{"id":2934477414,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/13441-domingo-xxxiii-do-tempo-comum-o-mundo-como-hoje-o-conhecemos-nao-e-a-a-ultima-obra-de-deus"},"modified":"2025-11-07T16:34:02","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:02","slug":"domingo-xxxiii-do-tempo-comum-o-mundo-como-hoje-o-conhecemos-nao-e-a-a-ultima-obra-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xxxiii-do-tempo-comum-o-mundo-como-hoje-o-conhecemos-nao-e-a-a-ultima-obra-de-deus\/","title":{"rendered":"Domingo XXXIII do Tempo Comum: \u00abO Mundo, como hoje o conhecemos, n\u00e3o \u00e9 a a \u00faltima obra de Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_1_240802122621.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Dn 12,1-3; Sl 16; Hb 10,11-14.18; Mc 13,24-32<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. O Livro de Daniel ter\u00e1 sido provavelmente escrito no Outono do ano 164 a.C., com o objetivo de encorajar os judeus piedosos a permanecerem firmes na sua f\u00e9 em plena persegui\u00e7\u00e3o antijudaica desencadeada tr\u00eas anos antes, em 167 a.C., pelo tirano sel\u00eaucida Ant\u00edoco IV Epif\u00e2nio, e cujos ecos se podem ver, por exemplo, no Segundo Livro dos Macabeus 6 e 7, que regista a fidelidade heroica do velho Eleazar, de 90 anos, e dos sete jovens irm\u00e3os Macabeus. Estes s\u00e3o, no dizer do Livro de Daniel 12,1-3, os mestres s\u00e1bios (<em>maskkil\u00eem<\/em>) e justificadores (<em>matsdd\u00eeq\u00eem<\/em>), isto \u00e9, dadores de vida: ensinam, n\u00e3o teorias, mas a vida verdadeira, dando a sua vida por amor: \u00e9 assim que vencem os violentos, n\u00e3o opondo-se a eles, mas amando, isto \u00e9, dando a vida e dando vida, ensinando a viver. Estes novos s\u00e1bios e justificadores s\u00e3o, diz o Livro de Daniel, as novas\u00a0<em>estrelas<\/em>\u00a0que brilham para sempre! Se brilham para sempre, ent\u00e3o est\u00e3o em comunh\u00e3o com Deus, que \u00e9 luz que n\u00e3o se apaga, pois n\u00e3o conhece trevas nem ocaso (1 Jo\u00e3o 1,5).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. N\u00e3o s\u00e3o, portanto, as estrelas da moda, da m\u00fasica, do cinema ou do futebol, estrelas cadentes, de brilho ef\u00e9mero e passageiro! S\u00e3o as novas e verdadeiras estrelas de brilho permanente, inscritas no C\u00e9u ou no Livro da Vida (ver \u00caxodo 33,32.33; Salmo 69,29; 139,16; Isa\u00edas 4,3; Daniel 7,10; 12,1; Malaquias 3,16, com ecos neotestament\u00e1rios em Lucas 10,20; Filipenses 4,3; Apocalipse 3,5; 13,8; 17,8; 20,12.15; 21,27). As outras pobres estrelas est\u00e3o, na verdade, inscritas no ch\u00e3o, no p\u00f3 da terra (Jeremias 17,13), e l\u00e1 se perdem e disperdem. Deus sabe escrever no cora\u00e7\u00e3o (Jeremias 17,1; 31,33), na Cruz (G\u00e1latas 3,1), e, como j\u00e1 vimos, no ch\u00e3o, e no Livro, mas tamb\u00e9m, num gesto de particular ternura, na palma da sua m\u00e3o (Isa\u00edas 49,16).