{"id":4015525605,"date":"2019-01-17T00:00:00","date_gmt":"2019-01-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8375-audiencia-geral---abba-condensa-toda-a-novidade-do-evangelho"},"modified":"2019-01-17T00:00:00","modified_gmt":"2019-01-17T00:00:00","slug":"audiencia-geral-abba-condensa-toda-a-novidade-do-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-abba-condensa-toda-a-novidade-do-evangelho\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral &#8211; \u00abAbb\u00e1\u00bb condensa toda a novidade do Evangelho"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_paulo_vi_180207110608.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Na quinta catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o do \u00abPai-Nosso\u00bb o Papa Francisco convidou os fi\u00e9is a refletir sobre a express\u00e3o \u00abAbb\u00e1\u00bb afirmando-a como a \u201cgrande novidade do Evangelho\u201d porquanto \u201cpermite chamar Deus por Pai\u201d. O papa desafiou os crentes a \u201cconfiarem nesta express\u00e3o\u201d e a dirigirem a sua ora\u00e7\u00e3o a Deus \u201cinvocando-o como Pap\u00e1 ou Paizinho, tal como faz uma crian\u00e7a\u201d.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p><strong>\u00a0Catequeses sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;: 5. &#8220;Abb\u00e1, Pai!&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Continuando as catequeses sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;, hoje partimos da premissa de que, no Novo Testamento, a ora\u00e7\u00e3o parece querer descer ao b\u00e1sico, para se concentrar numa palavra: Abb\u00e1, Pai.<\/p>\n<p>Escut\u00e1mos o que S\u00e3o Paulo escreve na Carta aos Romanos: \u00abV\u00f3s n\u00e3o recebestes um esp\u00edrito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espirito que faz de v\u00f3s filhos adotivos. \u00c9 por isso que clamamos: Abb\u00e1, \u00f3 Pai\u201d\u00bb (8,15). E aos G\u00e1latas, o ap\u00f3stolo diz:\u00ab E porque sis filhos, Deus enviou aos nossos cora\u00e7\u00f5es o Espirito do seu Filho, que clama: \u201cAbb\u00e1 \u2013 Pai\u201d\u00bb (Gal 4,6). Retoma, por duas vezes, a mesma invoca\u00e7\u00e3o, que condensa toda a novidade do Evangelho. Depois de conhecer Jesus e ouvir a sua prega\u00e7\u00e3o, o crist\u00e3o n\u00e3o considera Deus como um tirano a temer, n\u00e3o sente medo, mas sente florescer no seu cora\u00e7\u00e3o a confian\u00e7a Nele: pode falar com o Criador chamando-o de &#8220;Pai&#8221;. A express\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante para os crist\u00e3os, que muitas vezes tem sido preservada na sua forma original: &#8220;Abb\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 raro que, no Novo Testamento, as express\u00f5es em aramaico n\u00e3o apare\u00e7am traduzidas para o grego. Temos que imaginar que, com estas palavras em aramaico permaneceu como &#8220;registada&#8221; a voz do pr\u00f3prio Jesus: Respeitaram o idioma de Jesus. Nas primeiras palavras do &#8220;Pai Nosso&#8221; encontramos imediatamente a novidade radical da ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata apenas de usar um s\u00edmbolo &#8211; neste caso, a figura do pai &#8211; para estar ligado ao mist\u00e9rio de Deus; trata-se, por assim dizer, de ter todo o mundo de Jesus derramado no pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. Se percebermos esta opera\u00e7\u00e3o, podemos orar com a verdade o &#8220;Pai Nosso&#8221;. Dizer &#8220;Abb\u00e1&#8221; \u00e9 algo muito mais \u00edntimo, mais comovente do que simplesmente chamar Deus de &#8220;Pai&#8221;. \u00c9 por isto que algu\u00e9m prop\u00f4s traduzir esta palavra aramaica original &#8220;Abb\u00e1&#8221;, como \u201cPaizinho\u201d ou \u201cPap\u00e1\u201d. Em vez de dizer &#8220;Pai-nosso&#8221;, diz &#8220;Pap\u00e1, Paizinho&#8221;. N\u00f3s continuamos a dizer &#8220;Pai Nosso&#8221;, mas com o cora\u00e7\u00e3o, somos convidados a dizer &#8220;Pap\u00e1&#8221;, de modo a termos um relacionamento com Deus como o de uma crian\u00e7a com o seu pai, que o chama de &#8220;Pap\u00e1&#8221; e diz &#8220;Paizinho&#8221;. Na verdade, estas express\u00f5es evocam afeto, evocam o calor, algo que nos impulsiona no contexto da inf\u00e2ncia: a imagem de uma crian\u00e7a completamente envolvido pelo abra\u00e7o de um pai que tem infinita ternura por ele. E por isto, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, por rezar bem, torna-se necess\u00e1rio ter um cora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a. N\u00e3o um cora\u00e7\u00e3o apenas suficiente: deste modo n\u00e3o se reza bem. Mas como uma crian\u00e7a nos bra\u00e7os do seu pai, do seu pap\u00e1, do seu paizinho.