{"id":3164944000,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11121-homilia-do-papa-francisco-no-domingo-da-palavra-de-deus"},"modified":"2025-11-07T16:34:42","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:42","slug":"homilia-do-papa-francisco-no-domingo-da-palavra-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/homilia-do-papa-francisco-no-domingo-da-palavra-de-deus\/","title":{"rendered":"Homilia do Papa Francisco no \u00abDomingo da Palavra de Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_palavra_220123110111.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>O Papa Francisco desafiou hoje os crentes a voltarem a colocar no centro a pastoral e da vida da Igreja a &#8220;Palavra de Deus&#8221;, que atua como uma &#8220;espada de dois gumes&#8221; e liberta da &#8220;rigidez&#8221;, tornando os fi\u00e9is capazes de &#8220;ir ao encontro dos pobres&#8221; e a n\u00e3o ficar enclausurados &#8220;num novo pelagianismo&#8221; que &#8220;nos retira do mundo&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a homilia do Santo Padre<\/p>\n<p>Encontramos, na primeira Leitura e no Evangelho, dois gestos paralelos: o sacerdote Esdras coloca em lugar elevado o livro da lei de Deus, abre-o e proclama-o diante de todo o povo; Jesus, na sinagoga de Nazar\u00e9, abre o rolo da Sagrada Escritura e, na frente de todos, l\u00ea uma passagem do profeta Isa\u00edas. Estas duas cenas comunicam-nos uma realidade fundamental: no centro da vida do povo santo de Deus e do caminho da f\u00e9, n\u00e3o estamos n\u00f3s com as nossas palavras; no centro, est\u00e1 Deus com a sua Palavra.<\/p>\n<p>Tudo teve in\u00edcio pela Palavra que Deus nos dirigiu. Em Cristo, sua Palavra eterna, o Pai \u00abescolheu-nos antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo\u00bb (<em>Ef<\/em>\u00a01, 4). Com a sua Palavra, criou o universo: \u00abEle ordenou e tudo foi criado\u00bb (<em>Sal<\/em>\u00a033, 9). Desde os tempos antigos, falou-nos por meio dos profetas (cf.\u00a0<em>Heb<\/em>\u00a01, 1); por fim, na plenitude do tempo (cf.\u00a0<em>Gal<\/em>\u00a04, 4), enviou-nos a sua pr\u00f3pria Palavra, o Filho unig\u00e9nito. Por isso no Evangelho, terminada a leitura de Isa\u00edas, Jesus anuncia uma coisa inaudita: \u00abCumpriu-se hoje esta passagem da Escritura\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a04, 21). Cumpriu-se: a Palavra de Deus j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma promessa, mas realizou-se. Em Jesus, fez-Se carne. Por obra do Esp\u00edrito Santo, veio habitar no meio de n\u00f3s e quer habitar em n\u00f3s, para satisfazer os nossos anseios e curar as nossas feridas.<\/p>\n<p>Irm\u00e3s e irm\u00e3os, tenhamos os olhos fixos em Jesus, como as pessoas na sinagoga de Nazar\u00e9 (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a04, 20) \u2013 fixavam-no, era um deles: Que fen\u00f3meno! Que far\u00e1 este de quem tanto se fala? \u2013 e acolhamos a sua Palavra. Meditemos hoje em dois aspetos interligados da mesma:\u00a0<em>a Palavra desvenda Deus<\/em>\u00a0e\u00a0<em>a Palavra leva-nos ao homem<\/em>. Est\u00e1 no centro: desvenda Deus e leva-nos ao homem.