{"id":3081291810,"date":"2022-04-02T00:00:00","date_gmt":"2022-04-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11336-malta-papa-pede-que-cristaos-sejam-peritos-em-humanidade"},"modified":"2022-04-02T00:00:00","modified_gmt":"2022-04-02T00:00:00","slug":"malta-papa-pede-que-cristaos-sejam-peritos-em-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/malta-papa-pede-que-cristaos-sejam-peritos-em-humanidade\/","title":{"rendered":"Malta: Papa pede que crist\u00e3os sejam \u00abperitos em humanidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_malta_2_220403093104.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Francisco desafiou crentes a \u201cacender fogueiras de ternura quando o frio da vida paira sobre aqueles que sofrem\u201d, na homilia que proferiu esta tarde no santu\u00e1rio Nacional de &#8220;Ta&#8217; Pinu&#8221; em Gozo, a segunda maior ilha de Malta<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Junto da cruz de Jesus, est\u00e3o Maria e Jo\u00e3o: a M\u00e3e, que deu \u00e0 luz o Filho de Deus, encontra-Se trespassada de dor com a morte d\u2019Ele, enquanto as trevas envolvem o mundo; e o disc\u00edpulo amado, que deixara tudo para O seguir, vemo-lo agora im\u00f3vel aos p\u00e9s do Mestre crucificado. Parece estar tudo perdido, parece ter acabado tudo para sempre. Entretanto Jesus, tomando sobre Si as chagas da humanidade, reza: \u00abMeu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?\u00bb (<em>Mt<\/em>\u00a027, 46;\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a015, 34). Esta \u00e9 tamb\u00e9m a nossa ora\u00e7\u00e3o nos momentos da vida marcados pelo sofrimento; \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o que se eleva cada dia a Deus do vosso cora\u00e7\u00e3o, Sandi e Domenico: obrigado pela perseveran\u00e7a do vosso amor; obrigado pelo vosso testemunho de f\u00e9!<\/p>\n<p>Contudo a hora de Jesus, que no Evangelho de Jo\u00e3o \u00e9 a hora da morte na cruz, n\u00e3o constitui a conclus\u00e3o da hist\u00f3ria, mas marca o in\u00edcio duma vida nova. Com efeito, na cruz, contemplamos o amor misericordioso de Cristo, que estende os bra\u00e7os para n\u00f3s e, atrav\u00e9s da sua morte, abre-nos \u00e0 alegria da vida eterna. A partir da hora do fim, abre-se uma vida que come\u00e7a; daquela hora da morte, come\u00e7a outra hora cheia de vida: \u00e9 o tempo da Igreja que nasce. Daquela c\u00e9lula primordial, o Senhor reunir\u00e1 um povo, que continuar\u00e1 a atravessar os caminhos imp\u00e9rvios da hist\u00f3ria, levando no cora\u00e7\u00e3o a consola\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, com a qual enxugar\u00e1 as l\u00e1grimas da humanidade.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, a partir deste Santu\u00e1rio de Ta&#8217; Pinu, podemos meditar juntos sobre o novo in\u00edcio que brota da hora de Jesus. Tamb\u00e9m neste lugar, antes do edif\u00edcio espl\u00eandido que vemos hoje, havia s\u00f3 uma capelinha em estado de abandono. J\u00e1 estava ali\u00e1s decidida a sua demoli\u00e7\u00e3o: parecia o fim. Mas uma s\u00e9rie de acontecimentos mudou o rumo das coisas, como se o Senhor quisesse dizer a esta popula\u00e7\u00e3o: \u00abN\u00e3o ser\u00e1s mais chamada a \u201cDesamparada\u201d, nem a tua terra a \u201cDeserta\u201d; antes, ser\u00e1s chamada: \u201cMinha Dileta\u201d, e a tua terra a \u201cDesposada\u201d\u00bb (<em>Is<\/em>\u00a062, 4). Aquela capelinha tornou-se o Santu\u00e1rio nacional, meta de peregrinos e fonte de vida nova. No-lo recordaste tu, Jennifer: aqui muitos confiam a Nossa Senhora os seus sofrimentos e alegrias, e todos se sentem acolhidos. Aqui veio, peregrino, tamb\u00e9m S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, cujo anivers\u00e1rio da morte ocorre hoje. Um lugar que parecia perdido, hoje regenera f\u00e9 e esperan\u00e7a no Povo de Deus.