{"id":2927642709,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8696-audiencia-geral-mas-livrai-nos-do-mal"},"modified":"2025-11-07T16:34:34","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:34","slug":"audiencia-geral-mas-livrai-nos-do-mal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-mas-livrai-nos-do-mal\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-Geral: \u00abMas Livrai-nos do mal\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_151014013621.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco terminou hoje, no Vaticano, a s\u00e9rie de catequeses dedicadas ao Pai-Nosso. Na \u00faltima peti\u00e7\u00e3o o papa lembrou o modo como &#8220;o mal est\u00e1 presente no mundo&#8221; e sustentou que o &#8220;livrai-nos do mal&#8221; \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o que os crentes rezam &#8220;no limite da sua condi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;: 15. Mas livra-nos do mal<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Eis que finalmente chegamos \u00e0 s\u00e9tima quest\u00e3o do &#8220;Pai Nosso&#8221;: &#8220;Mas livra-nos do mal&#8221; (Mt 6,13b).<\/p>\n<p>Com esta express\u00e3o, aquele que ora n\u00e3o est\u00e1 apenas a pedir para n\u00e3o ser abandonado no momento da tenta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m implora para ser libertado do mal. O verbo original grego \u00e9 muito forte: evoca a presen\u00e7a do maligno que tende agarrar-nos e a morder (Cf 1 Pe 5: 8) e do qual pedimos a Deus a liberta\u00e7\u00e3o. O ap\u00f3stolo Pedro tamb\u00e9m diz que o maligno, o diabo, est\u00e1 \u00e0 nossa volta como um le\u00e3o furioso, para nos devorar, e n\u00f3s pedimos a Deus para nos libertar.<\/p>\n<p>Com esta dupla suplica: &#8220;n\u00e3o nos abandones&#8221; e &#8220;livra-nos&#8221;, emerge uma caracter\u00edstica essencial da ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Jesus ensina os seus amigos a colocar a invoca\u00e7\u00e3o do Pai antes de tudo, at\u00e9 mesmo e de modo especial nos momentos em que o maligno faz sentir a sua presen\u00e7a amea\u00e7adora. De facto, a ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o fecha os olhos \u00e0 vida. \u00c9 uma ora\u00e7\u00e3o filial e n\u00e3o uma ora\u00e7\u00e3o infantil. N\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o apaixonada pela paternidade de Deus que esquece que o caminho do homem \u00e9 cheio de dificuldades. Se n\u00e3o houvesse os \u00faltimos vers\u00edculos do &#8220;Pai Nosso&#8221;, como poderiam os pecadores, os perseguidos, os desesperados, os moribundos orar? A \u00faltima peti\u00e7\u00e3o \u00e9 a nossa peti\u00e7\u00e3o quando estamos no limite, sempre.<\/p>\n<p>H\u00e1 um mal na nossa vida, que \u00e9 uma presen\u00e7a indiscut\u00edvel. Os livros de hist\u00f3ria s\u00e3o o desolado cat\u00e1logo de quanto a nossa exist\u00eancia neste mundo tem sido uma aventura muitas vezes fracassada. H\u00e1 um mal misterioso, que certamente n\u00e3o \u00e9 obra de Deus, mas penetra silenciosamente nas dobras da hist\u00f3ria. Silencioso como a cobra que carrega o veneno em sil\u00eancio. \u00c0s vezes, parece assumir o controle: em certos dias, a sua presen\u00e7a parece ainda mais aguda do que a da miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p>A pessoa que ora n\u00e3o \u00e9 cega, e v\u00ea esse mal que \u00e9 t\u00e3o pesado e est\u00e1 t\u00e3o em desacordo com o mist\u00e9rio do pr\u00f3prio Deus diante dos seus olhos. Ele v\u00ea-se na natureza, na hist\u00f3ria, mesmo em seu cora\u00e7\u00e3o. Porque n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m entre n\u00f3s que possa dizer que est\u00e1 isento do mal, ou pelo menos tentado. Todos n\u00f3s sabemos o que \u00e9 o mal; todos n\u00f3s sabemos o que \u00e9 a tenta\u00e7\u00e3o; todos n\u00f3s experimentamos na nossa carne a tenta\u00e7\u00e3o de um qualquer pecado. Mas \u00e9 o tentador que nos move e nos empurra para o mal, dizendo-nos: &#8220;faz isto, pensa aquilo, vai por este caminho&#8221;.