{"id":3381554557,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8102-audiencia-geral-assumir-o-nome-de-deus-sem-falsidade"},"modified":"2025-11-07T16:34:31","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:31","slug":"audiencia-geral-assumir-o-nome-de-deus-sem-falsidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-assumir-o-nome-de-deus-sem-falsidade\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abAssumir o nome de Deus sem falsidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_salapaulovi_180829052256-1.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p>Na sexta catequese sobre os Mandamentos, inserida na tradicional audi\u00eancia-geral de quarta-feira, FRancisco refletiu sobre o mandamento \u00ab<em>N\u00e3o pronunciar\u00e1s em v\u00e3o o nome do Senhor, teu Deus<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a interven\u00e7\u00e3o do Santo Padre.<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre os Mandamentos &#8211; 6<\/strong><\/p>\n<p><em>Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Continuemos as catequeses sobre os mandamentos, e hoje abordemos o mandamento \u00ab<em>N\u00e3o pronunciar\u00e1s em v\u00e3o o nome do Senhor, teu Deus<\/em>\u00bb (<em>\u00cax<\/em>\u00a020, 7). Lemos justamente esta Palavra como o convite a n\u00e3o ofender o nome de Deus e a evitar us\u00e1-lo inoportunamente. Este claro significado prepara-nos para aprofundar ulteriormente estas palavras preciosas, para n\u00e3o usar o nome de Deus em v\u00e3o, inoportunamente.<\/p>\n<p>Ou\u00e7amo-las melhor. A vers\u00e3o \u00abN\u00e3o pronunciar\u00e1s\u00bb traduz uma express\u00e3o que significa literalmente, tanto em hebraico como em grego, \u00ab<em>n\u00e3o assumir\u00e1s, n\u00e3o te responsabilizar\u00e1s<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u00ab<em>em v\u00e3o<\/em>\u00bb \u00e9 mais clara e quer dizer: \u00ab<em>debalde, inutilmente<\/em>\u00bb. Faz refer\u00eancia a uma embalagem vazia, a uma forma sem conte\u00fado. \u00c9 a carater\u00edstica da hipocrisia, do formalismo e da mentira, do uso das palavras ou do nome de Deus em v\u00e3o, sem verdade.<\/p>\n<p>Na B\u00edblia, o\u00a0<em>nome<\/em>\u00a0\u00e9 a verdade \u00edntima das coisas e sobretudo das pessoas. O nome representa muitas vezes a miss\u00e3o. Por exemplo, Abra\u00e3o no G\u00e9nesis (cf. 17, 5) e Sim\u00e3o Pedro nos Evangelhos (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a01, 42) recebem um nome novo para indicar a mudan\u00e7a no rumo da sua vida. E conhecer verdadeiramente o nome de Deus leva \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida: a partir do momento em que Mois\u00e9s conhece o nome de Deus, a sua hist\u00f3ria muda (cf.\u00a0<em>\u00cax<\/em>\u00a03, 13-15).<\/p>\n<p>Nos ritos judaicos, o nome de Deus \u00e9 proclamado solenemente no Dia do Grande Perd\u00e3o, e o povo \u00e9 perdoado porque por meio do nome se entra em contacto com a vida do pr\u00f3prio Deus, que \u00e9 miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u201c<em>tomar sobre si o nome de Deus<\/em>\u201d quer dizer assumir sobre n\u00f3s a sua realidade, entrar num relacionamento forte, numa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com Ele. Para n\u00f3s, crist\u00e3os, este mandamento \u00e9 a exorta\u00e7\u00e3o a recordar-nos que somos batizados \u00ab<em>em nome<\/em>\u00a0do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u00bb, como afirmamos cada vez que fazemos sobre n\u00f3s o sinal da cruz, para viver as nossas a\u00e7\u00f5es quotidianas em comunh\u00e3o sentida e real com Deus, ou seja, no seu amor. E sobre isto, de fazer o sinal da cruz, gostaria de repetir mais uma vez: ensinai as crian\u00e7as a fazer o sinal da cruz. Vistes como as crian\u00e7as o fazem? Se disserdes \u00e0s crian\u00e7as: \u201cFazei o sinal da cruz\u201d, fazem algo que n\u00e3o sabem o que \u00e9. N\u00e3o sabem fazer o sinal da cruz! Ensinai-as a fazer o nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo. O primeiro ato de f\u00e9 de uma crian\u00e7a. Dever para v\u00f3s, tarefa a cumprir: ensinar as crian\u00e7as a fazer o sinal da cruz.