{"id":2756212687,"date":"2019-04-11T00:00:00","date_gmt":"2019-04-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8587-audiencia-geral-perdoa-nos-as-nossas-ofensas"},"modified":"2019-04-11T00:00:00","modified_gmt":"2019-04-11T00:00:00","slug":"audiencia-geral-perdoa-nos-as-nossas-ofensas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-perdoa-nos-as-nossas-ofensas\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abPerdoa-nos as nossas ofensas\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_151014013621.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Na audi\u00eancia-geral desta manh\u00e3 o Papa Francisco retomou as catequeses sobre o Pai-nosso. Na sua alocu\u00e7\u00e3o Francisco lembrou que todo o crente &#8220;\u00e9 um devedor do amor de Deus&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, catequese<\/p>\n<p>Catequese sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;: 12. Perdoa-nos as nossas ofensas<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia! O dia n\u00e3o est\u00e1 assim t\u00e3o belo, mas que seja um bom dia mesmo assim!<\/p>\n<p>Depois de pedir a Deus pelo p\u00e3o de todos os dias, a ora\u00e7\u00e3o do &#8220;Pai Nosso&#8221; entra no campo das nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros. E Jesus ensina-nos a pedir ao Pai: \u00abPerdoa-nos as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido\u00bb (Mt 6,12). Como precisamos de p\u00e3o, do mesmo modo precisamos de perd\u00e3o. E isto todos os dias.<\/p>\n<p>O crist\u00e3o que ora pede a Deus antes de mais pelas suas ofensas, isto \u00e9, dos seus pecados, as coisas m\u00e1s que faz. Esta \u00e9 a primeira verdade de toda a ora\u00e7\u00e3o: ainda que fossemos pessoas perfeitas, ainda que nos consider\u00e1ssemos santos cristalinos que nunca se desviaram de uma vida de bem, permanecemos sempre como filhos que devemos tudo ao Pai. Qual \u00e9 a atitude mais perigosa de toda vida crist\u00e3? \u00c9 o orgulho. \u00c9 a atitude daqueles que est\u00e3o diante de Deus pensando que eles t\u00eam sempre as contas em ordem com Ele: os orgulhosos acreditam que tem tudo no seu devido lugar. Como aquele fariseu da par\u00e1bola, que no templo pensa estar a orar quando, na verdade, apenas est\u00e1 a fazer um autoelogio diante de Deus: \u201cAgrade\u00e7o-te, Senhor, porque n\u00e3o sou como os demais\u201d. E as pessoas que se sentem perfeitas, as pessoas que criticam os outros, s\u00e3o pessoas orgulhosas. Nenhum de n\u00f3s \u00e9 perfeito, ningu\u00e9m. Pelo contr\u00e1rio, o publicano, que estava l\u00e1 atr\u00e1s, no templo, um pecador desprezado por todos, det\u00e9m-se no limiar do templo, n\u00e3o se sente digno de entrar, e entrega-se \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus. E Jesus comenta: \u00abEste, ao contr\u00e1rio do outro, volta para casa justificado\u00bb (Lucas 18,14), o mesmo \u00e9 dizer perdoado, salvo. Porqu\u00ea? Porque n\u00e3o estava ali orgulhoso, porque reconheceu as suas limita\u00e7\u00f5es e os seus pecados.<\/p>\n<p>H\u00e1 pecados que s\u00e3o vistos e pecados que n\u00e3o s\u00e3o vistos. H\u00e1 pecados gritantes que fazem barulho, mas tamb\u00e9m h\u00e1 pecados desonestos, que se escondem no cora\u00e7\u00e3o sem que nos apercebamos disso. O pior deles \u00e9 a arrog\u00e2ncia que pode infetar at\u00e9 pessoas que vivem uma intensa vida religiosa. Era uma vez um convento de freiras, no ano 1600-1700, famoso, na \u00e9poca do jansenismo: elas eram perfeitas e dizia-se que eram t\u00e3o puras quanto os anjos, mas soberbas como os dem\u00f3nios. \u00c9 uma coisa m\u00e1. O pecado divide a fraternidade, o pecado faz-nos presumir que somos melhores que os outros, o pecado faz-nos acreditar que somos semelhantes a Deus.