{"id":4111210208,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/14097-domingo-xv-do-tempo-comum-amaras"},"modified":"2025-11-07T16:34:06","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:06","slug":"domingo-xv-do-tempo-comum-amaras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xv-do-tempo-comum-amaras\/","title":{"rendered":"Domingo XV do Tempo Comum: \u00abAmar\u00e1s!\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p>Deuteron\u00f3mio 30,10-14; Salmo 69; Colossenses 1,15-20; Lucas 10,25-37<\/p>\n<div id=\"content\">\n<div class=\"post-7163 post type-post status-publish format-standard hentry category-uncategorized tag-de-jerusalem-para-jerico tag-fazer-mais-do-que-saber tag-oleo-e-vinho tag-quando-eu-voltar tag-um-homem-caido-na-estrada tag-um-hospedeiro tag-um-levita-passa-pelo-outro-lado tag-um-sacerdote-passa-pelo-outro-lado tag-um-samaritano tag-wadi-el-kelt\" id=\"post-7163\">\n<div class=\"entry\">\n<p class=\"has-text-align-justify\">1. Prosseguimos neste Domingo XV do Tempo Comum a leitura ou a pintura de Lucas 10, que tenta mostrar, cada vez com maior nitidez, os tra\u00e7os mais salientes da figura do disc\u00edpulo de Jesus. \u00c9 assim que Lucas coloca hoje diante de n\u00f3s a figura do \u00abBom Samaritano\u00bb (Lucas 10,25-37).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">2. \u00abSou a personagem mais popular do Evangelho. V\u00f3s falais muitas vezes de mim: h\u00e1 vinte s\u00e9culos que oi\u00e7o o vosso aplauso por ter puxado o freio com que parei o cavalo naquela estrada que seguia de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3. Ofereci imagens consoladoras \u00e0 vossa emotividade e ao vosso gosto inato de hist\u00f3rias com um final feliz: a minha figura debru\u00e7ada a colocar faixas, as gotas de \u00f3leo e vinho derramadas sobre as feridas do viandante maltratado pelos ladr\u00f5es e tra\u00eddo por aqueles dois que pouco antes me precederam naquela estrada e lhe tinham negado a sua piedade, o facto de eu ter colocado o ferido sobre a minha montada, a pousada com o hospedeiro a quem entrego dois den\u00e1rios para ele continuar a assist\u00eancia. E v\u00f3s, para me honrar, ornamentastes com estas cenas as entradas dos albergues e lugares piedosos\u00bb. \u00c9 assim que o escritor italiano Luigi Santucci (1918-1999) abre o seu\u00a0<em>Samaritano apocrifo<\/em>, deixando transparecer alguma ironia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">3. \u00c9 grandemente sintom\u00e1tico que Jesus, com o recurso \u00e0 par\u00e1bola, tenha sabido e querido deslocar para a estrada, para o caminho, para a pra\u00e7a p\u00fablica, as quest\u00f5es que eram habitualmente discutidas e debatidas nas escolas ou na sinagoga entre especialistas. E assim, desde o princ\u00edpio, tudo, no texto, se joga sobre o\u00a0<em>fazer<\/em>, e n\u00e3o sobre o\u00a0<em>saber<\/em>, como seria de esperar na mente de um doutor. \u00c9, na verdade, um doutor da lei (<em>nomik\u00f3s<\/em>), que abre o di\u00e1logo com Jesus (Lucas 10,25), e vai ser pedagogicamente conduzido por Jesus a\u00a0<em>saber<\/em>\u00a0talvez mais do que queria\u00a0<em>fazer<\/em>, e talvez menos do que queria\u00a0<em>saber<\/em>.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">4. Note-se ainda, para al\u00e9m da estranheza da pergunta do doutor pelo\u00a0<em>fazer<\/em>, e n\u00e3o pelo\u00a0<em>saber<\/em>, que o objetivo \u00e9\u00a0<em>herdar<\/em>\u00a0(<em>kl\u00earonom\u00e9\u00f4<\/em>) a\u00a0<em>vida eterna<\/em>\u00a0(<em>z\u00f4\u00ea ai\u00f4nios<\/em>), isto \u00e9, chegar a ser filho de Deus, filia\u00e7\u00e3o divina (<em>hyiothes\u00eda<\/em>) por gra\u00e7a recebida (Romanos 8,15-16; G\u00e1latas 4,5). Fica-se a saber no final que \u00e9\u00a0<em>fazendo<\/em>\u00a0MISERIC\u00d3RDIA (<em>splaggchn\u00edzomai<\/em>) (Lucas 10,33) ou GRA\u00c7A (<em>\u00e9leos<\/em>) (Lucas 10,37), como o SAMARITANO, que se\u00a0<em>herda<\/em>\u00a0a\u00a0<em>vida eterna<\/em>.