<\/p>\n<p>\u00c0 luz disto, tentemos recolher tamb\u00e9m para n\u00f3s o convite da hora de Jesus, daquela hora da salva\u00e7\u00e3o. Diz-nos que, para renovar a nossa f\u00e9 e a miss\u00e3o da comunidade, somos chamados a voltar \u00e0quele in\u00edcio, \u00e0 Igreja nascente que vemos, junto da cruz, em Maria e Jo\u00e3o. Mas que significa voltar \u00e0quele in\u00edcio? Que significa tornar \u00e0s origens?<\/p>\n<p>Antes de mais nada, trata-se de\u00a0<em>voltar a descobrir o essencial da f\u00e9<\/em>. Tornar \u00e0 Igreja das origens n\u00e3o significa olhar para tr\u00e1s para copiar o modelo eclesial da primeira comunidade crist\u00e3. N\u00e3o podemos \u00absaltar a hist\u00f3ria\u00bb, como se o Senhor n\u00e3o tivesse falado e feito grandes coisas tamb\u00e9m na vida da Igreja dos s\u00e9culos seguintes. Nem significa sermos demasiado idealistas, imaginando que naquela comunidade n\u00e3o haveria dificuldades quando, pelo contr\u00e1rio, lemos que os disc\u00edpulos discutem e chegam mesmo a litigar entre eles, e nem sempre entendem os ensinamentos do Senhor. Voltar \u00e0s origens significa, antes, recuperar o esp\u00edrito da primeira comunidade Crist\u00e3, isto \u00e9,\u00a0<em>voltar ao cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0e\u00a0<em>redescobrir o centro<\/em>\u00a0da f\u00e9: a rela\u00e7\u00e3o com Jesus e o an\u00fancio do seu Evangelho ao mundo inteiro. E isto \u00e9 o essencial! Esta \u00e9 alegria da Igreja: evangelizar.<\/p>\n<p>Na verdade, depois da hora da morte de Jesus, os primeiros disc\u00edpulos \u2013 nomeadamente Maria Madalena e Jo\u00e3o \u2013 tendo visto o sepulcro vazio, sem perder tempo, de cora\u00e7\u00e3o vibrante, correm a anunciar a Boa Nova da Ressurrei\u00e7\u00e3o. O pranto de tristeza junto da cruz transforma-se na alegria do an\u00fancio. E penso tamb\u00e9m nos Ap\u00f3stolos, que \u00abtodos os dias, no templo e nas casas, n\u00e3o cessavam de ensinar e de anunciar a Boa Nova de Jesus, o Messias\u00bb (<em>At<\/em>\u00a05, 42). A preocupa\u00e7\u00e3o principal dos disc\u00edpulos de Jesus n\u00e3o era o prest\u00edgio da comunidade e dos seus ministros, n\u00e3o era a influ\u00eancia social, n\u00e3o era a perfei\u00e7\u00e3o do culto. N\u00e3o. A inquieta\u00e7\u00e3o que os movia era o an\u00fancio e o testemunho do Evangelho de Cristo (cf.\u00a0<em>Rm<\/em>\u00a01, 1), porque a alegria da Igreja \u00e9 evangelizar.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, a Igreja maltesa gloria-se duma hist\u00f3ria preciosa da qual extrair tantas riquezas espirituais e pastorais. Todavia, a vida da Igreja \u2013 tenhamo-lo sempre presente \u2013 nunca \u00e9 s\u00f3 \u00abuma hist\u00f3ria passada a recordar\u00bb, mas um \u00abgrande futuro a construir\u00bb, d\u00f3cil aos des\u00edgnios de Deus. N\u00e3o nos pode bastar uma f\u00e9 feita de usos e costumes recebidos por tradi\u00e7\u00e3o, de celebra\u00e7\u00f5es solenes, belas iniciativas populares, momentos fortes e emocionantes; precisamos duma f\u00e9 fundada e renovada no encontro pessoal com Cristo, na escuta di\u00e1ria da sua Palavra, na ativa colabora\u00e7\u00e3o na vida da Igreja, na alma da piedade popular.<\/p>\n<p>A crise da f\u00e9, a apatia da pr\u00e1tica religiosa sobretudo no p\u00f3s-pandemia e a indiferen\u00e7a de muitos jovens relativamente \u00e0 presen\u00e7a de Deus n\u00e3o s\u00e3o quest\u00f5es que devemos \u00abadocicar\u00bb pensando que, apesar de tudo, ainda subsiste um certo esp\u00edrito religioso. Na realidade, \u00e0s vezes o suporte exterior pode ser religioso, mas por tr\u00e1s desses andaimes a f\u00e9 vai envelhecendo. Nem sempre a elegante amostra de vestes religiosas corresponde a uma f\u00e9 viva animada pelo dinamismo da evangeliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso vigiar para que as pr\u00e1ticas religiosas n\u00e3o se reduzam \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o dum repert\u00f3rio do passado, mas expressem uma f\u00e9 viva, aberta, que difunda a alegria do Evangelho, porque a alegria da Igreja \u00e9 evangelizar.