{"id":3571686834,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/11929-domingo-iv-do-tempo-comum-felizes-felizes-felizes"},"modified":"2025-11-07T16:33:53","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:53","slug":"domingo-iv-do-tempo-comum-felizes-felizes-felizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-iv-do-tempo-comum-felizes-felizes-felizes\/","title":{"rendered":"Domingo IV do tempo Comum: \u00abFelizes, Felizes, Felizes\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Sf 2,3; 3,12-13; Sl 146; 1 Cor 1,26-31; Mt 5,1-12a<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Vimos no Evangelho do Domingo passado (Mateus 4,12-23), Domingo III do Tempo Comum, que, tendo partido do Sul para o Norte da terra de Israel, Jesus alumia logo com a sua presen\u00e7a e prega\u00e7\u00e3o a sombria regi\u00e3o da morte, que \u00e9 como aparece descrita a regi\u00e3o da Galileia. E a\u00ed, no cora\u00e7\u00e3o de Neftali, que \u00e9 Cafarnaum, passando junto do mar, imperativamente Jesus ordena a quatro\u00a0<em>pescadores de peixes<\/em>\u00a0que o sigam, com a indica\u00e7\u00e3o de vir a fazer deles\u00a0<em>pescadores de homens<\/em>. Entendendo ou n\u00e3o o significado das palavras de Jesus, aqueles\u00a0<em>pescadores de peixes<\/em>\u00a0largaram logo tudo e imediatamente o seguiram. O texto fechava com a anota\u00e7\u00e3o de que Jesus percorria toda a Galileia ensinando, pregando e curando (v. 23). Nos dois vers\u00edculos seguintes (v. 24-25), que fecham Mateus 4, e que n\u00e3o foram objeto da nossa aten\u00e7\u00e3o no Domingo passado por n\u00e3o fazerem parte do Evangelho ent\u00e3o proclamado, dizia-se que a sua fama se espalhou por toda a S\u00edria (v. 24), e finalmente que \u00abo seguiam\u00a0<em>multid\u00f5es numerosas<\/em>\u00a0(<em>\u00f3chloi pollo\u00ed<\/em>) vindas da Galileia, da Dec\u00e1pole, de Jerusal\u00e9m, da Judeia e da Transjord\u00e2nia\u00bb (v. 25). Com esta maneira de reunir \u00e0 sua volta multid\u00f5es oriundas de toda a parte, e pregando, ensinando e curando, Jesus ilustra bem a natureza da\u00a0<em>pesca de homens<\/em>\u00a0para a qual tinha chamado aqueles simples\u00a0<em>pescadores de peixes<\/em>.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Entramos agora na li\u00e7\u00e3o do Evangelho do Domingo IV do Tempo Comum, em que continuamos a seguir (seguimento imediato do Domingo passado) o Evangelho de Mateus (5,1-12a). J\u00e1 sabemos que esta per\u00edcope de Mateus \u00e9 conhecida por \u00abBEM-AVENTURAN\u00c7AS\u00bb, que abre o chamado \u00abDiscurso da MONTANHA\u00bb, que preenche o terreno liter\u00e1rio de Mateus 5-7. \u00c9 o primeiro de cinco grandes Discursos proferidos por Jesus, que constituem a espinha dorsal do Evangelho de Mateus, e que aqui explicitamos para uma melhor compreens\u00e3o do leitor: 1) o Discurso program\u00e1tico da MONTANHA (Mateus 5-7); 2) o Discurso MISSION\u00c1RIO (Mateus 10); 3) o Discurso das PAR\u00c1BOLAS do REINO (Mateus 13); 4) o Discurso ECLESIAL (Mateus 18); 5) o Discurso ESCATOL\u00d3GICO (Mateus 24-25). Os cinco Discursos s\u00e3o f\u00e1ceis de identificar, pois, a terminar cada um, encontra-se sempre o mesmo refr\u00e3o ou marcador: \u00abE aconteceu, quando Jesus terminou estas palavras\u2026\u00bb (7,28; 11,1; 13,53; 19,1; 26,1).