{"id":3724685047,"date":"2022-08-24T00:00:00","date_gmt":"2022-08-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11615-audiencia-geral-nos-os-velhinhos-deveriamos-ser-luz-para-todos-afirma-o-papa"},"modified":"2022-08-24T00:00:00","modified_gmt":"2022-08-24T00:00:00","slug":"audiencia-geral-nos-os-velhinhos-deveriamos-ser-luz-para-todos-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-nos-os-velhinhos-deveriamos-ser-luz-para-todos-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abN\u00f3s, os velhinhos, dever\u00edamos ser luz para todos\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_sala_paulovi_160810041657.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Na \u00faltima catequese sobre a velhice o Papa Francisco evocou a &#8220;sabedoria da velhice&#8221; como &#8220;lugar da nossa gesta\u00e7\u00e3o&#8221; que deve iluminar &#8220;a vida das crian\u00e7as, dos jovens, dos adultos e de toda a comunidade&#8221;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre a Velhice\u00a018.\u00a0<em>As dores da cria\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria da criatura como mist\u00e9rio de gesta\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 pouco celebramos a Assun\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Jesus no C\u00e9u. Este mist\u00e9rio ilumina o cumprimento da gra\u00e7a que plasmou o destino de Maria e ilumina tamb\u00e9m o nosso. O destino \u00e9 o c\u00e9u. Com esta imagem da Virgem que subiu ao C\u00e9u, gostaria de concluir o ciclo de catequeses sobre a velhice. No Ocidente contemplamo-la elevada ao C\u00e9u, envolta em luz gloriosa; no Oriente Ela \u00e9 representada adormecida, circundada pelos Ap\u00f3stolos em ora\u00e7\u00e3o, enquanto o Senhor Ressuscitado a segura pela m\u00e3o como uma menina.<\/p>\n<p>A teologia sempre refletiu sobre a rela\u00e7\u00e3o desta singular \u201cassun\u00e7\u00e3o\u201d com a morte, que o dogma n\u00e3o define. Penso que seria ainda mais importante tornar expl\u00edcita a rela\u00e7\u00e3o deste mist\u00e9rio com a ressurrei\u00e7\u00e3o do Filho, que abre a todos n\u00f3s o caminho da gera\u00e7\u00e3o \u00e0 vida. No ato divino do encontro de Maria com Cristo Ressuscitado, n\u00e3o \u00e9 simplesmente superada a normal corrup\u00e7\u00e3o corporal da morte humana, n\u00e3o s\u00f3 isto, mas \u00e9 antecipada a assun\u00e7\u00e3o corporal da vida de Deus. Com efeito, o destino da ressurrei\u00e7\u00e3o que nos diz respeito \u00e9 antecipado: pois de acordo com a f\u00e9 crist\u00e3, o Ressuscitado \u00e9 o primog\u00e9nito de muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s. O Senhor Ressuscitado \u00e9 Aquele que partiu antes, que ressuscitou antes de todos, depois iremos n\u00f3s: este \u00e9 o nosso destino: ressuscitar.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos dizer &#8211; segundo as palavras de Jesus a Nicodemos &#8211; que \u00e9 um pouco como um segundo nascimento (cf.\u00a0<em>Jo\u00a0<\/em>3, 3-8). Se o primeiro foi um nascimento na terra, o segundo \u00e9 o nascimento no c\u00e9u. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o Ap\u00f3stolo Paulo, no texto lido no in\u00edcio, fala de dores de parto (cf.\u00a0<em>Rm<\/em>\u00a08, 22). Do mesmo modo que, quando sa\u00edmos do ventre da nossa m\u00e3e, somos sempre n\u00f3s, o mesmo ser humano que estava no ventre, assim, ap\u00f3s a morte, nascemos no c\u00e9u, no espa\u00e7o de Deus, e ainda somos os mesmos que caminh\u00e1vamos nesta terra. Analogamente a quanto aconteceu com Jesus: o Ressuscitado \u00e9 sempre Jesus, Ele n\u00e3o perde a sua humanidade, aquilo que viveu, nem sequer a sua corporeidade, n\u00e3o, porque sem ela j\u00e1 n\u00e3o seria Ele, n\u00e3o seria Jesus: isto \u00e9, com a sua humanidade, com aquilo que viveu.<\/p>\n<p>\u00c9 o que nos diz a experi\u00eancia dos disc\u00edpulos, aos quais Ele aparece durante quarenta dias depois da ressurrei\u00e7\u00e3o. O Senhor mostra-lhes as feridas que selaram o seu sacrif\u00edcio; mas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o a fealdade do aviltamento dolorosamente sofrido, agora s\u00e3o a prova indel\u00e9vel do seu amor fiel at\u00e9 ao fim. Jesus Ressuscitado vive com o seu corpo na intimidade trinit\u00e1ria de Deus! E nela n\u00e3o perde a mem\u00f3ria, n\u00e3o abandona a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, n\u00e3o dissolve as rela\u00e7\u00f5es nas quais viveu na terra. Aos seus amigos prometeu: \u00abE quando Eu tiver ido e vos tiver preparado um lugar, virei outra vez e levar-vos-ei comigo para que onde Eu estiver, estejais v\u00f3s tamb\u00e9m\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a014, 3). Ele partiu a fim de preparar o lugar para todos n\u00f3s e depois de ter preparado um lugar voltar\u00e1. N\u00e3o vir\u00e1 somente no final para todos, vir\u00e1 cada vez para cada um de n\u00f3s. Vir\u00e1 procurar-nos para nos levar com Ele. Neste sentido a morte \u00e9 um pouco como o passo ao encontro de Jesus que est\u00e1 \u00e0 minha espera para me levar com Ele.