{"id":3654814515,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/9952-audiencia-geral-jesus-nao-e-um-deus-distante-papa-francisco"},"modified":"2025-11-07T16:34:38","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:38","slug":"audiencia-geral-jesus-nao-e-um-deus-distante-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-jesus-nao-e-um-deus-distante-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abJesus n\u00e3o \u00e9 um Deus distante\u00bb, Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/audiencia_geral_150812021745.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Papa Francisco lembrou o in\u00edcio da vida p\u00fablica de Jesus, com o batismo no jord\u00e3o e sustentou que &#8220;nunca rezamos sozinhos, rezamos sempre com Jesus&#8221;<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese &#8211; 12.\u00a0<em>Jesus, homem de ora\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Hoje, nesta audi\u00eancia, como j\u00e1 fizemos em audi\u00eancias anteriores, vou ficar aqui. Gostaria muito de descer, para saudar cada um, mas devemos manter a dist\u00e2ncia, porque se eu descer agora, haver\u00e1 aglomera\u00e7\u00e3o para cumprimentar, e isto \u00e9 contra os cuidados, as precau\u00e7\u00f5es que devemos ter diante desta \u201csenhora\u201d que se chama Covid e que tanto nos prejudica. Por esta raz\u00e3o, perdoai-me se n\u00e3o des\u00e7o para vos saudar: saudar-vos-ei daqui, mas levo-vos todos no cora\u00e7\u00e3o. E v\u00f3s, levai-me no vosso cora\u00e7\u00e3o e rezai por mim. \u00c0 dist\u00e2ncia, podem rezar uns pelos outros; obrigado pela compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>No nosso itiner\u00e1rio de catequeses sobre a ora\u00e7\u00e3o, depois de termos percorrido o Antigo Testamento, chegamos agora a Jesus. E Jesus rezava. O in\u00edcio da sua miss\u00e3o p\u00fablica tem lugar com o batismo no rio Jord\u00e3o. Os Evangelistas concordam em atribuir uma import\u00e2ncia fundamental a este epis\u00f3dio. Narram o modo como todo o povo se reuniu\u00a0<em>em ora\u00e7\u00e3o<\/em>, e especificam que esta reuni\u00e3o teve um claro car\u00e1ter\u00a0<em>penitencial\u00a0<\/em>(cf.\u00a0<em>Mc\u00a0<\/em>1, 5;\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>3, 8). O povo procurava Jo\u00e3o para se fazer batizado para o perd\u00e3o dos pecados: h\u00e1 um car\u00e1ter penitencial, de convers\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, o primeiro ato p\u00fablico de Jesus \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o numa ora\u00e7\u00e3o comum do povo, uma prece do povo que se faz batizar, uma ora\u00e7\u00e3o<strong><\/strong>penitencial, na qual todos se reconhecem pecadores. Por isso, o Batista gostaria de se lhe opor, dizendo: \u00abEu \u00e9 que devo ser batizado por ti. E Tu vens a mim?\u00bb (<em>Mt\u00a0<\/em>3, 14).\u00a0 O Batista compreende quem \u00e9 Jesus.<strong>\u00a0<\/strong>Mas Jesus insiste: o seu \u00e9 um ato que obedece \u00e0 vontade do Pai (v. 15), um ato de solidariedade para com a nossa condi\u00e7\u00e3o humana. Ele reza com os pecadores do povo de Deus.\u00a0 Ponhamos isto na nossa cabe\u00e7a: Jesus \u00e9 o Justo, n\u00e3o \u00e9 um pecador. Mas Ele queria vir at\u00e9 n\u00f3s, pecadores, e Ele reza connosco, e quando rezamos Ele est\u00e1 connosco a rezar; Ele est\u00e1 connosco porque est\u00e1 no c\u00e9u a rezar por n\u00f3s. Jesus reza sempre com o seu povo, reza sempre connosco: sempre. Nunca rezamos sozinhos, rezamos sempre com Jesus. Ele n\u00e3o permanece na margem oposta do rio &#8211; \u201cEu sou justo, v\u00f3s pecadores\u201d \u2013\u00a0 para marcar a sua diversidade e dist\u00e2ncia do povo desobediente, mas mergulha os seus p\u00e9s nas mesmas \u00e1guas de purifica\u00e7\u00e3o. Faz-se como um pecador. E esta \u00e9 a grandeza de Deus que enviou o Seu Filho que se aniquilou a si mesmo e se manifestou como um pecador.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o \u00e9 um Deus distante, e n\u00e3o o pode ser. A encarna\u00e7\u00e3o revelou-o de forma completa e humanamente impens\u00e1vel. Assim, ao inaugurar a sua miss\u00e3o, Jesus coloca-se \u00e0 frente de um povo de penitentes, como se estivesse encarregado de abrir uma brecha pela qual todos n\u00f3s, depois d&#8217;Ele, devemos ter a coragem de passar. Mas\u00a0\u00a0 a via, o caminho, \u00e9 dif\u00edcil; mas Ele vai abrindo o caminho. O\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p4s1cap1_2566-2649_po.html\">Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/a>\u00a0<\/em>explica que esta \u00e9 a novidade da plenitude dos tempos. Diz: \u00abA ora\u00e7\u00e3o filial, que o Pai esperava dos seus filhos, vai finalmente ser vivida pelo pr\u00f3prio Filho \u00danico na sua humanidade, com e para os homens\u00bb (n. 2599). Jesus reza connosco. Ponhamos isto na cabe\u00e7a e no cora\u00e7\u00e3o: Jesus reza connosco.