{"id":392805902,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12391-festa-da-transfiguracao-do-senhor"},"modified":"2025-11-07T16:33:56","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:56","slug":"festa-da-transfiguracao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/festa-da-transfiguracao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Festa da Transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Dn 7,9-10.13-14 (2Pe 1,16-19); Sl 97; Mt 17,1-9<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. A Igreja celebra hoje, Domingo, dia 6 de agosto, a Festa da Transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor. Batizado no Jord\u00e3o, tentado no deserto como Israel, mas Vitorioso, ap\u00f3s o jejum preambular de prepara\u00e7\u00e3o para o in\u00edcio da sua miss\u00e3o na Galileia, Jesus come\u00e7ou a executar o seu programa filial batismal que tem por meta a Cruz Gloriosa (Batismo consumado!) em que n\u00f3s somos por Ele batizados com o fogo e com o Esp\u00edrito Santo (sempre o luminoso texto de Lucas 12,49-50). Entre o Jord\u00e3o e a Cruz Gloriosa, e imediatamente depois do an\u00fancio da sua Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o, dados n\u00e3o compreendidos e at\u00e9 contestados por Pedro e pelos outros disc\u00edpulos (Mateus 16), a\u00ed est\u00e1 Hoje, nesta Festa do Senhor o epis\u00f3dio da Transfigura\u00e7\u00e3o (Mateus 17,1-9) \u2013 Luz incriada e inacess\u00edvel (Mateus 17,2; cf. Salmo 104,2; 1 Tim\u00f3teo 6,16) que investe a Humanidade de Jesus: experi\u00eancia moment\u00e2nea da Ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013, mediante a qual o Pai confirma o Filho na sua miss\u00e3o filial batismal, j\u00e1 iniciada, mas ainda n\u00e3o consumada, e confirma tamb\u00e9m os disc\u00edpulos, ainda confusos e perplexos, em ordem \u00e0 sua miss\u00e3o futura. Que a Transfigura\u00e7\u00e3o deve ser vista \u00e0 luz da Ressurrei\u00e7\u00e3o, fica bem patente no dizer das Igrejas do Oriente que chamam \u00e0 Festa da Transfigura\u00e7\u00e3o, que se celebra neste dia 6 de agosto, \u00aba P\u00e1scoa do ver\u00e3o\u00bb. Mas est\u00e1 tamb\u00e9m claro na ordem taxativa dada por Jesus aos seus disc\u00edpulos ao descer do monte: \u00abA ningu\u00e9m digais esta vis\u00e3o at\u00e9 que o Filho do Homem seja Ressuscitado dos mortos\u00bb (Mateus 17,9).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Jesus imp\u00f5e, portanto, na nossa pauta musical, pausa e bemol. N\u00e3o podemos dizer a Transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor antes da Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, ou fora dela. E n\u00e3o podemos, porque n\u00e3o sabemos. E n\u00e3o sabemos, porque \u00e9 s\u00f3 o Ressuscitado que faz vir o Esp\u00edrito Santo sobre n\u00f3s. Veja-se a li\u00e7\u00e3o do Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, com Pedro a explicar assim o Pentecostes \u00e0 multid\u00e3o: \u00abEste Jesus, Deus o Ressuscitou, e disto todos n\u00f3s somos testemunhas. Exaltado \u00e0 direita de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Esp\u00edrito Santo, derramou-o, e \u00e9 o que vedes e ouvis\u00bb (2,32-33). E o coment\u00e1rio preciso e precioso do narrador \u00e0s palavras que Jesus acabava de proferir: \u00abIsto disse do Esp\u00edrito que haviam de receber os que tinham acreditado n\u2019Ele, pois n\u00e3o havia ainda Esp\u00edrito [para n\u00f3s], porque Jesus ainda n\u00e3o tinha sido glorificado\u00bb (Jo\u00e3o 7,39). Pausa e bemol, porque importa que n\u00e3o sejamos n\u00f3s a falar. Importa que seja o Esp\u00edrito Santo a falar em n\u00f3s. Portanto, \u00e9 urgente esperar! Toda a aten\u00e7\u00e3o ainda, neste sentido, para o grande dizer de Jesus: \u00abQuando vos entregarem, n\u00e3o vos preocupeis com\/ou como\u00a0<em>falais<\/em>\u00a0(<em>lal\u00e9\u00f4<\/em>). Ser-vos-\u00e1 dado naquela hora o que\u00a0<em>falar<\/em>\u00a0(<em>lal\u00e9\u00f4<\/em>). Na verdade, n\u00e3o sois v\u00f3s que\u00a0<em>falais<\/em>\u00a0(<em>lal\u00e9\u00f4<\/em>), mas ser\u00e1 o Esp\u00edrito do vosso PAI que\u00a0<em>falar\u00e1<\/em>\u00a0(<em>lal\u00e9\u00f4<\/em>) em v\u00f3s\u00bb (Mateus 10,19-20). Portanto, antes e fora da Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, antes e fora do Esp\u00edrito Santo sobre n\u00f3s derramado, n\u00f3s n\u00e3o podemos nem sabemos dizer sobre Jesus seja o que for que fa\u00e7a algum sentido na ordem do divino. Apenas podemos debitar alguns dados da ordem da hist\u00f3ria, da geografia, da sociologia\u2026<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. O famoso texto de Mateus 17, que traz Hoje at\u00e9 n\u00f3s o epis\u00f3dio da Transfigura\u00e7\u00e3o de Jesus, come\u00e7a assim: \u00abSeis dias depois, Jesus toma consigo Pedro e Tiago e Jo\u00e3o, seu irm\u00e3o, e leva-os, \u00e0 parte, a um monte alto\u00bb (17,1). O uso aqui do presente hist\u00f3rico d\u00e1 o tom enf\u00e1tico apropriado para vincular o epis\u00f3dio da Transfigura\u00e7\u00e3o (17,1-9) ao Cap\u00edtulo 16, que o precede imediatamente. A presen\u00e7a do artigo antes do nome de Pedro (<em>t\u00f2n P\u00e9tron<\/em>), mas n\u00e3o antes dos nomes de Tiago e Jo\u00e3o, serve para p\u00f4r em destaque o papel de Pedro desde o Cap\u00edtulo anterior, a que se ajusta tamb\u00e9m a liga\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica \u00abseis dias depois\u00bb. Pedro reconheceu e confessou Jesus como \u00abo Cristo, o Filho do Deus vivo\u00bb (16,16), mas op\u00f5e-se energicamente \u00e0s palavras de Jesus (16,22), quando Ele anuncia que vai ter de sofrer muito e morrer e ressuscitar ao terceiro dia (16,21). Pedro e os disc\u00edpulos sabem bem o que \u00e9 o sofrimento e a morte, mas n\u00e3o t\u00eam qualquer no\u00e7\u00e3o do que possa ser a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Marcos 9,10 observa que os disc\u00edpulos \u00abse interrogavam entre si sobre o que fosse ressuscitar dos mortos\u00bb. Al\u00e9m disso, h\u00e3o de ter eles pensado, para que nos serve um Messias que sofre e morre? Para isto, os disc\u00edpulos n\u00e3o t\u00eam necessidade dele, pois sabem que h\u00e3o de sofrer e morrer mesmo sem ele. Do Messias, os disc\u00edpulos, como os judeus em geral, esperavam que viesse p\u00f4r fim ao sofrimento e \u00e0 morte, e que os viesse libertar, a eles e a todos, dessa triste realidade.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. \u00c9 tendo tudo isto em conta, sobretudo o desarranjo e incompreens\u00e3o de Pedro (16,22) e o desconsolo e tristeza dos disc\u00edpulos (17,23), que Jesus \u00abtoma consigo\u00bb um grupo de disc\u00edpulos, e\u00a0<em>os<\/em>\u00a0(<em>auto\u00fas<\/em>) faz subir consigo, e \u00e9 transfigurado diante\u00a0<em>deles<\/em>\u00a0(<em>aut\u00f4n<\/em>); \u00e9\u00a0<em>a eles<\/em>\u00a0(<em>auto\u00ees<\/em>) que aparecem Mois\u00e9s e Elias; a nuvem luminosa envolveu-<em>os<\/em>\u00a0(<em>auto\u00fas<\/em>), e a voz que sai da nuvem dirige-se\u00a0<em>a eles<\/em>\u00a0diretamente, pois fala de Jesus em 3.