{"id":2865734923,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10319-audiencia-geral-jesus-revela-nos-um-deus-que-e-proximidade-compaixao-e-ternura"},"modified":"2025-11-07T16:34:39","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:39","slug":"audiencia-geral-jesus-revela-nos-um-deus-que-e-proximidade-compaixao-e-ternura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-jesus-revela-nos-um-deus-que-e-proximidade-compaixao-e-ternura\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: Jesus revela-nos um Deus que \u00e9 \u00abproximidade, compaix\u00e3o e ternura\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_sala_200325085606.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><strong><em>Papa afirma que \u201cnunca ter\u00edamos tido a coragem de acreditar num Deus que ama o homem, se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos conhecido Jesus\u201d, numa catequese dedicada \u00e0 \u201cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 Trindade\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Santo Padres<\/p>\n<p><strong>Catequese &#8211; 25.\u00a0A ora\u00e7\u00e3o e a Trindade.\u00a01<\/strong><\/p>\n<p><em><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><span>\u00a0<\/span>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>No nosso caminho de catequeses sobre a ora\u00e7\u00e3o, hoje e na pr\u00f3xima semana queremos ver como, gra\u00e7as a Jesus Cristo, a ora\u00e7\u00e3o nos abre \u00e0 Trindade \u2013 ao Pai, ao Filho e ao Esp\u00edrito &#8211; ao imenso mar de Deus que \u00e9 Amor. Foi Jesus que nos abriu o C\u00e9u e nos projetou para uma rela\u00e7\u00e3o com Deus. Foi ele que fez isto: abriu-nos para aquela rela\u00e7\u00e3o com o Deus Trino: o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo. \u00c9 isto que o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o afirma na conclus\u00e3o do pr\u00f3logo do seu Evangelho: \u00abNingu\u00e9m jamais viu a Deus: o Filho \u00fanico, que est\u00e1 no seio do Pai, \u00e9 que O deu a conhecer\u00bb (1, 18). Jesus revelou-nos a identidade, a identidade de Deus, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Realmente n\u00e3o sab\u00edamos como se pudesse rezar: quais palavras, quais sentimentos e que linguagem eram apropriados para Deus. Naquele pedido dirigido pelos disc\u00edpulos ao Mestre, que temos recordado frequentemente no decurso destas catequeses, h\u00e1 toda a hesita\u00e7\u00e3o do homem, as suas repetidas tentativas, muitas vezes infrut\u00edferas, de se dirigir ao Criador: \u00abSenhor, ensina-nos a rezar\u00bb (<em>Lc\u00a0<\/em>11, 1).<\/p>\n<p>Nem todas as ora\u00e7\u00f5es s\u00e3o iguais, nem todas s\u00e3o convenientes: a pr\u00f3pria B\u00edblia atesta o mau resultado de muitas ora\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o rejeitadas. Talvez por vezes Deus n\u00e3o esteja satisfeito com as nossas ora\u00e7\u00f5es e n\u00f3s nem sequer nos apercebemos disso. Deus olha para as m\u00e3os daqueles que rezam: para as purificar n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio lav\u00e1-las, quando muito \u00e9 preciso abster-se de a\u00e7\u00f5es malignas. S\u00e3o Francisco rezava: \u00abNullu homo \u00e8ne dignu te mentovare\u00bb, ou seja, \u201chomem algum \u00e9 digno de te nomear\u201d (<em>C\u00e2ntico do Irm\u00e3o Sol<\/em>).<\/p>\n<p>Mas talvez o reconhecimento mais tocante da pobreza da nossa ora\u00e7\u00e3o tenha vindo dos l\u00e1bios do centuri\u00e3o romano que um dia implorou Jesus que curasse o seu servo doente (cf.\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a08, 5-13). Sentia-se totalmente inadequado: n\u00e3o era judeu, era um oficial do odiado ex\u00e9rcito de ocupa\u00e7\u00e3o. Mas a preocupa\u00e7\u00e3o pelo servo f\u00e1-lo ousar, e diz: \u00abSenhor&#8230; eu n\u00e3o sou digno que entres debaixo do meu teto, mas diz uma s\u00f3 palavra e o meu servo ser\u00e1 curado\u00bb (v. 8). \u00c9 a frase que tamb\u00e9m repetimos em todas as liturgias eucar\u00edsticas. Dialogar com Deus \u00e9 uma gra\u00e7a: n\u00e3o somos dignos dela, n\u00e3o temos o direito de a reivindicar, \u201ccoxeamos\u201d com cada palavra e pensamento&#8230; Mas Jesus \u00e9 a porta que nos abre para este di\u00e1logo com Deus.