u00e3o do &#8216;eu&#8217;\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_amazonia_191028062811.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Na eucaristia de encerramento do S\u00ednodo dos Bispos sobre a Amaz\u00f3nia o Papa criticou os que praticam a \u00abreligi\u00e3o do eu\u00bb e aqueles que que &#8220;desprezam os outros&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Hoje, a Palavra de Deus ajuda-nos a rezar por meio de tr\u00eas personagens: na par\u00e1bola de Jesus, rezam o fariseu e o publicano; na primeira Leitura, fala-se da ora\u00e7\u00e3o do pobre.<\/p>\n<p>1.\u00a0<em>A ora\u00e7\u00e3o do fariseu<\/em>\u00a0principia assim: \u00ab\u00d3 Deus, dou-Te gra\u00e7as\u00bb. \u00c9 um \u00f3timo come\u00e7o, porque a melhor ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a de gratid\u00e3o, \u00e9 a de louvor. Mas olhemos o motivo \u2013 referido logo a seguir \u2013, pelo qual d\u00e1 gra\u00e7as: \u00abpor n\u00e3o ser como o resto dos homens\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a018, 11). E d\u00e1 tamb\u00e9m a explica\u00e7\u00e3o do motivo: jejua duas vezes por semana, enquanto na \u00e9poca era obrigado a faz\u00ea-lo uma vez por ano; paga o d\u00edzimo de tudo o que possui, enquanto o mesmo era prescrito apenas para os produtos mais importantes (cf.\u00a0<em>Dt<\/em>\u00a014, 22-23). Em suma, vangloria-se porque cumpre do melhor modo poss\u00edvel preceitos particulares. Mas esquece o maior:\u00a0<em>amar a Deus e ao pr\u00f3ximo<\/em>\u00a0(cf.\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a022, 36-40). Transbordando de confian\u00e7a pr\u00f3pria, da sua capacidade de observar os mandamentos, dos seus m\u00e9ritos e virtudes, o fariseu aparece centrado apenas em si mesmo. O drama deste homem \u00e9 que vive sem amor. Mas, sem amor, at\u00e9 as melhores coisas de nada aproveitam, como diz S\u00e3o Paulo (cf.\u00a0<em>1 Cor<\/em>\u00a013). E sem amor, qual \u00e9 o resultado? No fim de contas, em vez de rezar, elogia-se a si mesmo. De facto, n\u00e3o pede nada ao Senhor, porque n\u00e3o se sente necessitado nem em d\u00edvida, mas sente-se em cr\u00e9dito. Est\u00e1 no templo de Deus, mas pratica outra religi\u00e3o,\u00a0<em>a religi\u00e3o do eu<\/em>. E muitos grupos \u00abilustres\u00bb, de \u00abcrist\u00e3os cat\u00f3licos\u00bb, seguem por esta estrada.<\/p>\n<p>E al\u00e9m de Deus, esquece o pr\u00f3ximo; antes, despreza-o, isto \u00e9, n\u00e3o lhe atribui pre\u00e7o, n\u00e3o tem valor. Considera-se melhor do que os outros, que designa, literalmente, por \u00abo resto, os restantes (<em>loipoi<\/em>)\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a018, 11). Por outras palavras, s\u00e3o \u00abrestos\u00bb, s\u00e3o descartados dos quais manter-se \u00e0 larga. Quantas vezes vemos acontecer esta din\u00e2mica na vida e na hist\u00f3ria! Quantas vezes quem est\u00e1 \u00e0 frente, como o fariseu relativamente ao publicano, levanta muros para aumentar as dist\u00e2ncias, tornando os outros ainda mais descartados. Ou ent\u00e3o, considerando-os atrasados e de pouco valor, despreza as suas tradi\u00e7\u00f5es, apaga as suas gestas, ocupa os seus territ\u00f3rios e usurpa os seus bens. Quanta superioridade presumida, que se transforma em opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, mesmo hoje! Vimo-lo no S\u00ednodo, quando fal\u00e1vamos da explora\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o, da popula\u00e7\u00e3o, dos habitantes da Amaz\u00f3nia, da explora\u00e7\u00e3o das pessoas, do tr\u00e1fico das pessoas! Os erros do passado n\u00e3o foram suficientes para deixarmos de saquear os outros e causar ferimentos aos nossos irm\u00e3os e \u00e0 nossa irm\u00e3 terra: vimo-lo no rosto dilacerado da Amaz\u00f3nia. A \u00abreligi\u00e3o do eu\u00bb continua, hip\u00f3crita com os seus ritos