\u00aa pessoa, e apela a que o escutem; amedrontados e ca\u00eddos por terra, \u00e9 Jesus que\u00a0<em>os<\/em>\u00a0(<em>aut\u00f4n<\/em>) toca, e manda levantar, e\u00a0<em>lhes<\/em>\u00a0(<em>auto\u00ees<\/em>) ordena que nada digam acerca desta vis\u00e3o antes de Ele ressuscitar dos mortos. Pela coleta de dados que acab\u00e1mos de fazer, \u00e9 f\u00e1cil compreender que s\u00e3o os disc\u00edpulos que est\u00e3o no centro da cena, e que tudo \u00e9 feito\u00a0<em>para eles<\/em>. Na verdade, dada a sua incompreens\u00e3o e en\u00e9rgica rea\u00e7\u00e3o no Cap\u00edtulo anterior, torna-se necess\u00e1rio clarificar com eles sobretudo tr\u00eas aspetos: 1) contribuir para que possam vir a ter uma no\u00e7\u00e3o mais concreta acerca da ressurrei\u00e7\u00e3o, vendo Jesus na sua gl\u00f3ria celeste falando com personagens celestes; 2) ouvir e aprender do pr\u00f3prio Deus que Jesus \u00e9 o seu Filho, o Amado; 3) predispor-se a escutar Jesus sem reservas, o que significa, entre outras realidades, escutar as palavras de Jesus acerca do seu sofrimento e morte, e n\u00e3o opor-se a elas.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. A tradi\u00e7\u00e3o situa o \u00abmonte alto\u00bb, que abre o epis\u00f3dio da Transfigura\u00e7\u00e3o (17,1), no Tabor, um monte de forma arredondada que se ergue nos seus 582 metros no meio da plan\u00edcie galilaica de Jesrael ou de Esdrelon. No sop\u00e9 do Tabor ainda hoje se encontra a aldeia palestiniana de\u00a0<em>Daburiyya<\/em>, cujo eco evoca a personagem b\u00edblica mais importante desta regi\u00e3o, a profetisa D\u00e9bora. As Igrejas do Oriente conhecem este epis\u00f3dio da Transfigura\u00e7\u00e3o por \u00abMetamorfose\u00bb (<em>metam\u00f3rph\u00f4sis<\/em>), a partir das palavras do texto: \u00abE transformou-se (<em>metemorph\u00f4th\u00ea<\/em>) diante deles [= Pedro, Tiago e Jo\u00e3o], e resplandeceu o seu rosto como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz\u00bb (17,2). O branco \u00e9 a cor divina e celeste. E a luz \u00e9 o seu vestido, conforme o dizer solene do Salmo 104,2: \u00abVestido de Luz como de um manto\u00bb. E, nesse cone de luz, o Ap\u00f3stolo exorta-nos: \u00abCaminhai como filhos da luz\u00bb, e lembra-nos que \u00abo fruto da luz \u00e9 toda a bondade, justi\u00e7a e verdade\u00bb (Ef 5,8 e 9). No contexto da Transfigura\u00e7\u00e3o de Jesus, \u00e9 importante, a apari\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s e Elias, cuja morte se verificou h\u00e1 muito tempo, n\u00e3o estando por isso acess\u00edveis \u00e0 vis\u00e3o humana comum. S\u00f3 podem ser vistos se aparecerem, se se fizerem ver, se se apresentarem aos homens a partir da sua exist\u00eancia em Deus. Os disc\u00edpulos veem que estas figuras celestes falam com Jesus transfigurado, e podem come\u00e7ar a descobrir a realidade que pode estar por detr\u00e1s das palavras antes incompreens\u00edveis de Jesus quando Ele anuncia a sua Ressurrei\u00e7\u00e3o. E mais uma vez Pedro se equivoca ao sugerir tendas terrenas para figuras celestes.