{"id":2517614543,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10573-audiencia-geral-a-oracao-e-a-respiracao-da-vida-papa-francisco"},"modified":"2025-11-07T16:34:40","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:40","slug":"audiencia-geral-a-oracao-e-a-respiracao-da-vida-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-a-oracao-e-a-respiracao-da-vida-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a respira\u00e7\u00e3o da Vida\u00bb, papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_damaso_210611031859.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><strong><em>Na pen\u00faltima catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o o Papa Francisco lembrou que a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;o respiro de tudo&#8221; e que o h\u00e1bito de orar se torna, pouco a pouco, como o ritmo da respira\u00e7\u00e3o, desafiando os crentes \u00e0 &#8220;preseveran\u00e7a no orar&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese &#8211; 37.\u00a0<em>Perseverar no amor<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Nesta pen\u00faltima catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o falemos da perseveran\u00e7a no orar. \u00c9 um convite, na verdade um mandamento, que nos \u00e9 dado pela Sagrada Escritura. O itiner\u00e1rio espiritual do\u00a0<em>Peregrino russo<\/em>\u00a0come\u00e7a quando se depara com uma frase de S\u00e3o Paulo na Primeira Carta aos Tessalonicenses: \u00aborai sem cessar, e, em todas as circunst\u00e2ncias, dai gra\u00e7as\u00bb (5, 17-18). As palavras do Ap\u00f3stolo comovem aquele homem que se questiona como \u00e9 poss\u00edvel rezar sem interrup\u00e7\u00e3o, dado que a nossa vida \u00e9 fragmentada em tantos momentos diferentes, que nem sempre tornam poss\u00edvel a concentra\u00e7\u00e3o. A partir desta pergunta ele come\u00e7a a sua busca, que o levar\u00e1 a descobrir aquela que \u00e9 chamada a ora\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. Consiste em repetir com f\u00e9: \u201cSenhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!\u201d. Uma ora\u00e7\u00e3o simples, mas muito bonita. \u00c9 uma ora\u00e7\u00e3o que, pouco a pouco, se adapta ao ritmo da respira\u00e7\u00e3o e se estende ao longo do dia. Com efeito, a respira\u00e7\u00e3o nunca p\u00e1ra, nem sequer quando dormimos; e a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o respiro da vida.<\/p>\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o, manter sempre um estado de ora\u00e7\u00e3o? O\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap3_2697-2758_po.html#ARTIGO_2_\">Catecismo<\/a><\/em>\u00a0oferece-nos belas cita\u00e7\u00f5es, tiradas da hist\u00f3ria da espiritualidade, que insistem na necessidade de uma ora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, que \u00e9 o ponto fulcral da exist\u00eancia crist\u00e3. Cito algumas.<\/p>\n<p>O monge Ev\u00e1grio do Ponto afirma: \u00abN\u00e3o nos foi pedido que trabalhemos, velemos e jejuemos constantemente \u2013 n\u00e3o, isto n\u00e3o nos foi pedido \u2013 mas temos a lei de orar sem cessar\u00bb (n.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap3_2697-2758_po.html#ARTIGO_2_\">2742<\/a>). O cora\u00e7\u00e3o em ora\u00e7\u00e3o. Existe assim um ardor na vida crist\u00e3 que nunca deve falhar. \u00c9 um pouco como aquele fogo sagrado que se conservava nos antigos templos, que ardia sem interrup\u00e7\u00e3o e que os sacerdotes tinham a tarefa de manter vivo. Eis: tamb\u00e9m em n\u00f3s deve haver um fogo sagrado, que arda continuamente e que nada possa extinguir. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas deve ser assim.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, outro pastor atento \u00e0 vida concreta, pregava deste modo: \u00ab\u00c9 poss\u00edvel, mesmo no mercado ou durante um passeio solit\u00e1rio, fazer ora\u00e7\u00e3o frequente e fervorosa; sentados na vossa loja, a tratar de compras e vendas, at\u00e9 mesmo a cozinhar\u00bb (n.