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">5. Concentrando agora a nossa aten\u00e7\u00e3o sobre a par\u00e1bola do Evangelho de Lucas (10,25-37), \u00e9 impressionante notar que o narrador tenha necessitado de pouco mais de cem palavras, exatamente 106 no texto grego, incluindo artigos e part\u00edculas gramaticais (cf. Lucas 10,30b-35), para criar um quadro inesquec\u00edvel!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">6. Um HOMEM, an\u00f3nimo e solit\u00e1rio, sem identidade, percorre os 27 km da estrada romana que, serpenteando atrav\u00e9s do\u00a0<em>Wadi el-Kelt<\/em>, ligava a Cidade Santa (Jerusal\u00e9m) ao bel\u00edssimo o\u00e1sis de Jeric\u00f3, tradicional morada de sacerdotes, superando um desnivelamento em altitude de cerca de 1100 metros. De improviso, na paisagem in\u00f3spita e des\u00e9rtica daquela estrada, o cen\u00e1rio habitual: BANDIDOS que saltam da emboscada, roubo, viol\u00eancia, fuga. Fica na berma da estrada um corpo ensanguentado, com a guarda de honra das rochas vermelhas dos montes circundantes, por isso ditos em hebraico\u00a0<em>Adumm\u00eem<\/em>, tradu\u00e7\u00e3o literal: \u00abdo sangue\u00bb. Tudo envolto num gritante sil\u00eancio.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">7. Mas eis, ao longe, um SACERDOTE\u2026 S\u00fabita desilus\u00e3o. O narrador refere que o SACERDOTE bem viu o nosso homem, mas \u00abpassou pelo lado contr\u00e1rio\u00bb (<em>antipar\u00ealthen<\/em>), isto \u00e9, pela valeta do outro lado da estrada. Evitou demoras, chatices, inc\u00f3modos, impureza ritual, que impediria a sua futura entrada no Templo, bem como qualquer servi\u00e7o a\u00ed prestado. Eis, todavia, no horizonte, outra possibilidade: um LEVITA\u2026 A mesma desilus\u00e3o, a mesma hesita\u00e7\u00e3o, os mesmos receios. Tamb\u00e9m ele \u00abpassou pelo lado contr\u00e1rio\u00bb (<em>antipar\u00ealthen<\/em>), pela outra valeta da estrada.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">8. A narrativa atinge o seu auge. Eis que vem agora um SAMARITANO, l\u00eddimo representante daquele \u00abest\u00fapido povo que habita em Siqu\u00e9m\u00bb (Ben Sira 50,26), mas vai fazer tudo ao contr\u00e1rio dos dois anteriores representantes da religiosidade fria e formal de Jerusal\u00e9m. Veja-se com quanto pormenor o narrador descreve todos os seus gestos: vem at\u00e9 junto dele (1), viu-o (2), FOI TOMADO DE MISERIC\u00d3RDIA (3), aproximou-se (4), enfaixou-lhe as feridas (5), derramou nelas \u00f3leo e vinho (6), colocou-o na sua montada (7), levou-o para uma pousada (8), tomou-o ao seu cuidado (9), deu dois den\u00e1rios ao hospedeiro (10), e disse-lhe: \u00abToma tu cuidado dele\u00bb (11).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">9. A\u00ed est\u00e1 a religiosidade fria e calculista e insens\u00edvel, debru\u00e7ada sobre si mesma (<em>incurvata in se<\/em>), que passa ao lado da vida por e para estar atenta apenas \u00e0s rubricas, por parte dos agentes do culto oficial de Jerusal\u00e9m, em claro contraponto com o amor pessoal, eivado de afeto e de gestos de carinho ativo e criativo deste SAMARITANO, totalmente debru\u00e7ado sobre os outros e para os outros, interessando-se at\u00e9 sobre o seu futuro, e provocando outros a entrar nesta din\u00e2mica nova cheia de amor novo. Not\u00e1vel aquele: \u00abCuida tu dele!\u00bb (Lucas 10,35), do Samaritano, implicando o hospedeiro neste trabalho do amor! E de Jesus implicando o doutor: \u00abVai e faz tu!\u00bb (Lucas 10,37).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">10. Fica claro que todo o\u00a0<em>fazer<\/em>\u00a0do samaritano tem o sabor do excesso e da maravilha. A sua hist\u00f3ria termina assim: \u00abQuando eu voltar, pagar-te-ei\u00bb. Mas esta \u00e9, como sabemos, a assinatura de Deus, como se pode ver nas par\u00e1bolas do Reino (cf. Mateus 24,15 e 19). E o tempo e os irm\u00e3os que nos deixa nas m\u00e3os s\u00e3o a gra\u00e7a da miss\u00e3o que nos confia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">11. \u00c9 por tudo isto que, sobre uma pedra da pretensa pousada do Bom Samaritano, na verdade um edif\u00edcio do tempo dos Cruzados, mas que os peregrinos identificam com a pousada da par\u00e1bola, um peregrino medieval gravou em latim estas palavras: \u00abAinda que sacerdotes e levitas passem ao lado da tua ang\u00fastia, fica a saber que Cristo \u00e9 o Bom Samaritano, que ter\u00e1 MISERIC\u00d3RDIA de ti, e, na hora da tua morte, te conduzir\u00e1 \u00e0 pousada eterna\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">12. \u00abAmar\u00e1s!