{"id":3140322397,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/10385-celebracao-da-vigilia-pascal-"},"modified":"2025-11-07T16:33:45","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:45","slug":"celebracao-da-vigilia-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/celebracao-da-vigilia-pascal\/","title":{"rendered":"Celebra\u00e7\u00e3o da Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. \u00abEste \u00e9 o Dia que o Senhor fez!\u00bb (Salmo 118,25). Aleluia! Este \u00e9 o Dia que o Senhor nos fez! Aleluia! Este \u00e9 o Dia em que o Senhor nos fez! Aleluia! \u00abPor isso, estamos exultantes de alegria\u00bb (Salmo 126,3). Aleluia!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Este \u00e9 o Dia em que desfiamos com amor o ros\u00e1rio das tuas maravilhas, tantas elas s\u00e3o, percorrendo a avenida das tuas Escrituras desde a Cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 P\u00e1scoa, desde a P\u00e1scoa at\u00e9 \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o. Tanto faz. Porque neste Dia novo o tempo n\u00e3o nos mede e nos afasta e nos cataloga em s\u00e9culos e mil\u00e9nios, mas p\u00f5e-nos todos a conviver lado a lado. \u00c9 assim que lemos e compreendemos que no teu \u00abFilho amado\u00bb, Jesus Cristo, Imagem tua e \u00abprimog\u00e9nito dos mortos\u00bb, \u00abtudo foi criado\u00bb (Colossenses 1,16), \u00abe sem Ele nada foi feito\u00bb (Jo\u00e3o 1,3). Lemos e compreendemos que o \u00abteu Filho, Jesus Cristo, n\u00e3o foi Sim e n\u00e3o, mas unicamente Sim\u00bb (2 Cor\u00edntios 1,19). Passe\u00e1mos assim no jardim da tua Cria\u00e7\u00e3o boa e bela, visit\u00e1mos as suas 452 palavras (G\u00e9nesis 1,1-2,4a), e nelas n\u00e3o encontr\u00e1mos, de facto, um \u00fanico \u00abn\u00e3o\u00bb. Se o teu Filho amado, Jesus Cristo, Imagem tua e primog\u00e9nito dos mortos, foi sempre Sim e nunca n\u00e3o, e se foi n\u2019Ele que foram criadas todas as coisas, ent\u00e3o a Cria\u00e7\u00e3o inteira tem tamb\u00e9m de ser Sim, Sim, Sim, e nunca n\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Que belo mundo novo, Senhor, quiseste depositar nas nossas m\u00e3os! Que grande Sim nos confiaste, Senhor, antes de n\u00f3s merecermos de Ti qualquer confian\u00e7a! Visit\u00e1mos depois o Egito opressor, e de l\u00e1, Tu nos libertaste, Senhor, fazendo-nos atravessar a p\u00e9 enxuto o mar Vermelho, como se fosse uma \u00abplan\u00edcie verdejante\u00bb (Sabedoria 19,7). Vest\u00edamos roupas brancas, traz\u00edamos o cora\u00e7\u00e3o em festa, e nos l\u00e1bios um c\u00e2ntico novo, como sucede tamb\u00e9m ainda hoje, Senhor, neste Dia admir\u00e1vel da tua Ressurrei\u00e7\u00e3o, em que cantamos outra vez com inef\u00e1vel alegria: \u00abMinha for\u00e7a e meu canto \u00e9 o Senhor! A Ele devo a minha liberdade!\u00bb (\u00caxodo 15,2).