{"id":2444552938,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/11713-domingo-xxx-do-tempo-comum-rezar-e-evangelizar-e-a-maneira-de-ser-igreja"},"modified":"2025-11-07T16:33:53","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:53","slug":"domingo-xxx-do-tempo-comum-rezar-e-evangelizar-e-a-maneira-de-ser-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xxx-do-tempo-comum-rezar-e-evangelizar-e-a-maneira-de-ser-igreja\/","title":{"rendered":"Domingo XXX do Tempo Comum: Rezar e Evangelizar \u00e9 a maneira de ser Igreja\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Sir 35,15-17.20-22; Sl 34; 2 Tm 4,6-8.16-18; Lc 18,9-14<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Domingo XXX do Tempo Comum. A\u00ed est\u00e1, no Evangelho de hoje (Lucas 18,9-14), mais uma par\u00e1bola de Jesus direitinha ao nosso orgulhoso cora\u00e7\u00e3o. Trata-se da famosa par\u00e1bola do fariseu e do publicano, que sobem ao Templo para rezar. O narrador fornece-nos, a abrir e a fechar a par\u00e1bola, a respetiva chave de interpreta\u00e7\u00e3o. Abre assim: \u00abContou ainda esta par\u00e1bola para alguns que, convencidos de serem justos, desprezavam os demais\u00bb (Lucas 18,9). E a fechar: \u00abTodo aquele que se exalta ser\u00e1 humilhado, e aquele que se humilha ser\u00e1 exaltado\u00bb (Lucas 18,14b). A inten\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9, portanto, mostrar-nos a radiografia religiosa de duas figuras p\u00fablicas e emblem\u00e1ticas do seu tempo: um fariseu e um publicano. A inten\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 que a par\u00e1bola nos atinja a n\u00f3s, e dissolva o orgulho e a arrog\u00e2ncia que nos habitam e orientam a nossa vida, quer na nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, quer na nossa rela\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. O facto de nos ser dito que os dois homens subiram ao Templo para rezar, \u00e9 para os colocar e nos colocar, n\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o qualquer, mas numa situa\u00e7\u00e3o-limite, dado que, de acordo com o fort\u00edssimo dizer de Jeremias, \u00abaproximar-se de Mim\u00bb (<em>lageshet ?elay<\/em>), diz Deus, implica \u00abempenhar [ou penhorar] o cora\u00e7\u00e3o\u00bb (<em>?arab ?et-libb\u00f4<\/em>) (Jeremias 30,21). \u00abEmpenhar o cora\u00e7\u00e3o\u00bb no sentido estrito e t\u00e9cnico de \u00abp\u00f4r o cora\u00e7\u00e3o no prego\u00bb, de \u00abpenhorar o cora\u00e7\u00e3o\u00bb, no contexto das \u00abcasas de penhores\u00bb. Salta \u00e0 vista que \u00abpenhorar o cora\u00e7\u00e3o\u00bb \u00e9 p\u00f4r a vida em risco, \u00e9 como subir a um poste de alta tens\u00e3o, onde vemos escrito: \u00abperigo de morte\u00bb. \u00c9, pois, nesta situa\u00e7\u00e3o-limite, que s\u00e3o colocados os dois homens de hoje, e n\u00f3s tamb\u00e9m. Esta situa\u00e7\u00e3o d\u00e1 \u00e0s coisas uma seriedade imensa e intensa. Vejamos como tudo se passa.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Vem primeiro a radiografia do fariseu. Entenda-se sempre, n\u00e3o de um homem da classe dos fariseus do tempo de Jesus, mas do farisa\u00edsmo que h\u00e1 em mim, em n\u00f3s. O que a radiografia nos mostra \u00e9, ent\u00e3o, um fariseu cheio de si, afogado em si, autossuficiente e autorreferencial. J\u00e1 a \u00e1gua lhe d\u00e1 pelo pesco\u00e7o, dada a situa\u00e7\u00e3o de proximidade com Deus em que ousou colocar-se, mas nem por isso \u00abp\u00f5e o