{"id":2671388448,"date":"2019-04-24T00:00:00","date_gmt":"2019-04-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8621-audiencia-geral-jesus-introduz-a-forca-do-perdao-no-comportamento-humano"},"modified":"2019-04-24T00:00:00","modified_gmt":"2019-04-24T00:00:00","slug":"audiencia-geral-jesus-introduz-a-forca-do-perdao-no-comportamento-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-jesus-introduz-a-forca-do-perdao-no-comportamento-humano\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: Jesus introduz \u00aba for\u00e7a do perd\u00e3o\u00bb no comportamento humano"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa-audiencia_geral_140604105232-1.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Francisco retomou hoje as catequeses sobre a ora\u00e7\u00e3o do Pai-Nosso. Na audi\u00eancia geral das quartas-feiras o pont\u00edfice lembrou que s\u00f3 \u201cquem perdoa pode ser perdoado\u201d e sustentou que nem sempre as situa\u00e7\u00f5es se resolvem \u201ccom a justi\u00e7a,\u201d mas \u201ccom o perd\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;: 13. Como n\u00f3s perdoamos a quem nos ofende<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos hoje as catequeses sobre a quinta peti\u00e7\u00e3o do &#8220;Pai Nosso&#8221;, insistindo na express\u00e3o \u00abcomo tamb\u00e9m n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido\u00bb (Mt 6, 12). Vimos que \u00e9 pr\u00f3prio do homem ser devedor diante de Deus: Dele recebemos tudo, em natureza e gra\u00e7a. A nossa vida n\u00e3o s\u00f3 foi desejada, mas amada por Deus. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a presun\u00e7\u00e3o quando unimos as m\u00e3os para orar. N\u00e3o existem \u201cself made man\u201d na Igreja, homens que se fizeram sozinhos. Todos somos gratos a Deus e a muitas pessoas que nos deram condi\u00e7\u00f5es de vida favor\u00e1veis. A nossa identidade \u00e9 constru\u00edda a partir do bem recebido. O primeiro \u00e9 a vida.<\/p>\n<p>Aqueles que rezam aprendem a dizer &#8220;obrigado&#8221;. E muitas vezes esquecemo-nos de dizer &#8220;obrigado&#8221;, somos ego\u00edstas. Aqueles que oram aprendem a dizer &#8220;obrigado&#8221; e pedem a Deus que seja benevolente para com ele ou com ela. Por mais que nos esforcemos, h\u00e1 sempre uma d\u00edvida intranspon\u00edvel diante de Deus, a qual nunca seremos capazes de retribuir: ele ama-nos infinitamente mais do que O amamos. Ent\u00e3o, por mais que nos comprometamos a viver de acordo com os ensinamentos crist\u00e3os, nas nossas vidas haver\u00e1 sempre algo pelo qual pedir perd\u00e3o: pensemos nos dias passados pregui\u00e7osamente, nos momentos em que o rancor ocupou o nosso cora\u00e7\u00e3o e a\u00ed por diante. S\u00e3o estas experi\u00eancias, infelizmente n\u00e3o raras, que nos fazem implorar: &#8220;Senhor, Pai, perdoa-nos as nossas ofensas&#8221;. Assim, pedimos perd\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p>Para refletir bem sobre isto, a invoca\u00e7\u00e3o poderia limitar-se a esta primeira parte; seria linda na mesma. Ao inv\u00e9s Jesus liga-a a uma segunda express\u00e3o que forma unidade com a primeira. A rela\u00e7\u00e3o de benevol\u00eancia vertical da parte de Deus \u00e9 retratada e chamada a traduzir-se num novo relacionamento que vivemos com os nossos irm\u00e3os: um relacionamento horizontal. O bom Deus convida-nos a sermos todos bons. As duas partes da invoca\u00e7\u00e3o est\u00e3o ligadas a uma conjun\u00e7\u00e3o impiedosa: pedimos ao Senhor que perdoe as nossas ofensas, os nossos pecados, &#8220;como&#8221; perdoamos os nossos amigos, as pessoas que vivem connosco, os nossos vizinhos, as pessoas que nos fizeram algo de n\u00e3o t\u00e3o bom, de t\u00e3o belo.<\/p>\n<p>O crist\u00e3o sabe que para ele existe o perd\u00e3o dos pecados, todos n\u00f3s sabemos isto: Deus perdoa tudo e perdoa sempre. Quando Jesus mostra aos seus disc\u00edpulos a face de Deus, ele descreve-a com express\u00f5es de terna miseric\u00f3rdia. Ele diz que h\u00e1 mais alegria no c\u00e9u para um pecador que se arrepende, do que para uma multid\u00e3o de pessoas justas que n\u00e3o precisam de convers\u00e3o (ver Lc 15,7.10). Nada nos Evangelhos sugere que Deus n\u00e3o perdoa os pecados daqueles que est\u00e3o bem-dispostos e pedem para ser reabra\u00e7ados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mas a gra\u00e7a abundante de Deus \u00e9 sempre desafiadora. Aqueles que receberam tanto devem aprender a dar tanto e n\u00e3o reter apenas o que receberam. Aqueles que receberam tanto devem aprender a dar tanto. