{"id":2442817467,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/9708-domingo-xv-do-tempo-comum-a-historia-do-grao-de-trigo"},"modified":"2025-11-07T16:33:39","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:39","slug":"domingo-xv-do-tempo-comum-a-historia-do-grao-de-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xv-do-tempo-comum-a-historia-do-grao-de-trigo\/","title":{"rendered":"Domingo XV do Tempo Comum: \u00abA Hist\u00f3ria do gr\u00e3o de trigo\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">1. Como a chuva rega o ch\u00e3o e faz germinar o p\u00e3o, assim a Palavra de Deus rega o cora\u00e7\u00e3o e faz germinar a convers\u00e3o, cumprindo assim a sua miss\u00e3o. \u00c9 a li\u00e7\u00e3o de Deus em Isa\u00edas 55,10-11, que, por gra\u00e7a, escutaremos neste Domingo XV do Tempo Comum.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">2. Brotar\u00e1 ent\u00e3o dos nossos l\u00e1bios a bela can\u00e7\u00e3o do Salmo 65, em que o nosso cora\u00e7\u00e3o se veste de festa e de primavera para enaltecer as maravilhas da cria\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m ela com rosto, e com rosto tenso, completamente voltado para Deus, porque tudo recebe de Deus, porque se recebe de Deus. A cria\u00e7\u00e3o com rosto, e com rosto completamente tendido para Deus, quase saindo fora do pesco\u00e7o, tal a intensidade da espera, \u00e9 uma imagem cunhada por Paulo com dois bel\u00edssimos termos gregos, ambos utilizados na li\u00e7\u00e3o deste Domingo da Carta aos Romanos 8,18-23, de que aqui transcrevemos os vers\u00edculos 18 e 19: \u00abPenso, de facto, que os sofrimentos do tempo presente n\u00e3o t\u00eam medida de compara\u00e7\u00e3o com a gl\u00f3ria que est\u00e1 para ser revelada (<em>apokalyphth\u00eanai<\/em>) em n\u00f3s. Com efeito, O ROSTO TENSO (<em>apo-kara-dok\u00eda<\/em>) da cria\u00e7\u00e3o (<em>t\u00eas kt\u00edseos<\/em>) a revela\u00e7\u00e3o (<em>apok\u00e1lypsis<\/em>) dos filhos de Deus ESPERA em tens\u00e3o RECEBER (<em>apekd\u00e9chetai<\/em>:\u00a0<em>ap\u00f2<\/em>\u00a0+\u00a0<em>ek<\/em>\u00a0+\u00a0<em>d\u00e9chomai<\/em>)\u00bb (Romanos 8,18-19).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">3. O primeiro termo \u00e9\u00a0<em>apokaradok\u00eda<\/em>, de<em>\u00a0ap\u00f2<\/em>\u00a0+\u00a0<em>kara<\/em>\u00a0+\u00a0<em>dok\u00e9\u00f4<\/em>\u00a0[= fora de + cara (rosto) + esperar\/olhar atentamente], que s\u00f3 Paulo usa no Novo Testamento na Carta aos Romanos 8,19 e na Carta aos Filipenses 1,20, e que \u00e9 desconhecido no grego antes do Cristianismo. Traduz a atitude de quem se coloca em bicos de p\u00e9s, alongando o pesco\u00e7o o mais que pode, com \u00e2nsia extrema e intensa de tentar ver o que ainda n\u00e3o se v\u00ea. \u00c9 a atitude da esperan\u00e7a. E \u00e9 esperando assim que se apanha o \u00abtique\u00bb da esperan\u00e7a que, na l\u00edngua hebraica se diz\u00a0<em>tiqwah<\/em>! Diz bem o poeta da esperan\u00e7a: \u00abDif\u00edcil \u00e9 esperar, com humildade e paci\u00eancia. F\u00e1cil \u00e9 desesperar, e \u00e9 a grande tenta\u00e7\u00e3o\u00bb (Charles P\u00e9guy).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">4. O segundo termo \u00e9 o verbo\u00a0<em>apekd\u00e9chomai<\/em>, de\u00a0<em>ap\u00f2-ek-d\u00e9chomai<\/em>\u00a0[= fora de + desde + receber], usado 8 vezes no Novo Testamento, 6 das quais em Paulo (Romanos 8,19.23.25; 1 Cor\u00edntios 1,7; G\u00e1latas 5,5; Filipenses 3,20; ver tamb\u00e9m Hebreus 9,28; 1 Pedro 3,30), e desconhecido nos LXX, implica uma forte conota\u00e7\u00e3o de recep\u00e7\u00e3o, tens\u00e3o para receber a salva\u00e7\u00e3o de Deus \u2013 viver de (<em>ek<\/em>) receber e de se receber (<em>d\u00e9chomai<\/em>) de Deus (1 Cor\u00edntios 1,7), saindo de si (<em>ap\u00f3<\/em>) para se orientar completamente para Deus, tens\u00e3o para o dom, pois um dom n\u00e3o o podemos produzir com as nossas m\u00e3os; s\u00f3 o podemos receber de outras m\u00e3os. A esperan\u00e7a b\u00edblica e crist\u00e3 consiste na dupla atitude amante de estarmos sempre \u00e0 espera de Algu\u00e9m, e de sabermos bem que Algu\u00e9m espera por n\u00f3s. Espera, n\u00e3o vazia, mas gr\u00e1vida de realiza\u00e7\u00e3o e de confian\u00e7a: \u00abespera que cont\u00e9m a presen\u00e7a, pergunta que cont\u00e9m a resposta, esperan\u00e7a que cont\u00e9m o cumprimento\u00bb (Karl Barth).