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Voltando atr\u00e1s e fazendo as contas, seguem ent\u00e3o Jesus\u00a0<em>quatro pescadores<\/em>, e tamb\u00e9m as\u00a0<em>multid\u00f5es<\/em>\u00a0assinaladas na cena anterior, no final de Mateus 4. O texto que se segue imediatamente (Mateus 5,1-2), que introduz o Discurso program\u00e1tico de Jesus na Montanha, diz assim:<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">\u00abVendo ent\u00e3o as\u00a0<em>multid\u00f5es<\/em>\u00a0(<em>\u00f3chlo\u00ed<\/em>)\u00a0<em>subiu<\/em>\u00a0\u00e0 montanha, e tendo-se\u00a0<em>sentado<\/em>,\u00a0<em>vieram ter com Ele<\/em>\u00a0os seus\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>\u00a0(<em>hoi math\u00eata\u00ed auto\u00fb<\/em>). Abrindo ent\u00e3o a sua boca,\u00a0<em>ensinava-os<\/em>\u00a0(<em>ed\u00eddasken auto\u00fas<\/em>), dizendo\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">N\u00e3o espanta que Jesus veja as\u00a0<em>multid\u00f5es<\/em>, pois j\u00e1 foi dito que o seguiam desde o \u00faltimo vers\u00edculo do Cap\u00edtulo anterior (4,25). Deve admirar-nos mais a presen\u00e7a dos\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>, pois at\u00e9 \u00e9 a primeira vez que Mateus emprega este nome no seu Evangelho. Na cena anterior (4,18-22), Jesus chamou quatro\u00a0<em>pescadores<\/em>, a quem indicou uma nova miss\u00e3o, mas n\u00e3o lhes foi aplicada a qualifica\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>. E a pr\u00f3xima vez em que o nome aparecer, estaremos j\u00e1 em Mateus 10,1, falando-se a\u00ed de \u00abos seus\u00a0<em>doze disc\u00edpulos<\/em>\u00bb, de quem se indicam os nomes (10,2-4). E o certo \u00e9 que, entre os doze, est\u00e3o l\u00e1 os nomes dos quatro pescadores, e tamb\u00e9m o nome de Mateus, entretanto chamado por Jesus em Mateus 9,9, sem que receba a\u00ed a qualifica\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulo. Mesmo sem sabermos como se passou de quatro para doze, e dada a presen\u00e7a do nome\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>\u00a0em 5,1 e 10,1, \u00e9 de supor que em 5,1, com o nome\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>, se tenha em vista os\u00a0<em>doze disc\u00edpulos<\/em>, at\u00e9 pela import\u00e2ncia do ensinamento que Jesus vai fazer na Montanha, e que se destina em primeiro lugar aos seus\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>, pois \u00e9 dito que vieram ter com Ele, e que\u00a0<em>os<\/em>\u00a0<em>ensinava<\/em>\u00a0(<em>ed\u00eddasken<\/em>), estando o pronome claramente em vez do nome\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>, e o verbo no imperfeito, que implica dura\u00e7\u00e3o, ensino continuado. Os\u00a0<em>disc\u00edpulos<\/em>\u00a0formam, portanto, o primeiro c\u00edrculo do ensinamento de Jesus. A anota\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das\u00a0<em>multid\u00f5es<\/em>\u00a0(<em>\u00f3chloi<\/em>) \u00e9 importante. E \u00e9 tamb\u00e9m a elas, como que num segundo c\u00edrculo, que se dirige o ensinamento de Jesus. De tal modo que, no final do inteiro Discurso da MONTANHA, em 7,28-29, \u00e9-nos mesmo dada a conhecer a rea\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>multid\u00f5es<\/em>\u00a0que \u00abestavam maravilhadas pelo seu ensinamento, pois os ensinava