cora\u00e7\u00e3o\u00bb na situa\u00e7\u00e3o-limite em que se encontra. Para espanto nosso, na sua ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pede aux\u00edlio, n\u00e3o estende a m\u00e3o; antes, procede a um estranho ritual de auto incensa\u00e7\u00e3o e debita faturas e palavras que n\u00e3o atravessam as nuvens. Mais parecem pedradas no charco em que alegre e orgulhosamente se afunda, agora j\u00e1 com a \u00e1gua a entrar-lhe pela boca adentro. Em breve as velas do cora\u00e7\u00e3o ficar\u00e3o encharcadas, e a embarca\u00e7\u00e3o afundar-se-\u00e1. \u00c0 superf\u00edcie, a boiar, antes de se afundarem tamb\u00e9m, um monte de faturas e de palavras inchadas. \u00c9 assim que vive e reza o fariseu que h\u00e1 em mim, em n\u00f3s. A balan\u00e7a do deve e haver com Deus, pensa o fariseu e pensamos n\u00f3s muitas vezes, est\u00e1 claramente desequilibrada a seu e a nosso favor. A\u00ed est\u00e3o as faturas que Deus ter\u00e1 de nos pagar: \u00abJejuo duas vezes por semana [a lei mandava jejuar uma vez] e pago o d\u00edzimo de todos os meus rendimentos\u00bb (Lucas 18,12). Julga o fariseu, portanto, e julgamos muitas vezes n\u00f3s tamb\u00e9m com ele, que temos muito cr\u00e9dito acumulado face a Deus. E, por isso, at\u00e9 nos damos ao luxo de dar gra\u00e7as (<em>eucharist\u00e9\u00f4<\/em>) a Deus por n\u00e3o sermos como os outros, que vemos como ladr\u00f5es, injustos e ad\u00falteros, nem como este reles publicano (Lucas 18,11), estes, sim, cheios de d\u00edvidas para com Deus. Convenhamos que esta \u00e9 uma estranha forma de dar gra\u00e7as a Deus, isto \u00e9, de \u00abfazer eucaristia\u00bb! Este fariseu que eu sou acha-se com direitos adquiridos sobre Deus e sobre o pr\u00f3ximo, de tal modo que facilmente os julgo e condeno. A sua ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o atravessa as nuvens, como a do humilde (Ben Sira 35,21); desfaz-se contra as paredes da sua arrog\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Ao fundo, sempre ao fundo da cena, vislumbra-se um verdadeiro e assumido pecador. Coisa t\u00e3o rara e, por isso, t\u00e3o cara. Sim, este pecador, este publicano, leva a s\u00e9rio a situa\u00e7\u00e3o-limite que \u00e9 rezar, que sup\u00f5e verdade. N\u00e3o vale a pena mentir \u00e0 beira da morte, \u00e0 beira da vida dada! Sim, \u00e9 um publicano, um cobrador de impostos, coletor de dinheiro\u00a0<em>p\u00fablico<\/em>, da\u00ed o\u00a0<em>publicano<\/em>\u00a0[do latim\u00a0<em>publicanus<\/em>], \u00e9 um traidor \u00e0 p\u00e1tria judaica, um vendido aos invasores romanos, um ladr\u00e3o, porque, naquela profiss\u00e3o, sempre se cobravam uns cobres a mais. Mas tem ainda cora\u00e7\u00e3o. Por isso, bate com a m\u00e3o no peito, e pede a Deus a esmola do perd\u00e3o, rezando assim: \u00ab\u00f3 Deus, s\u00ea-me prop\u00edcio (<em>hil\u00e1sth\u00eat\u00ec mou<\/em>: imp. aor. pass. de\u00a0<em>hil\u00e1skomai<\/em>), a mim, que sou pecador\u00bb (Lucas 18,13). \u00c9 assim que p\u00f5e a andar a sua pobre embarca\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que reza o publicano que h\u00e1 em mim, em n\u00f3s. \u00c9 a verdadeira respira\u00e7\u00e3o ou ora\u00e7\u00e3o do nosso cora\u00e7\u00e3o. Conclui Jesus de forma solene: \u00abEu vos digo: \u201ceste desceu\u00a0<em>justificado<\/em>\u00a0(<em>dedikai\u00f4m\u00e9nos<\/em>: part. perf. pass. de\u00a0<em>dikai\u00f3\u00f4<\/em>) para sua casa; o outro n\u00e3o\u201d\u00bb (Lucas 