{"id":3645535071,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/10027-homilia-do-papa-no-iv-dia-mundial-dos-pobres"},"modified":"2025-11-07T16:34:38","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:38","slug":"homilia-do-papa-no-iv-dia-mundial-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/homilia-do-papa-no-iv-dia-mundial-dos-pobres\/","title":{"rendered":"Homilia do Papa no IV Dia Mundial dos Pobres"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_pobres_201115112521-1.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco celebrou esta manh\u00e3 a eucaristia na Basilica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, na presen\u00e7a de uma centena de pessoas. Na sua homilia o papa lembrou que &#8220;n\u00e3o serve para viver quem n\u00e3o vive para servir&#8221; e apeidou de fieis \u00abbanqueiros\u00bb das riquezas de Deus os pobres por neles &#8220;se encontra o pr\u00f3prio Cristo&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Leia,na \u00edntegra e em Portugu\u00eas, a homilia do Papa Francisco.<\/p>\n<p>A par\u00e1bola que hoje escut\u00e1mos tem um in\u00edcio, um centro e um fim, que iluminam o in\u00edcio, o centro e o fim da nossa vida.<\/p>\n<p>O in\u00edcio. Tudo come\u00e7a com um grande bem: o senhor n\u00e3o guarda para si as suas riquezas, antes as d\u00e1 aos servos; a um cinco, a outro dois, e outro um talento, \u00absegundo a capacidade de cada um\u00bb (Mt 25,15). Calcula-se que um \u00fanico talento correspondesse ao sal\u00e1rio de cerca de vinte anos de trabalho: era um enorme bem, que em si mesmo quase bastava para uma vida inteira. Aqui est\u00e1 o in\u00edcio: tamb\u00e9m para n\u00f3s tudo come\u00e7ou com a gra\u00e7a de Deus &#8211; tudo come\u00e7a sempre com a gra\u00e7a, n\u00e3o com a nossa for\u00e7a &#8211; mas com a gra\u00e7a de Deus que \u00e9 Pai e coloca tanto bem nas nossas m\u00e3os, confiando a cada um diferentes talentos. Somos portadores de uma grande riqueza, que n\u00e3o depende das muitas coisas que temos, mas do que somos: da vida recebida, do bem que h\u00e1 em n\u00f3s, da beleza irreprim\u00edvel com que Deus nos dotou, porque somos \u00e0 sua imagem, cada um de n\u00f3s \u00e9 precioso aos seus olhos, cada um de n\u00f3s \u00e9 \u00fanico e insubstitu\u00edvel na hist\u00f3ria! \u00c9 assim que Deus olha para n\u00f3s, \u00e9 assim que Deus se sente.<\/p>\n<p>Quanto \u00e9 importante recordar isto: quantas vezes, olhando para a nossa vida, s\u00f3 vemos o que falta e reclamamos do que falta. Ent\u00e3o cedemos \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do \u2018talvez! &#8230;\u2019: talvez se eu tivesse aquele emprego, talvez eu tivesse aquela casa, talvez se eu tivesse dinheiro e sucesso, talvez eu n\u00e3o tivesse este problema, talvez se eu tivesse pessoas melhores ao meu redor! &#8230;, mas a ilus\u00e3o do \u2018talvez\u2019 impede-nos de ver o bem e faz-nos esquecer os talentos que temos. Sim, tu n\u00e3o tens isto, mas tem aquilo, e o \u2018talvez\u2019 faz-nos esquecer isso. Mas Deus confiou-os a n\u00f3s porque conhece cada um de n\u00f3s e sabe do que somos capazes; Confia em n\u00f3s, apesar das nossas fragilidades. Tamb\u00e9m confia naquele servo que esconder\u00e1 o talento: Deus espera que, apesar dos seus medos, tamb\u00e9m ele fa\u00e7a bom uso do que recebeu.<\/p>\n<table border=\"0\" style=\"border-color: #95e0f8;border-width: 0px;background-color: #b1effa\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Em suma, o Senhor pede-nos que nos comprometamos no tempo presente sem nostalgia do passado, mas na diligente expectativa do seu retorno. Aquela triste nostalgia, funciona como um sorriso amarelo, um humor negro que envenena a alma e a coloca sempre a olhar para tr\u00e1s, sempre para os outros, nunca para as pr\u00f3prias m\u00e3os, para as oportunidades de trabalho que o Senhor nos deu, \u00e0s nossas condi\u00e7\u00f5es \u2026, at\u00e9 mesmo \u00e0 nossa pobreza.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"156\" src=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/dam\/francesco\/images\/homilies\/giornata-poveri15nov2020\/1605433734697.