<\/p>\n<p>Antes de mais nada,\u00a0<em>a Palavra desvenda Deus<\/em>. Jesus, no in\u00edcio da sua miss\u00e3o, ao comentar aquela passagem particular do profeta Isa\u00edas, anuncia claramente uma op\u00e7\u00e3o: veio para libertar os pobres e os oprimidos (cf. 4, 18). Assim nos desvenda, precisamente atrav\u00e9s das Escrituras, o rosto de Deus como o d\u2019Aquele que cuida da nossa pobreza e tem a peito o nosso destino. N\u00e3o \u00e9 patr\u00e3o enrocado nos c\u00e9us \u2013 uma imagem perversa de Deus! Ele n\u00e3o \u00e9 assim -, mas o Pai que acompanha os nossos passos. N\u00e3o \u00e9 observador frio, distante e impass\u00edvel, um Deus \u00abmatem\u00e1tico\u00bb. \u00c9 o Deus-connosco que Se apaixona pela nossa vida e empenha-Se nela a ponto de chorar as nossas l\u00e1grimas. N\u00e3o \u00e9 um deus neutral e indiferente, mas o Esp\u00edrito amante do homem, que nos defende, aconselha, toma posi\u00e7\u00e3o a nosso favor, entra em campo e compromete-Se com a nossa dor. Nesta, sempre est\u00e1 presente. Eis \u00aba Boa-Nova\u00bb (4, 18), que Jesus proclama diante do olhar at\u00f3nito dos presentes: Deus est\u00e1 perto e quer cuidar de mim, de ti, de todos. Este \u00e9 o tra\u00e7o distintivo de Deus: a proximidade. Assim se define a Si pr\u00f3prio, quando diz ao povo no Deuteron\u00f3mio: \u00abQue povo tem os seus deuses t\u00e3o pr\u00f3ximos de si, como Eu estou pr\u00f3ximo de ti?\u00bb (cf.\u00a0<em>Dt<\/em>\u00a04, 7). O Deus pr\u00f3ximo com uma proximidade compassiva e terna, quer aliviar-te dos pesos que te esmagam, quer aquecer o frio dos teus invernos, quer iluminar os teus dias sombrios, quer sustentar os teus passos incertos. E f\u00e1-lo atrav\u00e9s da sua Palavra, com a qual te fala para reacender a esperan\u00e7a por entre as cinzas dos teus medos, para te fazer reencontrar a alegria nos labirintos das tuas tristezas, para encher de esperan\u00e7a a amargura das solid\u00f5es. Faz-te andar, mas n\u00e3o num labirinto; faz-te andar no caminho, para O encontrares dia a dia, cada vez mais.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os, irm\u00e3s, perguntemo-nos: trazemos no cora\u00e7\u00e3o esta imagem libertadora de Deus, o Deus pr\u00f3ximo, o Deus compassivo, o Deus terno? Ou imaginamo-Lo como um juiz rigoroso, um r\u00edgido guarda alfandeg\u00e1rio da nossa vida? A nossa \u00e9 uma f\u00e9 que gera esperan\u00e7a e alegria, ou \u2013 pergunto-me\u2026 \u2013 dentro de n\u00f3s h\u00e1 ainda uma f\u00e9 acabrunhada pelo medo, uma f\u00e9 medrosa? Qual \u00e9 o rosto de Deus que anunciamos na Igreja: o Salvador que liberta e cura, ou o Deus Tem\u00edvel que esmaga avivando os sentimentos de culpa? Para nos convertermos ao verdadeiro Deus, Jesus indica-nos por onde come\u00e7ar: pela Palavra. Esta, ao narrar a hist\u00f3ria do amor de Deus por n\u00f3s, liberta-nos dos medos e preconceitos sobre Ele, que apagam a alegria da f\u00e9. A Palavra derruba os \u00eddolos falsos, desmascara as nossas fantasias, destr\u00f3i as representa\u00e7\u00f5es demasiado humanas de Deus e traz-nos de volta ao seu rosto verdadeiro, \u00e0 sua miseric\u00f3rdia. A Palavra de Deus alimenta e renova a f\u00e9: voltemos a coloc\u00e1-la no centro da ora\u00e7\u00e3o e da vida espiritual! No centro, a Palavra que nos revela como \u00e9 Deus. A Palavra que nos aproxima de Deus.