{"id":3408866184,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/327-divulgacao\/8190-audiencia-geral-o-verdadeiro-significado-de-nao-matar"},"modified":"2025-11-07T16:34:17","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:17","slug":"audiencia-geral-o-verdadeiro-significado-de-nao-matar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-o-verdadeiro-significado-de-nao-matar\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: O verdadeiro significado de \u00abN\u00e3o matar\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_6_181017093921.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><strong><em>Catequese sobre o quinto mandamento marcada pelo pedido do Papa aos crist\u00e3os para &#8220;n\u00e3o falarem mal de ningu\u00e9m porque o falar mal ou o desprezar o outro \u00e9, em si, um assass\u00ednio&#8221;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco na audi\u00eancia-geral desta manh\u00e3 na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Catequese sobre os Mandamentos, 10 \/ B: &#8220;N\u00e3o matar&#8221; segundo Jesus<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Hoje gostaria de continuar as catequeses sobre a quinta Palavra do Dec\u00e1logo: &#8220;N\u00e3o matar&#8221;. J\u00e1 sublinh\u00e1mos como este mandamento revela que, aos olhos de Deus, a vida humana \u00e9 preciosa, sagrada e inviol\u00e1vel. Ningu\u00e9m pode desprezar a vida dos outros ou a sua; de facto, o homem carrega dentro de si a imagem de Deus e \u00e9 objeto do seu amor infinito, qualquer que seja a condi\u00e7\u00e3o em que foi chamado \u00e0 exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Na passagem do Evangelho que acab\u00e1mos de escutar, Jesus revela-nos um sentido ainda mais profundo deste mandamento. Afirma que diante do tribunal de Deus, at\u00e9 a raiva contra um irm\u00e3o \u00e9 uma forma de homic\u00eddio. \u00c9 por isso que o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o escreve: \u00abQuem odeia a seu irm\u00e3o \u00e9 homicida\u00bb (1 Jo 3,15). Mas Jesus n\u00e3o se confina a isto, e nesta mesma l\u00f3gica ele acrescenta que o insulto e o desprezo tamb\u00e9m podem matar. E n\u00f3s estamos habituados a insultar, \u00e9 verdade. E v\u00ea-se o insulto como se fosse uma respira\u00e7\u00e3o. E Jesus diz-nos: \u00abParai, porque o insulto faz mal, mata\u00bb. O desprezo. &#8220;Mas eu&#8230; Essas pessoas, eu desprezo-as&#8221;. E esta \u00e9 uma forma de matar a dignidade de uma pessoa. Seria bom se este ensinamento de Jesus entrasse na mente e no cora\u00e7\u00e3o, e cada um de n\u00f3s disse-se: &#8220;Nunca mais insultarei ningu\u00e9m&#8221;. Seria um belo prop\u00f3sito, porque Jesus diz-nos: &#8220;Olha bem, se tu desprezas, se tu insultas, se tu odeias, isto \u00e9 homic\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p>Nenhum c\u00f3digo humano equipara estes atos diferentes, atribuindo-lhes o mesmo grau de julgamento. E coerentemente, Jesus convida-nos a interromper a oferta do sacrif\u00edcio no templo, se nos lembrarmos de que um irm\u00e3o est\u00e1 ofendido contra n\u00f3s, para procur\u00e1-lo e reconciliarmo-nos com ele. N\u00f3s tamb\u00e9m, quando vamos \u00e0 missa, devemos ter esta atitude de reconcilia\u00e7\u00e3o com as pessoas com as quais tivemos problemas. Mesmo que tenhamos pensado mal deles, insultando-os. Mas, muitas vezes, enquanto esperamos que o padre venha para se dar in\u00edcio \u00e0 missa, falamos um pouco e dizemos mal dos outros. Isto n\u00e3o pode ser feito. Pensemos na gravidade do insulto, do desprezo, do \u00f3dio: Jesus coloca-os na mesma linha do assass\u00ednio.