{"id":2907679287,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8319-audiencia-geral-uma-oracao-que-pede-com-confianca"},"modified":"2025-11-07T16:34:32","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:32","slug":"audiencia-geral-uma-oracao-que-pede-com-confianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-uma-oracao-que-pede-com-confianca\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abUma ora\u00e7\u00e3o que pede com confian\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_sala_paulo_vi_181218094132.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Na segunda catequese sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221; o Papa Francisco refletiu sobre a ora\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o como modo de confiar em Deus.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa.<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre &#8220;Pai Nosso&#8221;: 2. Uma ora\u00e7\u00e3o que pede com confian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Continuamos o caminho das catequeses sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;, que inici\u00e1mos na semana passada. Jesus coloca nos l\u00e1bios dos seus disc\u00edpulos uma ora\u00e7\u00e3o curta e ousada, composta por sete pedidos &#8211; um n\u00famero que na B\u00edblia n\u00e3o \u00e9 acidental, indica plenitude. Eu digo ousada porque, se n\u00e3o tivesse sido apresentada pelo Cristo, provavelmente nenhum de n\u00f3s &#8211; na verdade, nenhum dos mais famosos te\u00f3logos &#8211; se atreveria a orar a Deus desta maneira.<\/p>\n<p>De facto, Jesus convida os seus disc\u00edpulos a aproximarem-se de Deus e a fazer-lhe alguns pedidos com confian\u00e7a: em primeiro lugar, a respeito Dele e depois a respeito de n\u00f3s. N\u00e3o h\u00e1 pre\u00e2mbulos no &#8220;Pai Nosso&#8221;. Jesus n\u00e3o ensina f\u00f3rmulas para &#8220;agradar&#8221; o Senhor, na verdade, convida a rez\u00e1-lo fazendo cair as barreiras da sujei\u00e7\u00e3o e do medo. N\u00e3o diz para nos voltarmos para Deus chamando-o \u201cOmnipotente\u201d, \u201cAlt\u00edssimo\u201d, \u201cTu que est\u00e1s t\u00e3o distante de n\u00f3s, e eu sou um miser\u00e1vel\u201d: n\u00e3o, n\u00e3o o diz desta forma, mas simplesmente \u00abPai, com toda a simplicidade, como uma crian\u00e7a que se volta para o pai. E esta palavra &#8220;Pai&#8221; exprime confian\u00e7a f\u00e9 e confian\u00e7a filial.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o do \u201cPai Nosso\u201d tem as suas ra\u00edzes na realidade concreta do homem. Por exemplo, faz-nos pedir p\u00e3o, o p\u00e3o de todos os dias: pedido simples, mas essencial, que afirma que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o &#8220;decorativa&#8221;, separada da vida, que aparece somente quando todas as outras necessidades foram satisfeitas. Sem mais a ora\u00e7\u00e3o come\u00e7a com a pr\u00f3pria vida. A ora\u00e7\u00e3o \u2013 como nos ensina Jesus &#8211; n\u00e3o se inicia numa exist\u00eancia Humana com um est\u00f4mago cheio: antes se esconde onde quer que haja um homem, qualquer homem que tenha fome, que chora, que luta, que sofre e pergunta \u201cporqu\u00ea\u201d. A nossa primeira ora\u00e7\u00e3o, num certo sentido, f\u00e9 como o primeiro gemido que acompanhou a primeira respira\u00e7\u00e3o. Neste grito de rec\u00e9m-nascido se anuncia o destino de toda a nossa vida: a nossa fome cont\u00ednua, a nossa sede cont\u00ednua, a nossa busca pela felicidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Jesus, na ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quer extinguir o humano, n\u00e3o quer anestesi\u00e1-lo. N\u00e3o deseja que diminuamos as perguntas e pedidos procurando suportar tudo. Deseja, em vez disso, que todo o sofrimento, toda a inquieta\u00e7\u00e3o, se impulsione para o c\u00e9u e se torne di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Ter f\u00e9, dizia algu\u00e9m, \u00e9 um h\u00e1bito de grito.