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. O cen\u00e1rio do Evangelho deste Domingo XXXIII do Tempo Comum (Marcos 13,24-32) n\u00e3o \u00e9 de terror, mas de amor! Novos c\u00e9us e nova terra, sa\u00eddos das m\u00e3os de Deus-Pai, com o Filho-que-Vem, e que est\u00e1 pr\u00f3ximo, \u00e0 porta. \u00c9 como o noivo do C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos 5,2, que bate \u00e0 porta, descrito pela noiva que dorme, mas escuta com um cora\u00e7\u00e3o enorme e sempre vigilante! \u00danica atitude da Igreja Una e Santa, que Domingo ap\u00f3s Domingo, se re\u00fane com emo\u00e7\u00e3o e alegria \u00e0 volta do seu Senhor-que-Vem. Tudo t\u00e3o suave e t\u00e3o cheio de maravilhas: o nosso Deus revelando ou simplesmente com todo o carinho desvelando, isto \u00e9, retirando o v\u00e9u que encobre a verdadeira realidade, perante os nossos olhos at\u00f3nitos! A paisagem que se segue separa-se com clareza de quanto a precede. Pela primeira vez, no seu discurso, Jesus come\u00e7a uma frase com um \u00abmas\u00bb (grego,\u00a0<em>all\u00e1<\/em>), cortando com o que fica para tr\u00e1s e abrindo agora um in\u00edcio completamente novo: \u00abo sol obscurecer-se-\u00e1, a lua n\u00e3o iluminar\u00e1 mais, as estrelas cair\u00e3o do c\u00e9u, os poderes do c\u00e9u ser\u00e3o abalados\u2026 Vir\u00e1 o Filho do Homem e reunir\u00e1 os eleitos\u00bb (Marcos 13,24-27). O sol, a lua e as estrelas representam a cria\u00e7\u00e3o inteira. O seu fim indica o fim de tudo. E Jesus afirma pouco depois: \u00abO c\u00e9u e a terra passar\u00e3o, mas as minhas palavras n\u00e3o passar\u00e3o\u00bb (Marcos 13,31). E o Livro do Apocalipse esclarecer\u00e1: \u00abO primeiro c\u00e9u e a primeira terra passaram, e vi um novo c\u00e9u e uma nova terra\u00bb (Apocalipse 21,1), que o mesmo \u00e9 dizer que o mundo, como o conhecemos hoje, n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima obra de Deus!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Uma parte da Igreja antiga lia este \u00abdiscurso escatol\u00f3gico\u00bb e outros textos similares do Novo Testamento no sentido da chegada iminente do \u00abfim do mundo\u00bb (leitura ainda hoje desgra\u00e7adamente doentia nas seitas, com ano, dia e hora marcados!). Sim, \u00e9 do \u00abfim do mundo\u00bb que se trata, mas num sentido novo e inaudito: \u00e9 a Palavra de Deus que n\u00e3o passa, e que \u00e9 Amor, e \u00e9 Primeira e \u00daltima, sempre nova, portanto, que vem \u00abp\u00f4r fim ao nosso mundo\u00bb de posse e ego\u00edsmo, autossatisfa\u00e7\u00e3o e auto expans\u00e3o ilimitadas. \u00c9 o \u00daltimo, que \u00e9 o Amor gratuito e desinteressado, que p\u00f5e fim ao pen\u00faltimo, que \u00e9 a nossa v\u00e3 maneira de viver. Neste sentido novo, \u00e9 de desejar que o nosso mundo velho e caduco entre em agonia e acabe j\u00e1, para que comece verdadeiramente em n\u00f3s, e j\u00e1, um mundo novo e belo, cuja matriz \u00e9 o Amor gratuito e incondicional. Neste sentido intenso e belo, vale a ora\u00e7\u00e3o \u00abSenhor, vem!\u00bb (<em>marana tha\u2019<\/em>), porque, com sabedoria serena, sabemos que \u00abo Senhor vem!\u00bb (<em>maran \u2019atta\u2019<\/em>).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. O discurso de Jesus no inteiro Cap\u00edtulo 13 de Marcos n\u00e3o \u00e9 atravessado por nenhuma ang\u00fastia nem sugere qualquer corrida desenfreada e fren\u00e9tica. Pelo contr\u00e1rio, por quatro vezes, Jesus interpela os seus disc\u00edpulos a um comportamento atento: \u00abvede bem\u00bb, \u00abestai atentos\u00bb, \u00abprestai aten\u00e7\u00e3o\u00bb, grego\u00a0<em>bl\u00e9pete<\/em>\u00a0(Marcos 13,5.9.23.33), e igualmente por quatro vezes se faz ouvir a voz de apelo \u00e0 vigil\u00e2ncia: \u00abestai acordados\u00bb, \u00abvigiai\u00bb, grego\u00a0<em>agrypn\u00e9\u00f4<\/em>\u00a0e\u00a0<em>gr\u00eagor\u00e9\u00f4<\/em>\u00a0(Marcos 