<\/p>\n<p>O que que Jesus dizer com a extens\u00e3o do significado da Quinta Palavra at\u00e9 este ponto? O homem tem uma vida nobre e muito sens\u00edvel, e possui um <em>eu<\/em> oculto n\u00e3o menos importante que o seu ser f\u00edsico. De facto, para atentar contra a inoc\u00eancia de uma crian\u00e7a basta uma frase inoportuna. Para ferir uma senhora pode bastar um gesto de frieza. Para destruir o cora\u00e7\u00e3o de um jovem \u00e9 suficiente negar-lhe a confian\u00e7a. Para aniquilar um homem, basta simplesmente ignor\u00e1-lo. A indiferen\u00e7a mata. \u00c9 como dizer a outra pessoa: &#8220;Tu est\u00e1s morto para mim&#8221;, porque tu j\u00e1 o mataste no teu cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o amar \u00e9 o primeiro passo para matar; e n\u00e3o matar \u00e9 o primeiro passo para amar.<\/p>\n<p>Na B\u00edblia, ao in\u00edcio, lemos aquela frase terr\u00edvel que sa\u00edda da boca do primeiro homicida, Caim, depois de o Senhor lhe ter perguntado onde estava o seu irm\u00e3o. Caim responde: \u00bbEu n\u00e3o sei. Sou porventura guarda do meu irm\u00e3o?\u00bb (Gn 4,9). [1] Assim falam os assassinos: !isso n\u00e3o me diz respeito&#8221;, &#8220;eles de facto seus&#8221; e coisas semelhantes. Vamos tentar responder a esta pergunta: somos os guardi\u00f5es dos nossos irm\u00e3os? Sim, n\u00f3s somos! Somos guardi\u00f5es uns dos outros! E este \u00e9 o caminho da vida, \u00e9 o caminho do n\u00e3o-matar.<\/p>\n<p>A vida humana precisa de amor. E o que \u00e9 amor aut\u00eantico? \u00c9 o que Cristo nos mostrou, isto \u00e9 a miseric\u00f3rdia. O amor que n\u00e3o podemos prescindir \u00e9 aquele que perdoa, que acolhe aqueles que nos prejudicaram. Nenhum de n\u00f3s pode sobreviver sem piedade, todos n\u00f3s precisamos de perd\u00e3o. Ent\u00e3o, se matar significa destruir, suprimir, eliminar algu\u00e9m, ent\u00e3o n\u00e3o matar significa curar, valorizar, incluir. E tamb\u00e9m perdoar.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m se pode enganar a si mesmo pensando: &#8220;Estou bem porque n\u00e3o fa\u00e7o nada de errado&#8221;. Um mineral ou uma planta tem esse tipo de exist\u00eancia, mas um homem n\u00e3o. Uma pessoa &#8211; um homem ou uma mulher &#8211; n\u00e3o. Um homem ou uma mulher tem necessidade de mais. H\u00e1 o bem a fazer, preparado para cada um de n\u00f3s, cada um o seu, que nos cabe at\u00e9 ao fim. &#8220;N\u00e3o matar&#8221; \u00e9 um apelo ao amor e \u00e0 miseric\u00f3rdia, \u00e9 um chamamento para viver de acordo com o Senhor Jesus, que deu a sua vida por n\u00f3s e ressuscitou para n\u00f3s. Uma vez todos n\u00f3s repetimos, aqui na pra\u00e7a, uma frase de um santo sobre isto mesmo. Talvez nos ajude: &#8220;N\u00e3o fazer o mal \u00e9 coisa boa. Mas n\u00e3o fazer o bem n\u00e3o \u00e9 bom\u201d. Devemos sempre fazer o bem. Andar ao outro, adiante.<\/p>\n<p>Ele, o Senhor, que encarnou, santificou a nossa exist\u00eancia; Ele, que com o seu sangue tornado inestim\u00e1vel; Ele, &#8220;o autor da vida&#8221; (At 3,15), gra\u00e7as ao qual todos somos um presente do Pai. Nele, no seu amor mais forte do que a morte, e no poder do Esp\u00edrito que o Pai nos d\u00e1, podemos acolher a Palavra &#8220;<em>N\u00e3o matar<\/em>&#8220;, como o apelo mais importante e essencial, isto \u00e9, <em>n\u00e3o matar<\/em> significa um chamamento ao amor.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>17.10.2018<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese sobre o quinto mandamento marcada pelo pedido do Papa aos crist\u00e3os para &#8220;n\u00e3o falarem mal de ningu\u00e9m porque o 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