e as suas \u00abora\u00e7\u00f5es\u00bb: muitos dos seus praticantes s\u00e3o cat\u00f3licos, confessam-se cat\u00f3licos, ma esqueceram-se de ser crist\u00e3os e humanos, esqueceram-se do verdadeiro culto a Deus, que passa sempre pelo amor ao pr\u00f3ximo. At\u00e9 mesmo crist\u00e3os que rezam e v\u00e3o \u00e0 Missa ao domingo s\u00e3o seguidores desta \u00abreligi\u00e3o do eu\u00bb. Podemos olhar para dentro de n\u00f3s e ver se algu\u00e9m, para n\u00f3s, \u00e9 inferior, descart\u00e1vel\u2026 mesmo s\u00f3 em palavras. Rezemos pedindo a gra\u00e7a de n\u00e3o nos considerarmos superiores, n\u00e3o nos julgarmos \u00edntegros, nem nos tornarmos c\u00ednicos e vilipendiadores. Pe\u00e7amos a Jesus que nos cure de criticar e queixar dos outros, de desprezar seja quem for: s\u00e3o coisas que desagradam a Deus. E providencialmente, nesta Missa de hoje, acompanham-nos n\u00e3o s\u00f3 os ind\u00edgenas da Amaz\u00f3nia, mas tamb\u00e9m os mais pobres das sociedades desenvolvidas, os irm\u00e3os e irm\u00e3s doentes da Comunidade da Arca. Est\u00e3o connosco, na primeira fila.<\/p>\n<p>2. Passemos \u00e0 outra ora\u00e7\u00e3o.\u00a0<em>A ora\u00e7\u00e3o do publicano<\/em>\u00a0ajuda-nos a compreender o que \u00e9 agrad\u00e1vel a Deus. Aquele come\u00e7a, n\u00e3o pelos m\u00e9ritos, mas pelas suas faltas; n\u00e3o pela riqueza, mas pela sua pobreza: n\u00e3o uma pobreza econ\u00f3mica \u2013 os publicanos eram ricos e cobravam tamb\u00e9m injustamente, \u00e0 custa dos seus compatriotas \u2013, mas sente uma pobreza de vida, porque no pecado nunca se vive bem. Aquele homem que explora os outros reconhece-se pobre diante de Deus, e o Senhor ouve a sua ora\u00e7\u00e3o, feita apenas de sete palavras mas de atitudes verdadeiras. De facto, enquanto o fariseu estava \u00e0 frente, de p\u00e9 (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a018, 11), o publicano mant\u00e9m-se \u00e0 dist\u00e2ncia e \u00abnem sequer ousava levantar os olhos ao c\u00e9u\u00bb, porque cr\u00ea que o C\u00e9u est\u00e1 ali e \u00e9 grande, enquanto ele se sente pequeno. E \u00abbatia no peito\u00bb (cf. 18, 13), porque no peito est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o. A sua ora\u00e7\u00e3o nasce mesmo do cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 transparente: coloca diante de Deus o cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o as apar\u00eancias. Rezar \u00e9 deixar-se olhar dentro por Deus \u2013 \u00e9 Deus quem me olha, quando rezo \u2013, sem simula\u00e7\u00f5es, sem desculpas, nem justifica\u00e7\u00f5es. Frequentemente fazem-nos rir os arrependimentos cheios de justifica\u00e7\u00f5es. Mais do que um arrependimento parece uma auto-canoniza\u00e7\u00e3o. Porque, do diabo, v\u00eam escurid\u00e3o e falsidade \u2013 e tais s\u00e3o as justifica\u00e7\u00f5es \u2013; de Deus, luz e verdade, a transpar\u00eancia do meu cora\u00e7\u00e3o. Foi bom \u2013 e muito vos agrade\u00e7o, queridos padres e irm\u00e3os sinodais \u2013 termos dialogado, nestas semanas, com o cora\u00e7\u00e3o, com sinceridade e franqueza, colocando fadigas e esperan\u00e7as diante de Deus e dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Hoje, contemplando o publicano, descobrimos o ponto donde recome\u00e7ar: do facto de nos considerarmos, todos, necessitados de salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o primeiro passo da\u00a0<em>religi\u00e3o de Deus<\/em>, que \u00e9 miseric\u00f3rdia com quem se reconhece miser\u00e1vel. Ao passo que a raiz de todo o erro espiritual, como ensinavam os monges antigos, \u00e9 crer-se justo. Considerar-se justo \u00e9 deixar Deus, o \u00fanico justo, fora de casa. Esta atitude inicial \u00e9 t\u00e3o importante que Jesus no-la mostra com uma confronta\u00e7\u00e3o paradoxal, colocando lado a lado na par\u00e1bola a pessoa mais