{"id":3265821747,"date":"2017-10-02T00:00:00","date_gmt":"2017-10-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/7292-educacao-busca-do-bem-e-chave-para-o-sucesso"},"modified":"2017-10-02T00:00:00","modified_gmt":"2017-10-02T00:00:00","slug":"educacao-busca-do-bem-e-chave-para-o-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/educacao-busca-do-bem-e-chave-para-o-sucesso\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o: \u201cBusca do bem \u00e9 chave para o sucesso\u201d"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_bolonha_171002044230.png\"\/><\/p>\n<p><p>Na visita a Bolonha, por ocasi\u00e3o do encerramento do Congresso Eucar\u00edstico Diocesano, o Papa quis encontrar-se com o mundo da educa\u00e7\u00e3o e da Universidade.<\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a interven\u00e7\u00e3o do Papa Francisco:<\/p>\n<p>Caros amigos<\/p>\n<p>Estou contente por poder compartilhar este momento convosco e agrade\u00e7o, cordialmente, as palavras do reitor e do estudante. N\u00e3o poderia vir a Bolonha sem me encontrar com o mundo universit\u00e1rio. A Universidade de Bolonha tem sido um laborat\u00f3rio de humanismo ao longo de quase mil anos: aqui o di\u00e1logo com as ci\u00eancias inaugurou uma era e moldou a cidade. Por esta raz\u00e3o, Bolonha \u00e9 chamada a &#8220;douta\u201d: \u00e9 douta mas n\u00e3o presun\u00e7osa, muito gra\u00e7as \u00e0 Universidade, que permaneceu sempre aberta, educando cidad\u00e3os do mundo e recordando-lhes que a identidade a que pertencem \u00e9 aquela da casa comum, a <em>universitas<\/em>.<\/p>\n<p>A palavra <em>universitas<\/em> cont\u00e9m a ideia do todo e da pr\u00f3pria comunidade. Isto ajuda-nos a fazer mem\u00f3ria da origem \u2013 e como \u00e9 precioso cultivar a mem\u00f3ria &#8211; \u00a0daqueles grupos de alunos que come\u00e7aram a reunir-se \u00e0 volta dos mestres. Dois ideais os persuadiram, um \u201cvertical\u201d: n\u00e3o se pode viver de verdade sem elevar a mente ao conhecimento, sem o desejo de apontar para o alto; e a outra &#8220;horizontal&#8221;: a pesquisa deve ser feita em conjunto, estimulando e compartilhando os bons interesses comuns. Aqui est\u00e1 o car\u00e1ter universal, que nunca tem medo de incluir. Testemunham-no seis mil bras\u00f5es multicolores, cada um dos quais representando a fam\u00edlia de um jovem que veio aqui para estudar e n\u00e3o s\u00f3 de muitas cidades italianas, mas de muitos pa\u00edses europeus e at\u00e9 mesmo da Am\u00e9rica do Sul! A vossa Alma Mater, e a de todas as universidades, \u00e9 hoje chamada a procurar aquilo que une. O acolhimento que reservais aos estudantes de proveni\u00eancias por vezes t\u00e3o distantes e de dif\u00edceis situa\u00e7\u00f5es \u00e9 um belo sinal: Que Bolonha, um cruzamento secular de encontros, de confronto e rela\u00e7\u00f5es, e, nos \u00faltimos tempos, o ber\u00e7o do projeto Erasmus, possa sempre cultivar esta voca\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Tudo aqui come\u00e7ou \u00e0 volta do estudo do direito, testemunhando que a universidade na Europa tem as ra\u00edzes mais profundas do humanismo, nas quais as institui\u00e7\u00f5es civis e a Igreja, nos seus pap\u00e9is distintos, contribu\u00edram. O pr\u00f3prio S\u00e3o Domingos ficou admirado pela vitalidade de Bolonha e pelo grande n\u00famero de estudantes que aqui ocorriam para estudar direito civil e can\u00f3nico. Bolonha com o seu <em>Studium<\/em> soube responder \u00e0s necessidades