{"id":261883939,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8572-marrocos-a-nossa-missao-mede-se-pela-capacidade-de-gerar-mudanca"},"modified":"2025-11-07T16:34:33","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:33","slug":"marrocos-a-nossa-missao-mede-se-pela-capacidade-de-gerar-mudanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/marrocos-a-nossa-missao-mede-se-pela-capacidade-de-gerar-mudanca\/","title":{"rendered":"Marrocos:\u00ab A nossa miss\u00e3o mede-se pela capacidade de gerar mudan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_padre_marrocos_190331124531.jpg\" \/><\/p>\n<p><p>Franscisco encontrou-se com respons\u00e1veis cat\u00f3licos em Marrocos. Beijou a m\u00e3o do padre Jean-Pierre Schumacher, sobrevivente da comunidade de Tibhirine, massacrada na Arg\u00e9lia em 1996, e reiterou a ideia de que a &#8220;igreja n\u00e3o cresce por proselitismo mas por testemunho&#8221;.<\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, o discurso do Papa Francisco<\/p>\n<p><em>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, <\/em>bonjour a tous<em> (bom dia a todos)!<\/em><\/p>\n<p>Sinto-me imensamente feliz por poder-vos encontrar. Agrade\u00e7o especialmente ao Padre Germain e \u00e0 Irm\u00e3 Mary pelos seus testemunhos. Desejo tamb\u00e9m saudar os membros do Conselho Ecum\u00e9nico das Igrejas, que manifesta visivelmente a comunh\u00e3o entre crist\u00e3os de diferentes confiss\u00f5es vivida aqui, em Marrocos, pelo caminho da unidade. Os crist\u00e3os s\u00e3o em reduzido n\u00famero, neste pa\u00eds. A meu ver, por\u00e9m, isto n\u00e3o \u00e9 um problema, embora reconhe\u00e7a que \u00e0s vezes, para alguns, se possa tornar dif\u00edcil viver. A vossa situa\u00e7\u00e3o faz-me lembrar esta pergunta de Jesus: \u00abA que \u00e9 semelhante o Reino de Deus e a que posso compar\u00e1-lo? (\u2026) \u00c9 semelhante ao fermento que certa mulher tomou e misturou com tr\u00eas medidas de farinha, at\u00e9 ficar levedada toda a massa\u00bb (<em>Lc<\/em> 13, 18.21). Parafraseando as palavras do Senhor, podemos interrogar-nos: A que \u00e9 semelhante um crist\u00e3o nestas terras? Com que posso compar\u00e1-lo? \u00c9 semelhante a um pouco de fermento que a m\u00e3e Igreja quer misturar com uma grande quantidade de farinha, at\u00e9 que toda a massa se levede. De facto, Jesus n\u00e3o nos escolheu nem enviou para que nos torn\u00e1ssemos os mais numerosos! Chamou-nos para uma miss\u00e3o. Colocou-nos no meio da sociedade como aquela pequena por\u00e7\u00e3o de fermento: o fermento das bem-aventuran\u00e7as e do amor fraterno, no qual todos, como crist\u00e3os, nos podemos unir para tornar presente o seu Reino. Isto faz-me recordar o conselho dado por S\u00e3o Francisco aos seus frades, quando os enviou: \u00abIde e pregai o Evangelho; se necess\u00e1rio, tamb\u00e9m com as palavras\u00bb.<\/p>\n<p>Isto significa, queridos amigos, que a nossa miss\u00e3o de batizados, de sacerdotes, de consagrados n\u00e3o \u00e9 particularmente determinada pelo n\u00famero nem pela quantidade de espa\u00e7os que se ocupa, mas pela capacidade de gerar e suscitar mudan\u00e7a, encanto e compaix\u00e3o, pelo modo como n\u00f3s, disc\u00edpulos de Jesus, vivemos no meio das pessoas com quem partilhamos o dia-a-dia, as alegrias, as tribula\u00e7\u00f5es, os sofrimentos e as esperan\u00e7as (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. <em> <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html\">Gaudium et Spes<\/a><\/em>, 1). Por outras palavras, os caminhos da miss\u00e3o n\u00e3o passam atrav\u00e9s do proselitismo. Por favor, isto n\u00e3o; aqueles n\u00e3o passam atrav\u00e9s do proselitismo! Recordemos Bento XVI: \u00abA Igreja cresce n\u00e3o por proselitismo, mas por atra\u00e7\u00e3o, por testemunho\u00bb. Os caminhos da miss\u00e3o n\u00e3o passam atrav\u00e9s do proselitismo, que leva sempre a um beco sem sa\u00edda, mas pelo nosso modo de estar com Jesus e com os outros. Por conseguinte, o problema n\u00e3o est\u00e1 no facto de ser pouco numerosos, mas de ser insignificantes, tornar-se sal que j\u00e1 n\u00e3o tem o sabor do Evangelho \u2013 aqui est\u00e1 o problema \u2013, ou uma luz que j\u00e1 nada ilumina (cf. <em>Mt<\/em> 5, 13-15).