{"id":4174201901,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11179-audiencia-geral-pensar-na-morte-ajuda-nos-a-olhar-para-toda-a-vida-com-olhos-novos-diz-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:42","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:42","slug":"audiencia-geral-pensar-na-morte-ajuda-nos-a-olhar-para-toda-a-vida-com-olhos-novos-diz-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-pensar-na-morte-ajuda-nos-a-olhar-para-toda-a-vida-com-olhos-novos-diz-o-papa\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abPensar na morte ajuda-nos a olhar para toda a vida com olhos novos\u00bb, diz o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_sala_paulovi_160810041657.jpeg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Francisco pede que os idosos tenham \u201co direito a cuidados e tratamentos\u201d e alerta para a tenta\u00e7\u00e3o de procurar ocultar ou esquecer \u201ca finitude\u201d procurando \u201cadministrar a morte\u201d e n\u00e3o a \u201cacolher como mist\u00e9rio\u201d<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre S\u00e3o Jos\u00e9 11.\u00a0\u00a0S\u00e3o Jos\u00e9,\u00a0padroeiro da boa morte<\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/audiences\/2022\/documents\/20220202-udienza-generale.html\">Na \u00faltima catequese<\/a>, estimulados ainda pela figura de S\u00e3o Jos\u00e9, refletimos sobre o significado da\u00a0<em>comunh\u00e3o dos santos<\/em>. E precisamente a partir disto, hoje gostaria de aprofundar a devo\u00e7\u00e3o especial que o povo crist\u00e3o sempre teve por S\u00e3o Jos\u00e9 como\u00a0<em>padroeiro da boa morte<\/em>. Uma devo\u00e7\u00e3o nascida do pensamento de que Jos\u00e9 morreu com a ajuda da Virgem Maria e de Jesus, antes que ele deixasse a casa de Nazar\u00e9. N\u00e3o h\u00e1 dados hist\u00f3ricos, mas visto que j\u00e1 n\u00e3o se v\u00ea Jos\u00e9 na vida p\u00fablica, pensa-se que tenha morrido ali em Nazar\u00e9, com a fam\u00edlia. E a acompanharam-no \u00e0 morte Jesus e Maria.<\/p>\n<p>O Papa Bento XV, h\u00e1 um s\u00e9culo, escreveu que \u00abatrav\u00e9s de Jos\u00e9 vamos diretamente a Maria, e atrav\u00e9s de Maria \u00e0 origem de toda a santidade, que \u00e9 Jesus\u00bb. Quer Jos\u00e9 quer Maria ajudam-nos a ir a Jesus. E encorajando pr\u00e1ticas piedosas em honra de S\u00e3o Jos\u00e9, recomendou uma em particular, que dizia assim: \u00abDado que Ele \u00e9 merecidamente considerado como o mais eficaz protetor dos moribundos, tendo expirado com a ajuda de Jesus e Maria, ser\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o dos Pastores sagrados inculcar e encorajar [&#8230;] aquelas piedosas confrarias que foram institu\u00eddas para implorar Jos\u00e9 em nome dos moribundos, como as \u201cda Boa Morte\u201d, do \u201cTr\u00e2nsito de S\u00e3o Jos\u00e9\u201d e \u201cpelos Agonizantes\u201d\u00bb (Motu proprio\u00a0<em>Bonum sane<\/em>, 25 de julho de 1920): eram as associa\u00e7\u00f5es da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, talvez algumas pessoas pensem que esta linguagem e este tema sejam apenas uma heran\u00e7a do passado, mas na realidade a nossa rela\u00e7\u00e3o com a morte nunca diz respeito ao passado, \u00e9 sempre presente. O Papa Bento dizia, h\u00e1 alguns dias, falando sobre si mesmo que \u201cest\u00e1 diante da porta obscura da morte\u201d. \u00c9 bom agradecer ao Papa Bento que com 95 anos tem a lucidez de nos dizer isto: \u201cEstou diante da obscuridade da morte, \u00e0 porta obscura da morte\u201d. Um bom conselho que nos deu! A chamada cultura do \u201cbem-estar\u201d procura remover a realidade da morte, mas de uma forma dram\u00e1tica a pandemia do coronav\u00edrus voltou a coloc\u00e1-la em evid\u00eancia. Foi terr\u00edvel: a morte estava em toda a parte, e muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s perderam entes queridos sem poderem estar ao lado deles, e isto