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Marcos 9,6 e Lucas 9,33 anotam criteriosamente que Pedro, ao fazer semelhante sugest\u00e3o, \u00abn\u00e3o sabia o que dizia\u00bb. N\u00e3o sabia, porque ainda n\u00e3o tinha sido batizado com o Esp\u00edrito Santo e com o fogo; quando o for, saber\u00e1 tamb\u00e9m ele, disc\u00edpulo fiel, batizado e confirmado, levar por diante a miss\u00e3o filial batismal em que foi investido, e dar\u00e1 testemunho at\u00e9 ao sangue. Antes ainda desse final, Pedro recorda o privil\u00e9gio de terem sido testemunhas oculares da Gl\u00f3ria de Jesus sobre o monte santo, e que ouviram a\u00ed a voz vinda do C\u00e9u, do Pai, a declarar Jesus \u00abo Filho meu, o Amado meu\u00bb (2 Pedro 1,16-18). A Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 a Transfigura\u00e7\u00e3o tornada permanente, eterna. Todos os batizados e confirmados est\u00e3o destinados \u00e0 mesma Ressurrei\u00e7\u00e3o \/ Transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor: a Diviniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A li\u00e7\u00e3o do Livro de Daniel 7,9-10.13-14 e respetivo contexto imediatamente anterior (7,3-8) e posterior (7,15-27) faz transbordar a indescrit\u00edvel riqueza do nosso Deus, solenemente sentado no seu trono de Luz e de Fogo purificador, que inutiliza o poder das quatro bestas enormes sa\u00eddas do mar com aspeto terr\u00edvel, e que t\u00eam o aspeto de um le\u00e3o com asas de \u00e1guia, de um urso com costelas na boca, de um leopardo alado com quatro cabe\u00e7as, e de um monstro met\u00e1lico aterrorizador, com enormes dentes de ferro que tudo tritura e espezinha. Tinha ainda dez chifres na cabe\u00e7a, mas nasceu-lhe entretanto um outro mais pequeno e insolente, com uma boca que proferia palavras arrogantes. Estas bestas representam quatro imp\u00e9rios: babil\u00f3nio, medo, persa e grego (de Alexandre Magno e seus sucessores). Os dez chifres s\u00e3o os reis da dinastia Sel\u00eaucida, e o d\u00e9cimo primeiro \u00e9 Ant\u00edoco IV Epif\u00e2nio (175-163). O tribunal divino toma assento para julgar o arrogante Ant\u00edoco, que \u00e9 morto e destru\u00eddo. E v\u00ea-se ent\u00e3o, em contraponto com as bestas que saem do mar, s\u00edmbolo da desordem e do mal, o Filho do Homem que vem sobre as nuvens, do mundo celeste, portanto. A ele \u00e9 entregue o reino eterno, n\u00e3o assente no poder prepotente da brutalidade, mas no poder manso do Amor (Daniel 7,13-14). Fica bem claro que todos os nossos imp\u00e9rios prepotentes e ferozes, por mais fortes que pare\u00e7am, caem face \u00e0 do\u00e7ura da Palavra e da Atitude mansa do Filho do Homem, que dissolve no Amor, que \u00e9 o poder manso que lhe \u00e9 dado para sempre, as nossas raivas e viol\u00eancias, manifesta\u00e7\u00f5es das bestas bravas que nos habitam. O Filho do Homem vence, portanto, sem combater, este combate. \u00c9 assim que caem as quatro bestas ferozes que sobem do mar (Daniel 7,3), s\u00edmbolo da confus\u00e3o e do mal, e que deixar\u00e1 naturalmente de existir quando forem desenhados os novos mapas de um novo c\u00e9u e de uma nova terra (Apocalipse 21,1).