18,14a). Este\u00a0<em>justificado<\/em>, no modo passivo, chamado passivo divino ou teol\u00f3gico, diz-nos que esta justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 obra de Deus, n\u00e3o nossa. Diz bem S\u00e3o Paulo: \u00abn\u00e3o com a minha justi\u00e7a, a da lei, mas aquela atrav\u00e9s da f\u00e9 em Cristo, a de Deus\u00bb (Filipenses 3,9; cf. Romanos 3,28). Na verdade,\u00a0<em>justificar<\/em>\u00a0significa transformar um pecador em justo. Ent\u00e3o, justificar \u00e9 perdoar. E, neste profundo sentido b\u00edblico, justificar e perdoar s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que s\u00f3 Deus pode fazer (\u00abquem pode perdoar os pecados sen\u00e3o Deus somente?\u00bb) (Lucas 5,21), dado que, transformar um pecador em justo \u00e9 igual a Criar ou Recriar um homem novo. E da a\u00e7\u00e3o de Criar tamb\u00e9m s\u00f3 Deus \u00e9 sujeito em toda a Escritura. Aten\u00e7\u00e3o que diante de Deus, n\u00e3o h\u00e1 justos. H\u00e1 apenas justificados!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Pode ajudar-nos uma belo conto judaico, edificante, sobre a verdadeira ora\u00e7\u00e3o, que vai de encontro \u00e0 par\u00e1bola de Jesus, hoje escutada, e que mostra a ora\u00e7\u00e3o como abandono a Deus e em Deus, louvor, s\u00faplica, confiss\u00e3o. O protagonista \u00e9 David, depois do pecado de adult\u00e9rio com Betsab\u00e9 e do homic\u00eddio de Urias. David apresenta-se diante de Deus, e diz somente: \u00abPequei, Senhor!\u00bb, calando-se logo e ficando em sil\u00eancio. Por que se cala?, pergunta o narrador. Porque se v\u00ea semelhante \u00e0quele pobre, esfomeado, com as roupas rotas, que um dia teve a sorte de poder entrar no pal\u00e1cio, \u00e0 presen\u00e7a fulgurante do rei. Chegado \u00e0 beira do trono, n\u00e3o disse nada, n\u00e3o obstante a insist\u00eancia dos cortes\u00e3os para que implorasse a ajuda do rei. Na verdade, n\u00e3o precisava de palavras. O seu pr\u00f3prio corpo, a sua mis\u00e9ria exposta, era um pedido mais forte do que qualquer palavra.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. O precioso Livro de Ben Sira, que uma vez mais temos a gra\u00e7a de folhear, ler e escutar, mostra-nos como Deus est\u00e1 atento ao indigente, \u00e0 vi\u00fava, ao \u00f3rf\u00e3o, ao deserdado, ao humilde, e diz-nos que a sua ora\u00e7\u00e3o atravessa as nuvens (Ben Sira 35,15-22). Bel\u00edssima express\u00e3o que se cruza com a palavra fecunda de Deus que, como a chuva, atravessa as nuvens para baixo e para cima, enchendo de alegria a nossa terra aben\u00e7oada (Isa\u00edas 55,10-11). Diz ainda o s\u00e1bio que a vi\u00fava, o pobre, o \u00f3rf\u00e3o, o humilde n\u00e3o d\u00e3o descanso ao seu cora\u00e7\u00e3o em ora\u00e7\u00e3o a Deus, enquanto Deus n\u00e3o olhar para eles com olhos de bondade (Ben Sira 35,21). \u00c9 exatamente o modo como reza o publicano: \u00ab\u00f3 Deus, olha para mim com a bondade do perd\u00e3o\u00bb, com aquele olhar maternal da b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal (N\u00fameros 6,25-26).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Reza, meu irm\u00e3o. Como v\u00eas, rezar n\u00e3o \u00e9 para beatos ou beatas de trazer por casa. Rezar \u00e9 para militares, para militantes, pois requer a coragem das situa\u00e7\u00f5es-limite, podendo, de facto, mudar a nossa vida inteira. Bem, hoje, a confiss\u00e3o de S\u00e3o Paulo na reta final da sua vida: \u00abCombati o bom e belo combate, terminei a carreira, guardei a f\u00e9\u00bb (2 Tim\u00f3teo 4,7). E a bela doxologia final, que nos mostra um Paulo sempre em ora\u00e7\u00e3o: \u00abA Ele a gl\u00f3ria pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. \u00c1men\u00bb (2 Tim\u00f3teo 4,18).