13,33.34.35.37). Depois da admir\u00e1vel introdu\u00e7\u00e3o deste Cap\u00edtulo (Marcos 13,1-4), com um disc\u00edpulo a comunicar a Jesus o seu espanto perante as belas pedras das constru\u00e7\u00f5es herodianas do Templo (Marcos 13,1), Jesus d\u00e1-lhe a volta, dizendo: \u00abV\u00eas estas grandes constru\u00e7\u00f5es? N\u00e3o ficar\u00e1 pedra sobre pedra que n\u00e3o seja destru\u00edda\u00bb (Marcos 13,2). E, sentando-se (como quem ensina) no Monte das Oliveiras, voltado para o majestoso Templo, e interrogado por Pedro, Tiago, Jo\u00e3o e Andr\u00e9 sobre o \u00abquando\u00bb e \u00abqual o sinal\u00bb (Marcos 13,3-4), Jesus profere ent\u00e3o o inteiro ensinamento deste grande Cap\u00edtulo 13, que aparece organizado em tr\u00eas Partes: 1) em Marcos 13,5-23, Jesus fala de um tempo de tribula\u00e7\u00e3o, em que pulular\u00e3o enganadores (Marcos 13,5-6), guerras (Marcos 13,7-8), persegui\u00e7\u00f5es (Marcos 13,9-13), e outra vez guerras (Marcos 13,14-20), enganadores (Marcos 13,21-23), e uma chamada de aten\u00e7\u00e3o (Marcos 13,23); 2) em Marcos 13,24-27, parte central, Jesus anuncia a vinda do Filho do Homem para reunir os seus eleitos; 3) em Marcos 13,28-37, intercalam-se informa\u00e7\u00f5es e advert\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Note-se, colocada no centro da estrutura, que \u00e9 sempre a Parte mais importante, a vinda do Filho do Homem. N\u00e3o \u00e9 informa\u00e7\u00e3o nem enumera\u00e7\u00e3o. \u00c9 an\u00fancio, que p\u00f5e fim ao pen\u00faltimo, \u00e0 luz do sol, da lua e das estrelas (G\u00e9nesis 1,14-19), obra do quarto dia da cria\u00e7\u00e3o, e faz retornar tudo \u00e0 luz primeira de Deus (G\u00e9nesis 1,3), obra do primeiro dia da cria\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m do mundo novo, como se l\u00ea no Livro do Apocalipse: \u00abA cidade n\u00e3o precisa do sol ou da lua, para a iluminar, pois a gl\u00f3ria de Deus ilumina-a, e a sua l\u00e2mpada \u00e9 o Cordeiro\u00bb (Apocalipse 21,23). Note-se ainda a importante instru\u00e7\u00e3o sapiencial da par\u00e1bola da figueira (Marcos 13,28-29), imediatamente colocada ap\u00f3s o an\u00fancio da vinda do Filho do Homem: a aten\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos n\u00e3o deve centrar-se tanto no tempo presente e naquilo que se v\u00ea (o verde das folhas na primavera), mas naquilo que n\u00e3o se v\u00ea (o ver\u00e3o e a vinda do Filho do Homem). N\u00e3o podemos ficar agarrados ao tempo presente, mas compreender que ele anuncia necessariamente o futuro. N\u00e3o se v\u00ea ainda, mas est\u00e1 pr\u00f3ximo. Note-se este \u00abpr\u00f3ximo\u00bb (<em>egg\u00fds<\/em>) do Filho do Homem (Marcos 13,28.29) a fazer inclus\u00e3o com o an\u00fancio do Reino de Deus, igualmente pr\u00f3ximo (<em>egg\u00fds<\/em>), em Marcos 1,15.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Jesus diz depois de forma solene: \u00abEm verdade vos digo (<em>am\u00ean l\u00e9g\u00f4 hym\u00een<\/em>) que n\u00e3o passar\u00e1 esta gera\u00e7\u00e3o antes que tudo isto aconte\u00e7a\u00bb (Marcos 13,30). Entenda-se: Jesus declara que \u00abesta gera\u00e7\u00e3o\u00bb far\u00e1 a experi\u00eancia do fim. Por \u00abesta gera\u00e7\u00e3o\u00bb entendem-se os contempor\u00e2neos de Jesus, aqueles a quem ele dirige a sua palavra. Poderemos ent\u00e3o entender que Jesus pretende dizer que o fim vir\u00e1 