<\/p>\n<p>Portanto, naquele dia, nas margens do rio Jord\u00e3o, encontra-se toda a humanidade, com os seus anseios de ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o expressos. H\u00e1 sobretudo o povo dos pecadores: aqueles que pensavam que n\u00e3o podiam ser amados por Deus, quantos n\u00e3o se atreviam a ir al\u00e9m do limiar do templo, aqueles que n\u00e3o rezavam porque n\u00e3o se sentiam dignos. Jesus veio para todos, at\u00e9 para eles e come\u00e7a precisamente por se unir a eles, \u00e0 frente deles.<\/p>\n<p>O Evangelho de Lucas destaca sobretudo a atmosfera de ora\u00e7\u00e3o em que o batismo de Jesus teve lugar: \u00abTendo sido batizado todo o povo, e no momento em que Jesus se encontrava em ora\u00e7\u00e3o, depois de ter sido batizado, o c\u00e9u abriu-se\u00bb (3, 21). Orando, Jesus abre a porta do c\u00e9u, e daquela brecha desce o Esp\u00edrito Santo. E do alto uma voz proclama a maravilhosa verdade: \u00abTu \u00e9s o meu Filho muito amado; em ti pus todo o meu enlevo\u00bb (v. 22). Esta simples frase cont\u00e9m um tesouro imenso: faz-nos intuir algo do mist\u00e9rio de Jesus e do seu cora\u00e7\u00e3o, sempre voltado para o Pai. No turbilh\u00e3o da vida e do mundo que chegar\u00e1 a conden\u00e1-lo, at\u00e9 nas experi\u00eancias mais duras e tristes que dever\u00e1 suportar, inclusive quando experimenta que n\u00e3o tem onde reclinar a cabe\u00e7a (cf.\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>8, 20), at\u00e9 quando o \u00f3dio e a persegui\u00e7\u00e3o se desencadeiam \u00e0 sua volta, Jesus nunca est\u00e1 sem o amparo de uma morada: habita eternamente no Pai.<\/p>\n<p>Eis a grandeza \u00fanica da ora\u00e7\u00e3o de Jesus: o Esp\u00edrito Santo apodera-se da sua pessoa e a voz do Pai atesta que Ele \u00e9 o amado, o Filho em quem se reflete plenamente.<\/p>\n<p>Esta prece de Jesus, que nas margens do rio Jord\u00e3o \u00e9 totalmente pessoal &#8211; e assim ser\u00e1 ao longo da sua vida terrena &#8211; no Pentecostes tornar-se-\u00e1, pela gra\u00e7a, a ora\u00e7\u00e3o de todos os batizados em Cristo. Ele pr\u00f3prio obteve este dom para n\u00f3s e convida-nos a rezar como Ele rezou.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, se numa noite de ora\u00e7\u00e3o nos sentirmos fracos e vazios, se nos parecer que a vida tem sido completamente in\u00fatil, nesse momento devemos implorar que a prece de Jesus se torne tamb\u00e9m a nossa.\u00a0 \u201cHoje n\u00e3o posso rezar, n\u00e3o sei o que fazer: n\u00e3o me apetece, sou indigno, indigna\u201d. Neste momento, devemos confiar n&#8217;Ele para que reze por n\u00f3s. Neste momento, Ele est\u00e1 diante do Pai a rezar por n\u00f3s, \u00e9 o intercessor; mostra ao Pai as feridas por n\u00f3s. Tenhamos confian\u00e7a nisto! Se tivermos confian\u00e7a, ent\u00e3o ouviremos uma voz do c\u00e9u, mais alta do que a voz que se eleva da nossa ignom\u00ednia, e ouviremos esta voz sussurrar palavras de ternura: \u201cTu \u00e9s o amado de Deus, tu \u00e9s filho, tu \u00e9s a alegria do Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us\u201d. Precisamente para n\u00f3s, para cada um de n\u00f3s, ressoa a palavra do Pai: mesmo que f\u00f4ssemos rejeitados por todos, pecadores da pior esp\u00e9cie. Jesus n\u00e3o desceu \u00e0s \u00e1guas do Jord\u00e3o para si mesmo, mas por todos n\u00f3s.\u00a0 Foi todo o povo de Deus que se aproximou do Jord\u00e3o para rezar, para pedir perd\u00e3o, para fazer o batismo de penit\u00eancia. E como diz aquele te\u00f3logo, aproximaram-se do Jord\u00e3o \u201ccom a alma e os p\u00e9s nus\u201d. Isso \u00e9 humildade. Rezar requer humildade.\u00a0 Abriu os c\u00e9us, como Mois\u00e9s abriu as \u00e1guas do mar Vermelho, para que todos n\u00f3s pud\u00e9ssemos passar atr\u00e1s dele. Jesus ofereceu-nos a sua pr\u00f3pria ora\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o seu di\u00e1logo de amor com o Pai. Concedeu-no-la como uma semente da Trindade, que quer criar ra\u00edzes no nosso cora\u00e7\u00e3o. Acolhamo-la! Acolhamos este dom, o dom da ora\u00e7\u00e3o. Sempre com Ele. E n\u00e3o nos enganaremos. Obrigado!<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Francisco lembrou o in\u00edcio da vida p\u00fablica de Jesus, com o batismo no jord\u00e3o e sustentou que &#8220;nunca rezamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987863,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3654814515","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3654814515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3654814515"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3654814515\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294995906,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3654814515\/revisions\/4294995906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3654814515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3654814515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3654814515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}