{"id":3203338287,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/10222-doming--iv-do-tempo-comum-eis-que-faco-novas-todas-as-coisas"},"modified":"2025-11-07T16:33:43","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:43","slug":"doming-iv-do-tempo-comum-eis-que-faco-novas-todas-as-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/doming-iv-do-tempo-comum-eis-que-faco-novas-todas-as-coisas\/","title":{"rendered":"Doming  IV do Tempo Comum: \u00abEis que fa\u00e7o novas todas as coisas!\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. \u00abEis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u00bb (Apocalipse 21,5), diz Deus. De tal modo novas, diz Deus, que ningu\u00e9m pode dizer: \u00abJ\u00e1 o sabia\u00bb (Isa\u00edas 48,7).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. \u00c9 assim tamb\u00e9m o Evangelho deste Domingo IV do Tempo Comum (Marcos 1,21-28). Eis Jesus a entrar com os seus disc\u00edpulos em Cafarnaum, na sinagoga deles, e ensinava e ordenava tudo de forma nova. T\u00e3o nova que inutilizava todas as compara\u00e7\u00f5es e cataloga\u00e7\u00f5es (Marcos 1,22). N\u00e3o era membro de nenhuma confraria, academia, partido, ordem profissional ou institui\u00e7\u00e3o, que \u00e0 partida lhe conferisse algum cr\u00e9dito, alguma autoridade. Nenhum cr\u00e9dito, nenhum curr\u00edculo, nenhum diploma, o precedia. A sua autoridade come\u00e7ava ali, no pr\u00f3prio acto de dizer ou de fazer. E as pessoas de Cafarnaum foram tomadas de tanto espanto, que tiveram de constatar logo ali que sa\u00eda dos seus l\u00e1bios e das suas m\u00e3os um mundo novo, belo e bom, ordenado segundo as pautas da Cria\u00e7\u00e3o (Marcos 1,22 e 27). Um vendaval manso de gra\u00e7a e de bondade encheu Cafarnaum, e transvazava como um perfume novo de amor e de louvor por toda a regi\u00e3o da Galileia e da miss\u00e3o (Marcos 1,28). Saltava \u00e0 vista que Cafarnaum n\u00e3o podia conter ou reter tamanha vaga de perfume e lume novo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. As pessoas de Cafarnaum sabiam bem\u00a0<em>o que<\/em>\u00a0diziam os escribas, e\u00a0<em>como<\/em>\u00a0diziam os escribas. N\u00e3o eram sen\u00e3o repetidores, talvez mesmo apenas repetentes de pesadas e cansadas doutrinas que se arrastavam na torrente de uma velha e gasta tradi\u00e7\u00e3o. Os escribas diziam, diziam, diziam, recitavam o vazio (Salmo 2,1), compraziam-se na sua pr\u00f3pria boca, nas suas pr\u00f3prias palavras (Salmo 49,14), e nada, nada, nada acontecia: nenhum calafrio na alma, nenhum rio nascia no deserto, ningu\u00e9m estremecia ou renascia. Mas Jesus come\u00e7ou a falar, e as pessoas de Cafarnaum sentem um fr\u00e9mito, um estremecimento novo (Isa\u00edas 66,2 e 5), assalta-as uma comovida emo\u00e7\u00e3o, uma l\u00e1grima de alegria lhes acaricia o cora\u00e7\u00e3o. Era como se acabassem de escutar aquela palavra \u00fanica que h\u00e1 tanto tempo se procura, palavra criadora que nos vai direitinha ao cora\u00e7\u00e3o, a ternura e a surpresa permanente de quem leva uma crian\u00e7a pela m\u00e3o! N\u00e3o deixa de espantar que o narrador nos diga que Jesus ensinava, e que nada nos diga acerca do conte\u00fado desse ensinamento. Reporta apenas a impress\u00e3o que as palavras de Jesus suscitam nos ouvintes. Um tal modo de proceder serve para nos fazer entender, desde o princ\u00edpio, que o que verdadeiramente interessa \u00e9 a pessoa de Jesus, e n\u00e3o a sua doutrina.