durante o tempo daqueles que o escutam, antes da morte do \u00faltimo? Se levarmos em conta que s\u00f3 o Pai conhece esse dia e essa hora (Marcos 13,32), e se considerarmos a resposta de Jesus em Marcos 13,5-10 \u00e0 pergunta que os seus disc\u00edpulos lhe fazem em Marcos 13,4 sobre o \u00abquando\u00bb e o \u00absinal\u00bb, ficamos a saber que a Ele n\u00e3o interessa um momento determinado, mas p\u00f5e a sua aten\u00e7\u00e3o sobre o cen\u00e1rio deste mundo e a necessidade primeira do an\u00fancio do Evangelho. Esta maneira de ver sai confirmada se tivermos em conta que, quando Jesus fala de \u00abgera\u00e7\u00e3o\u00bb, n\u00e3o a entende tanto em termos temporais, mas qualitativos: gera\u00e7\u00e3o \u00abque pede sinais\u00bb (Marcos 8,12), gera\u00e7\u00e3o \u00abad\u00faltera\u00bb (Marcos 8,38), gera\u00e7\u00e3o \u00abincr\u00e9dula\u00bb (Marcos 9,19). Assim tamb\u00e9m em Marcos 13,30, Jesus fala dos seus contempor\u00e2neos, mas est\u00e1 a v\u00ea-los de maneira qualitativa, isto \u00e9, enquanto representantes de toda a humanidade.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Em Marcos 13,31, Jesus p\u00f5e em relevo a qualidade inaudita das suas palavras, que s\u00e3o mais est\u00e1veis do que o sol e a lua e toda a cria\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o realidades transit\u00f3rias. Ao contr\u00e1rio, as palavras de Jesus n\u00e3o passar\u00e3o e permanecem verdadeiras e v\u00e1lidas de modo absoluto e ilimitado. F\u00e1cil de compreender que s\u00f3 Deus pode falar assim.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. O mundo-que-vem \u00e9 a luz pura de Deus, obra nova e boa de Deus, e n\u00e3o \u00e9 constru\u00eddo sobre as cinzas do nosso velho mundo. A homilia da Carta aos Hebreus, que hoje temos a gra\u00e7a de continuar a ouvir (10,11-14.18), faz-nos compreender que n\u00f3s estamos totalmente afetados por Jesus Cristo, que nos trouxe o perd\u00e3o, entregando-se por n\u00f3s uma \u00fanica vez, ao contr\u00e1rio dos sacerdotes da antiga lei, que todos os dias tinham de oferecer sacrif\u00edcios pelo pecado. Mas agora, que \u00e9 o tempo do perd\u00e3o, o sacrif\u00edcio pelo pecado deixa de existir (v. 18).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Portanto, as pedras e as coisas, as casas e as terras nunca devem ocupar, muito menos encher, o nosso cora\u00e7\u00e3o. Os sacerdotes, descendentes de Aar\u00e3o n\u00e3o tinham terra distribu\u00edda em Israel. A sua heran\u00e7a era o Senhor (cf. N\u00fameros 18,20), como cantamos hoje no Salmo 16. No seu Serm\u00e3o 344, Santo Agostinho comenta assim: \u00abO salmista n\u00e3o diz: \u201c\u00d3 Deus, d\u00e1-me uma heran\u00e7a\u201d. Diz antes: \u201cTudo o que me podes dar fora de Ti, \u00e9 vil. S\u00ea Tu a minha heran\u00e7a. \u00c9 a Ti que eu amo\u2026 Esperar Deus de Deus, estar cheio de Deus. Basta-te Ele; fora dele, nada te pode bastar\u00bb. Esta melodia deve encher o nosso cora\u00e7\u00e3o e este Dia de Domingo, Dia do Senhor, de doa\u00e7\u00e3o radical, total, ao Senhor. Entenda-se: \u00e9 um caminho novo que se abre \u00e0 nossa frente. Sem retrocessos, sem desvios, sem distra\u00e7\u00f5es, sem nostalgias, sem sa\u00eddas de emerg\u00eancia ou de seguran\u00e7a!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dn 12,1-3; Sl 16; Hb 10,11-14.18; Mc 13,24-32 1. 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