{"id":2510868910,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/11696-domingo-xxix-do-tempo-comum-com-um-no-cego-no-coracao-ou-com-a-maos-abertas-para-deus"},"modified":"2025-11-07T16:33:52","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:52","slug":"domingo-xxix-do-tempo-comum-com-um-no-cego-no-coracao-ou-com-a-maos-abertas-para-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xxix-do-tempo-comum-com-um-no-cego-no-coracao-ou-com-a-maos-abertas-para-deus\/","title":{"rendered":"Domingo XXIX do Tempo Comum: \u00abCom um n\u00f3 cego no cora\u00e7\u00e3o, ou com a m\u00e3os abertas para Deus?\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Ex 17,8-13; Sl 121; 2 Tm 3,14-4,2; Lc 18,1-8<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Depois da semente pequenina, pequenina, que \u00e9 a f\u00e9, e que pode virar do avesso a nossa vida, depois do samaritano leproso curado, agradecido a Jesus e salvo pela f\u00e9, eis-nos, neste Domingo XXIX do Tempo Comum, perante uma vi\u00fava desprotegida no campo social, econ\u00f3mico e jur\u00eddico, mas persistente no seu clamor por justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. A B\u00edblia insiste que ningu\u00e9m deve afligir ou menosprezar uma vi\u00fava ou um \u00f3rf\u00e3o, pois se o fizer, e se a vi\u00fava ou o \u00f3rf\u00e3o gritarem a Deus, o seu grito ser\u00e1 escutado e os seus opressores duramente castigados (\u00caxodo 22,21-23). Juntamente com o estrangeiro e o pobre, a vi\u00fava e o \u00f3rf\u00e3o fazem parte do rol das chamadas\u00a0<em>personae miserabiles<\/em>, pessoas miser\u00e1veis, sem prote\u00e7\u00e3o social, econ\u00f3mica ou jur\u00eddica, mas que, para sua defesa, podem contar sempre com a m\u00e3o protetora de Deus, que sobre elas coloca o seu manto protetor ou p\u00e1lio.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. A impress\u00e3o da pobre vi\u00fava do Evangelho de hoje (Lucas 18,1-8) \u00e9 que o seu pedido esbarra contra uma porta fechada, quase blindada, que tem por detr\u00e1s o cora\u00e7\u00e3o fechado com n\u00f3 cego de um juiz agn\u00f3stico, portanto, sem Deus, e insens\u00edvel, incapaz de se condoer com as dores seja de quem for. O retrato que dele faz o narrador mostra-nos um juiz fechado a Deus (\u00e0 sua bondade, \u00e0 sua grandeza e \u00e0 sua vontade) e aos homens, que ostenta um cora\u00e7\u00e3o empedernido, e n\u00e3o um \u00abcora\u00e7\u00e3o que v\u00ea\u00bb, para usar a bela express\u00e3o do Papa Bento XVI.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Sem nunca abrir a porta ou o cora\u00e7\u00e3o aos apelos da vi\u00fava, o juiz de cora\u00e7\u00e3o fechado com n\u00f3 cego acaba, todavia, por ceder aos gritos persistentes da vi\u00fava, n\u00e3o porque o seu cora\u00e7\u00e3o se tenha amaciado ou o n\u00f3 cego desatado, mas t\u00e3o-s\u00f3 para se ver livre do inc\u00f3modo causado pelos gritos persistentes e obstinados da vi\u00fava. A ora\u00e7\u00e3o da vi\u00fava indefesa, o seu grito por justi\u00e7a, tem semelhan\u00e7as com a ora\u00e7\u00e3o dos m\u00e1rtires de que fala o Livro do Apocalipse: \u00abAt\u00e9 quando, \u00f3 Deus santo e verdadeiro, tardar\u00e1s a fazer justi\u00e7a e a pedir contas do nosso sangue aos habitantes da terra?\u00bb (Apocalipse 6,10)<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. A reflex\u00e3o corre do menor para o maior, \u00e0 boa maneira rab\u00ednica. Se assim faz o juiz de cora\u00e7\u00e3o fechado com n\u00f3 cego, quanto mais e mais depressa far\u00e1 Deus aos seus eleitos que a Ele gritam\u00a0<em>dia e noite<\/em>? (Lucas 18,7).