<\/p>\n<p>Dever\u00edamos ser todos como o Bartimeu do Evangelho (cf. Mc 10,46-52) \u2013 lembremo-nos deste passo do Evangelho, Bartimeu, o filho de Timeu -, cego implorando \u00e0s portas de Jeric\u00f3. Ao seu redor, tinha tantas pessoas boas que lhe disseram para ficar quieto: \u201cMas cala-te! Passa o Senhor. Cala a boca. N\u00e3o perturbes. O Mestre tem muito a fazer; n\u00e3o perturbes. Est\u00e1s a irritar com os teus gritos. N\u00e3o perturbes\u201d. Mas ele n\u00e3o deu ouvidos a estes conselhos: com santa insist\u00eancia, exigiu que a sua condi\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel pudesse finalmente encontrar Jesus e gritou mais alto! E as pessoas educadas: &#8220;Mas n\u00e3o, \u00e9 o Mestre, por favor! Fazes uma m\u00e1 figura!\u201d. E ele gritava porque queria ver, queria ser curado: \u00abJesus, tem miseric\u00f3rdia de mim\u00bb (v. 47). Jesus abre os olhos, e diz: \u00abA tua f\u00e9 te salvou\u00bb (v. 52), como que a explicar que o decisivo para a sua cura era aquela a ora\u00e7\u00e3o, aquela invoca\u00e7\u00e3o gritada com f\u00e9, mais forte do que o &#8220;bom senso\u201d de tantas pessoas que queriam silenci\u00e1-lo. A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 precede a salva\u00e7\u00e3o, mas de algum modo j\u00e1 a cont\u00e9m, porque liberta do desespero dos que n\u00e3o creem numa sa\u00edda para tantas situa\u00e7\u00f5es insuport\u00e1veis.<\/p>\n<p>Certamente, pois, os crentes sentem a necessidade de louvar a Deus. Os evangelhos reportam-nos a exclama\u00e7\u00e3o de alegria que brota do cora\u00e7\u00e3o de Jesus, cheio de espanto agradecido pelo Pai (cf. Mt 11,25-27). Os primeiros crist\u00e3os sentiram a necessidade de adicionar ao texto do &#8220;Pai Nosso&#8221; uma doxologia: &#8220;Porque teu \u00e9 o poder e a gl\u00f3ria para sempre&#8221; (Didak\u00e9 8, 2).<\/p>\n<p>Mas nenhum de n\u00f3s foi obrigado a abra\u00e7ar a teoria de que algu\u00e9m no passado avan\u00e7ou, isto \u00e9, que a ora\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma fraca da f\u00e9, ao passo que a ora\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica ser\u00e1 o louvor puro, aquele que busca a Deus sem o fardo de qualquer pedido. N\u00e3o, isto n\u00e3o \u00e9 verdade. A ora\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o \u00e9 genu\u00edna, \u00e9 espont\u00e2nea, \u00e9 um ato de f\u00e9 em Deus, que \u00e9 o Pai, que \u00e9 bom, que \u00e9 omnipotente. \u00c9 um ato de f\u00e9 em mim, que sou pequeno, pecador e necessitado. E \u00e9 por isto que a ora\u00e7\u00e3o, para pedir algo, \u00e9 muito nobre. Deus \u00e9 o Pai que tem imensa compaix\u00e3o por n\u00f3s e quer que os seus filhos falem com ele sem medo, chamando-o diretamente de &#8220;Pai&#8221;; ou em dificuldade dizendo: &#8220;Mas Senhor, que coisa me aconteceu?\u201d \u00c9 por isso que podemos dizer tudo, at\u00e9 mesmo as coisas que na nossa vida permanecem distorcidas e incompreens\u00edveis. E ele prometeu-nos que estaria connosco para sempre, at\u00e9 aos \u00faltimos dias que passamos nesta terra. Oremos ao nosso Pai, come\u00e7ando assim, simplesmente: &#8220;Pai&#8221; ou &#8220;Pap\u00e1&#8221;. E Ele entende-nos e ama-nos muito.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2018\/documents\/papa-francesco_20181212_udienza-generale.html\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>12.12.2018<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda catequese sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221; o Papa Francisco refletiu sobre a ora\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o como modo de confiar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987944,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-2907679287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2907679287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2907679287"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2907679287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995720,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2907679287\/revisions\/4294995720"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2907679287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2907679287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2907679287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}