{"id":3481277107,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12673-audiencia-geral-o-presepio-ensina-nos-a-simplicidade-e-a-alegria-afirma-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:45","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:45","slug":"audiencia-geral-o-presepio-ensina-nos-a-simplicidade-e-a-alegria-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-o-presepio-ensina-nos-a-simplicidade-e-a-alegria-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abO pres\u00e9pio ensina-nos a simplicidade e a alegria\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia__181206123423.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Em v\u00e9speras do natal o Papa Francisco recordou a primeira representa\u00e7\u00e3o do pres\u00e9pio, protagonizada por S\u00e3o Francisco de Assis, e desafiou aos crentes a recuperar &#8220;a alegria do Pres\u00e9pio&#8221; que anda distante do &#8220;consumismo&#8221; atual que corro\u00ed o seu significado<\/em><\/p>\n<p>Leia na \u00edntegra, e em portugu\u00eas, a catequese do Santo Padre<\/p>\n<p><strong>Catequese. O pres\u00e9pio de Greccio, escola de sobriedade e alegria<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>H\u00e1 800 anos, no Natal de 1223, S\u00e3o Francisco criou o pres\u00e9pio vivo em Greccio. Enquanto nas casas e em tantos outros lugares se vai fazendo o pres\u00e9pio, faz-nos bem redescobrir as suas origens.<\/p>\n<p>Como nasceu o pres\u00e9pio? Qual era a inten\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco? Dizia o seguinte: \u00abGostaria de representar o Menino nascido em Bel\u00e9m, e de alguma forma ver com os olhos do corpo as dificuldades em que se encontrava por falta das coisas necess\u00e1rias para um rec\u00e9m-nascido, como foi colocado numa manjedoura e como se deitava no feno entre o boi e o burro\u00bb (Tommaso da Celano, Vita prima, XXX, 84: FF 468). Francisco n\u00e3o quer criar uma bela obra de arte, mas suscitar, atrav\u00e9s do pres\u00e9pio, o espanto pela extrema humildade do Senhor, pelas dificuldades que sofreu, por nosso amor, na pobre gruta de Bel\u00e9m. Com efeito, o bi\u00f3grafo do Santo de Assis observa: \u00abNessa cena comovente brilha a simplicidade evang\u00e9lica, elogia-se a pobreza, recomenda-se a humildade. Greccio tornou-se como uma nova Bel\u00e9m\u00bb (ibid., 85: FF 469). Sublinhei uma palavra: espanto. E este \u00e9 importante. Se n\u00f3s, crist\u00e3os, olharmos para o pres\u00e9pio como algo belo, como algo hist\u00f3rico, at\u00e9 mesmo religioso, e rezarmos, isto n\u00e3o \u00e9 suficiente. Diante do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, do nascimento de Jesus, \u00e9 necess\u00e1ria esta atitude religiosa de espanto. Se n\u00e3o chego a este espanto diante dos mist\u00e9rios, a minha f\u00e9 \u00e9 simplesmente superficial; uma f\u00e9 na \u201cci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o nos esque\u00e7amos disto.<\/p>\n<p>E uma caracter\u00edstica do pres\u00e9pio \u00e9 que ele nasceu como uma escola de sobriedade. E isto tem muito a dizer-nos. Hoje, de facto, o risco de perder o que importa na vida \u00e9 grande e paradoxalmente aumenta mesmo perto do Natal &#8211; muda-se a mentalidade natal\u00edcia -: imerso num consumismo que corr\u00f3i o seu significado. O consumismo do Natal. \u00c9 verdade que queres dar presentes, tudo bem, \u00e9 um modo de fazer, mas aquele frenesim de ir \u00e0s compras, que atira a aten\u00e7\u00e3o para outro lugar e n\u00e3o tem aquela sobriedade do Natal. Olhamos para o pres\u00e9pio: aquele espanto diante do pres\u00e9pio. \u00c0s vezes n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o interno para o espanto, mas apenas para organizar festas, para fazer festas.