{"id":386511237,"date":"2024-03-27T00:00:00","date_gmt":"2024-03-27T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12914-audiencia-geral-a-paciencia-e-o-melhor-testemunho-do-amor-de-jesus-afirma-o-papa"},"modified":"2024-03-27T00:00:00","modified_gmt":"2024-03-27T00:00:00","slug":"audiencia-geral-a-paciencia-e-o-melhor-testemunho-do-amor-de-jesus-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-a-paciencia-e-o-melhor-testemunho-do-amor-de-jesus-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: A paci\u00eancia \u00e9 o \u00abmelhor testemunho do amor de Jesus\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_sala_paulo_vi_2_201024063542.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em><span class=\"color-text\">Em plena semana santa o Papa Francisco deu hoje continuidade \u00e0s catequeses sobre \u00abos v\u00edcios e as virtudes\u00bb. Na sua reflex\u00e3o o Papa lembrou a paci\u00eancia como uma das grandes qualidades de Deus e de todo o crist\u00e3os.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span class=\"color-text\">Leia, na \u00edntegra, a catequese do Santo Padre<\/span><\/p>\n<p><strong><span class=\"color-text\">Catequeses. Os v\u00edcios e as virtudes. 13.\u00a0<em>A paci\u00eancia<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p>Hoje, a audi\u00eancia estava prevista para a pra\u00e7a, mas devido \u00e0 chuva foi transferida para dentro. \u00c9 verdade que vai estar um pouco apinhada, mas pelo menos n\u00e3o nos molharemos! Obrigado pela vossa paci\u00eancia!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/events\/event.dir.html\/content\/vaticanevents\/pt\/2024\/3\/24\/palme.html\">No domingo passado, ouvimos a narra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor.<\/a>\u00a0Aos sofrimentos que padece, Jesus responde com uma virtude que, embora n\u00e3o esteja contemplada entre as tradicionais, \u00e9 deveras importante:\u00a0<em>a virtude da paci\u00eancia<\/em>. Trata-se da suporta\u00e7\u00e3o do que se sofre: n\u00e3o \u00e9 por acaso que\u00a0<em>paci\u00eancia<\/em>\u00a0tem a mesma raiz de\u00a0<em>paix\u00e3o<\/em>. E \u00e9 precisamente na Paix\u00e3o que sobressai a paci\u00eancia de Cristo, que com mansid\u00e3o e docilidade aceita ser preso, esbofeteado e condenado injustamente; diante de Pilatos n\u00e3o recrimina; suporta os insultos, os escarros e a flagela\u00e7\u00e3o dos soldados; suporta o peso da cruz; perdoa \u00e0queles que o pregam no madeiro e, na cruz, n\u00e3o responde \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es, mas oferece miseric\u00f3rdia. Esta \u00e9 a paci\u00eancia de Jesus! Tudo isto nos diz que a paci\u00eancia de Jesus n\u00e3o consiste numa resist\u00eancia estoica ao sofrimento, mas \u00e9\u00a0<em>o fruto de um amor maior.<\/em><\/p>\n<p>O Ap\u00f3stolo Paulo, no chamado \u201cHino \u00e0 caridade\u201d (cf.\u00a0<em>1 Cor<\/em>\u00a013, 4-7), une estreitamente\u00a0<em>amor e paci\u00eancia<\/em>. Com efeito, descrevendo a primeira qualidade da caridade, recorre a uma palavra que se traduz por \u201cmagn\u00e2nima\u201d, \u201cpaciente\u201d. A caridade \u00e9 magn\u00e2nima, \u00e9 paciente. Ela exprime um conceito surpreendente, que aparece muitas vezes na B\u00edblia: Deus, perante a nossa infidelidade, mostra-se \u00ablento para a ira\u00bb (cf.\u00a0<em>\u00cax\u00a0<\/em>34, 6; cf.\u00a0<em>Nm<\/em>\u00a014, 18): em vez de desabafar o seu desgosto pelo mal e pelo pecado do homem, revela-se maior, pronto a recome\u00e7ar sempre com uma paci\u00eancia infinita. Este \u00e9, para Paulo, o primeiro tra\u00e7o do amor de Deus que, perante o pecado, prop\u00f5e o perd\u00e3o. Mas n\u00e3o s\u00f3: \u00e9 o primeiro tra\u00e7o de todo o grande amor, que sabe responder ao mal com o bem, que n\u00e3o se fecha na ira nem no des\u00e2nimo, mas persevera e relan\u00e7a. A paci\u00eancia que recome\u00e7a! Por isso, na raiz da paci\u00eancia est\u00e1 o amor, como diz Santo Agostinho: \u00abUma pessoa \u00e9 tanto mais forte na suporta\u00e7\u00e3o de qualquer mal, quanto maior for o amor de Deus nela\u00bb (<em>De patientia<\/em>, XVII).<\/p>\n<p>Poder-se-ia ent\u00e3o dizer que n\u00e3o h\u00e1\u00a0<em>melhor testemunho<\/em>\u00a0do amor de Jesus, do que encontrar\u00a0<em>um crist\u00e3o paciente<\/em>. Mas pensemos tamb\u00e9m em quantas m\u00e3es e pais, trabalhadores, m\u00e9dicos e enfermeiros, doentes, que todos os dias, no escondimento, agraciam o mundo com uma santa paci\u00eancia! Como afirma a Escritura, \u00ab\u00e9 melhor a paci\u00eancia do que a for\u00e7a de um her\u00f3i\u00bb (<em>Pr<\/em>\u00a016, 32). No entanto, devemos ser honestos: muitas vezes falta-nos a paci\u00eancia. No dia a dia todos somos impacientes. Precisamos dela como da \u201cvitamina essencial\u201d para ir em frente, mas impacientamo-nos instintivamente e respondemos ao mal com o mal: \u00e9 dif\u00edcil manter a calma, controlar os instintos, conter as m\u00e1s respostas, desarmar disputas e conflitos em fam\u00edlia, no trabalho ou na comunidade crist\u00e3. A resposta chega imediatamente, n\u00e3o somos capazes de ser pacientes.