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que o Evangelho de Mateus, imediatamente depois do texto do &#8220;Pai Nosso&#8221;, entre as sete express\u00f5es usadas, se retenha a enfatizar precisamente o do perd\u00e3o fraterno: \u00abSe de facto perdoas aos outros as suas falhas, o teu Pai que est\u00e1 no c\u00e9u tamb\u00e9m te perdoar\u00e1; mas, se n\u00e3o perdoardes aos outros, o teu Pai n\u00e3o perdoar\u00e1 as vossas culpas\u00bb (Mt 6,14-15). Isto \u00e9 forte! Eu penso: \u00e0s vezes eu ou\u00e7o as pessoas dizerem: &#8220;Eu nunca vou perdoar esta pessoa! Eu nunca vou perdoar o que eles fizeram comigo!\u201d Mas se tu n\u00e3o perdoas, Deus n\u00e3o te perdoar\u00e1. Tu fechas a porta. Pensemos n\u00f3s se somos ou n\u00e3o capazes de perdoar. Um padre, quando eu estava noutra diocese, disse-me angustiado que tinha ido dar os \u00faltimos sacramentos a uma idosa que estava prestes a morrer. A pobre senhora n\u00e3o podia falar. E o padre disse-lhe: &#8220;Senhora, voc\u00ea se arrependes-te dos pecados?&#8221; A senhora disse sim; ela n\u00e3o podia confess\u00e1-los, mas disse-lhe que sim. \u00c9 suficiente. E perguntou-lhe ainda: Perdoas tamb\u00e9m aos outros?&#8221; E a senhora, no seu leito de morte, disse: &#8220;N\u00e3o&#8221;. O padre permaneceu angustiado. Se tu n\u00e3o perdoas, Deus n\u00e3o te perdoar\u00e1. Pensemos n\u00f3s, n\u00f3s que estamos aqui, se perdoamos ou somos capazes de perdoar. &#8220;Padre, eu n\u00e3o posso fazer isto, porque estas pessoas fizeram-me tanto mal&#8221;. Mas se tu n\u00e3o conseguires, pede ao Senhor para te dar for\u00e7a de modo a que possas faz\u00ea-lo: Senhor, ajuda-me a perdoar. Aqui encontramos o v\u00ednculo entre o amor a Deus e o amor ao pr\u00f3ximo. O amor chama amor, o perd\u00e3o chama perd\u00e3o. Novamente em Mateus, encontramos uma par\u00e1bola muito intensa dedicada ao perd\u00e3o fraterno (ver 18,21-35). Escutemo-la.<\/p>\n<p>Havia um servo que tinha uma d\u00edvida enorme para com o seu rei: dez mil talentos! Uma quantia imposs\u00edvel de pagar; Eu n\u00e3o sei o quanto seria hoje, mas talvez centenas de milh\u00f5es. Mas o milagre acontece, e esse servo n\u00e3o recebe uma concess\u00e3o para a extens\u00e3o de pagamento, mas toda a amnistia. Uma gra\u00e7a inesperada! Mas ent\u00e3o, esse mesmo criado, imediatamente ap\u00f3s receber esta gra\u00e7a, apresenta-se irado contra o irm\u00e3o que lhe deve cem den\u00e1rios \u2013 pequena quantia &#8211; e, embora seja uma divida acess\u00edvel, n\u00e3o aceita as desculpas ou as s\u00faplicas. Por isso, no final, o mestre chama-o de volta e condena-o. Porque se te esfor\u00e7as por perdoar, n\u00e3o ser\u00e1s perdoado; se n\u00e3o te esfor\u00e7as para amar, n\u00e3o ser\u00e1s amado.<\/p>\n<p>Jesus introduz no comportamento humano a for\u00e7a do perd\u00e3o. Na vida, nem tudo \u00e9 resolvido com justi\u00e7a. N\u00e3o. Especialmente onde devemos colocar uma barreira ao mal, algu\u00e9m deve amar al\u00e9m do necess\u00e1rio, para come\u00e7ar uma hist\u00f3ria de gra\u00e7a novamente. O mal conhece a sua vingan\u00e7a e, se n\u00e3o for interrompido, corre o risco de se espalhar e sufocar o mundo inteiro.<\/p>\n<p>\u00c0 lei de tali\u00e3o &#8211; o que me fizeste, eu te devolvo, Jesus responde em substitui\u00e7\u00e3o com a lei do amor: o que Deus me fez, eu te devolvo a ti! Pensemos hoje, nesta bel\u00edssima semana da P\u00e1scoa, se posso perdoar. E se n\u00e3o me sinto capaz, tenho de pedir ao Senhor que me d\u00ea a gra\u00e7a de perdoar, porque saber perdoar \u00e9 uma gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Deus d\u00e1 a cada crist\u00e3o a gra\u00e7a de escrever uma hist\u00f3ria de bem na vida dos seus irm\u00e3os, especialmente daqueles que fizeram algo desagrad\u00e1vel e errado. Com uma palavra, um abra\u00e7o, um sorriso, podemos transmitir aos outros o que recebemos de mais precioso. Qual \u00e9 a coisa preciosa que recebemos? O perd\u00e3o, que devemos ser capazes de dar aos outros.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href='\\\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2019\/documents\/papa-francesco_20190424_udienza-generale.html\\\"'>original em italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|24.04.2019<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco retomou hoje as catequeses sobre a ora\u00e7\u00e3o do Pai-Nosso. 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