{"id":3996976197,"date":"2024-01-03T00:00:00","date_gmt":"2024-01-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/12697-vaticano-a-vida-espiritual-exige-combate-continuo-lembra-o-papa"},"modified":"2024-01-03T00:00:00","modified_gmt":"2024-01-03T00:00:00","slug":"vaticano-a-vida-espiritual-exige-combate-continuo-lembra-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/vaticano-a-vida-espiritual-exige-combate-continuo-lembra-o-papa\/","title":{"rendered":"Vaticano: \u00abA vida espiritual exige combate cont\u00ednuo\u00bb, lembra o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/sala_paulo_vi_educris_231227110742.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em><span>Na segunda catequese do ciclo \u00abOs v\u00edcios e as virtudes\u00bb o Papa Francisco abordou o tema do \u00abcombate espiritual\u00bb explicando que &#8220;todos somos tentados e temos de lutar para n\u00e3o cair&#8221;, e alertando\u00a0para a tenta\u00e7\u00e3o de uma atitude \u201cegoc\u00eantrica\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span>Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/span><\/em><\/p>\n<p><span><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/audiences\/2023\/documents\/20231227-udienza-generale.html\">Na semana passada<\/a>\u00a0introduzimo-nos no tema dos v\u00edcios e das virtudes. Ele recorda a luta espiritual do crist\u00e3o. Com efeito, a vida espiritual do crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfica, linear, sem desafios; pelo contr\u00e1rio, a vida crist\u00e3 exige um combate constante: o combate crist\u00e3o para conservar a f\u00e9, para enriquecer os dons da f\u00e9 em n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a primeira un\u00e7\u00e3o que cada crist\u00e3o recebe no sacramento do Batismo &#8211; a un\u00e7\u00e3o catecumenal &#8211; \u00e9 sem perfume algum e anuncia simbolicamente que a vida \u00e9 uma luta. Sim, na antiguidade os lutadores eram completamente ungidos antes da competi\u00e7\u00e3o, quer para tonificar os m\u00fasculos, quer para tornar o corpo esquivo \u00e0s garras do advers\u00e1rio. A un\u00e7\u00e3o dos catec\u00famenos torna imediatamente claro que ao crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poupada a luta, que o crist\u00e3o deve lutar: tamb\u00e9m a sua exist\u00eancia, como a de todos, dever\u00e1 descer \u00e0 arena, pois a vida \u00e9 uma sucess\u00e3o de prova\u00e7\u00f5es e tenta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma c\u00e9lebre frase atribu\u00edda a Abade Ant\u00f3nio, o primeiro grande padre do monaquismo, reza assim: \u201cTira as tenta\u00e7\u00f5es e ningu\u00e9m se salvar\u00e1\u201d. Os santos n\u00e3o s\u00e3o homens aos quais foi poupada a tenta\u00e7\u00e3o, mas pessoas bem conscientes de que as sedu\u00e7\u00f5es do mal aparecem repetidamente na vida, para ser desmascaradas e rejeitadas. Todos n\u00f3s experimentamos isto, todos n\u00f3s: ter um mau pensamento, o desejo de fazer isto ou de falar mal do outro&#8230; Todos, todos n\u00f3s somos tentados, e devemos lutar para n\u00e3o cair nessas tenta\u00e7\u00f5es. Se algum de v\u00f3s n\u00e3o tem tenta\u00e7\u00f5es, que o diga, pois isto seria algo extraordin\u00e1rio! Todos n\u00f3s temos tenta\u00e7\u00f5es, e todos devemos aprender a comportar-nos em tais situa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>H\u00e1 muitas pessoas que s\u00e3o egoc\u00eantricas, que pensam que est\u00e3o \u201cbem\u201d \u2013 \u201cN\u00e3o, eu sou bom, sou boa, n\u00e3o tenho estes problemas\u201d. Mas nenhum de n\u00f3s est\u00e1 bem; se algu\u00e9m se sente bem, sonha; cada um de n\u00f3s tem muitas coisas a corrigir, e tamb\u00e9m devemos estar vigilantes. E \u00e0s vezes acontece que vamos ao Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o e dizemos, com sinceridade: \u201cPadre, n\u00e3o me lembro, n\u00e3o sei se cometi pecados&#8230;\u201d. Mas isto \u00e9 falta de conhecimento do que acontece no cora\u00e7\u00e3o. Somos pecadores, todos n\u00f3s! E um pequeno exame de consci\u00eancia, um pequeno olhar interior far-nos-\u00e1 bem. Caso contr\u00e1rio, correremos o risco de viver nas trevas, porque nos habituamos \u00e0s trevas e j\u00e1 n\u00e3o conseguimos distinguir o bem do mal. Isaac de N\u00ednive dizia que, na Igreja, quem conhece os seus pecados e chora por eles \u00e9 maior do que aquele que ressuscita um morto. Todos n\u00f3s devemos pedir a Deus a gra\u00e7a de nos reconhecermos pobres pecadores, necessitados de convers\u00e3o, guardando no cora\u00e7\u00e3o a confian\u00e7a de que nenhum pecado \u00e9 demasiado grande para a miseric\u00f3rdia infinita de Deus Pai. Esta \u00e9 a li\u00e7\u00e3o inaugural que Jesus nos d\u00e1!