{"id":2509326607,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/8807-domingo-xv-do-tempo-comum-amaras"},"modified":"2025-11-07T16:33:30","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:30","slug":"domingo-xv-do-tempo-comum-amaras-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xv-do-tempo-comum-amaras-3\/","title":{"rendered":"Domingo XV do Tempo Comum: \u00abAmar\u00e1s\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p>1. Prosseguimos neste Domingo XV do Tempo Comum a leitura ou a pintura de Lucas 10, que tenta mostrar, cada vez com maior nitidez, os tra\u00e7os mais salientes da figura do disc\u00edpulo de Jesus. \u00c9 assim que Lucas coloca diante de n\u00f3s a figura do \u00abBom Samaritano\u00bb (Lucas 10,25-37).<\/p>\n<p>2. \u00abSou a personagem mais popular do Evangelho. V\u00f3s falais muitas vezes de mim: h\u00e1 vinte s\u00e9culos que oi\u00e7o o vosso aplauso por ter puxado o freio com que parei o cavalo naquela estrada que seguia de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3. Ofereci imagens consoladoras \u00e0 vossa emotividade e ao vosso gosto inato de hist\u00f3rias com um final feliz: a minha figura debru\u00e7ada a colocar faixas, as gotas de \u00f3leo e vinho derramadas sobre as feridas do viandante maltratado pelos ladr\u00f5es e tra\u00eddo por aqueles dois que pouco antes me precederam naquela estrada e lhe tinham negado a sua piedade, o facto de eu ter colocado o ferido sobre a minha montada, a pousada com o hospedeiro a quem entrego dois den\u00e1rios para ele continuar a assist\u00eancia. E v\u00f3s, para me honrar, ornamentastes com estas cenas as entradas dos albergues e lugares piedosos\u00bb. \u00c9 assim que o escritor italiano Luigi Santucci (1918-1999) abre o seu\u00a0<em>Samaritano apocrifo<\/em>, deixando transparecer alguma ironia.<\/p>\n<p>3. \u00c9 grandemente sintom\u00e1tico que Jesus, com o recurso \u00e0 par\u00e1bola, tenha sabido e querido deslocar para a estrada, para o caminho, para a pra\u00e7a p\u00fablica, as quest\u00f5es que eram habitualmente discutidas nas escolas ou na sinagoga entre especialistas. E assim, desde o princ\u00edpio, tudo, no texto, se joga sobre o\u00a0<em>fazer<\/em>, e n\u00e3o sobre o\u00a0<em>saber<\/em>, como seria de esperar na mente do doutor. O pr\u00f3prio doutor da lei, que abre o di\u00e1logo com Jesus (Lucas 10,25), foi pedagogicamente conduzido por Jesus a\u00a0<em>saber<\/em>talvez mais do que queria\u00a0<em>fazer<\/em>, e talvez menos do que queria\u00a0<em>saber<\/em>.<\/p>\n<p>4. Note-se ainda, para al\u00e9m da estranheza da pergunta do doutor pelo\u00a0<em>fazer<\/em>, e n\u00e3o pelo\u00a0<em>saber<\/em>, que o objetivo \u00e9\u00a0<em>herdar<\/em>\u00a0(<em>kl\u00earonom\u00e9\u00f4<\/em>) a\u00a0<em>vida eterna<\/em>, isto \u00e9, chegar a ser filho de Deus, filia\u00e7\u00e3o divina (<em>hyiothes\u00eda<\/em>) por gra\u00e7a recebida (Romanos 8,15-16; G\u00e1latas 4,5). Fica-se a saber no final que \u00e9\u00a0<em>fazendo<\/em>\u00a0MISERIC\u00d3RDIA (<em>spaggchn\u00edzomai<\/em>) (Lucas 10,33) ou GRA\u00c7A (<em>\u00e9leos<\/em>) (Lucas 10,37), como o SAMARITANO, que se\u00a0<em>herda<\/em>\u00a0a\u00a0<em>vida eterna<\/em>.<\/p>\n<p>5. Concentrando agora a nossa aten\u00e7\u00e3o sobre a par\u00e1bola do Evangelho de Lucas (10,25-37), \u00e9 impressionante notar que o narrador tenha necessitado de pouco mais de cem palavras, exatamente 106 no texto grego, incluindo artigos e part\u00edculas gramaticais (cf. Lucas 10,30b-35), para criar um quadro inesquec\u00edvel!