da nova sociedade, atraindo estudantes desejosos do saber. S\u00e3o Domingos encontrou-os com frequ\u00eancia. De acordo com uma narrativa, houve mesmo um aluno, que impressionado com o seu conhecimento da Sagrada Escritura, o questionou sobre por que livros havia estudado. A nota de resposta de Domingos \u00e9 bem conhecida: &#8220;Estudei no Livro da Caridade mais do que em outros; na verdade, este livro ensina todas as coisas&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A busca do bem \u00e9, de facto, a chave para o sucesso nos estudos; O amor \u00e9 o ingrediente que d\u00e1 sabor aos tesouros do conhecimento e, em particular, aos direitos do homem e das pessoas. Com este esp\u00edrito, gostaria de propor tr\u00eas direitos, que me parecem atuais.<\/p>\n<p>1. Direito \u00e0 cultura. N\u00e3o estou apenas a referir-me ao sacrossanto direito a todos terem acesso ao estudo &#8211; em tantas \u00e1reas do mundo, tantos jovens s\u00e3o privados dele -, mas tamb\u00e9m ao facto de que hoje, especialmente, o direito \u00e0 cultura significar tutelar a sabedoria, isto \u00e9, um conhecimento humano e humanizador. Muitas vezes a vida \u00e9 condicionada por padr\u00f5es de vida banais e ef\u00e9meros, que promovem o sucesso de baixo custo, desacreditando o sacrif\u00edcio, inculcando a ideia de que o estudo n\u00e3o serve sen\u00e3o resultar logo em qualquer coisa de concreto. N\u00e3o, o estudo serve para fazer perguntas, para n\u00e3o ser anestesiado pela banalidade, para buscar o significado na vida. Trata-se de reivindicar o direito de n\u00e3o prevalecer estas tantas sirenes que hoje nos distanciam desta pesquisa. Ulisses, para n\u00e3o ceder ao canto das sereias, que fascinavam os marinheiros e os atiravam contra as rochas, amarrou-os ao mastro do navio e tapou os ouvidos dos companheiros de viagem. Pelo contr\u00e1rio Orfeu, para contrastar com a m\u00fasica das sereias, fez outra coisa: Entoou uma melodia mais bonita, que encantou as sereias. Aqui est\u00e1 a vossa grande tarefa: responder aos rituais paralisantes do consumismo cultural com escolhas din\u00e2micas e fortes, com pesquisa, conhecimento e partilha.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ao harmonizar na vida esta beleza custodiareis a cultura, aquela verdadeira. Porque o conhecimento que se coloca ao servi\u00e7o do melhor proponente, que vem a ser combust\u00edvel que alimenta divis\u00f5es para justificar atropelos, n\u00e3o \u00e9 cultura. Cultura &#8211; diz a palavra &#8211; \u00e9 o que cultiva, o que faz crescer o humano. E diante de tanto lamento e clamor que nos rodeia, hoje n\u00e3o precisamos de algu\u00e9m que esteja a gritar, mas de quem promova boa cultura. Precisamos de palavras que alcancem as mentes e disponham os cora\u00e7\u00f5es, n\u00e3o daquelas que v\u00e3o diretamente ao est\u00f4mago. N\u00e3o nos contentamos em receber o apoio da audi\u00eancia; n\u00e3o sigamos os teatros da indigna\u00e7\u00e3o que muitas vezes escondem grandes ego\u00edsmos; Dediquemo-nos com paix\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a &#8220;tirar para fora&#8221; o melhor de cada um para o bem de todos. Contra uma pseudocultura que reduz o homem a um desperd\u00edcio, \u00e0 pesquisa cientifica e t\u00e9cnica assente em interesses, afirmemos juntos uma cultura que coloca no centro a humanidade, uma pesquisa que reconhece m\u00e9ritos e premeia sacrif\u00edcios, mas uma t\u00e9cnica que n\u00e3o se dobra perante os interesses mercantilistas, um desenvolvimento onde nem tudo o que \u00e9 conveniente \u00e9 licito.