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. As pessoas de Cafarnaum sabiam bem\u00a0<em>o que<\/em>\u00a0eram os exorcismos, e\u00a0<em>como<\/em>\u00a0se faziam os exorcismos. Estavam muito em voga naquele tempo. Eram longos, estranhos, complicados, cheios de f\u00f3rmulas m\u00e1gicas e ritos esot\u00e9ricos. Mas Jesus diz uma palavra criadora: \u00abCala-te e sai desse homem\u00bb, e tudo fica de imediato resolvido! (Marcos 1,25-26).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Abre-se um debate. O primeiro de muitos que o Evangelho de Marcos vai abrir. \u00ab<em>O que \u00e9 isto?<\/em>\u00bb (Marcos 1,27), perguntam as pessoas de Cafarnaum, que nunca tinham visto tanto e t\u00e3o novo e t\u00e3o prodigioso ensinamento.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" data-style-before-video=\"float:left;height:0px;margin:0 auto;overflow:hidden;width:450px;\">\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Mas \u00e9 apenas o come\u00e7o da jornada deste maravilhoso ANUNCIADOR do Evangelho de Deus (Marcos 1,14). Logo a abrir o seu Evangelho, Marcos ensina-nos que a jornada iniciada naquele primeiro s\u00e1bado em Cafarnaum salta os clich\u00e9s habituais, e vai de madrugada a madrugada, de modo a deixar j\u00e1 bem \u00e0 vista aquela outra sempre primeira madrugada da Ressurrei\u00e7\u00e3o! Jesus come\u00e7a de manh\u00e3 na sinagoga (Marcos 1,21); caminha depois 30 metros para sul, e entra, pelo meio-dia, na casa de Pedro e levanta da febre para o servi\u00e7o do Evangelho a sogra de Pedro (Marcos 1,29-31); \u00e0 tardinha, j\u00e1 sol-posto, primeiro dia da semana, toda a cidade de Cafarnaum est\u00e1 reunida diante da porta daquela casa, para ouvir Jesus e ver curados por Ele os seus doentes (Marcos 1,32-34); de madrugada, muito cedo, Jesus sai sozinho para rezar (Marcos 1,35), e os disc\u00edpulos correm a procur\u00e1-lo para o trazer de volta a Cafarnaum, pois, dizem eles, todas as pessoas o querem ver e ter (Marcos 1,36-37). Ningu\u00e9m o quer perder.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Desconcertante reviravolta. Jesus diz aos seus disc\u00edpulos at\u00f3nitos: \u00abVAMOS a outros lugares, \u00e0s aldeias vizinhas, para que TAMB\u00c9M (<em>ka\u00ed<\/em>\u00a0usado adverbialmente) ali ANUNCIE (<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>) o Evangelho\u00bb (Marcos 1,38). Com este gr\u00e1vido dizer, Jesus deixa claro que ANUNCIAR o Evangelho enche por completo o seu programa e o seu caminho. Com aquele\u00a0<em>vamos<\/em>\u00a0[\u00ab<em>vamos<\/em>\u00a0a outros lugares\u00bb], Jesus desinstala e agrafa a si os seus disc\u00edpulos para este trabalho de AN\u00daNCIO do Evangelho seja a quem for, seja onde for. Com aquele\u00a0<em>tamb\u00e9m<\/em>\u00a0inclusivo [\u00abpara que\u00a0<em>tamb\u00e9m<\/em>\u00a0ali anuncie o Evangelho\u00bb], Jesus classifica como AN\u00daNCIO do Evangelho todos os afazeres da inteira jornada de Cafarnaum: ensinar, libertar, acolher, curar, recriar: \u00e9 esta a toada do AN\u00daNCIO do Evangelho.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. ANUNCIAR (<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>) \u00e9 ent\u00e3o o afazer de Jesus. E qual \u00e9 a primeira nota que soa quando Jesus\u00a0<em>se diz<\/em>\u00a0com o verbo ANUNCIAR? \u00c9, sem d\u00favida, a sua completa vincula\u00e7\u00e3o ao Pai, de quem \u00e9 o arauto, o mensageiro, o ANUNCIADOR. Pura transpar\u00eancia do Pai, de quem diz o que ouviu dizer (Jo\u00e3o 7,16-17; 8,26.38.40; 14,24; 17,8) e faz o que viu fazer (Jo\u00e3o 5,19; 17,4). Recebendo todo o amor fontal do Pai, bebendo da torrente cristalina do amor fontal do Pai (Salmo 110,7; cf. 1 Reis 17,4), Jesus, o Filho, \u00e9 pura transpar\u00eancia do Pai, e pode, com toda a verdade dizer a Filipe: Filipe, \u00abquem me v\u00ea, v\u00ea o Pai\u00bb (Jo\u00e3o 14,9). \u00c9 mesmo aqui que reside a sua verdadeira AUTORIDADE e a verdadeira NOVIDADE do seu MODO novo de dizer e de fazer, que se chama ANUNCIAR.