<\/p>\n<p>6. Um HOMEM, an\u00f3nimo e solit\u00e1rio, percorre os 27 km da estrada romana que, serpenteando atrav\u00e9s do\u00a0<em>Wadi el-Kelt<\/em>, ligava a Cidade Santa (Jerusal\u00e9m) ao bel\u00edssimo o\u00e1sis de Jeric\u00f3, tradicional morada de sacerdotes, superando um desnivelamento de cerca de 1100 metros. De improviso, na paisagem in\u00f3spita e des\u00e9rtica daquela estrada, o cen\u00e1rio habitual: BANDIDOS que saltam da emboscada, roubo, viol\u00eancia, fuga. Fica na berma da estrada um corpo ensanguentado, com a guarda de honra das rochas vermelhas dos montes circundantes, ditos em hebraico\u00a0<em>Adumm\u00eem<\/em>, tradu\u00e7\u00e3o literal: \u00abdo sangue\u00bb. Tudo envolto num gritante sil\u00eancio.<\/p>\n<p>7. Mas eis, ao longe, um SACERDOTE\u2026 S\u00fabita desilus\u00e3o. O narrador refere que o SACERDOTE bem viu o nosso homem, mas \u00abpassou pelo lado contr\u00e1rio\u00bb (<em>antipar\u00ealthen<\/em>). Evitou demoras, chatices, inc\u00f3modos, impureza ritual. Eis, todavia, no horizonte, outra possibilidade: um LEVITA\u2026 A mesma desilus\u00e3o. Tamb\u00e9m ele \u00abpassou pelo lado contr\u00e1rio\u00bb (<em>antipar\u00ealthen<\/em>).<\/p>\n<p>8. A narrativa atinge o seu auge. Eis que vem agora um SAMARITANO, l\u00eddimo representante daquele \u00abest\u00fapido povo que habita em Siqu\u00e9m\u00bb (Ben-Sir\u00e1 50,26), mas vai fazer tudo ao contr\u00e1rio dos dois anteriores representantes da religiosidade fria e formal de Jerusal\u00e9m. Veja-se com quanto pormenor o narrador descreve todos os seus gestos: vem at\u00e9 junto dele (1), viu-o (2), FOI TOMADO DE MISERIC\u00d3RDIA (3), aproximou-se (4), enfaixou-lhe as feridas (5), derramou \u00f3leo e vinho (6), colocou-o na sua montada (7), levou-o para uma pousada (8), tomou-o ao seu cuidado (9), deu dois den\u00e1rios ao hospedeiro (10), e disse-lhe: \u00abToma tu cuidado dele\u00bb (11).<\/p>\n<p>9. A\u00ed est\u00e1 a religiosidade fria e calculista e insens\u00edvel, debru\u00e7ada sobre si mesma, que passa ao lado da vida por e para estar atenta apenas \u00e0s rubricas, por parte dos agentes do culto oficial de Jerusal\u00e9m, em claro contraponto com o amor pessoal, eivado de afeto e de gestos de carinho ativo e criativo deste SAMARITANO, totalmente debru\u00e7ado sobre os outros e para os outros, interessando-se at\u00e9 sobre o seu futuro, e provocando outros a entrar nesta din\u00e2mica nova cheia de amor novo. Not\u00e1vel aquele: \u00abCuida tu dele!\u00bb, do Samaritano, implicando o hospedeiro neste trabalho do amor! E de Jesus implicando o doutor: \u00abVai e faz tu!\u00bb.<\/p>\n<p>10. Fica claro que todo o\u00a0<em>fazer<\/em>\u00a0do samaritano tem o sabor do excesso e da maravilha. A sua hist\u00f3ria termina assim: \u00abQuando eu voltar, pagar-te-ei\u00bb. Mas esta \u00e9, como sabemos, a assinatura de Deus, como se pode ver nas par\u00e1bolas do Reino (cf. Mateus 24,15 e 19). E o tempo e os irm\u00e3os que nos deixa nas m\u00e3os s\u00e3o a gra\u00e7a da miss\u00e3o que nos confia.<\/p>\n<p>11. \u00c9 por tudo isto que, sobre uma pedra da pretensa pousada do Bom Samaritano, na verdade um edif\u00edcio do tempo dos Cruzados, mas que os peregrinos identificam com a pousada da par\u00e1bola, um peregrino medieval gravou em latim estas palavras: \u00abAinda que sacerdotes e levitas passem ao lado da tua ang\u00fastia, fica a saber que Cristo \u00e9 o Bom Samaritano, que ter\u00e1 MISERIC\u00d3RDIA de ti, e, na hora da tua morte, te conduzir\u00e1 \u00e0 pousada eterna\u00bb.<\/p>\n<p>12. \u00abAmar\u00e1s!