<\/p>\n<p>2. Direito \u00e0 esperan\u00e7a. Tantos hoje que experimentam a solid\u00e3o e a inquieta\u00e7\u00e3o, sentindo o ar pesado do abandono. Hoje \u00e9 necess\u00e1rio dar este direito \u00e0 esperan\u00e7a: \u00e9 o direito de n\u00e3o ser invadido diariamente pela ret\u00f3rica do medo e do \u00f3dio. \u00c9 o direito de n\u00e3o ser dominado pelas frases feitas pelos populismos ou pela raiva perturbadora e lucrativa das falsas not\u00edcias. \u00c9 o direito de ver um limite razo\u00e1vel na cr\u00f3nica negra, porque at\u00e9 a &#8220;crnica branca&#8221;, muitas vezes silenciosa, tem voz. \u00c9 o direito de \u00b4v\u00f3s jovens se libertarem do medo do futuro, saberem que existem belas e duradouras realidades na vida, pelas quais vale a pena envolver-se. \u00c9 o direito a acreditar que o verdadeiro amor n\u00e3o \u00e9 &#8220;usar e deitar fora&#8221; e que o trabalho n\u00e3o \u00e9 uma miragem a alcan\u00e7ar, mas uma promessa para cada um, que necessita de ser mantido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Como seria belo que as salas de aulas da universidade fossem canteiros de esperan\u00e7as, oficinas onde se trabalha por um futuro melhor, onde se aprenda a ser respons\u00e1vel de si e do mundo! Sentir a responsabilidade pelo futuro da nossa casa, que \u00e9 uma casa comum. \u00c0s vezes, o medo prevalece. Mas hoje estamos a enfrentar uma crise que tamb\u00e9m \u00e9 uma \u00f3tima oportunidade, um desafio \u00e0 intelig\u00eancia e \u00e0 liberdade de cada um, um desafio a ser recebido para ser artes\u00e3os da esperan\u00e7a. E cada um de v\u00f3s pode tornar-se um, para os outros.<\/p>\n<p>3. Direito \u00e0 Paz. Tamb\u00e9m isto \u00e9 um direito, e um dever, inscrito no cora\u00e7\u00e3o da humanidade. Porque &#8220;a unidade prevalece sobre o conflito&#8221; (Evangelii gaudium, 226). Aqui, nas ra\u00edzes da Universidade Europeia, gostaria de lembrar que este ano foi comemorado o 60\u00ba anivers\u00e1rio dos Tratados de Roma, o in\u00edcio da Europa unida. Ap\u00f3s duas guerras mundiais e atrocidades contra os povos, a Uni\u00e3o nasceu para proteger o direito \u00e0 paz. Mas hoje muitos interesses e n\u00e3o poucos conflitos parecem fazer desaparecer a grande vis\u00e3o da paz. Experimentamos uma fragilidade incerta e a dificuldade de sonhar em grande. Mas, por favor, n\u00e3o tenhamos medo da unidade! A l\u00f3gica do particular e nacional n\u00e3o anulou o sonho dos valentes fundadores da Europa unida. E n\u00e3o me refiro apenas aos grandes homens de cultura e de f\u00e9 que deram vida ao projeto europeu, mas tamb\u00e9m aos milh\u00f5es de pessoas que perderam a vida porque n\u00e3o havia unidade e paz. N\u00e3o percamos a mem\u00f3ria disto!<\/p>\n<p>Cem anos faz j\u00e1 o grito de Bento XV, que foi bispo de Bolonha, e que definiu a guerra como \u201cum in\u00fatil massacre\u201d (Carta aos Chefes dos povos beligerantes, 1 de agosto de 1917). Dissociar-se das chamadas &#8220;raz\u00f5es de guerra&#8221; parecia a muitos ser quase uma afronta. Mas a hist\u00f3ria ensina que a guerra \u00e9 sempre e apenas um massacre in\u00fatil. Juntemo-nos, como afirma a Constitui\u00e7\u00e3o italiana, para &#8220;repudiar a guerra&#8221; (cf. artigo 11), buscar formas de n\u00e3o-viol\u00eancia e caminhos de justi\u00e7a que promovam a paz. Porque diante da paz n\u00e3o podemos ser indiferentes ou neutros. O cardeal Lercaro disse aqui: \u00abA Igreja n\u00e3o pode ser neutra diante do mal venha dele de onde venha; a sua vida n\u00e3o \u00e9 neutralidade, mas a profecia\u00bb (Homilia, 1 de janeiro de 1968). Nunca neutros, mas alinhados para a paz!