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. A primeira nota de todo o ANUNCIADOR ou Arauto ou Mensageiro n\u00e3o assenta na capacidade deste, mas na sua fidelidade \u00c0quele que lhe confia a mensagem que deve anunciar. \u00c9 em Seu nome que diz\u00a0<em>o que<\/em>\u00a0diz, que diz\u00a0<em>como<\/em>\u00a0diz. No Enviado \u00e9 o Rosto do Enviante que se deve ver em contraluz ou filigrana pura. No Enviado ou Mensageiro ou Anunciador \u00e9 verdadeiramente Deus que visita o seu povo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Pertinho de Deus, cheio de Deus, Jesus leva Deus aos seus irm\u00e3os. \u00c9 esta a Autoridade de Jesus. A li\u00e7\u00e3o do Livro do Deuteron\u00f3mio de hoje (18,15-20) anuncia um profeta novo, como Mois\u00e9s. \u00c9 Jesus o profeta \u00abcomo Mois\u00e9s\u00bb, mais do que Mois\u00e9s, com a boca repleta das palavras de Deus (Deuteron\u00f3mio 18,18). E n\u00e3o s\u00f3 a boca, mas tamb\u00e9m as m\u00e3os e o cora\u00e7\u00e3o. Bem diferente dos escribas e dos falsos profetas e do povo rebelde no deserto. Estes dispensam a Palavra de Deus. O que querem ter na boca \u00e9 p\u00e3o e carne. O que recolheu menos, no deserto, diz-nos o extraordin\u00e1rio relato do Livro dos N\u00fameros 11,31-35, recolheu 4500 kg de carne de codorniz (N\u00fameros 11,32). E come\u00e7aram a meter a carne \u00e0 boca com tamanha avidez, que morreram de n\u00e1usea! Foram encontrados mortos, ainda com a carne entre os dentes, por mastigar (N\u00fameros 11,33). V\u00ea-se que \u00e9 urgente libertar o cora\u00e7\u00e3o, as m\u00e3os, a boca. Vive-se da Palavra. Morre-se de n\u00e1usea.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. Numa p\u00e1gina sublime do Livro dos N\u00fameros (17,17-26), Deus ordena a Mois\u00e9s que recolha as varas de comando dos chefes das doze tribos de Israel, para, de entre eles, escolher um que exer\u00e7a o sacerd\u00f3cio em Israel. Em cada vara foi escrito o nome da respetiva tribo. Por ordem de Deus, o nome de Levi foi substitu\u00eddo pelo de Aar\u00e3o. As doze varas foram colocadas, ao entardecer, na presen\u00e7a de Deus, na Tenda do Encontro. Na manh\u00e3 seguinte, todos puderam ver que da vara de Aar\u00e3o tinham desabrochado folhas verdes, flores em bot\u00e3o, flores abertas e frutos maduros (N\u00fameros 17,23). Dos frutos \u00e9 dito o nome: am\u00eandoas! Vara de amendoeira em flor e fruto, que, por ordem de Deus, ficar\u00e1 para sempre na sua presen\u00e7a, diante do Propiciat\u00f3rio (cf. Hebreus 9,4), entre Deus e o povo, para impedir que o pecado do povo chegue a Deus, e para facilitar que o perd\u00e3o de Deus chegue ao povo. J\u00e1 ningu\u00e9m estranhar\u00e1 agora que o candelabro (<em>m<sup>e<\/sup>n\u00f4rah<\/em>) que, noite e dia,\/ ardia\/ na presen\u00e7a de Deus, estivesse ornamentado com flores de amendoeira (\u00caxodo 25,31-35; 37,20-22). E tamb\u00e9m j\u00e1 ningu\u00e9m estranhar\u00e1 que a tradi\u00e7\u00e3o judaica tardia refira que a vara do Messias havia de ser de madeira\u2026 de amendoeira.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">12. A\u00ed est\u00e3o as coordenadas exatas do lugar do sacerdote e do bispo: entre Deus e o povo. Mais concretamente: pertinho de Deus, mas de um Deus que faz car\u00edcias ao seu povo, um Deus que ama e que perdoa; pertinho do povo, o suficiente para lhe entregar esta car\u00edcia de Deus.