como quem tem autoridade, e n\u00e3o como os seus escribas\u00bb. N\u00e3o conv\u00e9m perdermos j\u00e1 as multid\u00f5es de vista, pois \u00e9 dito numa passagem id\u00eantica, em 9,36, que \u00abvendo as multid\u00f5es (<em>\u00f3chloi<\/em>), sentiu compaix\u00e3o (<em>esplagchn\u00edst\u00ea<\/em>) delas\u00bb, que soa ao contr\u00e1rio de 8,18, em que se l\u00ea: \u00abvendo uma multid\u00e3o (<em>\u00f3chlos<\/em>), ordenou que partissem para a outra margem\u00bb. \u00abVendo uma multid\u00e3o\u00bb motiva separa\u00e7\u00e3o. \u00abVendo as multid\u00f5es\u00bb motiva compaix\u00e3o por elas. \u00c9 seguramente o caso das multid\u00f5es que seguem seguem Jesus desde 4,25, e que est\u00e3o agora, em 5,1, debaixo da vista dele a escutar os seus ensinamentos. \u00c9 tamb\u00e9m Jesus a ensinar os seus disc\u00edpulos como\u00a0<em>pescar homens<\/em>.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Est\u00e1 a acontecer o Evangelho. Jesus\u00a0<em>v\u00ea<\/em>\u00a0as multid\u00f5es,\u00a0<em>sobe<\/em>\u00a0\u00e0 montanha, os seus disc\u00edpulos dirigem-se para Ele, Ele\u00a0<em>senta-se<\/em>,\u00a0<em>abre a sua boca<\/em>, e\u00a0<em>ensina<\/em>\u00a0demoradamente. Tudo express\u00f5es que indicam a postura de Mestre Judaico, e tamb\u00e9m a solenidade deste in\u00edcio do ensinamento p\u00fablico de Jesus. Seja qual for a Montanha, ela aparece determinada com artigo definido (<em>t\u00f2 \u00f3ros<\/em>), o que deixa entender que se trata de uma Montanha concreta e conhecida (a tradi\u00e7\u00e3o indica o Tabor), o que interessa \u00e9 verificar a altura, a qualidade, a tonalidade e a intensidade que h\u00e1 que colocar no desempenho deste novo minist\u00e9rio de\u00a0<em>pescar homens<\/em>. \u00c9 dessa altitude, dessa MONTANHA, que Jesus diz a raps\u00f3dia mais bela e encantat\u00f3ria e revolucion\u00e1ria das \u00abFELICITA\u00c7\u00d5ES\u00bb ou \u00abBEM-AVENTURAN\u00c7AS\u00bb. \u00c9 verdade. H\u00e1 certas maravilhas que s\u00f3 se podem dizer nas alturas e compreender nas alturas, perto do c\u00e9u, como que \u00e0 altura e velocidade de cruzeiro. Destas FELICITA\u00c7\u00d5ES envolve-nos, de facto, a sua cad\u00eancia encantat\u00f3ria ainda antes dos seus conte\u00fados. Para entrar no cora\u00e7\u00e3o destas fragr\u00e2ncias, \u00e9 preciso levantar o cora\u00e7\u00e3o (<em>sursum corda<\/em>), e ir com os p\u00e1ssaros que Deus alimenta em pleno voo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. \u00c9 por nove vezes que se ouve a palavra FELIZES. Felizes, felizes, felizes, declara\u00e7\u00e3o por nove vezes ouvida, a\u00ed est\u00e1 a tonalidade encantat\u00f3ria destas felicita\u00e7\u00f5es! Sintom\u00e1tico \u00e9 que estas\u00a0<em>Felicita\u00e7\u00f5es<\/em>\u00a0n\u00e3o se destinem aos triunfadores, aos ricos e aos bem-sucedidos, mas aos pobres (1), aos aflitos (2), aos mansos (3), aos que clamam por justi\u00e7a (4), aos misericordiosos (5), aos puros de cora\u00e7\u00e3o (6), aos fazedores da paz (7), aos perseguidos (8) e aos amaldi\u00e7oados por causa de seguirem Jesus (9). \u00c0 primeira vista, parece que Jesus est\u00e1 a ler o mundo ao contr\u00e1rio. Mas n\u00e3o. Trata-se de uma Ret\u00f3rica estupenda para nos fazer ver que somos n\u00f3s que andamos virados do avesso! N\u00f3s, quem? N\u00f3s, os importantes, os ricos, os senhores do mundo! Sendo nove as Felicita\u00e7\u00f5es, reparar-se-\u00e1 que no centro (n.