<\/p>\n<p>E o pres\u00e9pio foi criado para nos levar de volta ao que importa: a Deus que vem morar entre n\u00f3s. Por isso \u00e9 importante olhar para o pres\u00e9pio, porque nos ajuda a compreender o que importa e tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es sociais de Jesus naquele momento, a fam\u00edlia Jos\u00e9 e Maria, e os entes queridos, os pastores. As pessoas antes das coisas. E muitas vezes colocamos as coisas antes das pessoas. Isto n\u00e3o funciona.<\/p>\n<p>Mas o pres\u00e9pio de Greccio, al\u00e9m da sobriedade que demonstra, tamb\u00e9m fala de alegria, porque a alegria \u00e9 algo diferente da divers\u00e3o. Mas divertir-se n\u00e3o \u00e9 mau se for realizado em bons caminhos; N\u00e3o \u00e9 uma coisa m\u00e1, \u00e9 uma coisa humana. Mas a alegria \u00e9 ainda mais profunda, mais humana. E \u00e0s vezes surge a tenta\u00e7\u00e3o de se divertir sem alegria; divertindo-se fazendo barulho, mas a alegria n\u00e3o existe. \u00c9 um pouco como a figura do palha\u00e7o, que ri, ri, faz rir, mas tem o cora\u00e7\u00e3o triste. A alegria \u00e9 a raiz do bom divertimento no Natal. E sobre a alegria, a not\u00edcia da \u00e9poca diz: \u00abE chega o dia da alegria, o tempo da exulta\u00e7\u00e3o! [\u2026] Francisco [\u2026] est\u00e1 radiante [\u2026]. As pessoas v\u00eam e alegram -secom uma alegria que nunca experimentaram antes [&#8230;]. Cada um regressou \u00e0 sua casa cheio de uma alegria inef\u00e1vel\u00bb (Vita prima, XXX, 85-86: FF 469-470). A sobriedade, o espanto, trazem alegria, alegria real, n\u00e3o alegria artificial.<\/p>\n<p>Mas de onde veio esta alegria natalina? Certamente n\u00e3o por ter trazido presentes para casa ou por ter vivido celebra\u00e7\u00f5es sumptuosas. N\u00e3o, foi a alegria que transborda do cora\u00e7\u00e3o quando tocamos com as pr\u00f3prias m\u00e3os a proximidade de Jesus, a ternura de Deus, que n\u00e3o nos deixa s\u00f3s, mas nos consola. Proximidade, ternura e compaix\u00e3o, estas s\u00e3o as tr\u00eas atitudes de Deus, e olhando para o pres\u00e9pio, rezando diante do pres\u00e9pio, poderemos sentir estas coisas do Senhor que nos ajudam no dia a dia.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o pres\u00e9pio \u00e9 como um pequeno po\u00e7o do qual haurir a proximidade de Deus, fonte de esperan\u00e7a e de alegria. O pres\u00e9pio \u00e9 como um Evangelho vivo, um Evangelho dom\u00e9stico. \u00c9 como o po\u00e7o da B\u00edblia, \u00e9 o lugar de encontro, onde se pode levar a Jesus, como fizeram os pastores de Bel\u00e9m e o povo de Greccio, as expectativas e as preocupa\u00e7\u00f5es da vida. Trazer as expectativas e preocupa\u00e7\u00f5es da vida a Jesus. Se diante do pres\u00e9pio confiarmos a Jesus o que nos \u00e9 caro, tamb\u00e9m n\u00f3s experimentaremos uma \u00abgrande alegria\u00bb (Mt 2,10), uma alegria que prov\u00e9m precisamente da contempla\u00e7\u00e3o, do esp\u00edrito de espanto com que cada um vai contemplar estes mist\u00e9rios. Andemos para diante do pres\u00e9pio. Olhemos todos e deixemos que o cora\u00e7\u00e3o sinta alguma coisa.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2023\/documents\/20231220-udienza-generale.html\" target=\"_blank\">original<\/a> em Italiano<\/p>\n<p>20.12.2023<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em v\u00e9speras do natal o Papa Francisco recordou a primeira representa\u00e7\u00e3o do pres\u00e9pio, protagonizada por S\u00e3o Francisco de Assis, e 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