{"id":3027661171,"date":"2022-11-23T00:00:00","date_gmt":"2022-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11780-audiencia-geral-francisco-reflete-sobre-os-diferentes-tipos-de-consolacoes-"},"modified":"2022-11-23T00:00:00","modified_gmt":"2022-11-23T00:00:00","slug":"audiencia-geral-francisco-reflete-sobre-os-diferentes-tipos-de-consolacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-francisco-reflete-sobre-os-diferentes-tipos-de-consolacoes\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: Francisco reflete sobre os diferentes tipos de \u00abconsola\u00e7\u00f5es\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_160518012331.png\"\/><\/p>\n<p><p><em>Em nova catequese sobre discernimento, o papa apresentou a consola\u00e7\u00e3o, que vem de Deus, como a \u201calegria interior que permite ver a presen\u00e7a de Deus\u201d, e alertou para a necessidade de \u201cdistinguir bem a consola\u00e7\u00e3o que vem de Deus das falsas consola\u00e7\u00f5es\u201d<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p><strong>Catequeses sobre o discernimento 9. A consola\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Continuemos as catequeses sobre o discernimento do esp\u00edrito: como discernir o que acontece no nosso cora\u00e7\u00e3o, na nossa alma. E depois de ter considerado alguns aspetos da desola\u00e7\u00e3o \u2013 aquela escurid\u00e3o da alma &#8211; falemos hoje sobre a\u00a0<em>consola\u00e7\u00e3o<\/em>, que seria a luz da alma, e que \u00e9 outro elemento importante para o discernimento, e que n\u00e3o se deve dar por certo, pois pode prestar-se a equ\u00edvocos. Devemos compreender o que \u00e9 a consola\u00e7\u00e3o, como procur\u00e1mos entender bem o que \u00e9 a desola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a consola\u00e7\u00e3o espiritual? \u00c9 uma experi\u00eancia de\u00a0<em>alegria interior<\/em>, que permite ver a presen\u00e7a de Deus em tudo; ela revigora a f\u00e9 e a esperan\u00e7a, assim como a capacidade de fazer o bem. A pessoa que vive a consola\u00e7\u00e3o n\u00e3o se rende diante das dificuldades, pois experimenta uma paz mais forte do que a prova\u00e7\u00e3o. Portanto, trata-se de um grande dom para a vida espiritual e para a vida no seu conjunto. E viver esta alegria interior.<\/p>\n<p>A consola\u00e7\u00e3o \u00e9 um movimento \u00edntimo, que toca o fundo de n\u00f3s pr\u00f3prios. N\u00e3o \u00e9 vistosa, mas suave, delicada, como uma gota de \u00e1gua sobre uma esponja (cf. Santo In\u00e1cio de Loyola,\u00a0<em>Exerc\u00edcios espirituais<\/em>, 335): a pessoa sente-se abra\u00e7ada pela presen\u00e7a de Deus, de uma maneira sempre respeitosa da pr\u00f3pria liberdade. Nunca \u00e9 algo desafinado, que procura for\u00e7ar a nossa vontade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma euforia passageira: pelo contr\u00e1rio, como vimos, at\u00e9 a dor &#8211; por exemplo, por causa dos pr\u00f3prios pecados &#8211; pode tornar-se motivo de consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pensemos na experi\u00eancia de Santo Agostinho, quando fala com a m\u00e3e M\u00f3nica sobre a beleza da vida eterna; ou na perfeita alegria de S\u00e3o Francisco \u2013 de resto associada a situa\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis de suportar; e pensemos em tantos santos e santas que souberam fazer maravilhas, n\u00e3o porque se julgavam h\u00e1beis e capazes, mas porque foram conquistados pela docilidade pacificadora do amor de Deus. Trata-se da\u00a0<em>paz,\u00a0<\/em>que Santo In\u00e1cio sentia em si com admira\u00e7\u00e3o quando lia a vida dos santos. Ser consolado \u00e9 estar em paz com Deus, sentir que tudo est\u00e1 arrumado em paz, tudo \u00e9 harm\u00f3nico dentro de n\u00f3s. Trata-se da paz que Edith Stein experimenta ap\u00f3s a convers\u00e3o; um ano depois de ter recebido o