{"id":4180670507,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12647-domingo-ii-do-advento-joao-batista-e-os-homens-cana"},"modified":"2025-11-07T16:33:58","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:58","slug":"domingo-ii-do-advento-joao-batista-e-os-homens-cana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-ii-do-advento-joao-batista-e-os-homens-cana\/","title":{"rendered":"Domingo II do Advento: \u00abJo\u00e3o Batista e os homens-cana\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Is 40,1-5.9-11; Sl 85; 2 Pe 3,8-14; Mc 1,1-8<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. O Evangelho deste Domingo II do Advento (Marcos 1,1-8) p\u00f5e em cena uma das grandes figuras do Advento: Jo\u00e3o Batista. N\u00e3o, n\u00e3o vive num pal\u00e1cio, n\u00e3o ostenta poder e riquezas, n\u00e3o \u00e9 dono de nada nem de ningu\u00e9m, n\u00e3o fala de si mesmo. \u00c9 um servo cuja alegria \u00e9 servir Aquele-que-Vem, a sua casa \u00e9 o deserto, o seu dizer n\u00e3o \u00e9 vangl\u00f3ria autorreferencial, \u00e9 dizer Outro. Veste-se rudemente com o que o deserto d\u00e1, o seu alimento frugal recebe-o do deserto, isto \u00e9, da m\u00e3o de Deus. Jo\u00e3o aparece retratado como Elias. S\u00e3o as duas \u00fanicas figuras, em toda a B\u00edblia, que se vestem com p\u00ealos de camelo (Marcos 1,6; cf. 2 Reis 1,8). \u00c9 um homem essencial, reto, puro e duro como um tronco. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um homem-cana. A cana \u00e9 oca, e pode ser tamb\u00e9m cana rachada (Isa\u00edas 42,3) e agitada pelo vento (Mateus 11,7).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. Nunca faltaram e nunca faltar\u00e3o, na humana paisagem, homens-cana, ocos, vazios e oscilantes, em abund\u00e2ncia. Talvez o sejamos n\u00f3s tamb\u00e9m. \u00c9, ent\u00e3o, a n\u00f3s tamb\u00e9m que Jo\u00e3o Batista chama ao deserto, ao essencial, \u00e0 confiss\u00e3o dos pecados, a alijar a carga in\u00fatil de arrog\u00e2ncias, mentiras, devaneios e vaidades.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. O deserto ensina o essencial. No deserto aprende-se o essencial. N\u00e3o h\u00e1 por onde fugir, fingir, mentir. Somos mesmo ef\u00e9meros, pobres, indigentes, dependentes. O deserto devolve-nos a nossa verdadeira identidade alterit\u00e1ria. No deserto v\u00ea-se mesmo Deus. V\u00ea-se mesmo Deus vir em nosso aux\u00edlio. E aprende-se a li\u00e7\u00e3o de que somos irm\u00e3os. Entram em curto-circuito os nossos circuitos fechados, egol\u00e1tricos, egoc\u00eantricos, autorreferenciais, os nossos c\u00e9us fechados. Vale a pena prestar aten\u00e7\u00e3o ao texto do Evangelho que hoje se abre diante de n\u00f3s:<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">\u00abIn\u00edcio do Evangelho de Jesus Cristo [Filho de Deus] (<em>arch\u00ea to\u00fb euaggel\u00edou I\u00easo\u00fb Christo\u00fb\u00a0<\/em>[<em>hyio\u00fb theo\u00fb<\/em>]). Como est\u00e1 escrito em Isa\u00edas, o profeta: \u201cEis que envio (<em>apost\u00e9ll\u00f4<\/em>) o\u00a0<em>meu<\/em>\u00a0mensageiro (<em>\u00e1ggel\u00f3s mou<\/em>) diante da\u00a0<em>tua<\/em>\u00a0face (<em>pr\u00f2 pros\u00f4pou sou<\/em>), o qual preparar\u00e1 o\u00a0<em>teu<\/em>\u00a0caminho (<em>hod\u00f3s sou<\/em>). Voz de um que grita no deserto: \u201cPreparai o caminho do Senhor (<em>hod\u00f3s kyr\u00edou<\/em>), fazei direitas as suas veredas\u201d. Aconteceu Jo\u00e3o a batizar no deserto e a anunciar (<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>) um batismo de convers\u00e3o para a remiss\u00e3o dos pecados. E sa\u00eda (<em>exepore\u00faeto<\/em>: imperf. de\u00a0<em>ekpore\u00faomai<\/em>) para ele\u00a0<em>toda<\/em>\u00a0a regi\u00e3o da Judeia e\u00a0<em>todos<\/em>\u00a0os habitantes de Jerusal\u00e9m, e eram batizados (<em>ebapt\u00edzonto<\/em>: imperf. pass. de\u00a0<em>bapt\u00edz\u00f4<\/em>) por ele no rio Jord\u00e3o, confessando os seus pecados. E Jo\u00e3o andava vestido de p\u00ealos de camelo e um cinto de pele \u00e0 volta dos seus flancos, e alimentava-se de ganfanhotos e mel silvestre. E anunciava (<em>ek\u00earyssen<\/em>: imperf. de\u00a0<em>k\u00ear\u00fdss\u00f4<\/em>), dizendo: \u201cVem (<em>\u00e9rchetai<\/em>) o mais forte do que eu (<em>ho ischyr\u00f3ter\u00f3s mou<\/em>) depois de mim, do qual eu n\u00e3o sou competente (<em>ikan\u00f3s<\/em>), inclinando-me, de desatar a correia das suas sand\u00e1lias. Eu batizei-vos em \u00e1gua, mas ele batizar-vos-\u00e1 no Esp\u00edrito Santo\u201d\u00bb (Marcos 1,1-8).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Em rela\u00e7\u00e3o a quanto se vai seguir, este texto assinala o in\u00edcio. Em rela\u00e7\u00e3o a quanto precede (Antigo Testamento), dada a cita\u00e7\u00e3o do Profeta, este texto assinala o cumprimento. Jo\u00e3o \u00e9 o homem do deserto, e aponta o essencial. Indica Aquele-que-Vem, cuja voca\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo vir e ficar no meio de n\u00f3s. Jo\u00e3o \u00e9 provis\u00f3rio. Lava com \u00e1gua as nossas banalidades. Mas mesmo nisto, Jo\u00e3o \u00e9 \u00fanico! Eram conhecidos, entre os Judeus, os banhos e ablu\u00e7\u00f5es religiosas em ordem \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o. Mas aqueles que procuram Jo\u00e3o n\u00e3o tomam um desses habituais banhos de purifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 Jo\u00e3o que os batiza. Esta forma de fazer \u00e9 de tal modo ins\u00f3lita que Jo\u00e3o recebe o nome de \u00abBatista\u00bb, sendo, na verdade, que se conhe\u00e7a, em mundo judaico, o primeiro que batiza outros. Aquele-que-Vem \u00e9 definitivo, Primeiro e \u00daltimo, d\u00e1 o Esp\u00edrito Santo sem medida, a vida divina, admite \u00e0 comunh\u00e3o com Deus. Jo\u00e3o vive em fun\u00e7\u00e3o d\u2019Aquele-que-Vem. O que Jo\u00e3o faz [\u00abchama \u00e0 convers\u00e3o para o perd\u00e3o dos pecados\u00bb] \u00e9 em ordem ao Fazer novo e criador d\u2019Aquele-que-Vem com o Esp\u00edrito Santo, que tem e d\u00e1 a Vida verdadeira e eterna.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. A cita\u00e7\u00e3o dita do profeta Isa\u00edas (Marcos 1,2) \u00e9, afinal, uma composi\u00e7\u00e3o de Malaquias 3,1 e de Isa\u00edas 40,3. Em Malaquias 3,1, lemos assim, com Deus a falar em primeira pessoa: \u00abVou enviar o\u00a0<em>meu<\/em>\u00a0mensageiro, e ele preparar\u00e1 o\u00a0<em>meu<\/em>\u00a0caminho diante de\u00a0<em>mim<\/em>\u2026\u00bb. O pr\u00f3prio Malaquias dir\u00e1 mais \u00e0 frente (3,23) que este mensageiro \u00e9 Elias. O texto de Marcos atualiza a cita\u00e7\u00e3o, mudando dois pronomes, para mostrar a import\u00e2ncia d\u2019Aquele-que-Vem: \u00abVou enviar o\u00a0<em>meu<\/em>\u00a0mensageiro diante de\u00a0<em>ti<\/em>, o qual preparar\u00e1 o\u00a0<em>teu<\/em>\u00a0caminho\u00bb. V\u00ea-se bem que continua a ser o mensageiro de Deus (<em>meu<\/em>) que \u00e9 enviado; \u00e9-o, por\u00e9m, para preparar o caminho de Jesus (<em>teu<\/em>), adiante