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o os Evangelhos seguramente que nos introduzem melhor no sentido desta palavra. O que significa para Jesus, esta palavra? O &#8220;Pai Nosso&#8221; tem sentido e cor se aprendemos a rezar depois de ler, por exemplo, a par\u00e1bola do Pai misericordioso, no cap\u00edtulo 15 de Lucas (cf. Lc 15,11-32). Imaginemos esta ora\u00e7\u00e3o proferida pelo filho pr\u00f3digo, depois de experimentar o abra\u00e7o do seu pai, que havia esperado muito tempo, um pai que n\u00e3o se lembra das palavras ofensivas que ele tinha dito, um pai que agora o faz perceber o quanto eles perderam. Ent\u00e3o descobrimos como estas palavras ganham vida, como ganham for\u00e7a. E interroguemo-nos: \u00e9 poss\u00edvel que, Deus, s\u00f3 conhe\u00e7a o amor? Tu n\u00e3o conheces o \u00f3dio? N\u00e3o \u2013 responderia Deus &#8211; eu s\u00f3 conhe\u00e7o amor. Onde em ti h\u00e1 vingan\u00e7a, a pretens\u00e3o da justi\u00e7a, a raiva pela tua honra ferida? E Deus responder-te-\u00e1: S\u00f3 conhe\u00e7o o amor.<\/p>\n<p>O pai desta par\u00e1bola lembra, nos seus modos de fazer as coisas, muito dos sentimentos de uma m\u00e3e. S\u00e3o sobretudo as m\u00e3es a desculpar os filhos, a dar-lhes cobertura, a n\u00e3o interromper a empatia nos confrontos, a continuar a querer bem, mesmo quando eles n\u00e3o merecem nada.<\/p>\n<p>Basta evocar somente esta express\u00e3o \u2013 Abb\u00e1 \u2013 para desenvolver uma ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3. E S\u00e3o Paulo, nas suas cartas, segue esta mesma estrada, e n\u00e3o poderia ser de outra forma, porque \u00e9 o caminho ensinado por Jesus: nesta invoca\u00e7\u00e3o h\u00e1 uma for\u00e7a que atrai todo o resto da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deus procura-te, mesmo que tu n\u00e3o o procures. Deus ama-te, mesmo que te esque\u00e7as Dele. Deus acha-te belo, mesmo que tu penses que desperdi\u00e7aste todos os talentos em v\u00e3o. Deus n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um pai, \u00e9 como uma m\u00e3e que nunca p\u00e1ra de amar a sua cria\u00e7\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 uma &#8220;gesta\u00e7\u00e3o&#8221; que dura para sempre, bem mais do que os nove meses do f\u00edsico; \u00c9 uma gesta\u00e7\u00e3o que gera um circuito infinito de amor.<\/p>\n<p>Para um crist\u00e3o, rezar \u00e9 simplesmente dizer &#8220;Abb\u00e1&#8221;, dizer &#8220;Pap\u00e1&#8221;, dizer &#8220;paizinho&#8221;, dizer &#8220;Pai&#8221;, mas com a confian\u00e7a de uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Pode dar-se que aconte\u00e7a, mesmo a n\u00f3s, que caminhemos distantes de Deus, como aconteceu com o filho pr\u00f3digo; ou mesmo cair numa solid\u00e3o que nos faz sentir abandonados no mundo; ou, novamente, estar errado e ficar paralisado por um sentimento de culpa. Nesses momentos dif\u00edceis ainda podemos encontrar a for\u00e7a para orar, a partir da palavra &#8220;Pai&#8221;, mas dize-la com a terna sensa\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a: &#8220;Abb\u00e1&#8221;, &#8220;Pap\u00e1&#8221;. Ele n\u00e3o esconder\u00e1 o seu rosto de n\u00f3s. Lembremo-nos bem: talvez algu\u00e9m tenha coisas m\u00e1s dentro de si, coisas que n\u00e3o sabe resolver, muita amargura por ter feito isto e aquilo&#8230; Ele n\u00e3o esconder\u00e1 o seu rosto. Ele n\u00e3o vai fechar-se em sil\u00eancio. Tu chama-o &#8220;Pai&#8221; e Ele responder-te-\u00e1. Tu tens um pai. &#8220;Sim, mas eu sou um delinquente&#8230;&#8221;. Mas tu tens um pai que te ama! Diz-lhe &#8220;pai&#8221;, e come\u00e7a a orar assim e, em sil\u00eancio, ele diz-nos que nunca nos perdeu de vista. &#8220;Mas, Pai, eu fiz isto&#8230;&#8221; &#8211; &#8220;Eu nunca te perdi de vista, eu vi tudo. Mas eu sempre estive l\u00e1, perto de ti, fiel ao meu amor por ti &#8220;. Esta ser\u00e1 a resposta. Nunca esque\u00e7ais de dizer &#8220;Pai&#8221;. Obrigado.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2019\/documents\/papa-francesco_20190116_udienza-generale.html\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|17.01.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na quinta catequese sobre a ora\u00e7\u00e3o do \u00abPai-Nosso\u00bb o Papa Francisco convidou os fi\u00e9is a refletir sobre a express\u00e3o \u00abAbb\u00e1\u00bb [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987938,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-4015525605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4015525605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4015525605"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4015525605\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4015525605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4015525605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4015525605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}