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">5. Este Domingo XV traz-nos tamb\u00e9m a gra\u00e7a de podermos come\u00e7ar a escutar o Discurso das Par\u00e1bolas de Jesus, que preenche todo o Cap\u00edtulo 13 do Evangelho segundo Mateus, e que constitui mesmo o centro deste Evangelho. Este Cap\u00edtulo 13 \u00e9 constitu\u00eddo por sete par\u00e1bolas: da semente (13,1-23), do trigo e da ciz\u00e2nia (13,24-30), do gr\u00e3o de mostarda (13,31-32), do fermento (13,33), do tesouro escondido no campo (13,44), da p\u00e9rola (13,45-46) e da rede (13,47-50). Ao contr\u00e1rio da nossa tend\u00eancia para decis\u00f5es r\u00e1pidas, do nosso gosto de coisas claras e distintas, imponentes e concludentes, salta \u00e0 vista a lentid\u00e3o (semente e fermento), a espera, a paci\u00eancia e a toler\u00e2ncia (semente, trigo e ciz\u00e2nia, e rede), a pequenez (semente, gr\u00e3o de mostarda e fermento), a riqueza diferente, que n\u00e3o se pode trocar por nada (tesouro escondido e p\u00e9rola).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">6. A chamada \u00abpar\u00e1bola do semeador\u00bb ou \u00abda semente\u00bb, que ouvimos neste Domingo XV (Mateus 13,1-23), segue o esquema \u00ab3 + 1\u00bb [caminho, terreno pedregoso, espinhos + terra boa], que p\u00f5e em destaque o quarto elemento, a terra boa. O pr\u00f3prio modelo ou esquema \u00e9 j\u00e1, de per si, ilustrativo, duplamente ilustrativo, pois coloca diante dos nossos olhos um mapa de situa\u00e7\u00f5es diferentes e falsas, as tr\u00eas primeiras, para depois, finalmente, deixar diante de n\u00f3s, a situa\u00e7\u00e3o boa e verdadeira; fazendo este percurso pedag\u00f3gico, somos ainda obrigados a esperar at\u00e9 ao fim para ver o correto e lento percurso desde a sementeira [novembro\/dezembro] at\u00e9 \u00e0 colheita [abril\/maio]. \u00c9 mesmo dito, na par\u00e1bola, pedagogicamente, contra a nossa tenta\u00e7\u00e3o da rapidez, do \u00abpronto-a-vestir\u00bb, do \u00abpronto-a-comer\u00bb, etc., que a semente que germina depressa seca depressa:<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00abOutras, por\u00e9m, ca\u00edram em terrenos pedregosos, onde n\u00e3o havia muita terra, e brotaram logo (<em>euth\u00e9\u00f4s<\/em>) por a terra n\u00e3o ter profundidade; mas, ao nascer o sol, foram queimadas, e, por n\u00e3o terem raiz, secaram\u00bb (13,5-6).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">A mesma pressa soa por duas vezes na explica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00abO semeado sobre os terrenos pedregosos \u00e9 o que escuta a palavra e logo (<em>euth\u00fds<\/em>) a recebe com alegria; n\u00e3o tem, por\u00e9m, raiz em si mesmo. \u00c9 inconstante. Quando surge uma tribula\u00e7\u00e3o ou uma persegui\u00e7\u00e3o por causa da palavra, logo (<em>euth\u00fds<\/em>) se escandaliza\u00bb (13,20-21).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">7. A semente \u00e9 coisa bem pequenina. \u00c9 o que h\u00e1 de mais pequeno. Mas, uma vez ca\u00edda \u00e0 terra, dar\u00e1 o gr\u00e3o e o p\u00e3o. Ca\u00edda \u00e0 terra, morre para nascer de outra maneira. \u00c9 a Paix\u00e3o. Da semente \u00e0 Paix\u00e3o e ao P\u00e3o: \u00e9 todo o processo ou par\u00e1bola de JESUS a passar diante dos nossos olhos at\u00f3nitos! Portanto, se n\u00e3o entendemos a semente, o in\u00edcio do processo, como entenderemos o inteiro processo? (cf. Marcos 4,13).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">8. Para a correta compreens\u00e3o das par\u00e1bolas de Jesus, ou da par\u00e1bola que \u00e9 Jesus, importa ler atentamente a miss\u00e3o e li\u00e7\u00e3o de Isa\u00edas, que, de resto, Jesus faz sua, citando-o (cf. Mateus 13,14-15). Trata-se de uma estranha miss\u00e3o, aparentemente votada ao fracasso. Transcrevemos:<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00abEle disse: \u201cVai e diz a este povo: escutai escutando, e n\u00e3o compreendereis; vede vendo, e n\u00e3o conhecereis. Engorda o cora\u00e7\u00e3o deste povo, torna-lhe pesados os ouvidos, gruda-lhe os olhos, para que n\u00e3o veja com os seus olhos, e n\u00e3o oi\u00e7a com os seus ouvidos, e n\u00e3o compreenda com o seu cora\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o se converta e n\u00e3o seja curado\u201d (<em>rapha\u2019<\/em>). E eu disse: \u201cAt\u00e9 quando, Senhor?\u201d Ele disse: \u201cAt\u00e9 que fiquem desertas as cidades, sem habitantes, e as casas sem gente, e a terra deserta e desolada, e YHWH remova para longe a gente, e muita solid\u00e3o no in<span>terior do pa\u00eds. E se ficar nele ainda um d\u00e9cimo, ser\u00e1 por sua vez lan\u00e7ado ao fogo, como o carvalho e o terebinto que s\u00e3o abatidos, ficando l\u00e1 apenas um\u00a0<\/span><em>toco<\/em><span>\u00a0(<\/span><em>matstsebet<\/em><span>).\u00a0<\/span><em>Semente santa<\/em><span>\u00a0(<\/span><em>zera\u2018 qodesh<\/em><span>) \u00e9 esse\u00a0<\/span><em>toco<\/em><span>\u00a0(<\/span><em>matstsebet<\/em><span>)\u201d\u00bb (Is 6,9-13).