{"id":2484287355,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11155-abrir-os-bracos-a-cristo-sem-deixar-que-nos-roubem-a-alegria-pede-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:42","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:42","slug":"abrir-os-bracos-a-cristo-sem-deixar-que-nos-roubem-a-alegria-pede-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/abrir-os-bracos-a-cristo-sem-deixar-que-nos-roubem-a-alegria-pede-o-papa\/","title":{"rendered":"\u00abAbrir os bra\u00e7os a Cristo sem deixar que nos roubem a alegria\u00bb, pede o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_consagrados_220203063917.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco celebrou, na bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, a eucaristia da Festa da Apresenta\u00e7\u00e3o do Senhor, no XXVI Dia Mundial da Vida Consagrada<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a homilia do Papa Francisco<\/p>\n<p>Dois anci\u00e3os, Sime\u00e3o e Ana, aguardam no templo o cumprimento da promessa que Deus fez ao seu povo: a vinda do Messias. Mas a sua espera n\u00e3o \u00e9 passiva; est\u00e1 cheia de movimento. Sigamos, pois, os movimentos de Sime\u00e3o: em primeiro lugar,\u00a0<em>\u00e9 movido<\/em>\u00a0pelo Esp\u00edrito, depois\u00a0<em>v\u00ea<\/em>\u00a0no Menino a salva\u00e7\u00e3o e, finalmente,\u00a0<em>acolhe<\/em>-O nos bra\u00e7os (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a02, 26-28). Partindo simplesmente destas tr\u00eas a\u00e7\u00f5es, deixemo-nos interpelar por algumas perguntas importantes para n\u00f3s, em particular para a vida consagrada.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 esta:\u00a0<em>O que \u00e9 que nos faz mover<\/em>? Sime\u00e3o vai ao templo \u00abmovido pelo Esp\u00edrito\u00bb (2, 27). O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o ator principal da cena: faz arder no cora\u00e7\u00e3o de Sime\u00e3o o desejo de Deus, reaviva no seu \u00edntimo a expetativa, impele os seus passos para o templo e torna os seus olhos capazes de reconhecer o Messias no pobre beb\u00e9 que ali aparece. Isto \u00e9 o que faz o Esp\u00edrito Santo: torna-nos capazes de vislumbrar a presen\u00e7a de Deus e a sua obra, n\u00e3o nas grandes coisas, nas exterioridades vistosas, nas exibi\u00e7\u00f5es de for\u00e7a, mas na pequenez e na fragilidade. Pensemos na cruz: tamb\u00e9m l\u00e1 nos aparece a pequenez, a fragilidade, at\u00e9 mesmo um drama. Mas l\u00e1 est\u00e1 a for\u00e7a de Deus. A express\u00e3o \u00abmovido pelo Esp\u00edrito\u00bb faz pensar naquilo que a espiritualidade designa por \u00abmo\u00e7\u00f5es espirituais\u00bb: motos da alma, que sentimos dentro de n\u00f3s e que somos chamados a auscultar para discernir se prov\u00eam do Esp\u00edrito Santo ou doutra realidade. \u00c9 preciso estarmos atentos \u00e0s mo\u00e7\u00f5es interiores do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Nesta linha, perguntemo-nos: Deixamo-nos mover principalmente pelo Esp\u00edrito Santo ou pelo esp\u00edrito do mundo? \u00c9 uma interroga\u00e7\u00e3o com que devemos confrontar-nos todos n\u00f3s, especialmente os consagrados. Enquanto o Esp\u00edrito leva a reconhecer Deus na pequenez e fragilidade duma crian\u00e7a, n\u00f3s \u00e0s vezes corremos o risco de pensar na nossa consagra\u00e7\u00e3o em termos de resultados, metas, sucesso: movemo-nos \u00e0 procura de espa\u00e7os, de visibilidade, de n\u00fameros: \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o. Ao passo que o Esp\u00edrito n\u00e3o pede isto; deseja que cultivemos a fidelidade di\u00e1ria, d\u00f3ceis \u00e0s pequenas coisas que nos foram confiadas. Como \u00e9 bela