\u00bb, \u00e9 quanto responde o doutor, lendo a Lei de Deus (Lucas 10,27), que n\u00e3o est\u00e1 longe de ti: est\u00e1 na tua boca e no teu cora\u00e7\u00e3o, como diz a li\u00e7\u00e3o do Livro do Deuteron\u00f3mio 30,10-14, hoje escutada, e em que, no \u00faltimo dia da sua vida, Mois\u00e9s insiste em repetir a Israel que, para viver feliz na Terra Prometida em que vai entrar, deve escutar e p\u00f4r em pr\u00e1tica a Palavra de Deus, verdadeira chave da vida de Israel e da nossa.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">13. Hoje temos a gra\u00e7a de escutar um antigo hino sobre o primado de Jesus, provavelmente de l\u00edngua aramaica, que Paulo incrustou na sua Carta aos Colossenses (1,15-20). O hino \u00e9 belo, teol\u00f3gico, denso, produzido com rima e metro, como \u00e9 normal nos hinos antigos. \u00abFilho do amor do Pai\u00bb (v. 13) \u00e9 Jesus Cristo, \u00abImagem (<em>eik\u00f4n<\/em>) do Deus invis\u00edvel\u00bb, \u00abPrimog\u00e9nito (<em>pr\u00f4t\u00f3tokos<\/em>) de toda a criatura\u00bb (v. 15) e tamb\u00e9m \u00abPrimog\u00e9nito dos mortos\u00bb e \u00abCabe\u00e7a do corpo que \u00e9 a Igreja\u00bb (v. 18), \u00abn\u2019Ele\u00bb (<em>en aut\u00f4<\/em>) (v. 16), \u00abatrav\u00e9s d\u2019Ele\u00bb (<em>di\u2019 auto\u00fb<\/em>) e \u00abpara Ele\u00bb (<em>eis aut\u00f3n<\/em>) (v. 16) tudo foi criado. Ele, o Senhor Jesus, \u00e9 absolutamente o centro de tudo e o primeiro em tudo, desde a cria\u00e7\u00e3o, \u00e0 propicia\u00e7\u00e3o pelo sangue da sua Cruz (v. 20), \u00e0 vida da Igreja, \u00e0 Ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 sempre n\u2019Ele e atrav\u00e9s d\u2019Ele e para Ele, que tudo quanto existe encontra o seu caminho, sentido, enlevo (<em>eudok\u00eda<\/em>) e plenitude (<em>pl\u00ear\u00f4ma<\/em>).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\">14. O Salmo 69 \u00e9 uma s\u00faplica intensa e imensa de um pobre sofredor cansado e a perder o p\u00e9, tal \u00e9 a fundura do po\u00e7o em que se v\u00ea atolado, a lama inconsistente e escorregadia que pisa, a for\u00e7a da torrente que o arrasta. Da funda crise em que se encontra, todos os seus gritos se dirigem para Deus, e s\u00e3o insistentes. Veja-se um pouco da sua distribui\u00e7\u00e3o pelo mapa do Salmo: \u00abSalva-me\u00bb (vv. 1 e 15), \u00abresponde-me\u00bb (vv. 14 e 17), \u00abresponde-me depressa\u00bb (v. 18), \u00abaproxima-te\u00bb (v. 19), \u00abredime-me\u00bb (v. 19), \u00abliberta-me\u00bb (v. 19), \u00ablevanta-me\u00bb (v. 30). Catadupa de imagens. Palavras angustiadas ditas a Deus, para que Deus intervenha na vida deste pobre. N\u00e3o se trata, note-se bem, de ang\u00fastia \u00e0 solta, incontrolada, mas modulada, dita a Deus, traduzida em palavras sinceras e sentidas, rezadas, tocadas, cantadas. Todavia, os vv. 22-28, em que perpassa a vingan\u00e7a e a impreca\u00e7\u00e3o, foram julgados inapropriados pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que os cortou da Liturgia das Horas. Esta imensa s\u00faplica, selada no final por uma a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as (vv. 31-37), foi sempre muito apreciada pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, pelas cita\u00e7\u00f5es que dela faz o Novo Testamento. Assim, entre outras, Jo\u00e3o 15,25 cita o v. 5: \u00abOdiaram-me sem motivo\u00bb; Jo\u00e3o 2,17 cita o v. 10a: \u00abO zelo da tua casa me devora\u00bb; Romanos 15,3 cita o v. 10b: \u00abOs insultos dos que te insultam recaem sobre mim\u00bb; Mateus 27,34 e Marcos 15,23 aludem ao v. 22, acerca do vinagre; Atos 1,20 cita o v. 26: \u00abQue a sua tenda fique deserta\u00bb. Assumindo e resumindo tudo, Santo Hil\u00e1rio de Poitiers (s\u00e9c. IV) via neste Salmo, em filigrana, a inteira trama da paix\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deuteron\u00f3mio 30,10-14; Salmo 69; Colossenses 1,15-20; Lucas 10,25-37 1. 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