<\/p>\n<p>Penso que a preocupa\u00e7\u00e3o surge quando n\u00f3s, crist\u00e3os, somos atormentados pelo pensamento de que s\u00f3 seremos significativos, se constituirmos a massa e ocuparmos todos os espa\u00e7os. Bem sabeis que a vida depende da capacidade que temos de \u00ablevedar\u00bb onde e com quem nos encontramos, embora aparentemente n\u00e3o nos traga benef\u00edcios tang\u00edveis ou imediatos (cf. Exort. ap. <em> <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html\">Evangelii gaudium<\/a><\/em>, 210). Com efeito, ser crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aderir a uma doutrina, a um templo, ou a um grupo \u00e9tnico; ser crist\u00e3o \u00e9 um encontro, um encontro com Jesus Cristo. Somos crist\u00e3os, porque Algu\u00e9m nos amou e veio ao nosso encontro e n\u00e3o por resultado do proselitismo. Ser crist\u00e3o \u00e9 saber-se perdoado, saber-se convidado a agir no mesmo modo com que Deus agiu para connosco, pois \u00abpor isto \u00e9 que todos conhecer\u00e3o que sois meus disc\u00edpulos: se vos amardes uns aos outros\u00bb (<em>Jo<\/em> 13, 35).<\/p>\n<p>Ciente do contexto em que sois chamados a viver, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, a vossa voca\u00e7\u00e3o batismal, o vosso minist\u00e9rio, a vossa consagra\u00e7\u00e3o, vem-me \u00e0 mente esta palavra do Papa S\u00e3o Paulo VI na Enc\u00edclica <em> <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/paul-vi\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_p-vi_enc_06081964_ecclesiam.html\">Ecclesiam suam<\/a><\/em>: \u00abA Igreja deve entrar em di\u00e1logo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se di\u00e1logo\u00bb (n. 65). Afirmar que a Igreja deve entrar em di\u00e1logo n\u00e3o obedece a uma moda \u2013 hoje est\u00e1 de moda o di\u00e1logo. N\u00e3o! N\u00e3o depende disso \u2013 e, muito menos, a uma estrat\u00e9gia para aumentar o n\u00famero dos seus membros; nem sequer a uma estrat\u00e9gia. Se a Igreja deve entrar em di\u00e1logo, \u00e9 por fidelidade ao seu Senhor e Mestre, que desde o princ\u00edpio, movido pelo amor, quis entrar em di\u00e1logo como amigo e convidar-nos a participar da sua amizade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. <em> <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html\">Dei Verbum<\/a><\/em>, 2). Assim, como disc\u00edpulos de Jesus Cristo, somos chamados, desde o dia do nosso Batismo, a participar deste <em>di\u00e1logo de salva\u00e7\u00e3o e amizade<\/em>, de que somos os primeiros benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nestas terras, o crist\u00e3o aprende a ser sacramento vivo do di\u00e1logo que Deus deseja estabelecer com cada homem e mulher, independentemente da condi\u00e7\u00e3o em que viva; um di\u00e1logo, que somos convidados a realizar \u00e0 maneira de Jesus, manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o (cf. <em>Mt<\/em> 11, 29), com amor diligente e desinteressado, sem c\u00e1lculos nem limites, no respeito pela liberdade das pessoas. Neste esp\u00edrito, encontramos irm\u00e3os mais velhos que nos mostram o caminho, pois testemunharam, com a sua vida, que isto \u00e9 poss\u00edvel: uma \u00abmedida alta\u00bb, que nos desafia e estimula. Como n\u00e3o evocar a figura de S\u00e3o Francisco de Assis que, em plena cruzada, foi encontrar o Sult\u00e3o al-Malik al-Kamil? E como n\u00e3o mencionar o Beato Carlos de Foucault que, profundamente tocado pela vida humilde e oculta de Jesus em Nazar\u00e9, que adorava em sil\u00eancio, quis ser um \u00abirm\u00e3o universal\u00bb? Ou ent\u00e3o aqueles irm\u00e3os e irm\u00e3s crist\u00e3os que escolheram permanecer solid\u00e1rios com um povo at\u00e9 ao dom da pr\u00f3pria vida? Assim, quando a Igreja \u2013 fiel \u00e0 miss\u00e3o recebida do Senhor \u2013 <em>dialoga com o mundo e se faz di\u00e1logo<\/em>, participa no advento da fraternidade, que tem a sua fonte profunda, n\u00e3o em n\u00f3s, mas na Paternidade de Deus.