Batismo, escreve \u2013 assim diz Edith Stein: \u00abNa medida em que me abandono a este sentimento, pouco a pouco uma nova vida come\u00e7a a preencher-me e &#8211; sem tens\u00e3o alguma da minha vontade &#8211; a impelir-me rumo a novas realiza\u00e7\u00f5es. Este fluxo vital parece brotar de uma atividade e de uma for\u00e7a que n\u00e3o s\u00e3o minhas e que, sem fazer qualquer viol\u00eancia \u00e0s minhas, se tornam ativas em mim\u00bb (<em>Psicologia e scienze dello spirito<\/em>, Citt\u00e0 Nuova, 1996, 116). Ou seja, uma paz genu\u00edna, uma paz que faz brotar os bons sentimentos em n\u00f3s.<\/p>\n<p>A consola\u00e7\u00e3o refere-se, acima de tudo, \u00e0\u00a0<em>esperan\u00e7a<\/em>, propende para o futuro, p\u00f5e a caminho, permite tomar iniciativas at\u00e9 \u00e0quele momento adiadas, ou nem sequer imaginadas, como o Batismo para Edith Stein.<\/p>\n<p>A consola\u00e7\u00e3o \u00e9 uma paz deste como esta mas n\u00e3o para permanecer sentados ali, gozando-a, n\u00e3o; ela d\u00e1-te a paz e atrai-te para o Senhor e p\u00f5e-te a caminho para realizar, fazer coisas boas. Em tempo de consola\u00e7\u00e3o, quando estamos consolados, vem-nos vontade de praticar tanto bem, sempre. Ao contr\u00e1rio, quando h\u00e1 um momento de desola\u00e7\u00e3o, vem-nos vontade de nos fecharmos em n\u00f3s mesmos e de n\u00e3o fazer nada. A consola\u00e7\u00e3o impele-nos para a frente, para o servi\u00e7o aos outros, da sociedade, das pessoas. A consola\u00e7\u00e3o espiritual n\u00e3o \u00e9 \u201cpilot\u00e1vel\u201d \u2013 n\u00e3o podes dizer agora que venha a consola\u00e7\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 pilot\u00e1vel &#8211; n\u00e3o \u00e9 program\u00e1vel a bel-prazer, \u00e9 uma d\u00e1diva do Esp\u00edrito Santo: permite uma\u00a0<em>familiaridade com Deus,\u00a0<\/em>que parece anular as dist\u00e2ncias. Santa Teresa do Menino Jesus, visitando com 14 anos a bas\u00edlica de Santa Cruz de Jerusal\u00e9m, em Roma, procura tocar o prego ali venerado, um daqueles com que Jesus foi crucificado. Teresa sente esta sua ousadia como um transporte de amor e de confid\u00eancia. E em seguida escreve: \u00abFui verdadeiramente demasiado audaz. Mas o Senhor v\u00ea o fundo do cora\u00e7\u00e3o, sabe que a minha inten\u00e7\u00e3o era pura [&#8230;]. Agi com Ele como uma crian\u00e7a, que acredita que tudo lhe \u00e9 permitido, e considera os tesouros do Pai como seus\u00bb (<em>Manuscrito autobiogr\u00e1fico<\/em>, 183). A consola\u00e7\u00e3o \u00e9 espont\u00e2nea, leva-te a fazer tudo espontaneamente, como se f\u00f4ssemos crian\u00e7as. As crian\u00e7as s\u00e3o espont\u00e2neas, e a consola\u00e7\u00e3o leva-te a ser espont\u00e2neo com uma do\u00e7ura, com uma paz muito grande.\u00a0 Uma jovem de 14 anos oferece-nos uma maravilhosa descri\u00e7\u00e3o da consola\u00e7\u00e3o espiritual: temos uma sensa\u00e7\u00e3o de ternura em rela\u00e7\u00e3o a Deus, que nos torna audazes no desejo de participar na sua pr\u00f3pria vida, de fazer o que lhe agrada, porque nos familiares d\u2019Ele, sentimos que a sua casa \u00e9 a nossa, sentimo-nos acolhidos, amados, restabelecidos. Com esta consola\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos rendemos diante das dificuldades: com efeito, com a mesma aud\u00e1cia, Teresa pedir\u00e1 ao Papa a autoriza\u00e7\u00e3o para entrar no Carmelo, n\u00e3o obstante fosse demasiado jovem, e ser\u00e1 atendida. O que significa isto? Quer dizer que a consola\u00e7\u00e3o nos torna audazes: quando vivemos tempos obscuros, de desola\u00e7\u00e3o, e pensamos: \u201cN\u00e3o sou capaz de fazer isto\u201d. A desola\u00e7\u00e3o p\u00f5e-te abaixo, faz-te ver tudo escuro: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o posso fazer, n\u00e3o o farei\u201d. Ao contr\u00e1rio, em tempo de consola\u00e7\u00e3o, v\u00eas as mesmas