<\/p>\n<p>O Ressuscitado vive no mundo de Deus, onde existe um lugar para todos, onde se forma uma nova terra e onde se constr\u00f3i a cidade celestial, morada definitiva do homem. N\u00e3o podemos imaginar esta transfigura\u00e7\u00e3o da nossa corporeidade mortal, mas estamos certos de que ela manter\u00e1 os nossos rostos reconhec\u00edveis e nos consentir\u00e1 permanecer humanos no c\u00e9u de Deus. Permitir-nos-\u00e1 participar, com sublime emo\u00e7\u00e3o, na infinita e feliz exuber\u00e2ncia do ato criador de Deus, cujas intermin\u00e1veis aventuras experimentaremos pessoalmente.<\/p>\n<p>Quando Jesus fala do Reino de Deus, descreve-o como um banquete de n\u00fapcias, como uma festa com amigos, como o trabalho que torna a casa perfeita: \u00e9 a surpresa que torna a colheita mais rica do que a sementeira. Levar a s\u00e9rio as palavras do Evangelho sobre o Reino permite \u00e0 nossa sensibilidade desfrutar do amor ativo e criativo de Deus, colocando-nos em sintonia com o destino inaudito da vida que semeamos. Queridas e queridos coet\u00e2neos, e falo aos \u201cvelhinhos\u201d e \u00e0s \u201cvelhinhas\u201d, na nossa velhice a import\u00e2ncia dos numerosos \u201cdetalhes\u201d de que a vida \u00e9 feita &#8211; uma car\u00edcia, um sorriso, um gesto, um trabalho apreciado, uma surpresa inesperada, uma alegria hospitaleira, um la\u00e7o fiel &#8211; torna-se mais sentida. O essencial da vida, que nos \u00e9 mais caro quando nos aproximamos do nosso adeus, torna-se definitivamente claro para n\u00f3s. Eis, pois, que esta sabedoria da velhice \u00e9 o lugar da nossa gesta\u00e7\u00e3o, que ilumina a vida das crian\u00e7as, dos jovens, dos adultos e de toda a comunidade. N\u00f3s, \u201cvelhinhos\u201d, dever\u00edamos ser isto para os outros: luz para todos. Toda a nossa vida se manifesta como uma semente que dever\u00e1 ser enterrada a fim de que nas\u00e7am a sua flor e o seu fruto. Ela brotar\u00e1, juntamente com todo o resto do mundo. N\u00e3o sem os trabalhos de parto, n\u00e3o sem dores, mas brotar\u00e1 (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a016, 21-23). E a vida do corpo ressuscitado ser\u00e1 cem, mil vezes mais viva do que a experimentamos nesta terra (cf.\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a010, 28-31).<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que o Senhor Ressuscitado, enquanto espera os Ap\u00f3stolos na margem do lago, assa alguns peixes (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a021, 9) e depois lhos oferece. Este gesto de amor atencioso d\u00e1-nos um vislumbre do que nos aguarda quando atravessarmos para a outra margem. Sim, caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, especialmente v\u00f3s, idosos, o melhor da vida ainda deve vir; \u201cMas somos velhos, o que mais devemos ver?\u201d. O melhor, pois o melhor da vida ainda est\u00e1 por vir. Aguardemos esta plenitude de vida que nos espera a todos, quando o Senhor nos chamar. \u00a0Que a M\u00e3e do Senhor e nossa M\u00e3e, que nos precedeu no Para\u00edso, nos restitua a trepida\u00e7\u00e3o da expetativa, pois n\u00e3o \u00e9 uma espera anestesiada, n\u00e3o \u00e9 uma espera entediada, n\u00e3o, \u00e9 uma espera com trepida\u00e7\u00e3o: \u201cQuando vir\u00e1 o meu Senhor? Quando poderei estar com Ele?\u201d. H\u00e1 um pouco de medo porque n\u00e3o sei o que significa esta passagem e cruzar aquela porta provoca um pouco de temor, mas h\u00e1 sempre a m\u00e3o do Senhor que nos leva em frente e, ap\u00f3s a travessia da porta vem a festa. Estejamos atentos, v\u00f3s queridos \u201cvelhinhos\u201d e queridas \u201cvelhinhas\u201d, coet\u00e2neos, estejamos atentos, Ele espera por n\u00f3s, apenas uma passagem e depois a festa.<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Educris|24.08.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima catequese sobre a velhice o Papa Francisco evocou a &#8220;sabedoria da velhice&#8221; como &#8220;lugar da nossa gesta\u00e7\u00e3o&#8221; que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1468055961,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-3724685047","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3724685047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3724685047"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3724685047\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1468055961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3724685047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3724685047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3724685047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}