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. A\u00ed est\u00e1, a fazer ressoar no nosso cora\u00e7\u00e3o as p\u00e1ginas deliciosas deste Dia de Domingo, o Salmo 34, que p\u00f5e nos l\u00e1bios dos pobres a b\u00ean\u00e7\u00e3o (<em>b<sup>e<\/sup>rakah<\/em>) que os une a Deus para sempre, e o louvor jubiloso e intenso (<em>t<sup>e<\/sup>hillah<\/em>) que \u00e9 a sua verdadeira raz\u00e3o de viver (v. 2-3). O pobre enche o seu olhar de Deus e fica radiante, luminoso (v. 6), sabe que Deus o escuta e o salva, e convida a saborear a bondade de Deus (v. 9). Ou talvez mais do que isso. Na vers\u00e3o grega deste v. 9, muito utilizado no momento da comunh\u00e3o, tamb\u00e9m nas liturgias de rito bizantino, l\u00ea-se: \u00ab<em>ge\u00fasasthe ka\u00ec \u00eddete h\u00f3ti chr\u00east\u00f3s ho K\u00fdrios<\/em>\u00bb [\u00abSaboreai e vede que Bom \u00e9 o Senhor\u00bb], em que o adjetivo\u00a0<em>chr\u00east\u00f3s<\/em>, \u00abbom\u00bb, \u00e9 lido, na pron\u00fancia viva,\u00a0<em>christ\u00f3s<\/em>, o que vem a resultar, na atualiza\u00e7\u00e3o crist\u00e3: \u00abSaboreai e vede que Cristo \u00e9 o Senhor\u00bb. Belo e saboroso, sem d\u00favida. Deus segue sempre o pobre de perto, cerca-o de amor (v. 8), protege at\u00e9 os seus ossos para n\u00e3o serem quebrados (v. 21), tal como \u00e9 dito do cordeiro pascal, o mais alto s\u00edmbolo de liberta\u00e7\u00e3o. No seu\u00a0<em>Caminho de perfei\u00e7\u00e3o<\/em>, Santa Teresa de \u00c1vila deixa-nos, talvez, um dos mais belos e e incisivos discursos sobre a pobreza: \u00abA pobreza \u00e9 um bem que cont\u00e9m em si todos os bens do mundo; ela confere um imp\u00e9rio imenso, torna-nos verdadeiramente donos de todos os bens c\u00e1 de baixo desde o momento em que os faz cair aos p\u00e9s\u00bb. E S\u00e3o Francisco de Assis, no\u00a0<em>Pequeno Testamento<\/em>, ditado em Siena, \u00e0 pressa, a Frei Benedetto da Prato, a\u00ed por abril ou maio de 1226, poucos meses antes da sua morte, ocorrida em 3 de outubro desse mesmo ano, recomenda aos seus irm\u00e3os que amem sempre\u00a0<em>nossa senhora, a santa pobreza<\/em>.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Celebra-se tamb\u00e9m neste Domingo o Dia Mission\u00e1rio Mundial. A ideia da institui\u00e7\u00e3o de um Dia dedicado \u00e0 reflex\u00e3o acerca da dimens\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja, bem como \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, comunh\u00e3o e partilha de vida com os nossos irm\u00e3os mais necessitados e com todos os mission\u00e1rios espalhados pelos cinco continentes foi apresentada ao Papa Pio XI em 1926 pelas Obras da Propaga\u00e7\u00e3o da F\u00e9. Dando logo seguimento \u00e0 sugest\u00e3o apresentada, o Papa Pio XI, conhecido como \u00abo Papa das Miss\u00f5es\u00bb, instituiu, nesse mesmo ano de 1926, o Dia Mission\u00e1rio Mundial, que, a partir de ent\u00e3o, se tem celebrado anualmente. E este \u00e9 j\u00e1 o 96.\u00ba Dia Mission\u00e1rio Mundial que celebramos, e o Papa Francisco convida-nos a dar testemunho de Cristo.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sir 35,15-17.20-22; Sl 34; 2 Tm 4,6-8.16-18; Lc 18,9-14 1. 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