<\/p>\n<p>Por isso invocamos o <em>ius pacis<\/em>, como o direito de todos elaborar conflitos sem viol\u00eancia. Para isso repetimos: nunca mais a guerra, nunca mais contra os outros, nunca mais sem os outros! Tragamos \u00e0 luz os interesses e as tramas, por vezes obscuras, de quem fabrica a viol\u00eancia, alimentado a corrida aos armamentos e atropelando a paz pelos seus neg\u00f3cios. A Universidade nasceu aqui para o estudo do direito, para a busca do que defende a pessoa, regula a vida comum e protege da l\u00f3gica dos mais fortes, da viol\u00eancia e do arbitr\u00e1rio. \u00c9 um desafio presente: afirmar os direitos das pessoas e dos povos, dos mais fracos, dos que s\u00e3o descartados, e do criado, nossa casa comum.<\/p>\n<p>N\u00e3o acreditar em quem diz que lutar por isto \u00e9 in\u00fatil e que nada vai mudar! N\u00e3o se conformem com sonhos pequenos, mas sonhai em grande. V\u00f3s, jovens, sonhai em grande! Eu sonho tamb\u00e9m, mas n\u00e3o s\u00f3 enquanto durmo, porque os verdadeiros sonhos est\u00e3o abertos \u00e0 luz do dia e levam-se por diante perante a luz do sol. Vou renovar convosco o sonho de \u00abum novo humanismo na Europa, servido de mem\u00f3ria, coragem, s\u00e3 e humana utopia\u00bb; de uma m\u00e3e Europa, que \u00abrespeita a vida e oferece esperan\u00e7a de vida\u00bb; de uma Europa \u00abonde os jovens respirem o ar limpo da honestidade, amando a beleza da cultura e de uma vida simples, n\u00e3o inquinada pelas infinitas necessidades do consumismo; onde casar e ter filhos \u00e9 uma grande responsabilidade e alegria, n\u00e3o um problema dado a falta de um emprego suficientemente est\u00e1vel\u00bb (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/speeches\/2016\/may\/documents\/papa-francesco_20160506_premio-carlo-magno.html\">Discurso para a atribui\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Carlomagno, 6 de maio de 2016<\/a>). Sonho uma Europa &#8220;universit\u00e1ria e m\u00e3e&#8221; que, fazendo memoria da sua cultura, infunda esperan\u00e7a nas crian\u00e7as e seja instrumento de paz para o mundo. Obrigado.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/speeches\/2017\/october\/documents\/papa-francesco_20171001_visitapastorale-bologna-mondoaccademico.html\">original italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|02.10.2017<\/p>\n<\/p>\n<p><iframe allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q4vVxdNZOA0\" width=\"560\"><\/iframe> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na visita a Bolonha, por ocasi\u00e3o do encerramento do Congresso Eucar\u00edstico Diocesano, o Papa quis encontrar-se com o mundo da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294996530,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3265821747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265821747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3265821747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265821747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294996530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3265821747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3265821747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3265821747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}