<\/span><\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-1\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c9 esta a verdadeira par\u00e1bola da palavra e do profeta e de Jesus. S\u00f3 caindo \u00e0 terra, como a semente, dar\u00e1 fruto (cf. Jo\u00e3o 12,24). Desiludam-se os que pensam e dizem que Jesus fala em par\u00e1bolas para que todos possam compreender. Na verdade, segundo o pr\u00f3prio dizer de Jesus, Ele fala em par\u00e1bolas para que, de acordo com a li\u00e7\u00e3o de Isa\u00edas acima transcrita, \u00abvejam sem ver e oi\u00e7am sem ouvir\u00bb (Mateus 13,13). \u00c9, na verdade, o que acontece. Os pr\u00f3prios disc\u00edpulos est\u00e3o sempre a pedir explica\u00e7\u00f5es (cf. Mateus 13,36; Marcos 4,10). E s\u00f3 a eles Jesus explica tudo devagar (cf. Marcos 4,34).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">9. Na verdade, a par\u00e1bola que \u00e9 Jesus passa despercebida \u00e0s multid\u00f5es, e at\u00e9 os seus disc\u00edpulos saem de cena desconcertados (cf. Marcos 14,50). Poucos chegar\u00e3o a ver e a compreender que Jesus \u00e9 a semente que cai \u00e0 terra e morre para viver e fazer viver. Poucos chegar\u00e3o a ver e a compreender que Jesus \u00e9 o \u00abtoco seco\u00bb, que \u00e9 uma semente santa, vinda de Deus e por Deus semeada. E que dar\u00e1 muito fruto.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Se o gr\u00e3o de trigo, que cai na terra,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">N\u00e3o morrer de alegria,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Fica sozinho e triste,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E morre de desgosto<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E solid\u00e3o<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E fogo posto.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Mas se morrer de alegria,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Dar\u00e1 muito fruto,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E ver\u00e1 longos dias,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Cheios de alegrias<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E novas melodias.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">A nossa mesa encher-se-\u00e1 de p\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E vir\u00e3o<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Os pardais e as cotovias<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Partilhar a nossa refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Como \u00e9 bom, como \u00e9 belo,<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Viverem unidos os irm\u00e3os,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Sentados \u00e0 beira da torrente<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Da paz e da alegria,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c0 beira da nascente<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">De onde nasce o dia.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Aben\u00e7oa, Senhor, o nosso cora\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Estende, com a tua m\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Uma toalha branca \u00e0 nossa mesa,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E senta-te connosco,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c0 volta da tua lareira sempre acesa.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Como \u00e9 bom estarmos aqui, Senhor,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Mesmo sem tendas levantadas,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Basta-nos o teu amor<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E as nossas m\u00e3os nas tuas entran\u00e7adas.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Como a chuva rega o ch\u00e3o e faz germinar o p\u00e3o, assim a Palavra de Deus rega o cora\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":920925217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-2442817467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2442817467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2442817467"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2442817467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294994731,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2442817467\/revisions\/4294994731"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/920925217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2442817467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2442817467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2442817467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}