{"id":3750904645,"date":"2022-02-27T00:00:00","date_gmt":"2022-02-27T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11231-angelus-as-palavras-dizem-da-pessoa-que-somos-afirma-o-papa-"},"modified":"2022-02-27T00:00:00","modified_gmt":"2022-02-27T00:00:00","slug":"angelus-as-palavras-dizem-da-pessoa-que-somos-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-as-palavras-dizem-da-pessoa-que-somos-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abAs Palavras dizem da pessoa que somos\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angelus_1_150201125427.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Francisco focou a sua reflex\u00e3o no evangelho deste domingo e lembrou &#8220;que Deus perdoa sempre&#8221;. Aos peregrinos presentes na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, o Papa exprimiu a necessidade de estar atento &#8220;\u00e0s palavras&#8221; pois elas &#8220;dizem a pessoa que somos&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, e em portugu\u00eas as palavras do Papa Francisco antes da recita\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o do \u00c2ngelus<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>No Evangelho da liturgia de hoje, Jesus convida-nosa a refletir sobre o nosso olhar e o nosso falar. Olhar e falar.<\/p>\n<p>Antes de tudo, o nosso olhar. O risco que corremos, diz o Senhor, \u00e9 o de nos concentrarmos em olhar o fio de palha no olho do irm\u00e3o sem perceber a trave no nosso (cf. Lc 6,41). Por outras palavras, estamos muito atentos \u00e0s falhas dos outros, mesmo \u00e0quelas t\u00e3o pequenas quanto um fio de palha, e ignoramos calmamente as nossas, dando-lhes pouco peso. O que Jesus diz \u00e9 verdade: encontramos sempre motivos para culpar os outros e para nos justificarmos. Queixamos, muitas vezes, de coisas que n\u00e3o funcionam na nossa sociedade, na Igreja, no mundo, sem antes nos questionarmos e sem nos comprometermos a mudar \u2013 toda a mudan\u00e7a frut\u00edfera e positiva deve come\u00e7ar por n\u00f3s mesmos; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o haver\u00e1 mudan\u00e7a\u2014. Mas Jesus explica que ao fazer isto o nosso olhar \u00e9 cego. E se somos cegos n\u00e3o podemos pretender ser guias e mestres dos outros: de facto, um cego n\u00e3o pode guiar outro cego, diz o Senhor (cf. v. 39).<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o Senhor convida-nos a limpar o nosso olhar. Em primeiro lugar, pede que olhemos para dentro de n\u00f3s mesmos para reconhecer as nossas mis\u00e9rias. Porque se n\u00e3o formos capazes de ver os nossos defeitos, tenderemos sempre a exagerar os dos outros. Em vez disso, se reconhecermos os nossos erros e as nossas mis\u00e9rias, a porta da miseric\u00f3rdia abre-se para n\u00f3s. E, depois de olharmos para dentro de n\u00f3s mesmos, Jesus convida-nos a olhar os outros como Ele \u2014esse \u00e9 o segredo: olhar os outros como Ele\u2014, que n\u00e3o v\u00ea primeiro o mal, mas o bem. Deus olha-nos assim: n\u00e3o v\u00ea em n\u00f3s erros irremedi\u00e1veis, mas v\u00ea filhos que cometem erros. O ponto de vista muda: n\u00e3o se concentra nos erros, mas nas crian\u00e7as que erram. Deus distingue sempre a pessoa dos seus erros. Salva sempre a pessoa. Acredita sempre na pessoa e est\u00e1 sempre disposto a perdoar os erros. Sabemos que Deus perdoa sempre. E ele convida-nos a fazer o mesmo: n\u00e3o procurar o mal nos outros, mas o bem.<\/p>\n<p>Depois do olhar, Jesus convida-nos hoje a refletir sobre a nossa maneira de falar. O Senhor explica que \u00aba boca fala da abund\u00e2ncia do cora\u00e7\u00e3o\u00bb (v. 45). \u00c9 verdade, pelo modo como uma pessoa fala percebe-se imediatamente o que traz ela no cora\u00e7\u00e3o. As palavras que usamos dizem a pessoa que somos. No entanto, \u00e0s vezes prestamos pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas palavras e usamo-las superficialmente. Mas as palavras t\u00eam peso: permitem-nos expressar pensamentos e sentimentos, dar voz aos medos que sentimos e aos projetos que queremos realizar, para aben\u00e7oar a Deus e aos outros. Infelizmente, com a linguagem tamb\u00e9m podemos alimentar preconceitos, erguer barreiras, atacar e at\u00e9 destruir; com a l\u00edngua podemos destruir os irm\u00e3os: a coscuvelhice d\u00f3i e a cal\u00fania pode ser mais afiada que uma faca! Hoje em dia, especialmente no mundo digital, as palavras correm r\u00e1pido; mas muitos transmitem raiva e agressividade, alimentam not\u00edcias falsas e aproveitam-se de medos coletivos para difundir ideias distorcidas. Um diplomata, que foi Secret\u00e1rio-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas e ganhou o Pr\u00e9mio Nobel da Paz, disse que &#8220;abusar da palavra equivale a desprezar o ser humano&#8221; (D. Hammarskj\u00f6ld, Marcas en el camino, Magnano BI 1992, 131).<\/p>\n<p>Perguntemo-nos ent\u00e3o que tipo de palavras usamos: palavras que expressam aten\u00e7\u00e3o, respeito, compreens\u00e3o, proximidade, compaix\u00e3o? Ou palavras cujo objetivo principal \u00e9 a de nos fazer parecer bem diante dos outros? E, ainda, falamos mansamente ou contaminamos o mundo espalhando venenos: criticando, lamentando, alimentando agressividade difusa?<\/p>\n<p>Que a Virgem Maria, cuja humildade Deus olhou, a Virgem do sil\u00eancio a quem oramos agora, nos ajude a purificar o nosso olhar e o nosso modo de falar.<\/p>\n<p>Educris|27.02.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco focou a sua reflex\u00e3o no evangelho deste domingo e lembrou &#8220;que Deus perdoa sempre&#8221;. 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