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Com Isa\u00edas e Ezequiel, record\u00e1mos depois as paisagens tristes e sombrias do nosso ex\u00edlio, mas tamb\u00e9m da tua admir\u00e1vel prote\u00e7\u00e3o. Diz uma velha hist\u00f3ria rab\u00ednica que, um dia, \u00abos jovens perguntaram ao velho rabino quando come\u00e7ou o ex\u00edlio de Israel. Ao que o arguto rabino ter\u00e1 respondido que o ex\u00edlio de Israel come\u00e7ou no dia em que Israel deixou de sofrer pelo facto de estar no ex\u00edlio\u00bb. Compreenda-se, portanto, que o ex\u00edlio verdadeiro n\u00e3o consiste simplesmente em estar longe de casa ou da p\u00e1tria, mas sobretudo em tornar-se indiferente e insens\u00edvel, sem causas, sem sonhos e sem esperas, gastando o nosso dinheiro com aquilo que n\u00e3o alimenta, e esquecendo o teu insistente convite: \u00abVinde e comprai sem dinheiro vinho e leite [\u2026]. Ouvi-me, ouvi-me, e comei o que \u00e9 bom\u00bb (Isa\u00edas 55,1-3). Era assim que and\u00e1vamos, Senhor, perdidos longe de ti e longe de n\u00f3s. Mas tamb\u00e9m l\u00e1, \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o em que and\u00e1vamos, chegou a tua m\u00e3o criadora, redentora, libertadora e carinhosa, e reconstru\u00edste a nossa vida sobre a alegria, embelezaste o nosso rosto com \u00f3leo perfumado, e vestiste-nos com a veste branca dos teus filhos. E como se isto n\u00e3o enchesse a medida do teu amor sempre sem medida, ainda fizeste connosco uma Alian\u00e7a nova, e deste-nos um cora\u00e7\u00e3o novo e um esp\u00edrito novo, nova pulsa\u00e7\u00e3o, nova alegria, novo alento, em pura sintonia com o pulsar do teu cora\u00e7\u00e3o e do teu sopro criador.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-5\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Cora\u00e7\u00e3o novo, m\u00fasica nova, ensinada pelos Anjos nos campos de Bel\u00e9m:\u00a0<em>Gloria in Excelsis Deo<\/em>! Outra vez lado a lado, oh milagre da Escritura Santa, dois acontecimentos no tempo separados: o nascimento de Jesus e a sua morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o: os mesmos Anjos, as mesmas faixas a envolver o Menino e o Crucificado, o Menino deposto na manjedoura, o Crucificado deposto no sepulcro. Extraordin\u00e1ria acostagem do Menino e do Crucificado. E S. Paulo a descodificar o nosso Batismo, pelo qual somos sepultados com Cristo, para com Ele ressurgirmos para uma vida nova (Romanos 6,3-5).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. E assim chegamos sempre ao Ressuscitado. \u00c0quele Jesus Cristo, Crucificado, Morto e Sepultado, segundo as Escrituras, que se levanta do ch\u00e3o raso e da folha plana de papiro ou de papel, elevando a humana vida e a inteira Escritura \u00e0 sua Plenitude. Era, na verdade, muito grande aquela pedra que barrava a entrada e a sa\u00edda do sepulcro (Marcos 16,3-4). Quem a pode retirar? A pedra da morte \u00e9 sempre intranspon\u00edvel para as nossas for\u00e7as. Tem, por isso, de ser trabalho de Deus. \u00c9 assim que as mulheres que v\u00e3o de madrugada ao sepulcro, veem com espanto a pedra do sepulcro\u00a0<em>para sempre retirada<\/em>\u00a0(<em>apokek\u00fdlistai<\/em>: perf. pass. de\u00a0<em>apokyl\u00ed\u00f4<\/em>), e, entrando, veem, com n\u00e3o menor espanto, um Anjo\u00a0<em>vestido de branco<\/em>,\u00a0<em>sentado<\/em>\u00a0do\u00a0<em>lado direito<\/em>.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A pedra muito grande\u00a0<em>retirada<\/em>, no tempo perfeito, representa a porta da habita\u00e7\u00e3o da morte para sempre aberta. O modo passivo (passivo divino ou teol\u00f3gico) do verbo revela que um tal operar \u00e9 coisa s\u00f3 Deus. O facto de o Anjo aparecer\u00a0<em>sentado<\/em>\u00a0significa que tem autoridade.