a fidelidade de Sime\u00e3o e Ana! Todos os dias v\u00e3o ao templo, todos os dias esperam e rezam, n\u00e3o obstante v\u00e1 passando o tempo e nada pare\u00e7a acontecer. Esperam a vida inteira, sem desanimar nem se lamentar, mantendo-se fi\u00e9is dia a dia e alimentando a chama da esperan\u00e7a que o Esp\u00edrito acendeu no seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Podemos perguntar-nos, irm\u00e3os e irm\u00e3s: O que \u00e9 que move os nossos dias? Que amor nos impele a seguir em frente: o Esp\u00edrito Santo ou a paix\u00e3o do momento, isto \u00e9, uma coisa qualquer? Como nos movemos na Igreja e na sociedade? \u00c0s vezes, mesmo por tr\u00e1s da apar\u00eancia de boas obras, podem ocultar-se a tra\u00e7a do narcisismo ou o frenesi do protagonismo. Noutros casos, embora realizando muitas coisas, as nossas comunidades religiosas parecem ser movidas mais pela repeti\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica \u2013 fazer as coisas por h\u00e1bito, apenas para faz\u00ea-las \u2013 do que pelo entusiasmo de aderir ao Esp\u00edrito Santo. Far-nos-\u00e1 bem, a todos n\u00f3s, verificar hoje as nossas motiva\u00e7\u00f5es interiores, discirnamos as mo\u00e7\u00f5es espirituais, porque a renova\u00e7\u00e3o da vida consagrada passa primariamente por aqui.<\/p>\n<p>Uma segunda pergunta:\u00a0<em>O que veem os nossos olhos?<\/em>\u00a0Sime\u00e3o, movido pelo Esp\u00edrito, v\u00ea e reconhece Cristo. E reza dizendo: \u00abMeus olhos viram a Salva\u00e7\u00e3o\u00bb (2, 30). Eis o grande milagre da f\u00e9: abre os olhos, transforma o olhar, muda a perspetiva. Como sabemos atrav\u00e9s de muitos encontros de Jesus nos Evangelhos, a f\u00e9 nasce do olhar compassivo com que Deus nos v\u00ea, dissolvendo as durezas do nosso cora\u00e7\u00e3o, curando as suas feridas, dando-nos olhos novos para nos vermos a n\u00f3s mesmos e ao mundo: olhos novos sobre n\u00f3s mesmos, sobre os outros, sobre todas as situa\u00e7\u00f5es que vivemos, mesmo as mais dolorosas. N\u00e3o se trata dum olhar ing\u00e9nuo, mas \u00e9 sapiencial; o olhar ing\u00e9nuo foge da realidade ou finge n\u00e3o ver os problemas; ao contr\u00e1rio, trata-se de olhos que sabem \u00abver dentro\u00bb e \u00abver mais al\u00e9m\u00bb; que n\u00e3o se det\u00eam nas apar\u00eancias, mas sabem entrar tamb\u00e9m nas brechas da fragilidade e dos fracassos para vislumbrar a presen\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>Os olhos envelhecidos de Sime\u00e3o, embora cansados pelos anos, veem o Senhor, veem a salva\u00e7\u00e3o. E n\u00f3s? Cada qual pode interrogar-se: que veem os nossos olhos? Que vis\u00e3o temos da vida consagrada? Muitas vezes o mundo v\u00ea-a como um \u00abdesperd\u00edcio\u00bb: \u00abMas v\u00ea tu! Aquele rapaz t\u00e3o promissor tornar-se frade\u00bb, ou \u00abuma jovem t\u00e3o promissora fazer-se freira\u2026 \u00c9 um desperd\u00edcio. Se ao menos valessem pouco&#8230; N\u00e3o, s\u00e3o promissores, \u00e9 um desperd\u00edcio\u00bb. Assim pensam; o mundo talvez veja a vida consagrada como uma realidade do passado, qualquer coisa de in\u00fatil. Mas n\u00f3s, comunidade crist\u00e3, religiosas e religiosos, que vemos? Temos os nossos olhos voltados para tr\u00e1s, saudosos daquilo que j\u00e1 n\u00e3o existe ou somos capazes dum olhar de f\u00e9 clarividente, projetado para o \u00edntimo e mais al\u00e9m? Devemos ter esta sabedoria de\u00a0<em>olhar<\/em>\u00a0(\u00e9 o Esp\u00edrito que a d\u00e1): olhar bem, medir bem as dist\u00e2ncias, compreender as realidades. Faz-me muito bem ver consagrados e consagradas idosos, que continuam a sorrir com olhos luminosos, dando esperan\u00e7a aos jovens. Pensemos