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Note-se que o narrador nos d\u00e1 a chave logo no in\u00edcio, para podermos abrir a par\u00e1bola e entrar na sua correta compreens\u00e3o. Na verdade, introduz-nos assim o narrador na par\u00e1bola: \u00abDisse-lhes uma par\u00e1bola sobre a necessidade de\u00a0<em>REZAR sempre<\/em>,\u00a0<em>sem descanso<\/em>\u00bb (Lucas 18,1). E no final insiste nos eleitos que gritam a Deus\u00a0<em>dia e noite<\/em>\u00a0(Lucas 18,7). Rezar com persist\u00eancia. N\u00e3o tanto para que Deus fa\u00e7a agora o que lhe pedimos, mas para que a nossa f\u00e9 permane\u00e7a acesa! Sim, conclui surpreendentemente Jesus, o verdadeiro problema n\u00e3o \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o de Deus (que faz justi\u00e7a com certeza), mas a nossa f\u00e9: \u00abQuando vier o Filho do Homem, encontrar\u00e1 a f\u00e9 sobre a terra?\u00bb (Lucas 18,8).\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. \u00c9, de resto, sabido que o Evangelho de Lucas \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como o Evangelho da ora\u00e7\u00e3o. Aqui deixamos, para quem o desejar e achar \u00fatil, os principais acenos. 1) Este Evangelho apresenta cen\u00e1rios de ora\u00e7\u00e3o a abrir (Lucas 1,10 e 13; 2,37) e a fechar (Lucas 24,53), formando aquilo que se chama uma inclus\u00e3o liter\u00e1ria ou envelope, como que a dizer que o inteiro Evangelho est\u00e1 repleto de ora\u00e7\u00e3o. 2) Este Evangelho \u00e9 de longe o que apresenta mais vezes Jesus a rezar sozinho, como modelo de ora\u00e7\u00e3o: Lucas 3,21; 5,15-16; 6,12-16; 9,18-20; 9,28-36; 10,21; 11,1; 22,31-32; 22,39-46; 23,33-34; 23,44-46. 3) \u00c9 este Evangelho que nos apresenta as mais belas e inesquec\u00edveis figuras de ora\u00e7\u00e3o: Maria, com o\u00a0<em>magnificat<\/em>\u00a0(Lucas 1,46-55); Zacarias, com o\u00a0<em>benedictus<\/em>\u00a0(Lucas 1,68-79); Sime\u00e3o, com o\u00a0<em>nunc dimittis<\/em>\u00a0(Lucas 2,29-32); o coro celeste, com o\u00a0<em>gloria in excelsis Deo<\/em>\u00a0(Lucas 2,14). 4) \u00c9 ainda este Evangelho que salienta alguns tra\u00e7os fundamentais da ora\u00e7\u00e3o: a persist\u00eancia, no chamado \u00abamigo importuno\u00bb (Lucas 11,5-13) e na figura de hoje, a \u00abvi\u00fava importuna\u00bb (Lucas 18,1-8), e a humildade, como veremos no pr\u00f3ximo Domingo, na par\u00e1bola do fariseu e do publicano (Lucas 18,10-14).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. N\u00e3o se pode descurar hoje a colagem ao belo modelo de ora\u00e7\u00e3o da vi\u00fava, do texto do \u00caxodo 17,8-13, que nos mostra Mois\u00e9s tamb\u00e9m a rezar sem descanso no cimo da colina com os bra\u00e7os e as m\u00e3os abertos e firmes em cruz. Salta \u00e0 vista que a vit\u00f3ria sobre Amalec n\u00e3o resulta tanto da espada de Josu\u00e9, mas mais da ora\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s! \u00c9 como quem diz que a ora\u00e7\u00e3o dia e noite, sem descanso, \u00e9 a chave da nossa vida em todas as suas circunst\u00e2ncias. Sobretudo quando a tenta\u00e7\u00e3o toma conta de n\u00f3s e a nossa vida s\u00f3 conhece guerras e lit\u00edgios. Sintomaticamente o lugar em que est\u00e1 o povo de Israel chama-se\u00a0<em>Mass\u00e1<\/em>\u00a0(<em>massah<\/em>) e<em>\u00a0Merib\u00e1<\/em>\u00a0(<em>m<sup>e<\/sup>r\u00eebah<\/em>), \u00e0 letra,\u00a0lugar da tenta\u00e7\u00e3o (<em>nasah<\/em>: v. 2) e do lit\u00edgio (<em>r\u00eeb<\/em>: v. 2), que \u00e9 o Horeb, onde est\u00e1 a rocha de onde jorra a \u00e1gua, dada por Deus ao seu povo, o qual, face \u00e0s dificuldades do deserto, tinha j\u00e1 entrado na grande tenta\u00e7\u00e3o, expressa na quest\u00e3o: \u00abEst\u00e1 Deus no meio de n\u00f3s, ou n\u00e3o\u00bb? (17,7).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. \u00c9 ainda de uma beleza inexced\u00edvel o alcance dos vers\u00edculos 15 e 16 do mesmo Cap\u00edtulo 17 do Livro do \u00caxodo que estamos a seguir.