\u00a0<em>O lado direito<\/em>\u00a0\u00e9 o lado favor\u00e1vel (cf. Marcos 12,36; 14,62), e sugere que \u00e9 portador de boas not\u00edcias. A\u00a0<em>cor branca<\/em>\u00a0\u00e9 a cor celeste (cf. Marcos 9,3). S\u00f3 do Anjo pode vir este dizer com autoridade: \u00abProcurais Jesus de Nazar\u00e9, o Crucificado? Ressuscitou; n\u00e3o est\u00e1 aqui (\u2026). Ide dizer aos seus disc\u00edpulos e a Pedro que Ele vos\u00a0<em>precede<\/em>\u00a0na Galileia. L\u00e1 o vereis, como vos disse\u00bb (Marcos 16,6-7). Ao mandar levar a not\u00edcia aos seus disc\u00edpulos, acrescenta especificamente o nome de Pedro. \u00c9 como que o reconhecimento de que o arrependimento e as l\u00e1grimas de Pedro pela sua tr\u00edplice nega\u00e7\u00e3o (Marcos 14,66-72) foram aceites. \u00c9 quase como dizer que, ao contr\u00e1rio do \u00abn\u00e3o conhe\u00e7o esse homem\u00bb, dito por Pedro a respeito de Jesus (cf. Marcos 14,71), Jesus manda dizer, por meio do Anjo: \u00abmas Eu conhe\u00e7o-te, Pedro, e ver-me-\u00e1s de novo\u00bb. Fica ainda claro que Ele nos\u00a0<em>precede<\/em>\u00a0sempre, e que, portanto, o nosso verdadeiro lugar \u00e9 sempre \u00abatr\u00e1s d\u2019Ele\u00bb, que permanece sempre o \u00fanico Senhor e o caminho \u00fanico da nossa vida.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. O relato evang\u00e9lico \u00e9 s\u00f3brio, mas rico e denso. Fiel a esta intensa sobriedade, a arte crist\u00e3 nunca se atreveu a representar a ressurrei\u00e7\u00e3o antes dos s\u00e9culos X-XI. \u00c9 tal o fulgor da Luz deste mist\u00e9rio, que ficar\u00e1 sempre no dom\u00ednio do inef\u00e1vel, que simultaneamente ilumina e esconde. \u00c9 por isso que a Paix\u00e3o \u00e9 um relato, mas a Ressurrei\u00e7\u00e3o, que p\u00f5e fim ao relato, s\u00f3 nos pode chegar como Not\u00edcia, vinda de fora, como a Aurora.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-6\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. \u00c9 por isso que esta Noite \u00e9 uma fulgura\u00e7\u00e3o de Luz e Lume novo. Desde as brasas acesas, ao C\u00edrio Pascal aceso, ao nosso cora\u00e7\u00e3o aceso como o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas. \u00c9 tamb\u00e9m por isso que o Batismo come\u00e7ou por ser chamado \u00abIlumina\u00e7\u00e3o\u00bb, sendo a Vig\u00edlia Pascal tamb\u00e9m a grande Noite Batismal. E cada batizado levar\u00e1 para sempre a arder dentro de si este Lume, de que n\u00e3o pode fugir, e que ningu\u00e9m pode apagar.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Lume novo, lareira acesa na cidade,\/ \u00c9s Tu, Senhor, o clar\u00e3o da tarde,\/ A not\u00edcia, a car\u00edcia, a ressurrei\u00e7\u00e3o.\/ Ilumina, Senhor, a tua Igreja Santa, e os seus novos filhos que hoje nascem na fonte batismal. Que os nossos passos sejam sempre firmes, e o nosso cora\u00e7\u00e3o sempre fiel. Vem, Senhor Jesus! Aleluia!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. \u00abEste \u00e9 o Dia que o Senhor fez!\u00bb (Salmo 118,25). Aleluia! 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