<\/p>\n<p>E agora o segundo aspeto:\u00a0<em>a Palavra leva-nos ao homem<\/em>. Leva-nos a Deus e leva-nos ao homem. Na verdade, quando descobrimos que Deus \u00e9 amor compassivo, vencemos a tenta\u00e7\u00e3o de nos fecharmos numa sacra religiosidade, que se reduz a um culto exterior, que n\u00e3o toca nem transforma a vida. Uma tal religiosidade \u00e9 idolatria, idolatria sumida, idolatria rebuscada, mas \u00e9 idolatria. A Palavra impele-nos a sair de n\u00f3s mesmos caminhando ao encontro dos irm\u00e3os, animados unicamente com a for\u00e7a serena do amor libertador de Deus. \u00c9 precisamente isto que nos revela Jesus, na sinagoga de Nazar\u00e9: Ele \u00e9 enviado para ir ao encontro dos pobres (que somos todos n\u00f3s!) e libert\u00e1-los. N\u00e3o veio para entregar um elenco de normas nem para oficiar nalguma cerim\u00f3nia religiosa, mas desceu \u00e0s estradas do mundo para encontrar a humanidade ferida, acariciar os rostos macerados pelo sofrimento, curar os cora\u00e7\u00f5es dilacerados, libertar-nos das correntes que nos agrilhoam a alma. Revela-nos assim qual \u00e9 o culto mais agrad\u00e1vel a Deus: cuidar do pr\u00f3ximo. E desculpai se insisto nisto. H\u00e1 momentos em que sobrev\u00eam na Igreja as tenta\u00e7\u00f5es da rigidez, que \u00e9 uma pervers\u00e3o, e se pensa encontrar Deus tornando-se mais r\u00edgidos, com mais normas, acertando as coisas, pondo as coisas claras&#8230; Mas n\u00e3o \u00e9 assim! Quando virmos propostas de rigidez, pensemos imediatamente: isto \u00e9 um \u00eddolo, n\u00e3o \u00e9 Deus. O nosso Deus n\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n<p>Irm\u00e3s e irm\u00e3os, a Palavra de Deus transforma-nos \u2013 a rigidez n\u00e3o nos transforma, dissimula \u2013 a Palavra de Deus transforma-nos penetrando na alma como uma espada (cf.\u00a0<em>Heb<\/em>\u00a04, 12). Com efeito, se por um lado consola, desvendando-nos o rosto de Deus, por outro provoca e sobressalta-nos, fazendo-nos cientes das nossas contradi\u00e7\u00f5es. P\u00f5e-nos em crise. N\u00e3o nos deixa tranquilos, se o pre\u00e7o a pagar por esta tranquilidade \u00e9 um mundo dilacerado pela injusti\u00e7a e pela fome e quem paga o pre\u00e7o s\u00e3o sempre os mais fr\u00e1geis. Sempre pagam os mais fr\u00e1geis. A Palavra p\u00f5e em crise as nossas justifica\u00e7\u00f5es que sempre fazem depender, aquilo que corre mal, duma coisa diferente e dos outros. Quanta amargura sentimos ao ver os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s morrerem no mar, porque n\u00e3o os deixam desembarcar! E isto \u00e9 feito por alguns em nome de Deus. A Palavra de Deus convida-nos a sair \u00e0s claras, a n\u00e3o nos escondermos atr\u00e1s da complexidade dos problemas, atr\u00e1s do \u00abn\u00e3o h\u00e1 nada a fazer\u00bb \u2013 \u00ab\u00e9 um problema deles\u00bb, \u00abo problema \u00e9 seu\u00bb \u2013 ou \u00abque posso fazer eu?\u00bb, \u00abDeixemo-los para l\u00e1!\u00bb Exorta-nos a agir, a unir o culto a Deus e o cuidado do homem. Porque a Sagrada Escritura n\u00e3o foi dada para nos entreter, para nos mimar numa espiritualidade ang\u00e9lica, mas para sair ao encontro dos outros e debru\u00e7ar-nos sobre as suas feridas. Falei da rigidez, deste pelagianismo moderno, como uma das tenta\u00e7\u00f5es da Igreja. E esta \u2013 a de procurar uma espiritualidade ang\u00e9lica \u2013 de algum modo \u00e9 a outra tenta\u00e7\u00e3o de hoje: os movimentos espirituais gn\u00f3sticos, o gnosticismo, propondo-te uma Palavra de Deus que te coloca \u00abem \u00f3rbita\u00bb e n\u00e3o te faz tocar a realidade. A Palavra que Se fez carne (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a01, 14), quer tornar-Se carne em n\u00f3s. N\u00e3o nos aliena da vida; mas mergulha-nos nela, nas situa\u00e7\u00f5es do dia a dia, na ausculta\u00e7\u00e3o dos sofrimentos dos irm\u00e3os, do clamor dos pobres, das viol\u00eancias e injusti\u00e7as que ferem a sociedade e a terra, a fim de sermos, n\u00e3o crist\u00e3os indiferentes, mas diligentes, crist\u00e3os