coisas de maneira diferente e dizes: \u201cN\u00e3o, vou em frente, consigo\u201d. \u201cmas, tens a certeza\u201d. \u201cSinto a for\u00e7a de Deus e vou em frente\u201d. E assim a consola\u00e7\u00e3o impele-te a ir em frente e a fazer\u00a0\u00a0 coisas que em tempo de desola\u00e7\u00e3o n\u00e3o serias capaz; impele-te a dar o primeiro passo. Este \u00e9 o aspeto\u00a0\u00a0 bonito da consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, estejamos atentos. Devemos distinguir bem a consola\u00e7\u00e3o que vem de Deus das falsas<em>\u00a0consola\u00e7\u00f5es<\/em>. Na vida espiritual ocorre algo semelhante ao que acontece nas produ\u00e7\u00f5es humanas: h\u00e1 originais e h\u00e1 imita\u00e7\u00f5es. Se a consola\u00e7\u00e3o aut\u00eantica for como uma gota sobre uma esponja, ser\u00e1 suave e \u00edntima; as suas imita\u00e7\u00f5es ser\u00e3o mais barulhentas e vistosas, s\u00e3o mero entusiasmo, s\u00e3o fogos de palha, sem consist\u00eancia, levam a fechar-se em si mesmas, e a n\u00e3o se preocupar com os outros. No final, a falsa consola\u00e7\u00e3o deixa-nos vazios, distantes do centro da nossa exist\u00eancia. Por isso, quando nos sentimos felizes, em paz, somos capazes de fazer qualquer coisa. Mas n\u00e3o confundamos aquela paz com um entusiasmo passageiro, pois h\u00e1 o entusiasmo hoje, depois diminui e deixa de haver.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio fazer\u00a0<em>discernimento<\/em>, at\u00e9 quando nos sentimos consolados. Pois a falsa consola\u00e7\u00e3o pode tornar-se um perigo, se a procurarmos como um fim em si mesma, de modo obsessivo, e esquecermos o Senhor. Como diria S\u00e3o Bernardo, procuram-se as consola\u00e7\u00f5es de Deus, n\u00e3o se procura o Deus das consola\u00e7\u00f5es. Devemos procurar o Senhor e, com a sua presen\u00e7a, o Senhor consola-nos, faz-nos ir em frente. E n\u00e3o procurar Deus que nos traga consola\u00e7\u00f5es: n\u00e3o; n\u00e3o est\u00e1 bem, n\u00e3o devemos estar interessados nisto. \u00c9 a din\u00e2mica da crian\u00e7a de que falamos na \u00faltima vez, que s\u00f3 procura os pais para obter algo deles, mas n\u00e3o por eles pr\u00f3prios: v\u00e3o por interesse. \u201cPai, m\u00e3e\u201d. E as crian\u00e7as sabem fazer isto, sabem jogar e quando a fam\u00edlia \u00e9 dividida, e t\u00eam este h\u00e1bito de procurar aqui e ali, isto n\u00e3o faz bem, n\u00e3o \u00e9 consola\u00e7\u00e3o, \u00e9 interesse. Tamb\u00e9m n\u00f3s corremos o risco de viver a rela\u00e7\u00e3o com Deus de maneira infantil, procurando o nosso interesse, procurando reduzir Deus a um objeto para nosso uso e consumo, perdendo o dom mais belo, que \u00e9 Ele pr\u00f3prio. Assim, vamos em frente na nossa vida, que procede entre as consola\u00e7\u00f5es de Deus e as desola\u00e7\u00f5es do pecado do mundo, mas sabendo distinguir quando \u00e9 uma consola\u00e7\u00e3o de Deus, que te d\u00e1 paz at\u00e9 ao fundo da alma, de quando \u00e9 um entusiasmo passageiro que n\u00e3o \u00e9 negativo, mas n\u00e3o \u00e9 a consola\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Educris|23.11.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nova catequese sobre discernimento, o papa apresentou a consola\u00e7\u00e3o, que vem de Deus, como a \u201calegria interior que permite [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987792,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3027661171","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3027661171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3027661171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3027661171\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3027661171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3027661171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3027661171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}