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap3_2697-2758_po.html#ARTIGO_2_\">2743<\/a>). Pequenas ora\u00e7\u00f5es: \u201cSenhor, tem piedade de n\u00f3s\u201d, \u201cSenhor, ajuda-me\u201d. Pois bem, a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de pauta musical, onde colocamos a melodia da nossa vida. N\u00e3o est\u00e1 em contraste com o trabalho di\u00e1rio, n\u00e3o contradiz as muitas pequenas obriga\u00e7\u00f5es e compromissos, mas antes \u00e9 o lugar onde cada a\u00e7\u00e3o encontra o seu sentido, o seu porqu\u00ea, a sua paz.<\/p>\n<p>Certamente, p\u00f4r em pr\u00e1tica estes princ\u00edpios n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Um pai e uma m\u00e3e, ocupados em mil afazeres, podem sentir nostalgia por um per\u00edodo da sua vida, quando era f\u00e1cil encontrar tempos regulares e espa\u00e7o para a ora\u00e7\u00e3o. Depois, os filhos, o trabalho, as ocupa\u00e7\u00f5es da vida familiar, os pais que envelhecem&#8230; Tem-se a impress\u00e3o de nunca conseguir concluir tudo. Por isso \u00e9 bom pensar que Deus, nosso Pai, o qual tem de cuidar de todo o universo, se lembra sempre de cada um de n\u00f3s. Por conseguinte, tamb\u00e9m n\u00f3s devemos record\u00e1-Lo sempre!<\/p>\n<p>Podemos ent\u00e3o recordar que no monaquismo crist\u00e3o o trabalho foi sempre realizado com grande honra, n\u00e3o s\u00f3 por dever moral de prover a si mesmo e aos outros, mas tamb\u00e9m por uma esp\u00e9cie de equil\u00edbrio, um equil\u00edbrio interior: \u00e9 perigoso para o homem cultivar um interesse t\u00e3o abstrato a ponto de perder o contacto com a realidade. O trabalho ajuda-nos a manter-nos em contacto com a realidade. As m\u00e3os juntas do monge cont\u00eam os calos daqueles que empunham p\u00e1s e enxadas. Quando, no Evangelho de Lucas (cf. 10, 38-42), Jesus diz a Santa Marta que a \u00fanica coisa realmente necess\u00e1ria \u00e9 ouvir Deus, n\u00e3o significa de modo algum que despreza os muitos servi\u00e7os que ela estava a realizar com tanto empenho.<\/p>\n<p>Tudo no ser humano \u00e9 \u201cbin\u00e1rio\u201d: o nosso corpo \u00e9 sim\u00e9trico, temos dois bra\u00e7os, dois olhos, duas m\u00e3os&#8230;. Assim, tamb\u00e9m o trabalho e a ora\u00e7\u00e3o s\u00e3o complementares. A ora\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 o \u201crespiro\u201d de tudo \u2013\u00a0 continua a ser o pano de fundo vital do trabalho, at\u00e9 em momentos em que n\u00e3o \u00e9 expl\u00edcita. \u00c9 desumano estar t\u00e3o absorvidos pelo trabalho a ponto de n\u00e3o encontrar tempo para a prece.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, uma ora\u00e7\u00e3o que esteja alienada da vida n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel. A ora\u00e7\u00e3o que nos afasta da realidade do viver torna-se espiritualismo, ou, at\u00e9 pior, ritualismo. Recordemos que Jesus, depois de ter mostrado a sua gl\u00f3ria aos disc\u00edpulos no monte Tabor, n\u00e3o quis prolongar aquele momento de \u00eaxtase, mas desceu com eles do monte e retomou o caminho di\u00e1rio. Porque aquela experi\u00eancia devia permanecer nos cora\u00e7\u00f5es como luz e for\u00e7a da sua f\u00e9; tamb\u00e9m uma luz e for\u00e7a para os dias que estavam pr\u00f3ximos: os da Paix\u00e3o. \u00a0Assim, os tempos dedicados a estar com Deus reavivam a f\u00e9, que nos ajuda na realidade da vida, e a f\u00e9, por sua vez, alimenta a ora\u00e7\u00e3o, sem interrup\u00e7\u00e3o. Nesta circularidade entre f\u00e9, vida e ora\u00e7\u00e3o, o fogo do amor crist\u00e3o que Deus espera de n\u00f3s mant\u00e9m-se aceso.<\/p>\n<p>E recitemos a ora\u00e7\u00e3o simples que \u00e9 t\u00e3o bom repetir durante o dia, todos juntos: \u201cSenhor Jesus, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador\u201d.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>09.06.2021<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na pen\u00faltima catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o o Papa Francisco lembrou que a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;o respiro de tudo&#8221; e que 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