\u00ba 5) est\u00e1 a MISERIC\u00d3RDIA. Atente-se ainda na diferente formula\u00e7\u00e3o desta felicita\u00e7\u00e3o. Salta \u00e0 vista que todas as outras se abrem a uma recompensa imediata ou futura. A MISERIC\u00d3RDIA, por\u00e9m, roda sobre si mesma, retornando, por obra de Deus (passivo divino ou teol\u00f3gico) sobre os MISERICORDIOSOS: aos misericordiosos (<em>ele\u00eamones<\/em>), ser\u00e1 feita miseric\u00f3rdia (<em>ele\u00eath\u00easontai<\/em>) (Mateus 5,7). Entenda-se: aos que fazem miseric\u00f3rdia, ser\u00e1 feita miseric\u00f3rdia por Deus! De notar ainda que, na mentalidade e na l\u00edngua hebraica, \u00abFELIZES\u00bb ou \u00abBEM-AVENTURADOS\u00bb se diz\u00a0<em>\u2019ashr\u00ea<\/em>, termo que qualifica, n\u00e3o os beatos, mas os\u00a0<em>pioneiros<\/em>, aqueles que lutam e abrem caminhos novos e bons e belos e de vida nova e boa e bela para o mundo. E \u00e9 verdade, por paradoxal que pare\u00e7a. Ao longo da hist\u00f3ria, foram e continuam a ser os Santos e os Pobres os que verdadeiramente abrem caminhos novos e belos neste mundo enlatado, saciado, enjoado, dormente, anestesiado e medicado, e tantas vezes violento, em que vivemos. Quanto lodo \u00e9 preciso retirar do cora\u00e7\u00e3o humano! Ou, dito de outra maneira, quanta pedra \u00e9 preciso partir, pois s\u00e3o muitos os cora\u00e7\u00f5es de pedra, para usar a met\u00e1fora de Ezequiel 36,26.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Os\u00a0<em>pobres de esp\u00edrito<\/em>\u00a0(<em>pt\u00f4cho\u00ec t\u00f4 pne\u00famati<\/em>), aqui referidos, n\u00e3o s\u00e3o pobres de Esp\u00edrito Santo nem de intelig\u00eancia, mas pessoas humildes, no sentido em que uma pessoa humilde \u00e9\u00a0<em>baixa de r\u00fbah<\/em>\u00a0(<em>sh<sup>e<\/sup>phal r\u00fbah<\/em>) (Prov\u00e9rbios 16,19; 29,23) ou\u00a0<em>abatida de r\u00fbah<\/em>\u00a0(<em>dak<sup>e<\/sup>?\u00ea-r\u00fbah<\/em>) (Salmo 34,19; Is 57,15), isto \u00e9, sem espa\u00e7o f\u00edsico, econ\u00f3mico, social, cultural ou psicol\u00f3gico. N\u00e3o precisam de se afirmar. Sentem-se os \u00faltimos da sociedade. Todavia, na sua humildade e pobreza, desafiam a sociedade, pois os\u00a0<em>ptocho\u00ed<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>tapeino\u00ed<\/em>\u00a0s\u00e3o pobres ao lado de gente rica, acomodada, que estendem a m\u00e3o para n\u00f3s, apontando o dedo ao nosso ego\u00edsmo, afirma\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o e comodidade. Situa\u00e7\u00e3o que, seguramente, n\u00e3o nos deixa de boa consci\u00eancia, encarregando-se a Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica\u00a0<em>Lumen Gentium<\/em>, n.\u00ba 9, de nos lembrar que \u00abAprouve a Deus salvar e santificar os homens, n\u00e3o individualmente, exclu\u00edda qualquer liga\u00e7\u00e3o entre eles, mas constituindo-os em povo\u00bb. O Povo de Deus, a Igreja de Deus, n\u00e3o s\u00e3o alguns tranquilamente instalados entre paredes douradas, num c\u00edrculo restrito de amigos, mas somos n\u00f3s todos unidos e reunidos numa imensa comunh\u00e3o de irm\u00e3os sem paredes nem barreiras de qualquer esp\u00e9cie. N\u00e3o s\u00e3o os que vivem em paz, mas os que fazem a paz (v. 