de Jesus (<em>ti<\/em>). E este mensageiro \u00e9 agora Jo\u00e3o Batista, que cumpre, todavia, a fun\u00e7\u00e3o de Elias (cf. Marcos 9,13; Mateus 11,14). A cita\u00e7\u00e3o de Isa\u00edas 40,3 aparece sem altera\u00e7\u00e3o no texto de Marcos 1,3: \u00abVoz do que clama no deserto: \u201cPreparai o caminho do Senhor\u201d\u00bb, em que a voz \u00e9 Jo\u00e3o, e o caminho do Senhor \u00e9 o caminho d\u2019Aquele-que-Vem, Jesus, o Filho de Deus, que n\u00f3s devemos preparar. A vinda d\u2019Aquele-que-Vem \u00e9 t\u00e3o importante, que n\u00e3o basta ficar \u00e0 espera d\u2019Ele. \u00c9 preciso preparar-se para essa Vinda.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. \u00abCaminho santo [Via Sacra]: Ele mesmo andar\u00e1 nesse caminho\u00bb (Isa\u00edas 35,8). O caminho do Advento n\u00e3o \u00e9 tanto o nosso caminho para Deus. \u00c9 mais, muito mais, e aqui est\u00e1 a surpresa boa, desconcertante e transformante, o caminho de Deus para n\u00f3s! Sim, Deus vem visitar-nos! Deus Vem! Deus n\u00e3o salva o seu povo com programas feitos \u00e0 dist\u00e2ncia nem com conce\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas friamente administradas desde cima. Deus vem!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. E que significado atribuir \u00e0 anota\u00e7\u00e3o da incompet\u00eancia (<em>ikan\u00f3s<\/em>) de Jo\u00e3o para desatar a correia das sand\u00e1lias d\u2019Aquele-que-Vem (1,7)? Ser\u00e1 simplesmente uma confiss\u00e3o de humildade por parte de Jo\u00e3o face a Algu\u00e9m que lhe \u00e9 incomparavelmente superior? Esta tonalidade est\u00e1 certamente presente, mas n\u00e3o esgota a met\u00e1fora das sand\u00e1lias. Trata-se, desde logo, de um dizer importante, pois encontramo-lo por cinco vezes no Novo Testamento: Mateus 3,11; Marcos 1,7; Lucas 3,16; Jo\u00e3o 1,27; Atos dos Ap\u00f3stolos 13,25. Num c\u00e9lebre artigo, intitulado \u00abAs sand\u00e1lias do Messias noivo\u00bb, Lu\u00eds Alonso-Sch\u00f6kel levou este dizer e esta met\u00e1fora para o dom\u00ednio da esponsalidade do Messias. De acordo com o referido nos Salmos 60,10 e 108,9, \u00abp\u00f4r a sand\u00e1lia sobre\u00bb significa \u00abtomar posse de\u00bb; \u00e9, portanto, linguagem jur\u00eddica de posse. Em Deuteron\u00f3mio 25,5-9, o n\u00e3o-cumprimento da lei do levirato implica que seja retirada a sand\u00e1lia ao cunhado n\u00e3o cumpridor da lei, gesto que garante a sua perda de posse no dom\u00ednio matrimonial. Aqui j\u00e1 se trata de direito matrimonial. Em Rute 4,7-10, temos um caso jur\u00eddico concreto em que o que tem o direito de resgatar o patrim\u00f3nio e de desposar Rute prescinde desse direito. Para o dizer juridicamente, em reuni\u00e3o p\u00fablica realizada \u00e0 porta da cidade (Rute 4,1), o homem em causa tira a sand\u00e1lia e entrega-a a Booz, que \u00e9 o segundo na escala, que fica assim com o direito de resgatar o patrim\u00f3nio e de desposar Rute. A met\u00e1fora da sand\u00e1lia em Marcos 1,7 e nos demais dizeres do Novo Testamento que anot\u00e1mos significa tamb\u00e9m que \u00e9 Jesus o noivo, a quem assiste o direito de desposar Israel, e que a Jo\u00e3o n\u00e3o assiste esse direito ou compet\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Por isso, \u00abConsolai, consolai o meu povo\u00bb, diz Deus, \u00abfalai ao cora\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m\u00bb, diz Deus (Isa\u00edas 40,1-2). \u00abSobe a uma alta montanha, EVANGELISTA (<em>m<sup>e<\/sup>basseret<\/em>) Si\u00e3o, levanta com for\u00e7a a tua voz, EVANGELISTA (<em>m<sup>e<\/sup>basseret<\/em>) Jerusal\u00e9m; levanta-a, n\u00e3o temas, diz \u00e0s cidades de Jud\u00e1: \u201c<em>Eis<\/em>\u00a0o vosso Deus,\u00a0<em>eis<\/em>\u00a0o Senhor YHWH! Com poder Ele VEM, no seu bra\u00e7o a soberania para Ele,\u00a0<em>eis<\/em>\u00a0o Seu sal\u00e1rio com Ele, e a Sua recompensa diante d\u2019Ele. Como um pastor o seu rebanho apascenta, com o Seu bra\u00e7o re\u00fane-o, no Seu colo os cordeiros carrega, as ovelhas que amamentam conduz com carinho\u00bb (Isa\u00edas 40,9-11). A boa metodologia da Evangeliza\u00e7\u00e3o tem o seu modelo em Deus-que-Vem ao nosso encontro para cuidar de n\u00f3s com carinho. E continua a realizar-se atrav\u00e9s do an\u00fancio que devemos fazer acompanhado do fazer das nossas m\u00e3os carinhosas.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. O texto de Isa\u00edas documenta a fant\u00e1stica passagem do arauto masculino (<em>m<sup>e<\/sup>basser<\/em>) para o feminino (<em>m<sup>e<\/sup>basseret<\/em>), designando com esse nome a pr\u00f3pria Cidade de Si\u00e3o ou Jerusal\u00e9m personificada e EVANGELIZADORA das suas cidades irm\u00e3s. Esta imagem tem sido vista por alguns comentadores como grotesca. Mas \u00e9, na verdade, o que o texto diz. Cidade EVANGELIZADA, que se transforma naturalmente em EVANGELIZADORA. Estamos nas nascentes do termo \u00abEvangelho\u00bb. E v\u00ea-se tamb\u00e9m j\u00e1, com suficiente clareza, que a Not\u00edcia \u00e9 Deus que vem! N\u00e3o, Deus n\u00e3o salva o seu povo com programas feitos \u00e0 dist\u00e2ncia nem com conce\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas friamente administradas desde cima. Deus vem!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Portanto, adverte S. Pedro (2 Pedro 3,8-14), o tempo de Deus n\u00e3o \u00e9 o nosso tempo. Um dia, para Ele, \u00e9 como mil anos, mil anos como um dia (2 Pedro 3,8; cf. Salmo 90,4). \u00c9 a paci\u00eancia de Deus que espera a nossa convers\u00e3o. O nosso tempo \u00e9 dado, concedido para alijarmos futilidades que nos pesam e nos prendem. Passar\u00e3o. O Advento reclama de n\u00f3s vestidos novos, dado que novos c\u00e9us e nova terra surgir\u00e3o (2 Pedro 3,13), habitados por filhos e irm\u00e3os, que entendem a nova linguagem da paz, justi\u00e7a, fidelidade, mansid\u00e3o, miseric\u00f3rdia (Salmo 85).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. O famoso poeta ingl\u00eas John Milton (1608-1674) ler\u00e1 assim os versos 9-14 do nosso Salmo 85 numa Ode natal\u00edcia, datada de 1629: \u00abSim, Fidelidade e Justi\u00e7a, ent\u00e3o,\/ voltar\u00e3o para junto dos homens,\/ (\u2026), e, gloriosamente vestida,\/ a Bondade sentar-se-\u00e1 no meio (\u2026).\/ E o c\u00e9u, como para uma festa,\/ escancarar\u00e1 as portas do seu pal\u00e1cio excelso\u00bb. Trata-se do regresso messi\u00e2nico dos exilados \u00e0 sua p\u00e1tria. As estradas s\u00e3o novas. T\u00eam nomes novos: chamam-se justi\u00e7a, confian\u00e7a, paz, salva\u00e7\u00e3o, fidelidade, verdade. Todas estas virtudes, expulsas de Jerusal\u00e9m por causa do pecado de Israel, regressam agora desenhando novos mapas de um mundo fraterno e de paz. Excelente proposta para come\u00e7armos a reformular os caminhos intransitivos do Advento.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Is 40,1-5.9-11; Sl 85; 2 Pe 3,8-14; Mc 1,1-8 1. 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