{"id":3490182722,"date":"2024-10-16T00:00:00","date_gmt":"2024-10-16T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/13342-audiencia-geral-a-vida-que-o-espirito-nos-da-e-eterna-afirma-o-papa-francisco"},"modified":"2024-10-16T00:00:00","modified_gmt":"2024-10-16T00:00:00","slug":"audiencia-geral-a-vida-que-o-espirito-nos-da-e-eterna-afirma-o-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-a-vida-que-o-espirito-nos-da-e-eterna-afirma-o-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abA vida que o Esp\u00edrito nos d\u00e1 \u00e9 eterna\u00bb, afirma o Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_francisco_1_180419051346.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Em nova catequese sobre \u00abO Esp\u00edrito Santo e a Esposa\u00bb o Papa Francisco apresentou hoje as raz\u00f5es hist\u00f3ricas para a clarifica\u00e7\u00e3o do papel do Esp\u00edrito nas vida da Igreja e dos crentes. Durante a sua alocus\u00e3o, no contexto da audi\u00eancia-geral desta manh\u00e3, o Papa lembrou que a &#8220;a vida que nos \u00e9 dada pelo Esp\u00edrito Santo \u00e9 vida eterna&#8221;, e isso liberta o humano do\u00a0do horror de ter que admitir que tudo acaba aqui&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra e em portugu\u00eas, a catequese do Papa Francisco\u00a0<\/p>\n<p><strong><span class=\"color-text\">Ciclo de Catequese. O Esp\u00edrito e a Esposa. O Esp\u00edrito Santo conduz o povo de Deus ao encontro de Jesus, nossa esperan\u00e7a.\u00a0<em>9. &#8220;Eu acredito no Esp\u00edrito Santo&#8221;. O Esp\u00edrito Santo na f\u00e9 da Igreja<\/em><\/span><br \/><\/strong><\/p>\n<p><em>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Com a catequese de hoje, passamos daquilo que nos foi revelado sobre o Esp\u00edrito Santo na Sagrada Escritura, para o modo como Ele est\u00e1 presente e age na vida da Igreja, na nossa vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>Nos primeiros tr\u00eas s\u00e9culos, a Igreja n\u00e3o sentiu a necessidade de formular explicitamente a sua f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo. Por exemplo, no mais antigo Credo da Igreja, o chamado S\u00edmbolo apost\u00f3lico, depois de proclamar: \u201cCreio em Deus Pai, criador do c\u00e9u e da terra, e em Jesus Cristo, que nasceu, morreu, desceu aos infernos, ressuscitou e subiu aos c\u00e9us\u201d, acrescenta-se: \u201c[Creio] no Esp\u00edrito Santo\u201d, nada mais, sem especifica\u00e7\u00e3o alguma.<\/p>\n<p>Mas foi a heresia que impeliu a Igreja a definir esta sua f\u00e9. Quando este processo teve in\u00edcio &#8211; com Santo Atan\u00e1sio, no s\u00e9culo IV &#8211; foi precisamente a sua experi\u00eancia da a\u00e7\u00e3o santificadora e divinizadora do Esp\u00edrito Santo que levou a Igreja \u00e0 certeza da plena divindade do Esp\u00edrito Santo. Isto aconteceu no Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico de Constantinopla, em 381, que definiu a divindade do Esp\u00edrito Santo com as conhecidas palavras que ainda hoje repetimos no Credo: \u00abCreio no Esp\u00edrito Santo, que \u00e9 Senhor e d\u00e1 a vida, e procede do Pai e do Filho. Com o Pai e o Filho \u00e9 adorado e glorificado, e falou por meio dos profetas\u00bb.<\/p>\n<p>Dizer que o Esp\u00edrito Santo \u201c\u00e9 Senhor\u201d era como afirmar que Ele compartilha o \u201cSenhorio\u201d de Deus, que pertence ao mundo do Criador, n\u00e3o ao das criaturas. A afirma\u00e7\u00e3o mais vigorosa \u00e9 que a Ele s\u00e3o devidas as mesmas gl\u00f3ria e adora\u00e7\u00e3o que ao Pai e ao Filho. \u00c9 o argumento da igualdade na honra, caro a S\u00e3o Bas\u00edlio Magno, que foi o principal art\u00edfice desta f\u00f3rmula: o Esp\u00edrito Santo \u00e9 Senhor, \u00e9 Deus!<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o conciliar n\u00e3o era um ponto de chegada, mas de partida. E, com efeito, uma vez superados os motivos hist\u00f3ricos que tinham impedido uma afirma\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita da divindade do Esp\u00edrito Santo, ela foi tranquilamente proclamada no culto da Igreja e na sua teologia. J\u00e1 S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo, ap\u00f3s aquele Conc\u00edlio, afirmar\u00e1 sem ulterior hesita\u00e7\u00e3o: \u00abO Esp\u00edrito Santo \u00e9, ent\u00e3o, Deus? Certamente! \u00c9 consubstancial? Sim, se \u00e9 verdadeiro Deus\u00bb (<em>Oratio<\/em>\u00a0<em>31<\/em>, 5.10).