9). Habitam debaixo do teto da casa de Deus, abertos a Deus, de quem sabem e sentem que recebem tudo. N\u00e3o sabem o que \u00e9 a autossufici\u00eancia. S\u00f3 sabem o que \u00e9 a auto insufici\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A profecia de Sofonias (2,3; 3,12-13) faz resson\u00e2ncia desta nova e bela maneira de viver, trazendo para primeiro plano aqueles que d\u00e3o lugar a Deus, que est\u00e3o abertos \u00e0 a\u00e7\u00e3o de Deus, os pobres e os humildes, que tudo recebem de Deus, e em Deus encontram ref\u00fagio, sossego e felicidade, entrando assim na rota de cruzeiro das FELICITA\u00c7\u00d5ES!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. E S\u00e3o Paulo, na li\u00e7\u00e3o de hoje da Primeira Carta aos Cor\u00edntios (1,26-31), faz-nos voltar completamente para Deus, para sabermos quem somos: \u00abVede, pois, quem sois, irm\u00e3os, v\u00f3s que fostes chamados por Deus\u00bb (1 Cor\u00edntios 1,26). Se n\u00e3o ouvirmos Deus a chamar por n\u00f3s, se n\u00e3o ouvirmos Deus a dizer o nosso nome, isto \u00e9, a criar-nos e a cuidar de n\u00f3s, se n\u00e3o formos irm\u00e3os, \u00e9 certo que n\u00e3o sabemos quem somos, n\u00e3o sabemos qual \u00e9 a nossa identidade!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. \u00c9 assim que o Salmo 146, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de carrilh\u00e3o musical, nos convida a cantar os \u00abdoze bel\u00edssimos nomes\u00bb de Deus, decalcando aqui a express\u00e3o mu\u00e7ulmana que exalta os \u00ab99 bel\u00edssimos nomes\u00bb de Allah. \u00c9 claro que os doze nomes que passaremos em revista n\u00e3o celebram tanto a ess\u00eancia divina, mas a sua a\u00e7\u00e3o em favor das suas criaturas, sobretudo dos mais pobres e desfavorecidos. \u00c9 assim que o Salmo evoca o Deus que fez o c\u00e9u, a terra, o mar, o Deus Criador (1), o Deus da verdade (<em>?emet<\/em>) (2), o Deus que faz justi\u00e7a aos oprimidos, defensor dos \u00faltimos (3), que d\u00e1 p\u00e3o aos famintos (4), que liberta os prisioneiros (5), que abre os olhos aos cegos (6), que levanta os abatidos (7), que ama os justos (8), que protege os estrangeiros (9), que sustenta o \u00f3rf\u00e3o e a vi\u00fava (10), que entrava o caminho dos \u00edmpios (11), o Deus que reina eternamente (12). Este maravilhoso Salmo ajuda-nos a saborear musicalmente toda a liturgia de hoje.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sf 2,3; 3,12-13; Sl 146; 1 Cor 1,26-31; Mt 5,1-12a 1. Vimos no Evangelho do Domingo passado (Mateus 4,12-23), Domingo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":920925217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-3571686834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3571686834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3571686834"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3571686834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294994882,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3571686834\/revisions\/4294994882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/920925217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3571686834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3571686834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3571686834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}