tornou a morte ainda mais dif\u00edcil de aceitar e de elaborar. \u00a0Uma enfermeira contou-me que uma av\u00f3 com Covid estava a morrer e disse-lhe: \u201cgostaria de me despedir dos meus entes queridos antes de ir embora\u201d. E a enfermeira, corajosa, pegou no telem\u00f3vel e fez a liga\u00e7\u00e3o. A ternura daquela despedida&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante isto, procuramos de todas as maneiras banir o pensamento da nossa finitude, iludindo-nos assim a pensar que podemos retirar o poder da morte e afastar o temor. Mas a f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 uma forma de exorcizar o medo da morte, pelo contr\u00e1rio, ajuda-nos a enfrent\u00e1-la. Mais cedo ou mais tarde, todos n\u00f3s iremos \u00e0quela porta.<\/p>\n<p>A verdadeira luz que ilumina o mist\u00e9rio da morte prov\u00e9m da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Eis a luz. E S\u00e3o Paulo escreve: \u00abOra, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de v\u00f3s que n\u00e3o h\u00e1 ressurrei\u00e7\u00e3o de mortos? Se n\u00e3o h\u00e1 ressurrei\u00e7\u00e3o de mortos, nem Cristo ressuscitou. Se Cristo n\u00e3o ressuscitou, \u00e9 v\u00e3 a nossa prega\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e3 a vossa f\u00e9 (<em>1 Cor<\/em>\u00a015, 12-14). H\u00e1 uma certeza: Cristo ressuscitou, Cristo ressurgiu, Cristo est\u00e1 vivo no meio de n\u00f3s. E esta \u00e9 a luz que nos espera por detr\u00e1s da porta obscura da morte.<\/p>\n<p>Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, \u00e9 apenas atrav\u00e9s da f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o que podemos olhar para o abismo da morte sem nos deixarmos dominar pelo medo. N\u00e3o s\u00f3: mas tamb\u00e9m podemos atribuir \u00e0 morte um papel positivo. De facto, pensar na morte, iluminada pelo mist\u00e9rio de Cristo, ajuda-nos a olhar para toda a vida com olhos novos. Nunca vi atr\u00e1s de um carro f\u00fanebre uma carrinha de mudan\u00e7as! Atr\u00e1s de um carro f\u00fanebre: nunca vi. Iremos sozinhos, sem nada nos bolsos da mortalha: nada. Pois a mortalha n\u00e3o tem bolsos. Esta solid\u00e3o da morte: \u00e9 verdade, nunca vi atr\u00e1s de um carro f\u00fanebre uma carrinha de mudan\u00e7as.\u00a0 N\u00e3o tem sentido acumular se um dia morreremos. O que precisamos de acumular \u00e9 caridade, a capacidade de partilhar, a capacidade de n\u00e3o ficar indiferentes \u00e0s necessidades dos demais. Ou, de que serve discutir com um irm\u00e3o, uma irm\u00e3, um amigo, um membro da fam\u00edlia, ou um irm\u00e3o ou irm\u00e3 na f\u00e9, se um dia morreremos? \u00a0De que serve enraivecer-se, zangar-se com os outros? Perante a morte, tantas quest\u00f5es s\u00e3o redimensionadas. \u00c9 bom morrer reconciliado, sem deixar ressentimentos e sem arrependimentos! Gostaria de dizer uma verdade: todos n\u00f3s estamos a caminho rumo \u00e0quela porta, todos.<\/p>\n<p>O Evangelho diz-nos que a morte vem como um ladr\u00e3o, assim diz Jesus: chega como um ladr\u00e3o, e por muito que procuremos manter a sua chegada sob controlo, talvez mesmo planeando a pr\u00f3pria morte, ela continua a ser um acontecimento com o qual temos de nos confrontar e perante o qual tamb\u00e9m temos de fazer escolhas.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s crist\u00e3os permanecem firmes duas considera\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 que n\u00e3o podemos evitar a morte, e \u00e9 precisamente por esta raz\u00e3o que, depois de ter feito tudo o que era humanamente poss\u00edvel para curar a pessoa doente, \u00e9 imoral envolver-se numa obstina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica (cf.