\u00bb, \u00e9 quanto responde o doutor, lendo a Lei de Deus (Lucas 10,27), que n\u00e3o est\u00e1 longe de ti: est\u00e1 na tua boca e no teu cora\u00e7\u00e3o, como diz a li\u00e7\u00e3o do Livro do Deuteron\u00f3mio 30,10-14, hoje escutada, e em que, no \u00faltimo dia da sua vida, Mois\u00e9s insiste em repetir a Israel que, para viver feliz na Terra Prometida em que vai entrar, deve escutar e p\u00f4r em pr\u00e1tica a Palavra de Deus, verdadeira chave da vida de Israel e da nossa.<\/p>\n<p>13. Hoje temos a gra\u00e7a de escutar um antigo hino sobre o primado de Jesus, provavelmente de l\u00edngua aramaica, que Paulo incrustou na sua Carta aos Colossenses (1,15-20). O hino \u00e9 belo, teol\u00f3gico, denso, produzido com rima e metro, como \u00e9 normal nos hinos antigos. \u00abFilho do amor do Pai\u00bb (v. 13) \u00e9 Jesus Cristo, \u00abImagem (<em>eik\u00f4n<\/em>) do Deus invis\u00edvel\u00bb, \u00abPrimog\u00e9nito (<em>pr\u00f4t\u00f3tokos<\/em>) de toda a criatura\u00bb (v. 15) e tamb\u00e9m \u00abPrimog\u00e9nito dos mortos\u00bb e \u00abCabe\u00e7a do corpo que \u00e9 a Igreja\u00bb (v. 18), \u00abn\u2019Ele\u00bb (<em>en aut\u00f4<\/em>) (v. 16), \u00abatrav\u00e9s d\u2019Ele\u00bb (<em>di\u2019 auto\u00fb<\/em>) e \u00abpara Ele\u00bb (<em>eis aut\u00f3n<\/em>) (v. 16) tudo foi criado. Ele, o Senhor Jesus, \u00e9 absolutamente o centro de tudo e o primeiro em tudo, desde a cria\u00e7\u00e3o, \u00e0 propicia\u00e7\u00e3o pelo sangue da sua Cruz (v. 20), \u00e0 vida da Igreja, \u00e0 Ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 sempre n\u2019Ele e atrav\u00e9s d\u2019Ele e para Ele, que tudo quanto existe encontra o seu caminho, sentido, enlevo (<em>eudok\u00eda<\/em>) e plenitude (<em>pl\u00ear\u00f4ma<\/em>).<\/p>\n<p>14. O Salmo 69 \u00e9 uma s\u00faplica intensa e imensa de um pobre sofredor cansado e a perder o p\u00e9, tal \u00e9 a fundura do po\u00e7o em que se v\u00ea atolado, a lama inconsistente e escorregadia que pisa, a for\u00e7a da torrente que o arrasta. Da funda crise em que se encontra, todos os seus gritos se dirigem para Deus, e s\u00e3o insistentes. Veja-se um pouco da sua distribui\u00e7\u00e3o pelo mapa do Salmo: \u00abSalva-me\u00bb (v. 1 e 15), \u00abresponde-me\u00bb (vv. 14 e 17), \u00abresponde-me depressa\u00bb (v. 18), \u00abaproxima-te\u00bb (v. 19), \u00abredime-me\u00bb (v. 19), \u00abliberta-me\u00bb (v. 19), \u00ablevanta-me\u00bb (v. 30). Catadupa de imagens. Palavras angustiadas ditas a Deus, para que Deus intervenha na vida deste pobre. N\u00e3o se trata, note-se bem, de ang\u00fastia \u00e0 solta, incontrolada, mas modulada, dita a Deus, traduzida em palavras sinceras e sentidas, rezadas, tocadas, cantadas. Todavia, os vv. 22-28, em que perpassa a vingan\u00e7a e a impreca\u00e7\u00e3o, foram julgados inapropriados pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que os cortou da Liturgia das Horas. Esta imensa s\u00faplica, selada no final por uma a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as (vv. 31-37), foi sempre muito apreciada pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, pelas cita\u00e7\u00f5es que dela faz o Novo Testamento. Assim, entre outras, Jo\u00e3o 15,25 cita o v. 5: \u00abOdiaram-me sem motivo\u00bb; Jo\u00e3o 2,17 cita o v. 10a: \u00abO zelo da tua casa me devora\u00bb; Romanos 15,3 cita o v. 10b: \u00abOs insultos dos que te insultam recaem sobre mim\u00bb; Mateus 27,34 e Marcos 15,23 aludem ao v. 22, acerca do vinagre; Atos 1,20 cita o v. 26: \u00abQue a sua tenda fique deserta\u00bb. Assumindo e resumindo tudo, Santo Hil\u00e1rio de Poitiers (s\u00e9c. IV) via neste Salmo, em filigrana, a inteira trama da paix\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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