nas vezes em que nos cruzamos com tais olhares e bendigamos a Deus por isso. S\u00e3o olhares de esperan\u00e7a, abertos para o futuro. E talvez nos fa\u00e7a bem, nestes dias, ir encontrar, fazer uma visita aos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s religiosos idosos, para os ver, conversar, perguntar, ouvir o que pensam. Creio que ser\u00e1 um bom rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, o Senhor n\u00e3o cessa de dar sinais para nos convidar a cultivar\u00a0<em>uma vis\u00e3o renovada<\/em>\u00a0da vida consagrada. Isso faz falta, mas sob a luz, sob a mo\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o podemos fingir que n\u00e3o os vemos esses sinais e continuar como se n\u00e3o importassem, repetindo as coisas de sempre, arrastando-nos por in\u00e9rcia nas formas do passado, paralisados pelo medo de mudar. J\u00e1 o disse muitas vezes: hoje h\u00e1 a tenta\u00e7\u00e3o de voltar para tr\u00e1s, por seguran\u00e7a, por medo, para manter a f\u00e9, para manter o carisma fundador&#8230; \u00c9 uma tenta\u00e7\u00e3o. A tenta\u00e7\u00e3o de voltar para tr\u00e1s e manter as \u00abtradi\u00e7\u00f5es\u00bb com rigidez. Fixemos isto na cabe\u00e7a: a rigidez \u00e9 uma pervers\u00e3o e, sob cada rigidez, h\u00e1 graves problemas. Nem Sime\u00e3o nem Ana eram r\u00edgidos, n\u00e3o! Eram livres e tinham a alegria de festejar: ele, louvando o Senhor e profetizando com coragem acerca da M\u00e3e; e ela, como uma boa velhinha, a mover-se dum lado para o outro dizendo: \u00abVede estes aqui, vede isto!\u00bb Fizeram o an\u00fancio com alegria, com os olhos cheios de esperan\u00e7a. Sem in\u00e9rcias do passado, nem rigidez. Abramos os olhos: atrav\u00e9s das crises \u2013 \u00e9 verdade; existem as crises \u2013 atrav\u00e9s dos n\u00fameros que faltam &#8211; \u00abPadre, n\u00e3o h\u00e1 voca\u00e7\u00f5es! Agora vamos para tal ilha da Indon\u00e9sia para ver se encontramos alguma\u00bb \u2013, atrav\u00e9s das for\u00e7as que esmorecem, o Esp\u00edrito convida-nos a renovar a nossa vida e as nossas comunidades. Mas como fazer? Ser\u00e1 Ele a indicar-nos o caminho. N\u00f3s abrimos o cora\u00e7\u00e3o, com coragem, sem medo. Abrimos o cora\u00e7\u00e3o. Olhemos para Sime\u00e3o e Ana! Embora de idade avan\u00e7ada, n\u00e3o passam os dias a chorar por um passado que n\u00e3o volta mais, mas abrem os bra\u00e7os para o futuro que vem ao seu encontro. Irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o desperdicemos o hoje a olhar para o ontem ou sonhando com um amanh\u00e3 que jamais vir\u00e1, mas coloquemo-nos diante do Senhor, em adora\u00e7\u00e3o, e pe\u00e7amos olhos que saibam ver o bem e vislumbrar os caminhos de Deus. O Senhor no-lo conceder\u00e1, se Lho pedirmos com alegria, com fortaleza, sem medo.<\/p>\n<p>Por fim, uma terceira pergunta:\u00a0<em>Que estreitamos nos bra\u00e7os<\/em>? Sime\u00e3o acolhe Jesus nos bra\u00e7os (cf. 2, 28). \u00c9 uma cena terna e rica de significado, \u00fanica nos Evangelhos. Deus colocou o seu Filho nos nossos bra\u00e7os, porque o essencial, o centro da f\u00e9 \u00e9 acolher Jesus. \u00c0s vezes corremos o risco de nos perder e dispersar em mil coisas, fixar-nos em aspetos secund\u00e1rios ou mergulhar-nos nas coisas que temos de fazer, mas o centro de tudo \u00e9 Cristo, que devemos acolher como o Senhor da nossa vida.