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/p3s2cap2_2196-2557_po.html#ARTIGO_5_\">Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/a><\/em>, n. 2278). Aquela frase do povo fiel de Deus, das pessoas simples: \u201cDeixai-o morrer em paz\u201d, \u201cajudai-o a morrer em paz\u201d: quanta sabedoria! A segunda considera\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 qualidade da pr\u00f3pria morte, a qualidade da dor, do sofrimento. De facto, devemos estar gratos por toda a ajuda que a medicina procura dar, para que atrav\u00e9s das chamadas \u201ccuras paliativas\u201d, cada pessoa que se est\u00e1 a preparar para viver a \u00faltima parte da sua vida o possa fazer da forma mais humana poss\u00edvel. Contudo, devemos ter o cuidado de n\u00e3o confundir esta ajuda com desvios inaceit\u00e1veis que levam a matar. Devemos acompanhar as pessoas at\u00e9 \u00e0 morte, mas n\u00e3o provocar a morte nem ajudar qualquer forma de suic\u00eddio. Saliento que o direito a cuidados e tratamentos para todos deve ser sempre uma prioridade, de modo a que os mais d\u00e9beis, particularmente os idosos e os doentes, nunca sejam descartados. A vida \u00e9 um direito, n\u00e3o a morte, que deve ser acolhida, n\u00e3o administrada. E este princ\u00edpio \u00e9tico diz respeito a todos, e n\u00e3o apenas aos crist\u00e3os ou crentes. Mas eu gostaria de sublinhar aqui um problema social, mas real. Aquele \u201cplanificar\u201d \u2013 \u00a0n\u00e3o sei se esta \u00e9 a palavra certa \u2013 \u00a0mas acelerar a morte dos idosos. Muitas vezes vemos numa certa classe social que os idosos, por n\u00e3o terem os meios, recebem menos medicamentos do que necessitariam, e isto \u00e9 desumano: isto n\u00e3o os est\u00e1 a ajudar, est\u00e1 a empurr\u00e1-los mais depressa para a morte. Isto n\u00e3o \u00e9 humano nem crist\u00e3o. Os idosos devem ser tratados como um tesouro da humanidade: eles s\u00e3o a nossa sabedoria. Mesmo que n\u00e3o falem, e se n\u00e3o tem um sentido, todavia s\u00e3o o s\u00edmbolo da sabedoria humana. S\u00e3o aqueles que nos precederam e nos deixaram tantas coisas boas, tantas recorda\u00e7\u00f5es, tanta sabedoria. Por favor, n\u00e3o isoleis os idosos, n\u00e3o apresseis a morte dos idosos. Acariciar um idoso tem a mesma esperan\u00e7a que acariciar uma crian\u00e7a, pois o in\u00edcio e o fim da vida \u00e9 sempre um mist\u00e9rio, um mist\u00e9rio que deve ser respeitado, acompanhado, cuidado, amado.<\/p>\n<p>Que S\u00e3o Jos\u00e9 nos ajude a viver o mist\u00e9rio da morte da melhor maneira poss\u00edvel. Para um crist\u00e3o, a boa morte \u00e9 uma experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia de Deus, que se aproxima de n\u00f3s, at\u00e9 naquele \u00faltimo momento da nossa vida. Tamb\u00e9m na ora\u00e7\u00e3o da Ave-Maria, pedimos a Nossa Senhora para estar perto de n\u00f3s \u201cna hora da nossa morte\u201d. Precisamente por esta raz\u00e3o, gostaria de concluir esta catequese rezando juntos a Nossa Senhora pelos moribundos, por quantos est\u00e3o a viver este momento de passagem por aquela porta obscura, e pelos familiares que est\u00e3o a viver o luto. Rezemos juntos:<\/p>\n<p><em>Ave Maria&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>09.02.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco pede que os idosos tenham \u201co direito a cuidados e tratamentos\u201d e alerta para a tenta\u00e7\u00e3o de procurar ocultar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987824,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-4174201901","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4174201901","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4174201901"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4174201901\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294996008,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4174201901\/revisions\/4294996008"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4174201901"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4174201901"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4174201901"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}