criativos, crist\u00e3os prof\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u00abCumpriu-se\u00a0<em>hoje<\/em>\u00a0\u2013 diz Jesus \u2013 esta passagem da Escritura\u00bb (<em>Lc<\/em>\u00a04, 21). A Palavra quer tornar-Se carne hoje, no tempo que vivemos, n\u00e3o num futuro ideal. Uma m\u00edstica francesa do s\u00e9culo passado, que escolheu viver o Evangelho nas periferias, escreveu que a Palavra do Senhor n\u00e3o \u00e9 \u00ab\u201cletra morta&#8221;: \u00e9 esp\u00edrito e vida. (&#8230;) A ac\u00fastica exigida de n\u00f3s para bem ressoar a Palavra do Senhor \u00e9 o nosso \u201choje\u201d: as circunst\u00e2ncias da nossa vida quotidiana e as necessidades do nosso pr\u00f3ximo\u00bb (M. Delbr\u00eal,\u00a0<em>A alegria de acreditar<\/em>, Mil\u00e3o 1994, 258). Perguntemo-nos ent\u00e3o: queremos imitar Jesus, tornando-nos ministros de liberta\u00e7\u00e3o e consola\u00e7\u00e3o para os outros, realizar a Palavra? Somos uma Igreja d\u00f3cil \u00e0 Palavra? Uma Igreja propensa a ouvir os outros, empenhada em estender a m\u00e3o para aliviar os irm\u00e3os e as irm\u00e3s daquilo que os oprime, para desfazer os n\u00f3s dos medos, libertar os mais fr\u00e1geis das pris\u00f5es da pobreza, do cansa\u00e7o interior e da tristeza que apaga a vida? \u00c9 isto que n\u00f3s queremos?<\/p>\n<p>Nesta celebra\u00e7\u00e3o, s\u00e3o\u00a0<em>institu\u00eddos leitores e catequistas<\/em>\u00a0alguns dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. S\u00e3o chamados \u00e0 importante tarefa de servir o Evangelho de Jesus, anunci\u00e1-lo para que a sua consola\u00e7\u00e3o, a sua alegria e a sua liberta\u00e7\u00e3o cheguem a todos. Esta \u00e9 tamb\u00e9m a miss\u00e3o de cada um de n\u00f3s: ser arautos cred\u00edveis, profetas da Palavra no mundo. Por isso apaixonemo-nos pela Sagrada Escritura, deixemo-nos interpelar profundamente pela Palavra, que desvenda a novidade de Deus e leva-nos a amar incansavelmente os outros. Voltemos a colocar a Palavra de Deus no centro da pastoral e da vida da Igreja! Assim seremos libertos tanto de qualquer pelagianismo r\u00edgido, de qualquer rigidez, como da ilus\u00e3o duma espiritualidade que nos coloca \u00abem \u00f3rbita\u00bb sem cuidar dos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Voltemos a colocar a Palavra de Deus no centro da pastoral e da vida da Igreja. Ou\u00e7amo-la, rezemo-la, ponhamo-la em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/homilies\/2022\/documents\/20220123_omelia-domenicadellaparoladidio.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>23.01.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Francisco desafiou hoje os crentes a voltarem a colocar no centro a pastoral e da vida da Igreja [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1450087762,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3164944000","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3164944000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3164944000"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3164944000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995999,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3164944000\/revisions\/4294995999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1450087762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3164944000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3164944000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3164944000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}