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.web.800.800.jpeg\" style=\"float: left\" width=\"233\">Chegamos, assim, ao centro da par\u00e1bola: \u00e9 o trabalho dos servos, ou seja, o servi\u00e7o. O servi\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m o nosso trabalho, aquele que faz os talentos darem frutos e d\u00e1 sentido \u00e0 vida: de facto, n\u00e3o serve para viver quem n\u00e3o vive para servir. \u00c9 preciso repetir, repetir muitas vezes: \u00a0quem n\u00e3o vive para servir n\u00e3o serve para viver. Devemos meditar sobre isto: quem n\u00e3o vive para servir n\u00e3o serve para viver. Mas qual \u00e9 o estilo do servi\u00e7o? No Evangelho, os bons servos s\u00e3o aqueles que arriscam. Eles n\u00e3o permanecem cautelosos e vigilantes, n\u00e3o guardam o que receberam, mas usam-no. Porque o bem, se n\u00e3o \u00e9 investido, perde-se; porque a grandeza da nossa vida n\u00e3o depende de quanto colocamos de lado, mas de quanto fruto produzimos. Quantas pessoas passam a vida a acumular, pensando mais em estar bem do que em fazer o bem. Mas como \u00e9 vazia uma vida que apenas busca as suas necessidades, sem olhar para quem precisa! Se temos dons, devemos ser presentes para os outros. E aqui, irm\u00e3os e irm\u00e3s, perguntarmo-nos: procuro satisfazer somente as minhas necessidades, ou sou capaz de atender aos necessitados? A quem precisa? A minha m\u00e3o \u00e9 assim [abre-a] ou assim [fecha-a]?<\/img><\/p>\n<p>Enfatiza-se ent\u00e3o os servos que investem, que arriscam, porque s\u00e3o chamados, por quatro vezes, de \u00abfi\u00e9is\u00bb (vv. 21.23). Para o Evangelho n\u00e3o h\u00e1 fidelidade sem risco. &#8220;Mas, padre, ser crist\u00e3o significa correr riscos?&#8221; &#8211; \u201cSim, querido ou querido, arriscar. Se n\u00e3o arriscares, vais acabar como o terceiro [servo]: enterrando as capacidades, as suas riquezas espirituais e materiais, tudo\u201d. Correndo riscos: n\u00e3o h\u00e1 fidelidade sem risco. Ser fiel a Deus \u00e9 gastar a sua vida, \u00e9 deixar reconverter os seus planos ao plano do servi\u00e7o. &#8220;Tenho este plano, mas se eu precisar &#8230;&#8221;. Deixa que o plano mude, tu serve. \u00c9 triste quando um crist\u00e3o joga na defensiva, preocupando-se apenas em respeitar as regras e cumprir os mandamentos. Aqueles crist\u00e3os &#8220;moderados&#8221; que nunca fogem das regras, nunca, fazem-nos porque t\u00eam medo do risco. E estes, permita-me a imagem, estes que tem cuidado para n\u00e3o se arriscarem, estes iniciam na vida um processo de mumifica\u00e7\u00e3o da alma, e terminam com m\u00famias. N\u00e3o basta, n\u00e3o \u00e9 suficiente respeitar e cumprir as regras; a fidelidade a Jesus n\u00e3o \u00e9 apenas n\u00e3o cometer erros, isto \u00e9 negativo. Assim pensava o servo pregui\u00e7oso da par\u00e1bola: destitu\u00eddo de iniciativa e criatividade, esconde-se atr\u00e1s de um medo in\u00fatil e enterra o talento que recebeu. O mestre define-o at\u00e9 como &#8220;perverso&#8221; (v. 26).<\/p>\n<p>Reparai. Ele n\u00e3o fez nada de errado! Mas tamb\u00e9m n\u00e3o fez tamb\u00e9m nada certo. Preferiu pecar por omiss\u00e3o em vez de se arriscar a cometer erros. N\u00e3o foi fiel a Deus, que gosta de se gastar; e fez-lhe a pior ofensa: devolver o presente recebido. \u201cTu me deste isto, e a ti to devolvo\u201d, nada mais. O Senhor, por outro lado, convida a envolver-nos com generosidade, a vencer o medo com a coragem do amor, a vencer a passividade que se torna cumplicidade. Hoje, nestes tempos de incerteza, nestes tempos de fragilidade, n\u00e3o desperdicemos as nossas vidas pensando apenas em n\u00f3s pr\u00f3prios, com aquela atitude de indiferen\u00e7a. N\u00e3o nos iludamos dizendo: &#8220;H\u00e1 paz e seguran\u00e7a!&#8221; (1 Ts 5,3). S\u00e3o Paulo convida-nos a enfrentar a realidade, a n\u00e3o nos deixarmos contagiar pela indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o como servir de acordo com a vontade de Deus? O mestre explica-o ao servo infiel: \u00abAo menos devias ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros e, ao voltar, eu teria retirado o meu com juros\u00bb (v. 27). Quem s\u00e3o estes &#8220;banqueiros&#8221; para n\u00f3s hoje, capazes de nos proporcionar juros duradouros? S\u00e3o os pobres. <strong>N\u00e3o vos esque\u00e7ais: os pobres est\u00e3o no centro do Evangelho; o Evangelho n\u00e3o pode ser compreendido sem os pobres.