<\/p>\n<p>Enquanto pessoas consagradas, somos convidados a viver este di\u00e1logo de salva\u00e7\u00e3o, antes de mais nada, como intercess\u00e3o pelo povo que nos foi confiado. Lembro-me de um sacerdote (que se encontrava como v\u00f3s numa terra onde os crist\u00e3os s\u00e3o minoria) me contar uma vez que a ora\u00e7\u00e3o do \u00abPai Nosso\u00bb tinha adquirido nele uma resson\u00e2ncia especial: rezando no meio de pessoas doutras religi\u00f5es, sentia fortemente as palavras \u00ab<em>o p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje<\/em>\u00bb. A ora\u00e7\u00e3o de intercess\u00e3o do mission\u00e1rio tamb\u00e9m por aquele povo que at\u00e9 certo ponto lhe fora confiado, e n\u00e3o para ser administrado mas para o amar, levava-o a rezar esta ora\u00e7\u00e3o com uma tonalidade e um gosto especiais. O consagrado, o sacerdote traz ao altar, na sua ora\u00e7\u00e3o, a vida dos seus conterr\u00e2neos mantendo viva, como se fosse uma pequena brecha naquela terra, a for\u00e7a vivificante do Esp\u00edrito. Como \u00e9 bom saber que a cria\u00e7\u00e3o, pelas vossas vozes nos v\u00e1rios \u00e2ngulos desta terra, pode implorar e continuar a dizer \u00abPai Nosso\u00bb!<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, dum di\u00e1logo que se torna ora\u00e7\u00e3o e que podemos concretizar, todos os dias, \u00abem nome da \u201cfraternidade humana\u201d que abra\u00e7a todos os homens, une-os e torna-os iguais. Em nome desta fraternidade dilacerada pelas pol\u00edticas de integralismo e divis\u00e3o e pelos sistemas de lucro desmesurado e pelas tend\u00eancias ideol\u00f3gicas odiosas, que manipulam as a\u00e7\u00f5es e os destinos dos homens\u00bb (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/travels\/2019\/outside\/documents\/papa-francesco_20190204_documento-fratellanza-umana.html\">Documento sobre <em>A Fraternidade Humana<\/em><\/a>, Abu Dhabi, 4 de fevereiro de 2019). Uma ora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o discrimina, n\u00e3o separa nem marginaliza, mas faz-se eco da vida do pr\u00f3ximo; ora\u00e7\u00e3o de intercess\u00e3o, que \u00e9 capaz de dizer ao Pai: \u00ab<em>venha a n\u00f3s o vosso reino<\/em>\u00bb. N\u00e3o com a viol\u00eancia, n\u00e3o com o \u00f3dio, nem com a supremacia \u00e9tnica, religiosa e econ\u00f3mica, etc., mas com a <em>for\u00e7a da compaix\u00e3o<\/em> espargida para todos os homens na Cruz. Esta \u00e9 a experi\u00eancia vivida pela maior parte de v\u00f3s.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a Deus pelo que tendes feito, como disc\u00edpulos de Jesus Cristo, aqui em Marrocos, encontrando diariamente no di\u00e1logo, na colabora\u00e7\u00e3o e na amizade os instrumentos para semear futuro e esperan\u00e7a. Assim, desmascarais e conseguis p\u00f4r a descoberto todas as tentativas de usar as diferen\u00e7as e a ignor\u00e2ncia para semear medo, \u00f3dio e conflito. Porque sabemos que o medo e o \u00f3dio, alimentados e manipulados, desestabilizam e deixam espiritualmente indefesas as nossas comunidades.