<\/p>\n<p>O que nos diz, a n\u00f3s crentes de hoje, o artigo de f\u00e9 que proclamamos todos os domingos na Missa: \u201cCreio no Esp\u00edrito Santo\u201d? Dele, no passado, falava-se principalmente a prop\u00f3sito da afirma\u00e7\u00e3o de que o Esp\u00edrito Santo \u201cprocede do Pai\u201d. A Igreja latina completou depressa esta afirma\u00e7\u00e3o, acrescentando, no Credo da Missa, que o Esp\u00edrito Santo procede \u201ctamb\u00e9m do Filho\u201d. Dado que em latim a express\u00e3o \u201ce do Filho\u201d se chama\u00a0<em>\u201cFilioque\u201d<\/em>, daqui surgiu a disputa conhecida com este nome, que foi a raz\u00e3o (ou o pretexto) de muitas contendas e divis\u00f5es entre a Igreja do Oriente e a Igreja do Ocidente. Certamente n\u00e3o \u00e9 o caso de abordar aqui esta quest\u00e3o que, de resto, no clima de di\u00e1logo que se estabeleceu entre as duas Igrejas, perdeu a dureza do passado e hoje permite esperar numa plena aceita\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, como uma das principais \u201cdiferen\u00e7as reconciliadas\u201d. Gosto de dizer isto: \u201cdiferen\u00e7as reconciliadas\u201d. Entre os crist\u00e3os, existem muitas diferen\u00e7as: este \u00e9 desta escola, da outra; este \u00e9 protestante, aquele&#8230; O importante \u00e9 que estas diferen\u00e7as sejam reconciliadas, no amor de caminhar juntos.<\/p>\n<p>Superado este obst\u00e1culo, hoje podemos valorizar a prerrogativa mais importante para n\u00f3s, proclamada no artigo do Credo, ou seja, que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 \u201cvivificante\u201d, isto \u00e9, d\u00e1 a vida. Perguntemo-nos: que vida d\u00e1 o Esp\u00edrito Santo? No in\u00edcio, na cria\u00e7\u00e3o, o sopro de Deus d\u00e1 a Ad\u00e3o a vida natural; de uma est\u00e1tua de barro, faz dele \u201cum ser vivo\u201d (cf.\u00a0<em>Gn<\/em>\u00a02, 7). Agora, na nova cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 o Esp\u00edrito Santo que d\u00e1 aos crentes uma vida nova, a vida de Cristo, a vida sobrenatural de filhos de Deus. Paulo pode exclamar: \u00abA lei do Esp\u00edrito, que d\u00e1 vida em Cristo Jesus, libertou-vos da lei do pecado e da morte\u00bb (<em>Rm<\/em>\u00a08, 2).<\/p>\n<p>Onde est\u00e1, em tudo isto, a grande e consoladora not\u00edcia para n\u00f3s? \u00c9 que a vida que nos \u00e9 dada pelo Esp\u00edrito Santo \u00e9 vida eterna! A f\u00e9 liberta-nos do horror de ter que admitir que tudo acaba aqui, que n\u00e3o h\u00e1 resgate algum para o sofrimento e a injusti\u00e7a que reinam soberanas na terra. \u00c9 o que nos garante outra palavra do Ap\u00f3stolo: \u00abSe o Esp\u00edrito de Deus, que ressuscitou Jesus de entre os mortos, habita em v\u00f3s, aquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos tamb\u00e9m dar\u00e1 vida aos vossos corpos mortais pelo seu Esp\u00edrito, que habita em v\u00f3s\u00bb (<em>Rm<\/em>\u00a08, 11). O Esp\u00edrito habita em n\u00f3s, est\u00e1 dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Cultivemos esta f\u00e9 tamb\u00e9m por aqueles que, muitas vezes sem culpa pr\u00f3pria, est\u00e3o desprovidos dela e n\u00e3o conseguem dar um sentido \u00e0 vida. E n\u00e3o nos esque\u00e7amos de dar gra\u00e7as \u00c0quele que, com a sua morte, nos alcan\u00e7ou esta d\u00e1diva inestim\u00e1vel!<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>Imagem: Unplash<\/p>\n<p>Educris|16.10.2024<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nova catequese sobre \u00abO Esp\u00edrito Santo e a Esposa\u00bb o Papa Francisco apresentou hoje as raz\u00f5es hist\u00f3ricas para a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":557450892,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3490182722","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3490182722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3490182722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3490182722\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/557450892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3490182722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3490182722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3490182722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}