<\/span><\/p>\n<p><span>Vemo-lo logo nas primeiras p\u00e1ginas dos Evangelhos, em primeiro lugar quando nos falam do batismo do Messias nas \u00e1guas do rio Jord\u00e3o. O epis\u00f3dio tem em si algo de desconcertante: por que se submete Jesus a este rito de purifica\u00e7\u00e3o? Ele \u00e9 Deus, \u00e9 perfeito! De que pecado se deve arrepender Jesus? De nenhum! At\u00e9 o Batista fica escandalizado, a ponto de o texto dizer: Jo\u00e3o queria impedi-lo, dizendo: \u00abEu \u00e9 que tenho necessidade de ser batizado por ti. E tu vens a mim?\u00bb. Mas Jesus \u00e9 um Messias muito diferente do que Jo\u00e3o o tinha apresentado e do modo como as pessoas o imaginavam: n\u00e3o encarna o Deus irado, n\u00e3o convoca para o julgamento mas, pelo contr\u00e1rio, p\u00f5e-se na<strong><span>\u00a0<\/span><\/strong>fila com os pecadores. Como? Sim, Jesus caminha connosco, com todos n\u00f3s, pecadores. N\u00e3o \u00e9 um pecador, mas est\u00e1 entre n\u00f3s. E isto \u00e9 bom! \u201cPadre, cometi tantos pecados!\u201d \u2013 \u201cMas Jesus est\u00e1 contigo: fala deles, Ele ajuda-te a abandon\u00e1-los\u201d. Jesus nunca nos deixa sozinhos, nunca! Pensai bem nisto. \u201cOh, Padre, cometi coisas graves!\u201d \u2013 \u201cMas Jesus compreende-te e acompanha-te: entende o teu pecado e perdoa-o\u201d. Nunca esque\u00e7amos isto! Nos piores momentos, nos momentos em que escorregamos nos pecados, Jesus est\u00e1 ao nosso lado para nos ajudar a levantar. Isto d\u00e1-nos consola\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos perder esta certeza: Jesus est\u00e1 ao nosso lado para nos ajudar, para nos proteger, at\u00e9 para nos levantar depois do pecado. \u201cMas Padre, \u00e9 verdade que Jesus perdoa tudo?\u201d \u2013 \u201cTudo. Ele veio para perdoar, para salvar. Mas Jesus quer o teu cora\u00e7\u00e3o aberto\u201d. Nunca se esquece de perdoar: somos n\u00f3s, muitas vezes, que perdemos a capacidade de pedir perd\u00e3o. Recuperemos a capacidade de pedir perd\u00e3o. Cada um de n\u00f3s tem muitas coisas das quais pedir perd\u00e3o: cada um de n\u00f3s pense nisso dentro de si, e hoje fale com Jesus sobre isto. Fale com Jesus sobre isto: \u201cSenhor, n\u00e3o sei se \u00e9 verdade ou n\u00e3o, mas tenho a certeza de que Tu n\u00e3o te afastas de mim. Tenho a certeza de que me perdoas. Senhor, sou pecador, pecadora, mas por favor n\u00e3o te afastes\u201d. Esta seria uma bonita ora\u00e7\u00e3o a Jesus hoje: \u201cSenhor, n\u00e3o te afastes de mim\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>E logo ap\u00f3s o epis\u00f3dio do batismo, os Evangelhos narram que Jesus se retira para o deserto, onde \u00e9 tentado por Satan\u00e1s. Tamb\u00e9m aqui se p\u00f5e a quest\u00e3o: por que o Filho de Deus deve conhecer a tenta\u00e7\u00e3o? Tamb\u00e9m neste caso, Jesus se mostra solid\u00e1rio com a nossa fr\u00e1gil natureza humana e torna-se o nosso grande\u00a0<em><span>exemplum<\/span><\/em>: as tenta\u00e7\u00f5es que atravessa e vence no meio das pedras \u00e1ridas do deserto s\u00e3o a primeira instru\u00e7\u00e3o que d\u00e1 \u00e0 nossa vida de disc\u00edpulos. Ele experimentou o que tamb\u00e9m n\u00f3s devemos sempre preparar-nos para enfrentar: a vida \u00e9 feita de desafios, prova\u00e7\u00f5es, encruzilhadas, vis\u00f5es opostas, sedu\u00e7\u00f5es ocultas, vozes contradit\u00f3rias. Algumas vozes s\u00e3o at\u00e9 persuasivas, a ponto que Satan\u00e1s tenta Jesus recorrendo \u00e0s palavras da Escritura. Devemos preservar a lucidez interior para escolher o caminho que nos conduz verdadeiramente \u00e0 felicidade e depois esfor\u00e7ar-nos para n\u00e3o parar ao longo do caminho.<\/span><\/p>\n<p><span>Lembremo-nos de que estamos sempre divididos entre extremos opostos: a soberba desafia a humildade; o \u00f3dio op\u00f5e-se \u00e0 caridade; a tristeza impede a verdadeira alegria do Esp\u00edrito; o empedernimento do cora\u00e7\u00e3o rejeita a miseric\u00f3rdia. Os crist\u00e3os caminham constantemente sobre estes cumes. Por isso \u00e9 importante refletir sobre os v\u00edcios e as virtudes: ajuda-nos a superar a cultura niilista em que os contornos entre o bem e o mal permanecem matizados e, ao mesmo tempo, recorda-nos que o ser humano, ao contr\u00e1rio de qualquer outra criatura, pode sempre transcender-se a si mesmo, abrindo-se a Deus e caminhando rumo \u00e0 santidade.<\/span><\/p>\n<p><span>Portanto, o combate espiritual leva-nos a olhar mais de perto os v\u00edcios que nos agrilhoam e a caminhar, com a gra\u00e7a de Deus, para as virtudes que podem florescer em n\u00f3s, trazendo a primavera do Esp\u00edrito \u00e0 nossa vida.<\/span><\/p>\n<p><span>Educris|03.01.2024<\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda catequese do ciclo \u00abOs v\u00edcios e as virtudes\u00bb o Papa Francisco abordou o tema do \u00abcombate espiritual\u00bb explicando 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