<\/p>\n<p>Diante de Deus somos todos pecadores e temos raz\u00e3o para bater no nosso peito &#8211; todos! &#8211; como aquele publicano no templo. S\u00e3o Jo\u00e3o, na sua primeira carta, escreve: \u00abSe dissermos que n\u00e3o temos pecado, enganamo-nos a n\u00f3s mesmos e a verdade n\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s\u00bb (1 Jo\u00e3o 1, 8). Se te quiseres enganar a ti mesmo, convence-te que n\u00e3o pecaste: desde modo est\u00e1s enganado.<\/p>\n<p>Somos devedores, antes de mais, porque nesta vida recebemos muito: a exist\u00eancia, um pai e uma m\u00e3e, da amizade, das maravilhas da cria\u00e7\u00e3o &#8230; Mesmo que todos passemos por dias dif\u00edceis, devemos sempre lembrarmo-nos que a vida \u00e9 uma gra\u00e7a, \u00e9 o milagre que Deus extraiu do nada.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, estamos endividados porque, mesmo que tenhamos sucesso no amar, nenhum de n\u00f3s \u00e9 capaz de faz\u00ea-lo somente com a sua pr\u00f3pria for\u00e7a. O verdadeiro amor d\u00e1-se \u00a0quando podemos amar, mas com a gra\u00e7a de Deus, por que nenhum de n\u00f3s brilha com a sua pr\u00f3pria luz. H\u00e1 o que os antigos te\u00f3logos chamavam de &#8220;<em>mysterium lunae<\/em>&#8221; n\u00e3o apenas na identidade da Igreja, mas tamb\u00e9m na hist\u00f3ria de cada um de n\u00f3s. O que significa este &#8220;<em>mysterium lunae<\/em>&#8220;? Que \u00e9 como a lua, que n\u00e3o tem luz pr\u00f3pria: reflete a luz do sol. N\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o temos luz pr\u00f3pria: a luz que temos \u00e9 um reflexo da gra\u00e7a de Deus, da luz de Deus. Se amas \u00e9 porque algu\u00e9m, fora de ti, sorriu para ti quando eras crian\u00e7a, ensinando-te a responder com um sorriso. Se tu amas, \u00e9 porque algu\u00e9m pr\u00f3ximo de ti te despertou para o amor, fazendo com que tu entendesses como nele reside o sentido da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Tentemos escutar a hist\u00f3ria de uma pessoa que cometeu um erro: um prisioneiro, um condenado, um viciado em drogas &#8230; n\u00f3s conhecemos tantas pessoas que cometem erros na vida. Sem preju\u00edzo da responsabilidade, que \u00e9 sempre pessoal, \u00e0s vezes pergunta-se quem deve ser culpado pelos seus erros, se apenas a sua consci\u00eancia, ou a hist\u00f3ria de \u00f3dio e abandono que algu\u00e9m carrega consigo.<\/p>\n<p>E este \u00e9 o mist\u00e9rio da lua: antes de tudo, amamos porque fomos amados, perdoamos porque fomos perdoados. E se algu\u00e9m n\u00e3o foi iluminado pela luz do sol, torna-se t\u00e3o frio quanto o terreno de inverno.<\/p>\n<p>Como podemos deixar de reconhecer, na cadeia de amor que nos precede, tamb\u00e9m a presen\u00e7a previdente do amor de Deus? Nenhum de n\u00f3s ama a Deus como Ele nos amou. Basta ficar diante de um crucifixo para compreender a despropor\u00e7\u00e3o: Ele amou-nos e ama-nos primeiro.<\/p>\n<p>Rezemos, pois: Senhor, at\u00e9 o mais santo entre n\u00f3s n\u00e3o deixa de ser teu devedor. \u00d3 Pai, tem piedade de todos n\u00f3s!<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/events\/event.dir.html\/content\/vaticanevents\/it\/2019\/4\/10\/udienzagenerale.html\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|11.04.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na audi\u00eancia-geral desta manh\u00e3 o Papa Francisco retomou as catequeses sobre o Pai-nosso. 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