<\/p>\n<p>Sei que iniciastes, atrav\u00e9s do S\u00ednodo, um processo de renova\u00e7\u00e3o: agrade\u00e7o-vos por este caminho. Irm\u00e3os, irm\u00e3s, este \u00e9 o momento de voltar \u00e0quele come\u00e7o, ao p\u00e9 da cruz, olhando para a primeira comunidade Crist\u00e3, para ser uma Igreja que tem a peito a amizade com Jesus e o an\u00fancio do seu Evangelho, e n\u00e3o a busca de espa\u00e7o e aten\u00e7\u00f5es; uma Igreja que tem, no centro, o testemunho, e n\u00e3o qualquer costume religioso; uma Igreja que deseja ir ao encontro de todos com a l\u00e2mpada do Evangelho acesa, e n\u00e3o formar um c\u00edrculo fechado. N\u00e3o tenhais medo de empreender \u2013 como j\u00e1 fazeis \u2013 percursos novos de evangeliza\u00e7\u00e3o e an\u00fancio, talvez at\u00e9 arriscados mas que tocam a vida, porque a alegria da Igreja \u00e9 evangelizar.<\/p>\n<p>Voltemos o olhar mais uma vez para as origens, para Maria e Jo\u00e3o junto da cruz. Nos prim\u00f3rdios da Igreja, temos o seu gesto de m\u00fatua entrega. Com efeito, o Senhor confia cada um deles aos cuidados do outro: Jo\u00e3o a Maria e Maria a Jo\u00e3o, de tal modo que, \u00abdesde aquela hora, o disc\u00edpulo acolheu-A como sua\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a019, 27). Voltar ao in\u00edcio significa tamb\u00e9m\u00a0<em>desenvolver a arte do acolhimento<\/em>. Dentre as \u00faltimas palavras de Jesus na cruz, as palavras dirigidas \u00e0 M\u00e3e e a Jo\u00e3o incitam a fazer do acolhimento o estilo perene do discipulado. Realmente n\u00e3o se tratou dum simples gesto de compaix\u00e3o \u2013 Jesus teria confiado a sua M\u00e3e a Jo\u00e3o, para que Ela n\u00e3o ficasse sozinha depois da morte d\u2019Ele \u2013 mas duma indica\u00e7\u00e3o concreta do modo como viver o mandamento supremo: o do amor. O culto a Deus passa pela proximidade ao irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Qu\u00e3o importante \u00e9 na Igreja o amor entre os irm\u00e3os e o acolhimento do pr\u00f3ximo! No-lo recorda o Senhor na hora da cruz, na m\u00fatua aceita\u00e7\u00e3o de Maria e Jo\u00e3o, exortando a comunidade crist\u00e3 de todos os tempos a n\u00e3o perder esta prioridade. \u00abEis o teu filho (\u2026) eis a tua m\u00e3e\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a019, 26.27) \u00e9 como se dissesse: fostes salvos pelo mesmo sangue, sois uma \u00fanica fam\u00edlia; ent\u00e3o acolhei-vos mutuamente, amai-vos uns aos outros, curai as feridas uns dos outros. Sem suspeitas, sem divis\u00f5es, cal\u00fanias, murmura\u00e7\u00f5es nem desconfian\u00e7as. Irm\u00e3os e irm\u00e3s, fazei \u00abs\u00ednodo\u00bb, isto \u00e9, \u00abcaminhai juntos\u00bb. Porque Deus est\u00e1 presente onde reina o amor!<\/p>\n<p>Car\u00edssimos, o m\u00fatuo acolhimento, n\u00e3o como pura formalidade, mas em nome de Cristo, \u00e9 um desafio permanente. \u00c9-o antes de mais nada para as nossas rela\u00e7\u00f5es eclesiais, porque a nossa miss\u00e3o produz fruto se trabalharmos na amizade e na comunh\u00e3o fraterna. Sois duas lindas comunidades \u2013 Malta e Gozo, ou Gozo e Malta? N\u00e3o sei qual das duas seja a mais importante, seja a primeira! \u2013, tal como dois eram Maria e Jo\u00e3o! Ent\u00e3o que as palavras de Jesus na cruz sejam a vossa estrela polar, para vos acolherdes mutuamente, criardes familiaridade, trabalhardes em comunh\u00e3o! E continuando sempre na evangeliza\u00e7\u00e3o, porque a alegria da Igreja \u00e9 evangelizar.