{"id":2811468102,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11191-angelus-a-alegria-de-coracao-e-a-caracteristica-do-discipulo-papa-francisco"},"modified":"2025-11-07T16:34:42","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:42","slug":"angelus-a-alegria-de-coracao-e-a-caracteristica-do-discipulo-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-a-alegria-de-coracao-e-a-caracteristica-do-discipulo-papa-francisco\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abA alegria de cora\u00e7\u00e3o \u00e9 a caracter\u00edstica do disc\u00edpulo\u00bb, Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angelus_1_150201125427.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco lembrou que o verdadeiro disc\u00edpulo de Jesus &#8220;n\u00e3o encontra a sua alegria no dinheiro, no poder nem sequer noutros bens materiais, mas nos dons que recebe todos os dias de Deus&#8221;<\/em><\/p>\n<p><span>Leia, na \u00edntegra, a reflex\u00e3o do Santo Padre antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o do \u00c2ngelus<\/span><\/p>\n<p>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>No centro do Evangelho da Liturgia de hoje est\u00e3o as Bem-aventuran\u00e7as (cf. Lc 6, 20-23). \u00c9 interessante notar que Jesus, apesar de estar rodeado por uma grande multid\u00e3o, proclama-as dirigindo-se \u00abaos seus disc\u00edpulos\u00bb (v. 20). Fala aos disc\u00edpulos. Com efeito, as Bem-aventuran\u00e7as definem a identidade do disc\u00edpulo de Jesus. Podem parecer estranhas, quase incompreens\u00edveis para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o disc\u00edpulos, mas se nos perguntarmos como \u00e9 um disc\u00edpulo de Jesus, a resposta \u00e9 precisamente as Bem-aventuran\u00e7as. Vejamos a primeira, que \u00e9 a base de todas as outras: \u00abBem-aventurados v\u00f3s que sois pobres, porque vosso \u00e9 o Reino de Deus!\u00bb (v. 20). Bem-aventurados v\u00f3s, pobres. Jesus diz duas coisas sobre os seus: que s\u00e3o bem-aventurados e que s\u00e3o pobres; ali\u00e1s, que s\u00e3o bem-aventurados porque s\u00e3o pobres.<\/p>\n<p>Em que sentido? No sentido em que o disc\u00edpulo de Jesus n\u00e3o encontra a sua alegria no dinheiro, no poder nem sequer noutros bens materiais, mas nos dons que recebe todos os dias de Deus: vida, cria\u00e7\u00e3o, irm\u00e3os e irm\u00e3s, e assim por diante. S\u00e3o d\u00e1divas da vida. Tamb\u00e9m os bens que possui, \u00e9 feliz de os partilhar, porque vive na l\u00f3gica de Deus. E qual \u00e9 a l\u00f3gica de Deus? A gratuidade. O disc\u00edpulo aprendeu a viver na gratuidade. Esta pobreza \u00e9 tamb\u00e9m uma atitude em rela\u00e7\u00e3o ao sentido da vida, porque o disc\u00edpulo de Jesus n\u00e3o pensa que a possui, que j\u00e1 sabe tudo, mas sabe que deve aprender todos os dias. E esta \u00e9 a pobreza: a consci\u00eancia de ter de aprender todos os dias. O disc\u00edpulo de Jesus, dado que assume esta atitude, \u00e9 uma pessoa humilde, aberta, livre dos preconceitos e da rigidez.<\/p>\n<p>Houve um belo exemplo no Evangelho do domingo passado: Sim\u00e3o Pedro, pescador experiente, aceita o convite de Jesus para lan\u00e7ar as suas redes a uma hora ins\u00f3lita; e depois, cheio de admira\u00e7\u00e3o com a pesca prodigiosa, deixa o barco e todos os seus bens para seguir o Senhor. Pedro revela-se d\u00f3cil ao deixar tudo, tornando-se assim um disc\u00edpulo. Por outro lado, aqueles que est\u00e3o demasiado apegados \u00e0s pr\u00f3prias ideias e certezas, quase nunca seguem realmente Jesus. Eles seguem-no um pouco, apenas naquilo em que \u201cconcordam com Ele \u00e9 que Ele concorda comigo\u201d, mas depois, quanto ao resto, n\u00e3o est\u00e1 bem. Este n\u00e3o \u00e9 um disc\u00edpulo. E assim cai na tristeza. Fica triste porque m\u00e3o \u00e9 exatamente como ele quer, a realidade escapa aos seus esquemas mentais e fica insatisfeito. O disc\u00edpulo, por outro lado, sabe como questionar-se, como procurar humildemente Deus todos os dias, e isto permite-lhe mergulhar na realidade, apreendendo a sua riqueza e complexidade.