<\/strong> Os pobres t\u00eam a mesma personalidade de Jesus que, sendo rico, se aniquilou, se fez pobre, se fez pecado, a pior pobreza. Os pobres garantem-nos um juro eterno e j\u00e1 hoje nos permitem enriquecer no amor. Porque a maior pobreza a combater \u00e9 a nossa pobreza de amor. A maior pobreza a combater \u00e9 a nossa pobreza de amor. O livro de Prov\u00e9rbios elogia uma mulher apaixonada, cujo valor \u00e9 mais alto do que as p\u00e9rolas; e convida a imitar esta mulher que, diz o texto, \u00abestende a m\u00e3o aos pobres\u00bb (Pr 31,20): esta \u00e9 a grande riqueza desta mulher. Estender a m\u00e3o aos necessitados, em vez de exigir o que lhe falta: assim multiplicareis os talentos que recebestes.<\/p>\n<p>Aproxima-se a \u00e9poca do Natal, a \u00e9poca das festas. Quantas vezes, a pergunta que muitas pessoas fazem \u00e9: \u201cO que posso comprar? O que posso ter mais? Tenho que ir \u00e0s lojas para comprar\u201d. Digamos outra palavra: &#8220;O que posso dar aos outros?&#8221;. Ser como Jesus, que se entregou e nasceu naquele pres\u00e9pio.<\/p>\n<p>Chegamos assim ao final da par\u00e1bola: haver\u00e1 aqueles que ter\u00e3o fartura e aqueles que perderam a vida e permanecem pobres (cf. v. 29). Em suma, no final da vida, a realidade h\u00e1-de revelar-se: a fic\u00e7\u00e3o do mundo se esvair\u00e1, segundo a qual o sucesso, poder e dinheiro d\u00e3o sentido \u00e0 exist\u00eancia, enquanto o amor, o que damos, surgir\u00e1 como a verdadeira riqueza. Estas coisas v\u00e3o cair, em vez disso o amor vai emergir. Um grande Padre da Igreja escreveu: \u00abAssim acontece na vida: depois da morte e do espet\u00e1culo, todos tiram a m\u00e1scara da riqueza e da pobreza e afastam-se deste mundo. Ser\u00e3o julgados apenas com base nas suas obras, alguns realmente ricos, outros pobres\u00bb (S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, Discursos sobre o pobre L\u00e1zaro, II, 3). Se n\u00e3o queremos viver mal, pe\u00e7amos a gra\u00e7a de ver Jesus nos pobres, de servir a Jesus nos pobres.<\/p>\n<p>Gostaria de agradecer aos muitos servos fi\u00e9is de Deus, que n\u00e3o falam de si, mas vivem assim servindo. Penso, por exemplo, em Roberto Malgesini. Este padre n\u00e3o fez teorias; simplesmente viu Jesus nos pobres e o sentido da vida no servi\u00e7o. Limpou as l\u00e1grimas suavemente, em nome de Deus que conforta. O in\u00edcio do seu dia foi a ora\u00e7\u00e3o, para acolher o dom de Deus; o centro do dia \u00e9 a caridade, para fazer frutificar o amor recebido; o final, um claro testemunho do Evangelho. Este homem compreendeu que devia estender a m\u00e3o aos muitos pobres que encontrava diariamente, porque em cada um deles viu Jesus: Irm\u00e3os e irm\u00e3s, pe\u00e7amos a gra\u00e7a de n\u00e3o sermos crist\u00e3os nas palavras, mas nas obras. Para dar frutos, como Jesus deseja.<\/p>\n<p>Imagens: Vatican.va<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/it\/homilies\/2020\/documents\/papa-francesco_20201115_omelia-giornatamondiale-poveri.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>15.11.2020<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco celebrou esta manh\u00e3 a eucaristia na Basilica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, na presen\u00e7a de uma centena de pessoas. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987860,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3645535071","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3645535071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3645535071"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3645535071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995909,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3645535071\/revisions\/4294995909"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3645535071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3645535071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3645535071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}