<\/p>\n<p>Recordemos, por\u00e9m, que a paci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas uma necessidade, \u00e9\u00a0<em>uma voca\u00e7\u00e3o:<\/em>\u00a0se Cristo \u00e9 paciente, o crist\u00e3o \u00e9 chamado a ser paciente. E isto faz-nos ir contra a corrente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mentalidade generalizada de hoje, na qual dominam a pressa e o \u201ctudo j\u00e1\u201d; na qual, em vez de esperar que as situa\u00e7\u00f5es amadure\u00e7am, pressionam-se as pessoas, esperando que mudem instantaneamente. N\u00e3o esque\u00e7amos que a pressa e a impaci\u00eancia s\u00e3o inimigas da vida espiritual. Porqu\u00ea? Deus \u00e9 amor, e quem ama n\u00e3o se cansa, n\u00e3o \u00e9 irasc\u00edvel, n\u00e3o imp\u00f5e ultimatos, Deus \u00e9 paciente, Deus sabe esperar. Pensemos na hist\u00f3ria do Pai misericordioso, que espera o filho que saiu de casa: sofre com paci\u00eancia, impaciente para o abra\u00e7ar assim que o v\u00ea regressar (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a015, 21); ou pensemos na par\u00e1bola do trigo e do joio, com o Senhor que n\u00e3o tem pressa em extirpar o mal antes do tempo, para que nada se perca (cf.\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a013, 29-30). A paci\u00eancia faz-nos salvar tudo!<\/p>\n<p>Mas, irm\u00e3os e irm\u00e3s, como se faz para\u00a0<em>aumentar a paci\u00eancia<\/em>? Sendo ela, como ensina S\u00e3o Paulo, um fruto do Esp\u00edrito Santo (cf.\u00a0<em>Gl<\/em>\u00a05, 22), deve ser pedida precisamente ao Esp\u00edrito de Cristo. Ele concede-nos a for\u00e7a mansa da paci\u00eancia \u2013 a paci\u00eancia \u00e9 uma for\u00e7a mansa \u2013 porque \u00ab\u00e9 pr\u00f3prio da virtude crist\u00e3 n\u00e3o s\u00f3 praticar o bem, mas tamb\u00e9m saber suportar os males\u00bb (Santo Agostinho,\u00a0<em>Discursos<\/em>, 46, 13). Sobretudo nestes dias, far-nos-\u00e1 bem contemplar o Crucificado para assimilar a sua paci\u00eancia. Um bom exerc\u00edcio \u00e9 tamb\u00e9m levar-lhe as pessoas mais importunas, pedindo-lhe a gra\u00e7a de p\u00f4r em pr\u00e1tica para com elas aquela obra de miseric\u00f3rdia t\u00e3o conhecida e t\u00e3o descuidada:\u00a0<em>suportar pacientemente as pessoas importunas<\/em>. E n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil! Pensemos se agimos assim: suportar pacientemente as pessoas importunas. Come\u00e7a-se pedindo para as considerar com compaix\u00e3o, com o olhar de Deus, sabendo distinguir os seus rostos dos seus erros. Temos o h\u00e1bito de catalogar as pessoas pelos erros que cometem. N\u00e3o, isto n\u00e3o \u00e9 bom. Procuremos as pessoas pelos seus rostos, pelos seus cora\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pelos seus erros!<\/p>\n<p>Concluindo, para cultivar a paci\u00eancia, virtude que d\u00e1 alento \u00e0 vida, \u00e9 bom\u00a0<em>dilatar o olhar<\/em>. Por exemplo, n\u00e3o limitando o campo do mundo aos nossos problemas, como nos convida a fazer a\u00a0<em>Imita\u00e7\u00e3o de Cristo:<\/em>\u00abDeveis, pois, lembrar-vos dos sofrimentos mais graves dos outros, para aprender a suportar os vossos, pequenos\u00bb, lembrando que \u00abn\u00e3o existe coisa alguma, por mais pequenina que seja, contanto que a suportemos por amor a Deus, que passe sem recompensa diante de Deus\u00bb (III, 19). E ainda, quando nos sentimos nas amarras da prova\u00e7\u00e3o, como ensina Job, \u00e9 bom abrir-nos com esperan\u00e7a \u00e0 novidade de Deus, na firme confian\u00e7a de que Ele n\u00e3o deixa que as nossas expetativas sejam desiludidas. Paci\u00eancia significa saber suportar os males.\u00a0<\/p>\n<p>E aqui, hoje, nesta audi\u00eancia, est\u00e3o presentes duas pessoas, dois pais: um israelita e um \u00e1rabe. Ambos perderam as suas filhas nesta guerra e ambos s\u00e3o amigos. N\u00e3o olham para a inimizade da guerra, mas para a amizade de dois homens que se amam e que passaram pela mesma crucifica\u00e7\u00e3o. Pensemos no lindo testemunho destas duas pessoas que, nas suas filhas, sofreram a guerra da Terra Santa. Amados irm\u00e3os, obrigado pelo vosso testemunho!<\/p>\n<p>Imagem: Vatican Media<\/p>\n<p>Educris|27.03.2024<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em plena semana santa o Papa Francisco deu hoje continuidade \u00e0s catequeses sobre \u00abos v\u00edcios e as virtudes\u00bb. 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