<\/p>\n<p>Encorajo-vos, com o \u00fanico desejo de tornar vis\u00edvel a presen\u00e7a e o amor de Cristo <em>que Se fez pobre por n\u00f3s para nos enriquecer com a sua pobreza<\/em> (cf. <em>2 Cor<\/em> 8, 9): continuai a aproximar-vos daqueles que muitas vezes s\u00e3o deixados para tr\u00e1s, dos humildes e dos pobres, dos prisioneiros e dos migrantes. Que a vossa caridade se fa\u00e7a sempre ativa, tornando-se assim uma via de comunh\u00e3o entre os crist\u00e3os de todas as confiss\u00f5es presentes em Marrocos: o ecumenismo da caridade. Possa tamb\u00e9m ser uma via de di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o com os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s mu\u00e7ulmanos e com todas as pessoas de boa vontade. A melhor oportunidade que temos para continuar a trabalhar em prol duma cultura do encontro \u00e9 a caridade, especialmente para com os mais fr\u00e1geis. Enfim, seja ela a via que permita \u00e0s pessoas feridas, atribuladas e exclu\u00eddas reconhecerem-se membros da \u00fanica fam\u00edlia humana, sob o signo da fraternidade. Como disc\u00edpulos de Jesus Cristo, neste mesmo esp\u00edrito de di\u00e1logo e coopera\u00e7\u00e3o, tende sempre a peito prestar a vossa contribui\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o da justi\u00e7a e da paz, da educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos jovens, da prote\u00e7\u00e3o e do acompanhamento dos idosos, dos vulner\u00e1veis, das pessoas com defici\u00eancia e dos oprimidos.<\/p>\n<p>Mais uma vez agrade\u00e7o a todos v\u00f3s, irm\u00e3os e irm\u00e3s, pela vossa presen\u00e7a e a vossa miss\u00e3o aqui em Marrocos. Obrigado pelo vosso servi\u00e7o humilde e discreto, seguindo o exemplo dos nossos anci\u00e3os na vida consagrada, dos quais me apraz saudar a decana: a Irm\u00e3 Hers\u00edlia. Na tua pessoa, querida Irm\u00e3, dirijo uma cordial sauda\u00e7\u00e3o \u00e0s irm\u00e3s e irm\u00e3os idosos que, devido ao pr\u00f3prio estado de sa\u00fade, n\u00e3o se encontram aqui fisicamente presentes, mas est\u00e3o unidos connosco por meio da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos v\u00f3s sois testemunhas duma hist\u00f3ria que \u00e9 gloriosa, porque hist\u00f3ria de sacrif\u00edcios, de esperan\u00e7a, de luta di\u00e1ria, de vida gasta no servi\u00e7o, de const\u00e2ncia no trabalho fadigoso, porque todo o trabalho \u00e9 suor do nosso rosto. Mas permiti que vos diga tamb\u00e9m: \u00abV\u00f3s n\u00e3o tendes apenas uma hist\u00f3ria gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande hist\u00f3ria a construir! Olhai o futuro \u2013 frequentai o futuro \u2013, para o qual vos projeta o Esp\u00edrito\u00bb (Exort. ap. p\u00f3s-sinodal <em> <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/apost_exhortations\/documents\/hf_jp-ii_exh_25031996_vita-consecrata.html\">Vita consecrata<\/a><\/em>, 110), para continuardes a ser sinal vivo daquela fraternidade \u00e0 qual o Pai nos chamou, sem cair em exalta\u00e7\u00f5es nem resigna\u00e7\u00f5es, mas como crentes que sabem que o Senhor sempre nos precede e abre espa\u00e7os de esperan\u00e7a onde algo ou algu\u00e9m parecia perdido.<\/p>\n<p>O Senhor aben\u00e7oe a cada um de v\u00f3s e, por v\u00f3s, aos membros de todas as vossas comunidades. O seu Esp\u00edrito vos ajude a produzir frutos em abund\u00e2ncia: frutos de di\u00e1logo, justi\u00e7a, paz, verdade e amor, para que aqui, nesta terra amada por Deus, cres\u00e7a a fraternidade humana. E, por favor, n\u00e3o vos esque\u00e7ais de rezar por mim. Obrigado!<\/p>\n<p>[Quatro crian\u00e7as v\u00e3o ter com o Papa, que exclama:] \u00ab<em>Voici le futur! Le maintnant et le futur!<\/em> (Eis o futuro! O presente e o futuro!)\u00bb.<\/p>\n<p>E agora coloquemo-nos sob a prote\u00e7\u00e3o da Virgem Maria, rezando a ora\u00e7\u00e3o do <em> Angelus<\/em>.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/speeches\/2019\/march\/documents\/papa-francesco_20190331_sacerdoti-marocco.html\">original em italiano<\/a>|31.03.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Franscisco encontrou-se com respons\u00e1veis cat\u00f3licos em Marrocos. 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