piedosa e devota de ent\u00e3o, o fariseu, e o pecador p\u00fablico por excel\u00eancia, o publicano. E a senten\u00e7a final inverte as coisas: quem \u00e9 bom, mas presun\u00e7oso, falha; quem \u00e9 deplor\u00e1vel, mas humilde, acaba exaltado por Deus. Se olharmos para dentro de n\u00f3s com sinceridade, vemo-los\u00a0<em>ambos<\/em>\u00a0em n\u00f3s: o publicano e o fariseu. Somos um pouco publicanos, porque pecadores, e um pouco fariseus, porque presun\u00e7osos, capazes de nos sentirmos justos, campe\u00f5es na arte de nos justificarmos! Isto, com os outros, muitas vezes d\u00e1 certo; mas, com Deus, n\u00e3o. Com Deus, o engano n\u00e3o resulta. Rezemos pedindo a gra\u00e7a de nos sentirmos\u00a0<em>carecidos de miseric\u00f3rdia<\/em>, pobres intimamente. Por isso mesmo faz-nos bem frequentar os pobres, para nos lembrarmos que somos pobres, para nos recordarmos de que a salva\u00e7\u00e3o de Deus s\u00f3 age num clima de pobreza interior.<\/p>\n<p>3. Assim chegamos \u00e0\u00a0<em>ora\u00e7\u00e3o do pobre<\/em>, da primeira Leitura. Esta \u2013 diz Ben Sir\u00e1 \u2013 \u00abchegar\u00e1 \u00e0s nuvens\u00bb (35, 17). Enquanto a ora\u00e7\u00e3o de quem se considera justo fica em terra, esmagada pela for\u00e7a de gravidade do ego\u00edsmo, a do pobre sobe, direita, at\u00e9 Deus. O sentido da f\u00e9 do Povo de Deus viu nos pobres \u00abos porteiros do C\u00e9u\u00bb: aquele\u00a0<em>sensus fidei<\/em>\u00a0que faltava na declama\u00e7\u00e3o [do fariseu]. S\u00e3o eles que nos abrir\u00e3o, ou n\u00e3o, as portas da vida eterna; eles que n\u00e3o se consideraram senhores nesta vida, que n\u00e3o se antepuseram aos outros, que tiveram s\u00f3 em Deus a sua pr\u00f3pria riqueza. S\u00e3o \u00edcones vivos da profecia crist\u00e3.<\/p>\n<p>Neste S\u00ednodo, tivemos a gra\u00e7a de escutar as vozes dos pobres e refletir sobre a precariedade das suas vidas, amea\u00e7adas por modelos de progresso predat\u00f3rios. E, no entanto, precisamente nesta situa\u00e7\u00e3o, muitos nos testemunharam que \u00e9 poss\u00edvel olhar a realidade de modo diferente, acolhendo-a de m\u00e3os abertas como uma d\u00e1diva, habitando na cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como meio a ser explorado, mas como casa a ser guardada, confiando em Deus. Ele \u00e9 Pai e \u2013 diz ainda Ben Sir\u00e1 \u2013 \u00abouvir\u00e1 a ora\u00e7\u00e3o do oprimido\u00bb (35, 13). E quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres n\u00e3o s\u00e3o escutadas, acabando talvez vilipendiadas ou silenciadas porque inc\u00f3modas. Rezemos pedindo a gra\u00e7a de saber escutar o clamor dos pobres: \u00e9\u00a0<em>o clamor de esperan\u00e7a<\/em>\u00a0da Igreja. O clamor dos pobres \u00e9\u00a0<em>o<\/em>\u00a0clamor de esperan\u00e7a da Igreja. Assumindo n\u00f3s o seu clamor, tamb\u00e9m a nossa ora\u00e7\u00e3o \u2013 temos a certeza \u2013 atravessar\u00e1 as nuvens.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na eucaristia de encerramento do S\u00ednodo dos Bispos sobre a Amaz\u00f3nia o Papa criticou os que praticam a \u00abreligi\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2136517217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-2354124551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354124551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2354124551"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354124551\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995804,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2354124551\/revisions\/4294995804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2136517217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2354124551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2354124551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2354124551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}