<\/p>\n<p>O \u00faltimo grito do &#8220;Pai Nosso&#8221; \u00e9 lan\u00e7ado contra este mal &#8220;de garganta aberta&#8221;, que guarda sob o seu chap\u00e9u as mais diversas experi\u00eancias: o luto do homem, a dor inocente, a escravid\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o do outro, o choro das crian\u00e7as inocentes. Todos estes acontecimentos protestam no cora\u00e7\u00e3o do homem e tornam-se uma voz na \u00faltima palavra da ora\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente na hist\u00f3ria da Paix\u00e3o que algumas express\u00f5es do &#8220;Pai Nosso&#8221; encontram o seu mais impressionante eco. Jesus diz: \u00abAbba! Pai! Tudo \u00e9 poss\u00edvel para ti: afasta de mim este c\u00e1lice! Mas n\u00e3o se fala o que eu quero mas o que tu queres\u00bb (Mc 14,36). Jesus experimenta plenamente o perfurar do mal. N\u00e3o apenas a morte, mas a morte na cruz. N\u00e3o s\u00f3 a solid\u00e3o, mas tamb\u00e9m desprezo, a humilha\u00e7\u00e3o. N\u00e3o apenas a mal\u00edcia, mas tamb\u00e9m a crueldade, crueldade contra Ele. \u00c9 isto que o homem \u00e9: um ser votado \u00e0 vida, que sonha com amor e bem, mas que continuamente se exp\u00f5e ao mal e aos seus companheiros, de modo a que possamos ser tentados ao desespero do homem. \u00a0tentado ao desespero com o homem.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o &#8220;Pai nosso&#8221; assemelha-se a uma sinfonia que nos pede para se realizar em cada um de n\u00f3s. O crist\u00e3o sabe qu\u00e3o esmagador \u00e9 o poder do mal e, ao mesmo tempo, experimenta o quanto Jesus, que nunca sucumbiu \u00e0 lisonja, est\u00e1 do nosso lado e vem em nosso aux\u00edlio.<\/p>\n<p>Assim, a ora\u00e7\u00e3o de Jesus deixa-nos a mais preciosa das heran\u00e7as: a presen\u00e7a do Filho de Deus que nos libertou do mal, lutando para convert\u00ea-lo. Na hora da luta final, a Pedro convida-o a colocar a espada de volta na bainha, ao ladr\u00e3o arrependido assegura o para\u00edso, a todos os homens em seu redor, inconscientes da trag\u00e9dia que estava a ocorrer, oferece-lhes uma palavra de paz: \u00abPai, perdoa-lhes porque n\u00e3o sabem o que fazem\u00bb (Lc 23,34).<\/p>\n<p>Do perd\u00e3o de Jesus na cruz vem a paz, a verdadeira paz vem da cruz: \u00e9 dom do Ressuscitado, um dom que Jesus nos d\u00e1. Pensai que a primeira sauda\u00e7\u00e3o do Jesus ressuscitado \u00e9 &#8220;a paz esteja convosco\u201d, paz para as suas almas, para os seus cora\u00e7\u00f5es, para as suas vidas. O Senhor d\u00e1-nos a paz, d\u00e1-nos o perd\u00e3o, mas devemos pedir: &#8220;livrai-nos do mal&#8221;, para n\u00e3o cair no mal. Esta \u00e9 a nossa esperan\u00e7a, a for\u00e7a que nos d\u00e1 Jesus ressuscitado, que est\u00e1 aqui, entre n\u00f3s: Ele est\u00e1 aqui. Est\u00e1 aqui com aquela for\u00e7a que permite avan\u00e7ar e promete que nos liberta do mal.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2019\/documents\/papa-francesco_20190515_udienza-generale.html\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>15.05.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco terminou hoje, no Vaticano, a s\u00e9rie de catequeses dedicadas ao Pai-Nosso. 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