<\/p>\n<p>Mas o acolhimento \u00e9 tamb\u00e9m o teste decisivo para verificar qu\u00e3o efetivamente esteja permeada a Igreja pelo esp\u00edrito do Evangelho. Maria e Jo\u00e3o acolhem-se n\u00e3o no ref\u00fagio ameno do Cen\u00e1culo, mas junto da cruz, naquele lugar tenebroso onde se era condenado e crucificado como criminoso. Tamb\u00e9m n\u00f3s n\u00e3o podemos acolher-nos apenas entre n\u00f3s \u00e0 sombra das nossas belas igrejas, enquanto fora muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s sofrem e s\u00e3o crucificados pelo sofrimento, a mis\u00e9ria, a pobreza e a viol\u00eancia. Encontrais-vos numa posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica crucial, que abre para o Mediterr\u00e2neo como polo de atra\u00e7\u00e3o e cais de salva\u00e7\u00e3o para muitas pessoas em balia das tempestades da vida, que, por diferentes motivos, chegam \u00e0s vossas costas. No rosto destes pobres, \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo que Se apresenta a v\u00f3s. Esta foi a experi\u00eancia do Ap\u00f3stolo Paulo que, depois dum terr\u00edvel naufr\u00e1gio, foi calorosamente acolhido pelos vossos antepassados. Afirmam os\u00a0<em>Atos dos Ap\u00f3stolos<\/em>: \u00abOs nativos (\u2026) acenderam uma grande fogueira, junto \u00e0 qual nos recolheram a todos, por causa da chuva que estava a cair e por causa do frio\u00bb (28, 2).<\/p>\n<p>Eis o Evangelho que somos chamados a viver: acolher, ser peritos em humanidade, acender fogueiras de ternura quando o frio da vida paira sobre aqueles que sofrem. Ent\u00e3o, duma experi\u00eancia dram\u00e1tica, nasceu algo importante, porque Paulo anunciou e difundiu o Evangelho e, em seguida, muitos arautos, pregadores, sacerdotes e mission\u00e1rios seguiram os seus passos, impelidos pelo Esp\u00edrito Santo, para evangelizar, para fazer continuar a alegria da Igreja que \u00e9 evangelizar. Quero dizer um obrigado especial a estes evangelizadores: aos numerosos mission\u00e1rios malteses que espalham a alegria do Evangelho por todo o mundo, aos in\u00fameros sacerdotes, \u00e0s religiosas e aos religiosos e a todos v\u00f3s. Como disse o vosso bispo D. Teuma, sois uma ilha pequena mas de cora\u00e7\u00e3o grande. Sois um tesouro na Igreja e para a Igreja. Repito: sois um tesouro na Igreja e para a Igreja. Para o guardar, \u00e9 preciso voltar \u00e0 ess\u00eancia do cristianismo: ao amor de Deus, motor da nossa alegria, que nos faz sair e percorrer as estradas do mundo; e ao acolhimento do pr\u00f3ximo, que \u00e9 o nosso mais simples e belo testemunho no mundo, e assim continuar a percorrer as estradas do mundo, porque a alegria da Igreja \u00e9 evangelizar.<\/p>\n<p>Que o Senhor vos acompanhe neste caminho e a Sant\u00edssima Virgem vos guie. Ela, que pediu para rezar tr\u00eas \u00abAve Marias\u00bb a fim de nos recordarmos do seu cora\u00e7\u00e3o materno, reacenda em n\u00f3s seus filhos o fogo da miss\u00e3o e o desejo de cuidarmos uns dos outros. Nossa Senhora vos guarde e acompanhe na evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Educris|02.04.2022<\/p>\n<p><em><br \/><\/em><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco desafiou crentes a \u201cacender fogueiras de ternura quando o frio da vida paira sobre aqueles que sofrem\u201d, na homilia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4280927180,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3081291810","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3081291810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3081291810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3081291810\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4280927180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3081291810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3081291810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3081291810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}