<\/p>\n<p>Por outras palavras, o disc\u00edpulo aceita o paradoxo das Bem-aventuran\u00e7as: elas declaram s\u00e3o que bem-aventurados, isto \u00e9, felizes, aqueles que s\u00e3o pobres, que carecem de muitas coisas e reconhecem-no. Humanamente, somos levados a pensar de outra forma: \u00e9 feliz quem \u00e9 rico, quem est\u00e1 cheio de bens, quem recebe aplausos e \u00e9 invejado por muitos, aquele que tem toda a seguran\u00e7a. Mas isto \u00e9 pensamento mundano, n\u00e3o \u00e9 o pensamento das Bem-aventuran\u00e7as! Jesus, pelo contr\u00e1rio, declara o sucesso mundano como um fracasso, porque se baseia num ego\u00edsmo que enche e depois deixa o cora\u00e7\u00e3o vazio. Confrontado com o paradoxo das Bem-aventuran\u00e7as, o disc\u00edpulo deixa-se desafiar, consciente de que n\u00e3o \u00e9 Deus que deve entrar na nossa l\u00f3gica, mas n\u00f3s na Sua. Isto requer um caminho, por vezes cansativo, mas sempre acompanhado de alegria. Porque o disc\u00edpulo de Jesus \u00e9 alegre com a alegria que lhe vem de Jesus. Pois, lembremo-nos, a primeira palavra que Jesus diz \u00e9: bem-aventurados; isto origem \u00e0s\u00a0\u00a0 Bem-aventuran\u00e7as. Este \u00e9 o sin\u00f3nimo de ser um disc\u00edpulo de Jesus. O Senhor, ao libertar-nos da escravid\u00e3o do egocentrismo, liberta os nossos fechamentos, dissolve a nossa dureza, e abre-nos \u00e0 verdadeira felicidade, que muitas vezes se encontra onde n\u00e3o pensamos. \u00c9 Ele quem guia as nossas vidas, n\u00e3o n\u00f3s, com os nossos preconceitos ou as nossas necessidades. Por fim, o disc\u00edpulo \u00e9 aquele que se deixa guiar por Jesus, que abre o cora\u00e7\u00e3o a Jesus, que o ouve e segue o seu caminho.<\/p>\n<p>Podemos ent\u00e3o perguntar-nos: eu \u2013 cada um de n\u00f3s \u2013 tenho a disponibilidade do disc\u00edpulo? Ou comporto-me com a rigidez de algu\u00e9m que se sente no lugar certo, que se sente bem, que sente que j\u00e1 alcan\u00e7ou o que queria? Ser\u00e1 que me deixo \u201cescavar dentro\u201d pelo paradoxo das Bem-aventuran\u00e7as, ou permane\u00e7o no per\u00edmetro das minhas ideias? E ent\u00e3o, com a l\u00f3gica das Bem-aventuran\u00e7as, para al\u00e9m dos trabalhos e dificuldades, ser\u00e1 que sinto a alegria de seguir Jesus? Esta \u00e9 a carater\u00edstica saliente do disc\u00edpulo: a alegria do cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o esque\u00e7amos: a alegria do cora\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a refer\u00eancia para saber se uma pessoa \u00e9 disc\u00edpula: tem alegria no cora\u00e7\u00e3o? Tenho alegria no cora\u00e7\u00e3o? Este \u00e9 o ponto.<\/p>\n<p>Que Nossa Senhora, primeira disc\u00edpula do Senhor, nos ajude a viver como disc\u00edpulos abertos e alegres.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/angelus\/2022\/documents\/20220213-angelus.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>13.02.2022<\/p>\n<p>\u00a0<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco lembrou que o verdadeiro disc\u00edpulo de Jesus &#8220;n\u00e3o encontra a sua alegria no dinheiro, no poder nem sequer noutros 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