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. O dom\u00ednio novo do Filho do Homem que nos ama (Apocalipse 1,5), o dom\u00ednio do Amor, \u00e9 Primeiro e \u00daltimo (Apocalipse 1,8). Entre o Primeiro e o \u00daltimo instala-se o pen\u00faltimo, que \u00e9 o dom\u00ednio velho e podre da viol\u00eancia das bestas ferozes que nos habitam. O Bem \u00e9 desde sempre e \u00e9 para sempre. \u00c9 Primeiro e \u00e9 \u00daltimo. O Bem n\u00e3o come\u00e7ou, portanto. O que come\u00e7ou foi o mal que se foi insinuando nas pregas do nosso cora\u00e7\u00e3o empedernido e enrugado. Mas o que come\u00e7a, tamb\u00e9m acaba. Os imp\u00e9rios da nossa viol\u00eancia, malvadez e estupidez caem, imagine-se, vencidos por um Amor que \u00e9 desde sempre e para sempre, e que vence, sem combater (s\u00f3 pode ser por amor), a nossa tirania e prepot\u00eancia!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Entenda-se bem que tem de ser sem combater. Porque, se combatesse, usaria os nossos m\u00e9todos violentos, o que s\u00f3 aumentaria a viol\u00eancia. \u00c9 assim que Jesus, o Filho do Homem, atravessa as p\u00e1ginas dos Evangelhos e da nossa hist\u00f3ria e da nossa vida, entregando-se por Amor \u00e0 nossa viol\u00eancia, abra\u00e7ando-a e, portanto, absorvendo-a, absolvendo-a e dissolvendo-a.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Pedro, na sua 2 Carta 1,16-19, coloca-se como Testemunha ocular, quer do poder do amor que Jesus recebeu de Deus Pai, quer da sua manifesta\u00e7\u00e3o gloriosa no monte santo, que confirma a palavra dos profetas. Pedro exorta-nos a prestar aten\u00e7\u00e3o a esta palavra, que \u00e9 como uma luz que brilha no escuro, at\u00e9 que surja a \u00abEstrela da Manh\u00e3\u00bb, que \u00e9 Cristo (Apocalipse 22,16).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. Canta-se Hoje o Salmo 97, que canta o Senhor na a\u00e7\u00e3o de reinar, isto \u00e9, de salvar, de justificar, de perdoar, de recriar, de trazer a prosperidade e o bem-estar ao seu povo e aos seus fi\u00e9is. Deus, como Rei, manifesta-se circundado pelos seus assistentes c\u00f3smicos (nuvens, trevas, fogo, rel\u00e2mpagos) e hist\u00f3ricos (justi\u00e7a, direito, gl\u00f3ria) (v. 1-6). Face a t\u00e3o esplendorosa manifesta\u00e7\u00e3o, os \u00eddolos e id\u00f3latras caem por terra (v. 7-9), e os fi\u00e9is exultam de alegria (v. 10-12). Os fi\u00e9is e justos s\u00e3o definidos com sete express\u00f5es particularmente significativas: 1) aqueles que amam o Senhor; 2) aqueles que odeiam o mal; 3) aqueles que s\u00e3o fi\u00e9is (<em>h<sup>a<\/sup>s\u00eed\u00eem<\/em>); 4) aqueles que s\u00e3o justos (<em>tsadd\u00eeq\u00eem<\/em>); 5) os retos de cora\u00e7\u00e3o; 6) homens de alegria; 7) aqueles que celebram o \u00abmemorial da sua santidade\u00bb (<em>zeqer qodsh\u00f4<\/em>). Comenta bem o Livro dos Mist\u00e9rios, de Qumran, que perante a manifesta\u00e7\u00e3o e inaugura\u00e7\u00e3o deste Reino novo de Deus, \u00aba impiedade recuar\u00e1 diante da justi\u00e7a, como as trevas recuar\u00e3o diante da luz; a impiedade desaparecer\u00e1 para sempre, e a justi\u00e7a, como o sol, apresentar-se-\u00e1 como princ\u00edpio de ordem no mundo\u00bb (1Q27, I,5-7).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">12. A Festa que a Igreja hoje celebra \u00e9 antiga e fortemente impressiva no Oriente. Celebra-se a Imagem de Cristo Transfigurado, e que nos Transfigura. Da\u00ed, a import\u00e2ncia da Contempla\u00e7\u00e3o. O Ocidente conheceu esta Festa tardiamente e celebrou-a esporadicamente, com oscila\u00e7\u00f5es locais e de calend\u00e1rio. A Igreja Universal celebra esta Festa apenas desde 1457.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dn 7,9-10.13-14 (2Pe 1,16-19); Sl 97; Mt 17,1-9 1. 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