\u00a0<em>YHWH-niss\u00ee<\/em>\u00a0[= \u00abO Senhor-minha bandeira\u00bb], a bandeira ou o p\u00e1lio de\u00a0<em>YHWH<\/em>\u00a0nas minhas m\u00e3os. \u00c9 outra vez o manto ou o p\u00e1lio carinhoso de Deus que nos protege sempre. Usamo-lo nas prociss\u00f5es, mas tamb\u00e9m nas horas mais dram\u00e1ticas, quando precisarmos de \u00abcuidados paliativos\u00bb\u2026 Foi a este manto, a este \u00abp\u00e1lio\u00bb, que a medicina foi buscar o \u00abpaliativo\u00bb. Saiba-o ou n\u00e3o. Porque n\u00e3o o devia nunca esquecer. Com quanto carinho devemos saber envolver os doentes, os sofredores, os pobres, as vi\u00favas e os \u00f3rf\u00e3os, os deserdados, e os moribundos\u2026<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. S\u00e3o Paulo adverte hoje Tim\u00f3teo (2 Tim\u00f3teo 3,14-4,2), seu disc\u00edpulo e cooperador dileto, que as Escrituras n\u00e3o transmitem apenas um\u00a0<em>saber<\/em>, que h\u00e1 que estudar, aprender e ensinar. Ele acentua que as Escrituras t\u00eam o\u00a0<em>poder<\/em>\u00a0(<em>d\u00fdnamis<\/em>) de nos comunicar a sabedoria que conduz \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 esta din\u00e2mica que se deve manifestar em tudo o que fazemos. Oportuna e inoportunamente. Portanto, sempre.\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. O Salmo 121 \u00e9 um delicioso hino inserido na cole\u00e7\u00e3o dos chamados \u00abC\u00e2nticos das peregrina\u00e7\u00f5es\u00bb ou \u00absubidas\u00bb, que se estendem do Salmo 120 ao 134. O sonho do peregrino, que se lhe v\u00ea nos olhos e no cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 o Senhor, que habita nas alturas de Si\u00e3o. Por isso, enquanto atravessa montes e vales, leva j\u00e1 os olhos fixos no \u00abmonte Si\u00e3o, belo em altura, alegria de toda a terra\u00bb (Salmo 48,3), e vai dialogando no seu cora\u00e7\u00e3o acerca d\u2019Aquele que \u00e9 o seu aux\u00edlio (<em>?ezer<\/em>) e o criador do c\u00e9u e da terra (v. 1-2). Depois desta fixa\u00e7\u00e3o no seu Senhor, que reside em Si\u00e3o, o salmista passa a contemplar Deus como o seu \u00abguardador\u00bb, tr\u00eas vezes o nome\u00a0<em>sh\u00f4mer<\/em>\u00a0[= \u00abguardador\u00bb] (v. 3.4.5), tr\u00eas vezes o verbo\u00a0<em>shamar<\/em>\u00a0[= \u00abguardar\u00bb] (v. 7[2 x].8), uma maneira de dizer um Deus protetor e atento, como a m\u00e3e que vela sobre o beb\u00e9, para seguir o belo dizer de Alonso Sch\u00f6kel: \u00abImagino uma cena noturna. Um beb\u00e9 no ber\u00e7o que baloi\u00e7a, docemente movido pela m\u00e3e que vigia. O vai e vem do ber\u00e7o, que poderia provocar medo, traz serenidade, porque o beb\u00e9 sente a presen\u00e7a da m\u00e3e\u2026 No vai e vem da nossa vida, \u00ablevantamos os olhos\u00bb expectantes e descobrimos a presen\u00e7a vigilante de Deus, que nos tranquiliza\u00bb. Vem depois a imagem da \u00absombra\u00bb protetora, que protege do sol escaldante do deserto, mas tamb\u00e9m dos raios nefastos da lua (v. 5-6). No Pr\u00f3ximo Oriente Antigo, os raios lunares eram temidos, podendo, como se pensava, causar febres, cegueira e loucura. E, mesmo entre n\u00f3s, o termo \u00ablun\u00e1tico\u00bb \u00e9 aplicado a pessoas com comportamentos esquisitos e extravagantes. O Deus \u00abguardador\u00bb reaparece no final, para nos guardar quando sa\u00edmos e quando entramos (v. 8a), portanto, sempre. Pode entender-se do nosso movimento di\u00e1rio, mas tamb\u00e9m desde o nascimento at\u00e9 \u00e0 morte, pois o verbo \u00absair\u00bb (<em>yatsa?<\/em>) tamb\u00e9m significa \u00abnascer\u00bb, e \u00abentrar\u00bb (<em>b\u00f4?<\/em>) pode aludir tamb\u00e9m ao t\u00famulo. O acerto final \u00abdesde agora e para sempre\u00bb (v. 8b). Esta maneira forte de dizer deixa sob a guarda de Deus, n\u00e3o apenas o segmento da nossa cronologia humana, mas tamb\u00e9m o futuro misterioso do depois da morte. Gra\u00e7as a Deus.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex 17,8-13; Sl 121; 2 Tm 3,14-4,2; Lc 18,1-8 1. 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