<\/p>\n<p>Quando Sime\u00e3o toma Jesus nos bra\u00e7os, os seus l\u00e1bios pronunciam palavras de b\u00ean\u00e7\u00e3o, louvor, maravilha. E n\u00f3s, depois de tantos anos de vida consagrada, perdemos a capacidade de nos maravilhar? Ou temos ainda essa capacidade? Examinemo-nos sobre isto e, se algu\u00e9m n\u00e3o a tiver, pe\u00e7a a gra\u00e7a da estupefa\u00e7\u00e3o, a estupefa\u00e7\u00e3o diante das maravilhas que Deus est\u00e1 a realizar em n\u00f3s, escondidas como a do templo, quando Sime\u00e3o e Ana encontraram Jesus. Se aos consagrados faltam palavras que bendizem Deus e os outros, se falta a alegria, se esmorece o entusiamo, se a vida fraterna \u00e9 apenas fadiga, se falta a estupefa\u00e7\u00e3o, isso n\u00e3o acontece por que somos v\u00edtimas de algu\u00e9m ou dalguma coisa, o verdadeiro motivo \u00e9 que os nossos bra\u00e7os j\u00e1 n\u00e3o estreitam Jesus. E quando os bra\u00e7os dum consagrado, duma consagrada n\u00e3o estreitam Jesus, estreitam o vazio, que procuram preencher com outras coisas, mas permanece o vazio. Estreitar Jesus com os bra\u00e7os: este \u00e9 o sinal, este \u00e9 o caminho, esta \u00e9 a \u00abreceita\u00bb para a renova\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, quando n\u00e3o abra\u00e7amos Jesus, o cora\u00e7\u00e3o fecha-se na amargura. \u00c9 triste ver consagrados amargos, consagradas amargas: fecham-se na lamenta\u00e7\u00e3o pelas coisas que n\u00e3o funcionam a tempo e horas. Sempre se lamentam de alguma coisa: do superior, da superiora, dos irm\u00e3os, da comunidade, da cozinha&#8230; Se n\u00e3o t\u00eam de que lamentar-se, n\u00e3o vivem. Mas n\u00f3s devemos abra\u00e7ar Jesus em adora\u00e7\u00e3o e pedir olhos que saibam ver o bem e ver os caminhos de Deus. Se acolhermos Cristo de bra\u00e7os abertos, acolheremos tamb\u00e9m os outros com confian\u00e7a e humildade. Ent\u00e3o n\u00e3o se exacerbam os conflitos, as dist\u00e2ncias n\u00e3o se alongam e extingue-se a tenta\u00e7\u00e3o de abusar e ferir a dignidade de alguma irm\u00e3 ou irm\u00e3o. Abramos os bra\u00e7os, a Cristo e aos irm\u00e3os! L\u00e1 est\u00e1 Jesus.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos, car\u00edssimas, renovemos hoje com entusiasmo a nossa consagra\u00e7\u00e3o! Perguntemo-nos quais s\u00e3o as motiva\u00e7\u00f5es que movem o nosso cora\u00e7\u00e3o e o nosso agir, qual \u00e9 a vis\u00e3o renovada que somos chamados a cultivar e, sobretudo, tomemos Jesus nos bra\u00e7os. Mesmo que experimentemos fadiga e cansa\u00e7o \u2013 isto acontece! At\u00e9 desilus\u00f5es acontecem \u2013 fa\u00e7amos como Sime\u00e3o e Ana que esperam com paci\u00eancia na fidelidade do Senhor e n\u00e3o se deixam roubar a alegria do encontro. Encaminhemo-nos para a alegria do encontro. Isto \u00e9 bom! Coloquemo-Lo no centro e continuemos para diante com alegria. Assim seja!<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/homilies\/2022\/documents\/20220202_omelia-vitaconsacrata.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>03.02.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco celebrou, na bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, a eucaristia da Festa da Apresenta\u00e7\u00e3o do Senhor, no XXVI Dia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4278434312,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-2484287355","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2484287355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2484287355"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2484287355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294996003,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2484287355\/revisions\/4294996003"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4278434312"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2484287355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2484287355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2484287355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}