<\/p>\n<p>Podemos interrogar-nos: \u00e9 poss\u00edvel tomar sobre si o nome de Deus de maneira hip\u00f3crita, como uma formalidade, em v\u00e3o? Infelizmente, a resposta \u00e9 positiva: sim, \u00e9 poss\u00edvel. Pode-se viver uma rela\u00e7\u00e3o falsa com Deus. Jesus dizia-o referindo-se \u00e0queles doutores da lei; eles faziam coisas, mas n\u00e3o cumpriam o que Deus queria. Falavam de Deus, mas n\u00e3o faziam a vontade de Deus. E o conselho que Jesus d\u00e1 \u00e9: \u201cFazei aquilo que eles dizem, mas n\u00e3o o que eles fazem\u201d. Pode-se viver uma rela\u00e7\u00e3o falsa com Deus, como aquelas pessoas. E esta Palavra do Dec\u00e1logo \u00e9 precisamente o convite a uma rela\u00e7\u00e3o com Deus que n\u00e3o seja falsa, sem hipocrisias, a uma rela\u00e7\u00e3o em que nos confiamos a Ele com tudo o que somos. No fundo, enquanto n\u00e3o arriscarmos a exist\u00eancia pelo Senhor, tocando com a m\u00e3o o facto de que nele se encontra a vida, faremos unicamente teorias.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o cristianismo que sensibiliza os cora\u00e7\u00f5es. Por que s\u00e3o os santos capazes de sensibilizar os cora\u00e7\u00f5es? Porque os santos n\u00e3o s\u00f3 falam, movem! O nosso cora\u00e7\u00e3o comove-se, quando uma pessoa santa nos fala, nos diz coisas. E s\u00e3o capazes, porque nos santos vemos aquilo que o nosso cora\u00e7\u00e3o deseja profundamente: autenticidade, relacionamentos aut\u00eanticos, radicalidade. E isto v\u00ea-se tamb\u00e9m naqueles \u201csantos da porta ao lado\u201d que s\u00e3o, por exemplo, os numerosos pais que d\u00e3o aos filhos o exemplo de uma vida coerente, simples, honesta e generosa.<\/p>\n<p>Se multiplicarmos os crist\u00e3os que assumem o nome de Deus sem falsidades \u2014 praticando assim o primeiro pedido do Pai-Nosso, \u00ab<em>santificado seja o vosso nome<\/em>\u00bb \u2014 o an\u00fancio da Igreja \u00e9 mais ouvido e resulta mais cred\u00edvel. Se a nossa vida concreta manifestar o nome de Deus, v\u00ea-se quanto \u00e9 bonito o Batismo e que grande d\u00e1diva \u00e9 a Eucaristia, qu\u00e3o sublime uni\u00e3o existe entre o nosso corpo e o Corpo de Cristo: Cristo em n\u00f3s, e n\u00f3s nele! Unidos! Isto n\u00e3o \u00e9 hipocrisia, \u00e9 verdade. Isto n\u00e3o \u00e9 falar nem rezar como um papagaio, isto \u00e9 rezar com o cora\u00e7\u00e3o, amar o Senhor.<\/p>\n<p>A partir da cruz de Cristo, ningu\u00e9m pode desprezar-se a si mesmo e pensar mal da pr\u00f3pria exist\u00eancia. Ningu\u00e9m e nunca! Independentemente daquilo que fez. Porque\u00a0<em>o nome de cada um de n\u00f3s est\u00e1 sobre os ombros de Cristo<\/em>. \u00c9 Ele que nos carrega! Vale a pena tomar sobre n\u00f3s o nome de Deus, porque Ele assumiu o nosso nome at\u00e9 ao fundo, inclusive o mal que existe em n\u00f3s; Ele assumiu-o para nos perdoar, para infundir o seu amor no nosso cora\u00e7\u00e3o. Por isso, neste mandamento Deus proclama: \u201cToma-me sobre ti, porque Eu te tomei sobre mim\u201d.<\/p>\n<p>Quem quer que seja pode invocar o santo nome do Senhor, que \u00e9 Amor fiel e misericordioso, em qualquer situa\u00e7\u00e3o que se encontre. Deus nunca dir\u00e1 \u201cn\u00e3o\u201d a um cora\u00e7\u00e3o que o invoca sinceramente. E voltemos \u00e0s tarefas de casa: ensinar as crian\u00e7as a fazer bem o sinal da cruz.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sexta catequese sobre os Mandamentos, inserida na tradicional audi\u00eancia-geral de quarta-feira, FRancisco refletiu sobre o mandamento \u00abN\u00e3o pronunciar\u00e1s em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987958,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3381554557","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3381554557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3381554557"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3381554557\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995679,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3381554557\/revisions\/4294995679"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3381554557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3381554557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3381554557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}