<\/p>\n<p>Porque deveria o homem ser amado por Deus? N\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es \u00f3bvias, n\u00e3o h\u00e1 propor\u00e7\u00e3o&#8230; A ponto que em grande parte das mitologias n\u00e3o se contempla o caso de um deus que se preocupe com as vicissitudes humanas; pelo contr\u00e1rio, elas s\u00e3o inc\u00f3modas e tediosas, completamente insignificantes. Recordemos a frase de Deus ao seu povo, repetida no Deuteron\u00f3mio: \u201cPensa, que povo tem os seus deuses t\u00e3o pr\u00f3ximos dele, como v\u00f3s tendes a mim pr\u00f3ximo de v\u00f3s\u201d. Esta proximidade de Deus \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o! Alguns fil\u00f3sofos dizem que Deus s\u00f3 pode pensar em si mesmo. No m\u00e1ximo, somos n\u00f3s, humanos, que procuramos conquistar a divindade e ser agrad\u00e1veis aos seus olhos. Disto brota o dever de \u201creligi\u00e3o\u201d, com o corol\u00e1rio de sacrif\u00edcios e devo\u00e7\u00f5es a oferecer continuamente para ter como aliado um Deus mudo, um Deus indiferente. N\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo. Jesus estava sozinho, s\u00f3 havia a revela\u00e7\u00e3o de Deus a Mois\u00e9s antes de Jesus, quando Deus se apresentou; s\u00f3 a B\u00edblia que nos abriu o caminho do di\u00e1logo com Deus. Recordemos: \u201cQue povo tem os seus deuses t\u00e3o pr\u00f3ximos dele, como tu tens a mim pr\u00f3ximo de ti?\u201d. Esta proximidade de Deus abre-nos ao di\u00e1logo com Ele.<\/p>\n<p>Um Deus que ama o homem, nunca ter\u00edamos tido a coragem de acreditar nisto se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos conhecido Jesus. O conhecimento de Jesus fez-nos compreender isto, no-lo revelou. \u00c9 o esc\u00e2ndalo que encontramos esculpido na par\u00e1bola do pai misericordioso, ou na do pastor que vai em busca da ovelha perdida (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a015). Hist\u00f3rias como estas n\u00e3o poderiam ter sido concebidas, nem sequer compreendidas, se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos encontrado Jesus. Qual Deus est\u00e1 disposto a morrer pelas pessoas? Qual Deus ama sempre e pacientemente, sem pretender por sua vez ser amado? Qual Deus aceita a tremenda falta de gratid\u00e3o de um filho que pede antecipadamente a sua heran\u00e7a e sai de casa a esbanjar tudo? (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a015, 12-13).<\/p>\n<p>\u00c9 Jesus quem revela o cora\u00e7\u00e3o de Deus. Assim Jesus diz-nos com a sua vida at\u00e9 que ponto Deus \u00e9 Pai. Tam Pater nemo: ningu\u00e9m \u00e9 pai como ele. A paternidade que \u00e9 proximidade, compaix\u00e3o e ternura. N\u00e3o esque\u00e7amos estas tr\u00eas palavras que s\u00e3o o estilo de Deus: proximidade, compaix\u00e3o e ternura. \u00c9 o modo de manifestar a sua paternidade para connosco. \u00c9 dif\u00edcil para n\u00f3s imaginar de longe o amor com que a Sant\u00edssima Trindade est\u00e1 repleta, e que abismo de benevol\u00eancia rec\u00edproca existe entre Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Os \u00edcones orientais deixam-nos intuir algo deste mist\u00e9rio que \u00e9 a origem e a alegria de todo o universo.<\/p>\n<p>Acima de tudo, t\u00ednhamos dificuldade de acreditar que este amor divino se dilatasse, chegando at\u00e9 ao humano: somos o termo de um amor que n\u00e3o encontra igual na terra. O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap2_2650-2696_po.html\">Catecismo<\/a>\u00a0explica: \u00abA santa humanidade de Jesus \u00e9, pois, o caminho pelo qual o Esp\u00edrito Santo nos ensina a orar a Deus nosso Pai\u00bb (n. 2664). Esta \u00e9 a gra\u00e7a da nossa f\u00e9. Verdadeiramente n\u00e3o pod\u00edamos esperar uma voca\u00e7\u00e3o mais excelsa: a humanidade de Jesus \u2013 Deus fez-se pr\u00f3ximo em Jesus \u2013 p\u00f4s \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria vida da Trindade, abriu, escancarou esta porta do mist\u00e9rio do amor do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2021\/documents\/papa-francesco_20210303_udienza-generale.html\" target=\"_blank\">original <\/a>em Italiano<\/p>\n<p>Imagem: Vatican.va<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa afirma que \u201cnunca ter\u00edamos tido a coragem de acreditar num Deus que ama o homem, se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos conhecido 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