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">13. Face a esta urg\u00eancia, esta grandeza, esta beleza Primeira e \u00daltima, Nov\u00edssima, tudo o resto deve ser relativizado. Uma \u00fanica grande devo\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, amor, deve nortear a nossa vida: a nossa total dedica\u00e7\u00e3o a Cristo, sem oscila\u00e7\u00e3o nem distra\u00e7\u00e3o. Grande ensinamento de S. Paulo, hoje, na sua Primeira Carta aos Cor\u00edntios 7,32-35.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">14. Sim, n\u00e3o nos \u00e9 permitido adormecer ou entorpecer, de modo a ficarmos inativos, infecundos, indiferentes, insens\u00edveis, tipo \u00abtanto faz!\u00bb. O Salmo 95, que hoje cantamos, e que \u00e9, para os judeus fi\u00e9is, a ora\u00e7\u00e3o de ingresso ou de entrada no s\u00e1bado (reza-se sexta-feira ao p\u00f4r-do-sol), e para n\u00f3s, crist\u00e3os, o Salmo invitat\u00f3rio recitado todas as manh\u00e3s, \u00e9 o mais quotidiano dos Salmos. E deve ser um permanente despertador para n\u00e3o nos deixarmos andar ao sabor de qualquer m\u00fasica, mas apenas e sempre ao sabor da m\u00fasica de Deus. Sim, n\u00e3o \u00e9 tempo de nos instalarmos aqui, em qualquer \u00abaqui\u00bb. \u00c9 necess\u00e1rio levar a todos os lugares e a todas as pessoas este vendaval manso de gra\u00e7a e de bondade que um dia Jesus desencadeou em Cafarnaum.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Tu, Senhor, Tu passas, Tu amas, Tu falas,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E um caminho novo se abre a nossos p\u00e9s,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Uma luz nova em nossos olhos arde,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c1trio de luminosidade,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">P\u00e3o<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">De trigo e de liberdade,<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Claridade que se ateia ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Lume novo, lareira acesa na cidade,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c9s Tu, Senhor, o clar\u00e3o da tarde,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">A not\u00edcia, a car\u00edcia, a ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Passa outra vez, Senhor, d\u00e1-nos a m\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Levanta-nos,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">N\u00e3o nos deixes presos no nev\u00e3o<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Do Montemuro ou de Cafarnaum.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c9 necess\u00e1rio que o zum-zum<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Do Evangelho<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Atravesse outras aldeias e cidades,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Corra de rua em rua,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">De quelho em quelho,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Entre em cada cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Novo ou velho,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E fa\u00e7a nascer uma teia de irm\u00e3os,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Que se d\u00e3o as m\u00e3os.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. \u00abEis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u00bb (Apocalipse 21,5), diz Deus. 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